Meu livro "O Humor no Trabalho"

Meu livro "O Humor no Trabalho"
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5 de setembro de 2014

Eleições se aproximam enquanto parlamentares com mandato brincam com o povo!

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo;
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.

Há dois meses da realização das eleições no país, quando escolheremos pelo voto direto presidente, governadores, senadores e deputados estaduais e federais, o país assiste ao deboche dos parlamentares com mandato no Congresso Nacional para com o povo brasileiro, o mesmo povo que elegerá uma nova bancada na Câmara Federal.
Nas últimas legislaturas (24 anos) pouco ou quase nada foi realizado pelos congressistas brasileiros eleitos pelo povo para fiscalizar o executivo, propor nova legislação, atualizar as existentes, reformular a política nacional, impostos e carga fiscal, sistema educacional, da saúde e previdenciário entre tantas coisas que há por fazer.
Ao contrário, a eleição determina para eles apenas quem está com o governo ou contra. A favor ficam a chamada base governista, que se curva diante da pasmaceira de governantes pouco ou nada interessados em fazer o país evoluir, do outro lado, oposicionistas que só pensam em estar no poder novamente.
Desde que o Brasil voltou a eleger presidentes da república pelo voto direto já se vão 24 anos e não tivemos evolução alguma na Educação, na Saúde Pública, Segurança, Habitação, Transporte e Mobilidade Urbana, atualização de Códigos e Leis importantes como a CLT por exemplo.
Tudo por culpa da junção do Poder Executivo com o nefasto Poder Legislativo inerte, omisso e preguiçoso que temos no nosso combalido país. Para exercer o papel de representantes do povo ou despachantes dos governantes, deputados e senadores recebem altos salário acrescidos de vantagens imorais que nenhum outro trabalhador recebe.
Trabalham pouco ou quase nada durante a semana (Chegam na Terça-Feira no DF e vão embora na Sexta-Feira para seus Estados de origem pela manhã). Não votam a pauta, arquivam milhares de processos e projetos, discutem apenas quando algum podre do Executivo pode dar ibope na mídia com a criação de alguma CPI.
A maioria, depois de eleita quase sempre é governista, fruto dos benefícios oriundos desta opção vantajosa (Cargos em Ministérios, Secretarias, Estatais, Autarquias, enfim, órgãos da administração direta e indireta do país. Esses costumam ficar calados, pouco aparecem, exceto em época de eleