8 de dezembro de 2017

MBL - Movimento Brasil Livre - Quem são e quem os financia?

 Não há nada bom nem mau a não ser estas duas coisas: 
a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal. 
Platão
O Movimento Brasil Livre - MBL é um movimento político brasileiro que defende o liberalismo econômico e o republicanismo e estão ativos desde 2014. O MBL tem como colunista Luan Sperandio Teixeira, que é colaborador da rede Estudantes para Liberdade. Fabio Ostermann, que é coordenador do mesmo movimento no Rio Grande do Sul, fiscal de Estudos Empresariais e diretor executivo do Instituto Ordem Livre.
Para entendê-los é preciso ver quem são os seus financiadores que bancam seus gastos, suas viagens e despesas gerais. Por trás dos movimentos está a Indústria Koch que tem um faturamento aproximado de 115 bilhões de dólares anuais. A indústria Koch tem suas principais atividades ligadas à exploração de óleo e gás; ela esteve envolvida no roubo de cinco milhões de petróleo em uma reserva ambiental e foi multada em 30 milhões de dólares por conta de vazamento de óleo.
De acordo com publicação da Revista Carta Capital, os irmãos Charles e David Koch são sócios, possuem 42,9 bilhões de dólares e estão em sexto e sétimo lugar na última lista dos 10 maiores bilionários do mundo. O irmão caçula, Bill Koch, tem um império de 2,8 bilhões e financia políticos conservadores norte-americanos. Eles são filhos de Fred Chase Koch, um empresário de petróleo, admirador de Mussolini e um dos fundadores em 1958 da organização ultradireitista John Birch Society, cuja sede foi estabelecida ao lado do túmulo do paranoico senador anticomunista Joseph MC Carthy e foi notório pelo combate à lei dos direitos civis promovida por Lyndon Johnson, nos anos 1960.
Já a organização internacional Estudantes para a Liberdade conta com uma forte atuação e articulação em países que passaram por período de turbulência política, como a Venezuela e a Ucrânia. Na Venezuela, o grupo Estudantes para a Liberdade tem como articulador o economista Oscar Torrealba, que trabalha para o jornal EI Universal, veiculo da oposição burguesa ao governo de Nicolas Maduro.
No site de uma das organizações internacionais envolvidas com a empresa Koch e com os Estudantes Para Liberdade, coloca-se que a “a missão do Movimento Brasil Livre é mobilizar indivíduos para um ativismo em favor da liberdade, da justiça e de uma sociedade mais próspera”.
O Movimento Brasil Livre se apoia numa enorme insatisfação da população com os políticos e como resposta coloca que o “Estado seja reduzido”, ou seja, que o problema da crise e da corrupção se dá porque o governo faz muitas concessões para os trabalhadores e o povo pobre. Esse movimento reivindicou o impeachment da presidente Dilma, pois achava que os ajustes que o governo estava aplicando era insuficiente e por isso queriam substituí-la por um governo mais “ajustador”.
O discurso de que o MBL é contra a corrupção é totalmente falacioso. Para travar um combate efetivo contra a corrupção é preciso questionar a relação entre os banqueiros e empresários com os políticos. Um movimento que se coloca contra a corrupção teria que se colocar contra os ataques aos trabalhadores e ao povo pobre que o Estado impõe, mas o objetivo do Movimento Brasil Livre é justamente tentar garantir os ataques contra os trabalhadores.
A prova mais viva de que o MBL não é contra a corrupção é que duzentos integrantes do movimento irão concorrer às próximas eleições em partidos da direita, oposição ao PT e outros partidos de esquerda. Saíram candidatos com o PSDB, DEM, PMDB e outros, envolvidos nos mesmos esquemas de corrupção que o PT, além de estarem envolvidos em seus próprios esquemas, como o Desvio das Merendas, Rodoanel, Cartel dos Trens em São Paulo.
Numa entrevista de Kim Kataguari, concedida para o Globo, o MBL afirma que irá filiar integrantes nos partidos de oposição burguesa ao PT, para poder criar uma “bancada liberal independente”, que seja a cartilha da “redução do Estado na economia e na vida da população”. Um dos coordenadores nacionais do MBL, o advogado Rubens Nunes, afirma que, para conseguir uma mudança efetiva, é preciso sair das ruas e participar da política representativa.
A entrada da FIESP, junto com o MBL diz muito sobre eles, afinal não podemos esquecer que o presidente da FIESP, Paulo Skaf (PMDB), foi um grande defensor da PL 4330, cujo objetivo era ampliar a terceirização do trabalho no país, precarizando ainda mais a força de trabalho. Além do que, Skaf está sendo investigado na Lava Jato.
A Apropriação de pautas conservadoras faz o grupo radicalizar suas posturas contra manifestações artísticas, como a do Queermuseum, em Porto Alegre, e no MAM, em São Paulo.
As controvérsias e incoerências dos líderes e criadores do MBL acompanham o crescimento do movimento, que nasceu com o objetivo de mobilizar as ruas a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), de pregar o liberalismo econômico e exigir o combate à corrupção.
Com relação a este último ponto, eles ainda concentram seus ataques, de forma obsessiva, ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é acusado de corrupção em vários processos e já foi condenado em um deles. Falam pouco, contudo, de políticos como Geddel de Oliveira, Sergio Cabral, os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá, Aécio Neves (PSDB) e o presidente Michel Temer (PMDB), ainda que Aécio tenha sido gravado pedindo dinheiro a Joesley Batista, da JBS, e Temer tenha sido alvo de duas denúncias por corrupção e organização criminosa da Procuradoria-Geral da República.
"O MBL se articula em torno de alguns temas, mas os principais são ainda o antipetismo e a defesa das propostas liberais do governo. Isso explica o alinhamento com o PMDB e o PSDB", explica Fábio Malini, professor da Universidade Federal do Espírito Santo e coordenador do Laboratório de estudos sobre Internet e Cultura (LABIC).
A artilharia contra a esquerda e qualquer tese defendida por grupos que eles vinculam a ela é o que mais se destaca em suas páginas. Só a do Facebook soma 2,5 milhões de curtidas. Mas de um tempo para cá o MBL vem se apropriando de pautas ultraconservadoras em diversos campos, firmando-se como porta-voz e tropa de choque desses setores.
Com forte discurso punitivista, seus membros defendem, por exemplo, a redução da maioridade penal e o fim do estatuto do desarmamento. Se antes se recusavam a comentar temas morais ou comportamentais, hoje participam ativamente da chamada "guerra cultural".
Pregam contra o aborto, o feminismo, a "ideologia de gênero" e o "politicamente correto". Não raro dizem que negros, homossexuais e mulheres têm discursos "vitimistas" e "infantis". O "livre" que carrega em seu nome também se contradiz com uma das pautas preferidas do grupo: o Escola Sem Partido, que prega o que eles chamam de "o fim da doutrinação" nas escolas. O Ministério Público Federal já alertou sobre a inconstitucionalidade do projeto, enquanto que especialistas argumentam que, na prática, ele atenta contra a liberdade do professor na sala de aula.
Em resumo, é uma lástima que jovens brasileiros se dediquem a combater a corrupção, exceto se ela for cometida por seus aliados políticos. A vida democrática deve permitir ideias de todos os espectros ideológicos, desde que, sejam em favor da população e da Nação. Esse grupo chamado MBL, não percebe que comete os mesmos equívocos que os chamados grupos radicais xiitas de esquerda que eles tanto odeiam.
Querem impor ideias sem que haja debates democráticos, querem que esqueçamos que a corrupção está enraizada nos partidos que eles apoiam cegamente apenas porque são de direita. 

Áudio do MBL onde Renan Santos fala da ligação do MBL com partidos políticos: https://tv.uol/14XKA

Pesquisa: Wikipédia, Guilherme de Almeida Soares, Site Gazeta do Povo, Controvérsia Blog, Jornal El Pais e UOL Notícias.


6 de dezembro de 2017

Entenda o que são os Bots e como eles são usados pelos partidos políticos!

Distorcem-se fatos para satisfazer
teorias, e não o contrário.
Sherlock Holmes
Depois do experimento da Microsoft com o Tay, um bot que interagia com usuários pelo Twitter e que acabou sendo transformado em um robô nazista e ignorante no início deste ano, muita gente começou a questionar como que a tecnologia tem o poder de criar uma máquina capaz de aprender novas coisas e interagir com outras pessoas sem ser controlada por qualquer indivíduo. Bom, trata-se de um bot e chegou a hora de explicar, de uma vez por todas, o que é isso.
Primeiro, é preciso entender que um bot é um programa de computador que foi fabricado para automatizar procedimentos, geralmente repetitivos, em ordem de ajudar as pessoas. A palavra “bot” vem de “robot”, que, em inglês, significa “robô”. Ou seja, um bot nada mais é do que um robô, mas que existe apenas em formato digital.
Os bots não são exatamente uma novidade tecnológica. Jogadores de videogame e computador estão acostumados a encontrar bots principalmente em jogos clássicos como “Counter-Strike” e "StarCraft", por exemplo.
Não é apenas a Microsoft que está apostando nessa inovação para tentar dominar o mercado na próxima década, outros gigantes do ramo também estão de olho nas novidades para ingressarem em peso no setor.
Google e Facebook, por exemplo, já trabalham com bots há algum tempo. Quando você busca algo na internet e essa busca aparece em sua rede social, foi porque um bot a posicionou para você. Geralmente isso acontece com a pesquisa por artigos comerciais.
Os Bots sem que uma grande maioria soubesse, já tiveram papel importante nas eleições presidenciais de 2014, foram fundamentais para o impeachment e agora, mais sofisticados, decidirão os rumos da eleição de 2018.
O ano de 2014 foi um marco na política brasileira. Pela primeira vez, a disputa eleitoral aconteceu em grande parte na internet. É claro que, em 2010, a rede já existia, mas seu papel na tomada de decisão dos eleitores era outro. Naquela época, predominavam os veículos impressos, os portais e o SMS, todos com possibilidades de interação limitadas. Em 2014 o engajamento foi aprimorado: o Whatsapp tomaria o país; o Orkut daria lugar ao Facebook, uma rede social com base e conversações muito maiores, e a sensação de insatisfação, que antes ficava oculta a comentários na internet, se amplificaria em debates online e protestos.
Na época das eleições, enquanto Dilma Rousseff e Aécio Neves se digladiavam em debates, discursos e programas de TV, a força oculta da internet era usada como impulso extra. Um novo fenômeno aparecia na campanha virtual: os robôs programados para replicar conteúdo, os sociais bots.
Ainda que não tenha aparecido no mainstream (conceito que expressa uma tendência ou moda principal e dominante, a tradução literal de mainstream é "corrente principal" ou "fluxo principal". Em inglês, main significa principal enquanto stream significa um fluxo ou corrente). O pesquisador Daniel Arnaudo, da Universidade de Washington, nos EUA, e do Instituto Igarapé, no RJ, mostrou em estudo publicado em junho, que a ferramenta foi fundamental no processo eleitoral e, também, no processo que culminou no impeachment de Dilma. "A propaganda computacional em formas tais como redes de bot, notícias falsas e manipulação algorítmica desempenham papéis fundamentais no sistema político na maior democracia da América Latina", disse ao Motherboard.
Uma grande parte dos usuários replica essas notícias mentirosas que ganham uma multiplicação sem precedentes e acabam virando verdades para muitos incautos. [Se no Brasil já temos problemas demais com corrupção, mentiras por parte dos governantes, com os Bots sendo utilizados por estas pessoas bem remuneradas pelos partidos nas redes sociais, tornam-se uma temeridade].
Hoje as redes de bots estão mais fortes do que nunca. Os dados revelam que a atividade continuou, e ao mesmo tempo, existe uma linha entre a campanha de 2014 e o processo de impeachment. A campanha online nunca acabou, continuou depois da eleição de 2014, e só vem crescendo até os dias atuais. As redes têm a prova desse fio entre o processo de impeachment e a campanha eleitoral de 2014.
E não é só no Brasil que os Bots estão aparecendo em campanhas eleitorais. O governo americano descobriu que a propaganda eletrônica patrocinada pela Rússia teve papel importante nas eleições de 2016. Essa afirmação veio diretamente do diretor de inteligência nacional. Segundo ele, as táticas incluíram a distribuição de notícias falsas. O Facebook disse que seus dados internos não contradizem essa afirmação.
Os robôs eleitorais saíram do armário principalmente durante os debates de 2014. Após 15 minutos que o programa havia começado hashtags relacionadas a Aécio Neves triplicavam. "Esse tipo de aumento anormal é um forte indicador de que robôs estavam sendo usados, especialmente quando hashtags rivais apoiando a presidenta Rousseff não aumentaram numa proporção equivalente", diz o relatório.
E, de fato, foi possível provar a ligação entre alguns robôs e simpatizantes da campanha de Aécio Neves. A maioria dos retweets feitos pelos bots pró-Aécio tinha como fonte um publicitário que trabalhava para a campanha do tucano nas redes sociais. O PT usou das mesmas táticas, embora em menor escala. E com eficiência menor. Um documento de 2015 da Presidência da República revelou que o partido da então presidenta também possuía seu exército virtual, embora tenha causado menos estrago que a oposição. Segundo o documento, foram gastos R$ 10 milhões para manter a estrutura robótica mobilizada na campanha de 2014 funcionando entre novembro e março.
É preciso que o cidadão comum, o eleitor, ou aquele que apenas é usuário das redes sociais fique atento aquilo que é postado nas redes e que antes de compartilhar algo, pesquise, saiba que não está sendo usado por um partido ou por pessoas interessadas em algo que nada tem a ver com ideologia nem campanha política, mas sim muito dinheiro as suas custas.

5 de dezembro de 2017

Revolução silenciosa!


Para fazer uma "Revolução", não precisamos pegar em armas ou acabar com a vida de ninguém. A nossa "arma", são as redes sociais e a internet, acredite no poder que nós temos. Basta que cada um faça a sua parte e com isso amplificar. Estão em suas mãos. Na nossa mão. Seja bastante coerente. Esta é uma Matéria que vale a pena repassar, chega de nepotismo e de interesses ardilosos!

Que venha um referendo:

Voto facultativo? SIM!
Apenas dois Senadores por Estado? SIM!
Reduzir para um terço os Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores? SIM!
Acesso a cargos públicos exclusivamente por concurso, e NÃO por nepotismo? SIM!
Reduzir os 39 Ministérios para 12? SIM!
Cláusula de bloqueio para partidos Nanicos de aluguel e sem voto? SIM!
Férias de apenas 30 dias para todos os políticos e juízes? SIM!
Ampliação da Lei da Ficha-limpa? SIM!
Fim de todas as mordomias de integrantes dos três poderes, nas três esferas, Tribunais de Contas e Ministérios Públicos? SIM!
Cadeia imediata para quem desviar Dinheiro Público elevando-se para a categoria de Crime Hediondo? SIM!.
Atualização dos códigos penal e processo penal? SIM!
Fim dos suplentes de Senador sem votos? SIM!
Redução dos 20.000 funcionários do Congresso para um quinto? SIM!
Voto em lista fechada? NÃO!
Financiamento Público das Campanhas? NÃO!
Horário Eleitoral obrigatório? NÃO! Exceto se os partido financiarem com recursos próprios.
Mandatos com 5 anos, para todos os cargos do Executivos e Legislativo, e sem direito a reeleição? SIM!
Eleições Diretas e Gerais de 5 em 5 anos? SIM!
Um BASTA! Na politicagem rasteira que se pratica no Brasil? SIM!

O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes. Divulguem pelo menos para dez pessoas dos seus contatos e vamos começar a mudar o Brasil? Está em nossas mãos. Lembre-se: a ficha limpa só está aí por mobilização do povo!

Carmem Lucia Prima: Carta publicada ontem no O Globo...
Carta publicada ontem no Globo por Gil Cordeiro Dias Ferreira

4 de dezembro de 2017

Sobre os boatos a respeito das urnas eletrônicas!

“Jornalismo é publicar o que alguém
não quer que seja publicado:
todo o restante é publicidade”
George Orwell

         Ao longo dos últimos anos, sempre que nos aproximamos das eleições, surgem boatos de fraudes nas urnas eletrônicas. O objetivo às vezes é tentar justificar a derrota de um partido ou até a vitória de outro que não é do agrado ideológico de quem espalha a notícia.
 Infelizmente, o nível dos candidatos é tão baixo que muitos chegam a fazer campanha com o número errado (acredite, isso acontece muito), ou simplesmente seus eleitores, os poucos que imagina ter, dizem que votou nele, mas a bem da verdade, não quiseram ou não souberam votar no referido candidato.
A urna eletrônica não é implantada em muitos países por questões puramente financeiras, visto que sua implantação é cara dependendo do tamanho do país. No quesito "segurança", não há como negar a eficiência do equipamento e de todo o sistema criado para empregá-la.
Para citar apenas um único sistema de segurança que impediria de acontecer o que é narrado nos posts nas redes sociais, destaco a "votação paralela", que consiste no seguinte:
Essa coisa de dizer que há fraude na urna eletrônica é mais ou menos como dizer que viu um OVNI, ou que Elvis não morreu, ou que foram os próprios Estados Unidos que mandaram derrubar as torres gêmeas. São apenas teorias da conspiração que encontram eco naquilo que algumas pessoas da sociedade querem ouvir, não nos fatos.
É óbvio que a votação paralela não é o único sistema de segurança, nem sequer é o mais importante. Há dezenas de outras formas de segurança que funcionam conjuntamente.
No dia da eleição duas urnas de cada Estado são sorteadas por uma comissão composta por servidores da Justiça Eleitoral, membros da magistratura, membros do MP, membros da OAB e dos Partidos Políticos. Essas urnas são retiradas das seções eleitorais onde seriam utilizadas e levadas de helicóptero para a sede de cada um dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais. Lá, os membros da comissão votam aleatoriamente em quem desejarem e seus votos são filmados. Depois, o resultado da votação é conferido com o resultado da urna. Até hoje jamais ocorreu uma única divergência entre as filmagens e o resultado da urna.
Um caso famoso que foi publicado pela Revista Veja é o da candidata à vereadora em Guajará-Mirim, interior de Rondônia. Edilamar Quintão Pimentel (PTN-RO) descobriu, na última hora, que fez toda a sua campanha com o número errado. A postulante digitou seu número de campanha na urna e verificou que não estava registrado. O número correto da candidata era 19.789, porém os santinhos – com erro de impressão – informavam o número 19.159.
Segundo o 1º Cartório Eleitoral, uma audiência pública foi realizada logo após o deferimento das candidaturas de Guajará-Mirim para resolver possíveis erros e alterações, mas a candidata não compareceu para verificar seu número. Edilamar, que fez toda a sua campanha com um número errado, não conseguirá receber nem o próprio voto.
Assim como a incauta Edilamar, muitos são os candidatos colocados sem critérios técnicos pelos partidos e que mal sabem ler e escrever. Culpar a urna pelo fracasso eleitoral é mais simples do que admitir fraquezas, péssimas indicações ou até campanhas realizadas apenas para justificar o contingente necessário de candidato por chapa.
Em SP há 23 anos o PSDB vence as eleições para Governador. Eleições que foram realizadas sempre no mesmo dia e horário das demais (Presidente, Senadores, Deputados Federais e Estaduais), sem que ninguém jamais questionasse a vitória daquele partido. Estranhamente quando se fala de fraudes, essas são imaginadas pelos membros das redes sociais justamente no pleito para Presidente. Será que as urnas são fraudadas apenas para um resultado, deixando que os demais fiquem acima de quaisquer suspeitas?
O sistema nunca foi implantado nos EUA ou em outras Nações por que seu custo é muito alto, desde a implantação até sua manutenção. No caso particular dos americanos, suas cédulas de votação contêm muitas informações, muitos candidatos a delegados e ainda cada Estado promove plebiscitos diferentes. Temos um sistema que é melhor e mais seguro, mas por motivos desconhecidos, ignoramos e achamos que o voto em papel é melhor nos outros países. Pobre país que copia o que não presta e não valoriza o que é inteligente. 

3 de dezembro de 2017

Quando se fala em poder político, nada é o que parece ser!


            O libertário Alejandro Chafuen, argentino-americano, passou sua vida adulta se dedicando a combater os regimes de esquerda e os movimentos sociais na América do Sul e Central na tentativa de substituí-los por empresários do chamado libertarianismo. O libertarismo, algumas vezes traduzido do inglês como libertarianismo, é uma filosofia política que possui a liberdade como seu núcleo. Libertários buscam maximizar a autonomia e liberdade de escolha, enfatizando as liberdades políticas, associações voluntárias, e a primazia do julgamento individual.
Estes grupos patrocinados pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fim lucrativo conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991 festejou vitórias recentes na América do Sul.
Recentemente esteve no Latin America Liberty Forum, uma reunião internacional de ativistas libertários que a Rede Atlas banca financeiramente.
A falta de recursos financeiros aliados aos crescentes casos de corrupção na América Latina, fizeram com que alguns governos de esquerda tivessem problemas para se manter no poder. Estes libertários vislumbraram então o surgimento de uma oportunidade e uma demanda por mudanças, e tinham pessoas treinadas para pressionar por certas políticas.
Com isso, diversos líderes ligados à Rede Atlas conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff.
Um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão. Ele inclusive esteve nas manifestações no Brasil e pensou: “Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto” diz, empolgado.
É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
Uma profunda guinada a direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente.
Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA, associados à Atlas que são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do soft power norte-americano.
Isso nos mostra que por trás de falsos discursos pseudos moralistas contra a corrupção e os grupos de esquerda, o que temos na verdade são grupos organizados com muitos recursos e disponibilidade para ajudar políticos e empresários que não estão no poder a conquistá-los.
Essa mudança visa colocar no topo das negociações o governo americano, obviamente o grande defensor da liberdade (Deles) e a democracia dos outros.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas, realizaram centenas de doações para grupos conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um grupo da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um grupo neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
No ano de 2018, teremos eleições no Brasil, é preciso que nos informemos muito bem e saibamos quem está por trás de cada candidatura. Que grupos apoiam segmentos de esquerda e direita. E quanto dinheiro está sendo colocado em jogo para que podemos saber o que se dará em troca deste apoio para eleger simpatizantes deste ou daquele segmento político ou organizações como a Rede Atlas.

Fonte de pesquisa realizada por Danielle Mackey

29 de novembro de 2017

Certeza do silencio da sociedade é tanta, que Gestor Público nem se preocupa com as justificativas!

Distorcem-se fatos para satisfazer
teorias, e não o contrário.
Sherlock Holmes

A sociedade brasileira acredita que a democracia se resume ao ato de votar. Após a visita a urna eletrônica esquece de cobrar, fiscalizar e verificar o que os eleitos (Independente de serem ou não suas opções de voto) estão fazendo com os recursos públicos.
Em Bauru, vai se configurando aos poucos aquilo que eu já sabia com muita antecedência. O Poder Executivo com auxilio de alguns vereadores estão planejando transformar a cobrança já existente do FTE – Fundo para Tratamento de Esgotos em uma espécie de CPMF bauruense eterna.
 Sua origem foi no governo Tuga Angerami com a sansão da Lei 5357/2006, que criou o fundo que tem como objetivo a captação e aplicação de recursos financeiros para a implantação do sistema de tratamento de esgoto urbano no Município de Bauru. A duração do FUNDO fica condicionada a efetiva construção da Estação de Tratamento de Esgoto.
Como as obras da Estação estão em andamento com recursos oriundos do governo federal, o prefeito e alguns vereadores começam a pensar numa forma de manter a cobrança eternamente, sacrificando os bolsos dos contribuintes bauruenses que assim como o restante da nação já pagam quantias obscenas em impostos neste país.
Atualmente o Fundo em questão tem aproximadamente R$ 180 milhões. Recursos arrecadados que só podem ser utilizados única e exclusivamente no Tratamento de Esgotos da cidade.
Os olhos dos políticos ficam perdidos quando percebem que existe a possibilidade de manter essa arrecadação nababesca eternamente. A finalidade futura a mim não importa, pode ser água, manutenção futura da ETE, nada disso me comove. Cabe a sociedade bauruense e todas as suas entidades representativas dar um basta nesta intenção equivocada do prefeito e de alguns vereadores.
O povo brasileiro já paga impostos em demasia para os Municípios, Estados e o Governo Federal. Desconheço outra cidade do nosso país que possua uma CPMF para bancar quaisquer que sejam as finalidades. Já fizemos a nossa parte e a ETE está em obras.
Sem contarmos que podemos em breve ter novamente uma Taxa para manutenção do Corpo de Bombeiros e outra para a Iluminação Pública, que está abandonada pela empresa concessionária que aguarda julgamento de liminar para se livrar definitivamente dessa sua atribuição quando da privadoação da empresa pelo Estado.
Ainda mais estranha é essa conversa de que precisará destinar dinheiro do povo para “investimento em reservação e abastecimento”, portanto ele sugere a manutenção do FTE com outro nome. Sou contra! E você cidadão bauruense? O que você acha? Vai continuar bancando os desejos dos nossos políticos ad eternum?
Se essa ideia passar pela Câmara, os futuros prefeitos poderão criar novas cobranças na Conta do DAE, no IPTU, sempre que precisarem de recursos, evitando o caminho da gestão eficiente, realizada a partir de planejamento, ética e cuidados redobrados com o erário.
Basta! Chega de improvisos e da ausência de planejamento a médio e longo prazo. O prefeito pode enviar um projeto que informe a sociedade o destino do dinheiro do FTE, propondo, por exemplo, a Modernização da Estação de Captação de Água, Troca das tubulações mais antigas, etc. Neste mesmo decreto ele tem a obrigação de informar que na inauguração da ETE – Vargem Limpa cessa a cobrança do FTE. Nós, cidadãos de Bauru, já demos nossa valiosa contribuição, agora é a hora e a vez do Poder Público fazer sua parte. Afinal, para isso foi eleito.

22 de novembro de 2017

Viver é uma arte cada dia mais complicada!

Os problemas significativos que
enfrentamos não podem ser
resolvidos no mesmo nível de pensamento
em que estávamos quando os criamos.
Albert Einstein
O mundo mudou e continua mudando a cada dia, independente de percebermos ou não essas mudanças que podem ser climáticas, tecnológicas ou culturais. Fato é que, se viver está mais fácil do ponto de vista dos avanços da medicina e da farmacêutica, porém, muito mais complicado se pensarmos apenas nas alterações que vivenciamos na humanidade ao nosso redor.
A intolerância religiosa, bem como a incompreensão para as questões que envolvem a questão sexual se proliferam aos quatro cantos, nem sempre no campo do diálogo, da compreensão e do respeito. Na maioria das vezes acompanhada pela violência, pela intransigência, pelo bullying, pela verborragia que agride nas redes sociais, um verdadeiro esconderijo para quem não tem coragem de expor opiniões inteligentes e sensatas.
Some-se a isso no Brasil a intolerância política, onde as pessoas muitas vezes não podem exercer seu direito sagrado de expor suas opiniões sem ser rotulado, taxado e até agredido verbalmente nas ruas, na internet ou nas redes sociais. Foi-se o tempo em que podíamos ser de direita, esquerda, centro ou nada disso, sendo respeitados da mesma forma.
Os crimes cometidos por integrantes do PT, PMDB, PSDB, DEM, não foram praticados por quem neles votou democraticamente. Taxá-los de esquerdopatas, reacionários, direita ou tucanalha não vai acrescentar nada ao diálogo e as tão sonhadas mudanças que almejamos.
Vivemos tempos em que pseudos religiosos tomam dinheiro dos incautos em templos cobertos de ouro, quebram imagens religiosas, agridem aqueles que seguem outras religiões que não as suas, pregando justamente o contrário do mesmo Cristo que tanto dizem venerar.
Aliás, muito já se falou sobre o que pensaria Jesus ao pisar na Terra nos dias atuais e ver com seus olhos a destruição do homem, aA ganância desvairada do ser humano, os crimes contra o meio ambiente e a fauna e a flora que seu Pai celestial concebeu com tanto amor e zelo.
Se ao voltar por engano ou propositadamente viesse ao Brasil, creio que Jesus teria um momento de extrema dor e tristeza em seu coração ao ver tanta miséria de espírito, tanta ausência de comiseração, tantos oprimidos vivendo na escuridão da plenitude da ignorância.
Às vezes temos a impressão exata que a humanidade não evoluiu, mas, de que está andando para trás como se quisesse voltar à idade média. Filhos se voltando contra os pais, crimes de ódio contra a mulher, crianças, idosos e meio ambiente, pessoas brigando, se agredindo e matando por dez reais.
O ódio está em todos os lugares, o amor, parece que apenas nos corações de alguns. É preciso inverter isso e fazer com que nossa passagem pela Terra seja muito maior do que alguns estão supondo em vão.

19 de novembro de 2017

Um governo entreguista!

O erro acontece de vários modos,
enquanto ser correto é possível
apenas de um modo. Aristóteles

Além de todos os problemas causados pelos nossos governantes desde que a democracia foi restaurada no país após o fim da revolução militar (Corrupção desenfreada, Incompetência de gestão, Projetos sem continuidade, Gestões privilegiando as grandes fortunas em detrimento da sociedade), temos uma constante e deliberada ação de entrega do patrimônio público e das terras brasileiras ao capital estrangeiro.
A Floresta Amazônica sofre com os latifundiários, as mineradoras ilegais, os garimpos irregulares de extração de ouro e outras riquezas, além da sorrateira e dissimulada entrega de milhares de hectares de terra nativa aos grupos estrangeiros europeus e norte americano. Saem da Floresta, madeiras de lei, animais exóticos, folhas e ervas que se tornaram medicamentos que depois voltarão ao Brasil a peso de ouro.
Recentemente, Michel Temer bem que tentou abrir a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na floresta amazônica para a exploração das mineradoras a toque de caixa. Mas a reação de ambientalistas e da comunidade internacional foi tão grande que ele precisou voltar atrás, pelo menos por enquanto.
No dia 25 de setembro o Governo anunciou a extinção total do decreto que previa a abertura da Renca, situada entre os Estados do Pará e Amapá, para a entrada de empresas de mineração que cobiçavam ouro, cobre e outros tesouros na região, que alcança o tamanho da Dinamarca.
Sempre ouvimos falar, mas raramente com precisão, sobre a extração e envio de Nióbio para o exterior. O Brasil detém 98% do total existente deste minério no planeta.
O nióbio (nome advindo da deusa grega Niobe, filha de Tântalo) é utilizado para dar liga na fabricação de aços especiais e é um dos metais mais resistentes que existe, tanto à corrosão quanto a temperaturas externas. Também é um metal supercondutor e seu ponto de fusão (derretimento) é aos 2.468 °C, enquanto que seu ponto de evaporação é aos 4744 °C. Se adicionado (em gramas) proporcionalmente à tonelada de aço, pode dar maior tenacidade e leveza ao material. 
Passados tantos anos o governo brasileiro não possui uma política específica para a extração e comercialização deste nobre minério. As reservas brasileiras possuem 842.460.000 toneladas distribuídas nas jazidas locais. As maiores estão localizadas em Minas Gerais (75%), Amazonas (21%) e em Goiás (3%).
Embora o assunto seja tratado com excessivo sigilo, dizem que o preço cobrado pela exportação do nióbio no Brasil, é ínfimo, fazendo com que nossas reservas sejam dilapidadas sem que exista uma regulamentação para a extração e venda. Além de um controle sobre os preços a serem praticados, isso tudo faz com que o país tenha prejuízo bilionário.
O nióbio é tão valorizado que chegou a ser envolvido em um escândalo: O Mensalão, em 2005. À época, o empresário Marcos Valério afirmou durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios, que o Banco Rural entrou em contato com José Dirceu acerca da exploração de uma mina de nióbio localizada na Amazônia.
Já em 2010, o site WikiLeaks – conhecido por divulgar documentos, vídeos e fotos sigilosas de órgãos mundiais importantes – vazou um documento do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que colocava as minas de nióbio no Brasil na lista de locais cujos recursos e infraestrutura são essenciais e estratégicos para os EUA.
Posteriormente, outro fato que mexeu com o tema nióbio no Brasil: A venda de uma parte da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), considerada a maior produtora de nióbio do mundo, para companhias asiáticas. Já em 2011, algumas empresas de origem chinesa, japonesa e sul-coreana fecharam a compra de 30% do portfólio financeiro da CBMM por US$ 4 bilhões. A CBMM foi fundada em 1965, quando o banqueiro Walter Moreira Salles se associou à companhia de mineração Molycorp. Posteriormente, Salles comprou o restante das ações da empresa, localizada em Araxá (MG).
Esse entreguismo das nossas riquezas, misturado com a corrupção que está no DNA dos nossos políticos e governantes derrotam o futuro do Brasil muito antes que ele aconteça. Somos uma Nação prejudicada até nas riquezas que possuímos.

Fontes pesquisadas: Wikileaks; Técnico em Mineração; Cola da web, Portal G1. 

5 de novembro de 2017

STF - Uma terra improdutiva!

 "Deve o juiz, acima de tudo, desconfiar de si,
pesar bem as razões pró e contra, e verificar,
esmeradamente, se é a verdadeira justiça,
ou são ideias preconcebidas que o inclinam
neste ou naquele sentido. "Conhece-te a ti mesmo" –
preceituava o filósofo ateniense.
Pode-se repetir o conselho, porém complementado assim:
'e desconfia de ti, quando for mister compreender
e aplicar o Direito.”.
Ministro do STF (1937/1941) Carlos Maximiliano

Nos últimos anos vem crescendo assustadoramente a desconfiança e a falta de credibilidade da sociedade brasileira na sua instância maior da Justiça – Supremo Tribunal Federal – STF. Em alguns momentos por conta de suas decisões controversas, que não vão de encontro ao que a sociedade brasileira anseia, ora pelo excessivo falatório que brota da boca de alguns de seus membros.
Incomoda ainda mais a falta de produtividade que aquela corte demonstra ter com relação aos processos que julga morosamente e pelos que sequer começa o procedimento permitindo que os réus se livrem pela decorrência do prazo.
Apenas a titulo de comparação:
Operação Lava Jato – Condenações Pedidos de prisão   Presos
Sérgio Moro -                  116                  168                   30
STF             -                  Zero                Zero                 Zero
O atraso da justiça se caracteriza como uma forma real da prática da injustiça. O STF possui centenas de processos contra parlamentares engavetados cuidadosamente há muitos anos. O senador Valdir Raupp, por exemplo, tem um processo que está no STF há 20 anos.
Além dessa fragrante improdutividade, outra coisa incomoda muito no STF, que é a atuação dos membros do tribunal fora dos processos:
- Tem ministro que sugeriu a liberação das drogas;
- Ministro participando de armação para que a presidente afastada não perdesse os direitos políticos;
- Tem Ministro viajando ao exterior para participar de eventos político partidário;
- Tem ministro que interfere em decisões de primeira instância, mesmo sendo padrinho de casamento da filha do réu. Com o agravante que o réu é cliente do escritório onde sua esposa trabalha como advogada;
- Tem ministros que nunca foram juízes e que tiveram suas indicações porque eram advogados ou membros de partidos políticos.
O calendário do STF em 2017 mostra claramente o quão improfícuo é aquela corte, senão vejamos:
60 dias – Férias
86 dias – Finais de semana
14 dias – Feriados
11 dias - Recesso forense
30 dias – Palestras, seminários etc.
201 dias – Sem expediente – 55%
164 dias – Expediente normal – 45%
Um operário trabalha normalmente 40% a mais que um membro do STF. Com a diferença que recebe R$ 965,00 por mês, enquanto um ministro do STF recebe no mínimo o teto constitucional de R$ 37.476,00. Sem contar os benefícios imorais que ainda recebem em forma de "auxílios".
Um tribunal que se mostra incoerente em suas recentes decisões, como por exemplo, autoriza prisão de Eduardo Cunha passando por cima da Câmara, enquanto libera Aécio Neves para que o Senado cuide de seu mandato. Não é isso que a sociedade espera desta corte com toda certeza.
Com tantos gastos e tanta improdutividade é incrível que até hoje o plenário do STF não tenha sido invadido pelo MST ou qualquer outro movimento social.

1 de novembro de 2017

Como alguém, sob suspeita, passa por realizador no Brasil?


Não conseguimos assistir televisão aberta em SP, sem que as inserções comerciais inundem os intervalos da programação com propagandas do Senhor Paulo Skaf, a frente do que chamamos de sistema ‘S - SESI, SENAI, SENAC e SEBRAE. Sem contar que o mesmo é presidente da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
É notório que as propagandas são de cunho próprio, tentando alçar sua candidatura em 2018 ao Governo do Estado de SP, repetindo estratégia adotada na eleição passada. Não tenho nada contra o sistema ‘S muito pelo contrário, se temos algo que funciona bem neste país são justamente essas entidades voltadas para o esporte, cultura e principalmente a educação.
O problema é o cidadão usar de algo em prol de uma candidatura no ultra decadente PMDB de forma descarada e até desonesta, visto que, não é o dono das mesmas.
A delação do empreiteiro Marcelo Odebrecht levou a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar o presidente da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf (PMDB-SP), junto com Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e o ex-ministro Antônio Palocci. Segundo a PF, a suspeita é de crimes de corrupção ativa e passiva.
Em colaboração premiada, Marcelo Odebrecht afirmou que repassou, por meio de caixa 2, cerca de R$ 2,5 milhões a Paulo Antônio Skaf a pedido de Steinbruch, que teria assumido compromissos de fazer doações ao PT nas eleições de 2010. Segundo o empreiteiro, o valor pago pela Odebrecht foi “reembolsado” em um contrato da empresa com a CSN para a construção de uma fábrica de aço.
Nas planilhas da Odebrecht a doação a Palocci consta identificada como “italiano aço”. E o pagamento a Skaf consta como “rolamento”.
Paulo Skaf afirma que nunca pediu e nem autorizou ninguém a pedir qualquer contribuição de campanha que não as regularmente declaradas. "Todas as doações recebidas pela campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral, que aprovou sua prestação de contas sem qualquer reparo", diz a nota da assessoria de Skaf. 
Isso não muda nada, afinal de contas, políticos que tiveram imagens e áudios gravados também disseram a mesma coisa. O que prova que são mentirosos e culpados ou o Tribunal Superior Eleitoral precisa urgentemente mudar seus esquemas de fiscalizações, controles e conferências sobre as doações realizadas aos candidatos e seus partidos políticos.
O cidadão Paulo Skaf usa o sistema e a FIESP em proveito próprio e quer descolar a imagem de suspeito de ligações com a Lava Jato, alterando-a para bom moço e ótimo administrador. Cabe a você eleitor e cidadão cansado de tanta roubalheira em nosso país, não votar neste futuro candidato para que não elejamos alguém com este perfil.  

28 de outubro de 2017

O lado obscuro do sucesso empresarial no Brasil!

Quanto mais corrupção, mais injustiça.
Quanto mais injustiça, mais impunidade.
Quanto mais impunidade, mais violência.
Quanto mais violência, menos felicidade.

 O Brasil é um dos poucos lugares do mundo, onde até o crescimento e o sucesso de uma empresa ou segmento empresarial precisa ser avaliado com calma e muitas vezes com investigações pontuais.
Em qualquer lugar, do mundo capitalista, empresas compram empresas, se fortalecem, crescem e se transformam algumas vezes em grandes grupos detentores de muito poder e domínio sobre seus concorrentes.
Aqui no Brasil, um açougueiro modesto conseguiu em alguns anos transformar seu pequeno negócio no maior processador de alimentos do mundo. Quando foi investigado, os órgãos do governo perceberam que aquilo não era fruto de sorte, boa gestão, mas sim de crescimento à custa de propinas pagas a políticos corruptos, e empréstimos facilitados junto a diversas instituições financeiras do governo.
No ramo da educação temos outro fenômeno chamado Grupo Kroton – A maior empresa de educação do mundo. Surpreso? Sim, não é da China nem dos EUA, a maior empresa de um segmento onde nós, temos tantas carências e dificuldades.
O grupo é dono entre outras das seguintes instituições de ensino no Brasil:
- Faculdade Anhanguera;
- UNIDERP;
- UNIC – Universidade de Cuiabá;
- UNOPAR – Universidade do Norte do Paraná;
- UNIME – União Metropolitana de Educação e Cultura – Lauro de Freitas – BA;
- FAMA – Faculdade Metropolitana de Anápolis- GO;
- LFG – Rede Luiz Flávio Gomes;
- Grupo Educacional Pitágoras.
Apenas no ano de 2016, o grupo teve uma receita líquida de R$ 5,24 bilhões. Para tanto, no período de 2009 a 2015 efetivou um milhão de matrículas enquanto dados do governo apontavam financiamento para dois milhões e duzentos mil estudantes. Como disse o poeta Renato Russo: “Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir, festa estranha, com gente esquisita, eu não to legal, não aguento mais birita”.
Como bem disse Gregório Duvivier na HBO, essa situação nos faz lembrar a de um cassino milionário sem vigia e sem fiscalização das entidades financeiras do país.
Outros fatos chamam a atenção como, por exemplo, aceitarem alunos com notas do ENEM abaixo da média exigida pelo FIES – Fundo de Financiamento Estudantil e PROUNI – Programa Universidade para Todos, para poder matricular mais alunos e engordar ainda mais seus ganhos com a educação.
Não fica impossível imaginar que a Kroton é a instituição de ensino mais beneficiada pelo advento do FIES. No 3º trimestre de 2015, 51% dos seus alunos e 71% da sua receita de graduação presencial era proveniente do FIES.
Ou o caso de uma das empresas do grupo que tem assinado convênios nos quais se compromete a pagar um dízimo a Igrejas que lhe indicarem alunos universitários.
Com isso, o lucro da Kroton impulsionado pelas suas aquisições e pelo seu método de trabalho cresceu 22.130%. Não é erro de digitação, mas sim, vinte e dois mil cento e trinta por cento de crescimento entre 2010 e 2015.
Por trás desses dados, ainda temos a questão dos financiamentos que não vêm sendo cumpridos à risca pelos alunos, e que segundo projeções indicam que em 2024, o impacto desse conjunto de contratos alcançará um rombo de R$ 111 bilhões para o país.
Por onde andam Receita Federal, CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica e os demais órgãos fiscalizadores do país? A desigualdade social no Brasil passa amplamente pela falta de fiscalização e controle sobre as grandes fortunas, nem sempre conseguidas com esforço, trabalho e seriedade.

22 de outubro de 2017

O estilo tucano de enganar o contribuinte em SP!

Distorcem-se fatos para satisfazer teorias,
e não o contrário.
Sherlock Holmes

Uma prática muito comum em São Paulo desde 1995 quando o tucanato se apoderou do governo do Estado mais rico da nação é enganar o contribuinte e o eleitor anunciando obras que meses depois serão interrompidas. Ou ainda, postergando a solução de demandas urgentes que os prefeitos dos municípios solicitam.
Vou citar alguns casos para não alongar o texto demais, porém, com estes exemplos o eleitor de outros Estados e regiões do país poderá conhecer um pouco deste perverso estilo de governar de Alckmin, Serra e demais tucanos de SP.
As publicidades nas inserções e programas partidários mostram um Estado com as finanças no azul, obras em andamento e tudo maravilhoso. Entretanto, na vida real, nada disso está acontecendo, são mentiras ou meias verdades repassadas à exaustão para colar um modelo de administrador que definitivamente não existe em SP. Vamos aos exemplos:
No mês de janeiro de 2016, forte chuvas derrubaram pontes em estradas vicinais interrompendo ligações entre municípios da região centro oeste do Estado. Uma delas no município de Agudos – SP, teve o pedido de verbas para reconstrução atendido pelo governador após um ano e meio do ocorrido. Isso porque, o Prefeito foi à sede do governo diversas vezes lembrar a necessidade da verba.
A ligação entre Agudos e Bromélias é feita por uma vicinal de terra, sem asfalto (Século XXI?), mesmo no poder desde 1995, o governo do Estado não “conseguiu” resolver tão simples problema.
Em Bauru, o Hospital Manoel de Abreu foi fechado sem que a sociedade soubesse o motivo. Após várias criticas, a Secretaria de Saúde declarou que o mesmo passaria por reformas. Isso já faz dois anos e até o momento nada foi realizado. Tudo abandonado e a desculpa é que o processo de licitação está em andamento.
O mesmo aconteceu com a Escola Estadual Professor Francisco Alves Brizola, que está parada desde 2016, sem que uma simples reforma, solicitada um ano antes fosse realizada pelo governo. Até esta data, as obras não foram iniciadas. Os alunos estão estudando em bairro distante para desespero de seus pais e dos professores.
Em São Paulo, apenas uma obra foi designada para o Estado quando da organização da Copa do Mundo de 2014. A ligação entre o bairro do Morumbi e o Aeroporto de Congonhas por Monotrilho. A obra começou em 2012, nunca foi concluída e está paralisada por ordem do governador Alckmin. Talvez ele esteja esperando uma nova copa no Brasil. Obras do Metrô, Rodoanel e CPTM se arrastam paradas igualmente.
Desde 1995, os tucanos em época de campanhas eleitorais, prometem a ligação entre a cidade de Santos – Guarujá no litoral sul do Estado. Já prometeram viaduto e até um túnel no estilo europeu, com direito a maquete digital e muita publicidade. Até hoje, 23 anos depois, a passagem continua sendo realizada em Balsas antigas e perigosas.
Novamente em Bauru, tivemos uma rebelião no IPA- Instituto Penal Agrícola, que praticamente destruiu seus pavilhões no início de 2016. A reforma não saiu do papel e a Secretaria de Assuntos Penitenciários não sabe informar quando ela será realizada. O clima é de revolta entre os agentes penitenciários e os detentos por conta da situação de tensão e da deficiência de vagas que se agravou com a demora da reforma.
A ligação entre as cidades de Barra Bonita, estância turística importante da região e a cidade de Jaú, vem sendo solicitada pelos moradores há duas décadas, mas o PSDB até hoje não efetivou a licitação e o início das obras para duplicação da estrada que já matou centenas de pessoas neste período.
Assim é fácil dizer que tem finanças do Estado no azul, não atendendo os contribuintes e paralisando obras prometidas fica muito fácil, não é mesmo governador Alckmin?
Estradas construídas no período da ditadura militar, sob concessão para empreiteiros amigos, têm pedágios com valor obsceno na casa dos dois dígitos, enquanto centenas de estradas vicinais não possuem asfalto ou sinalizações adequadas para sua correta utilização.
A Saúde e a Educação ficam para um próximo artigo.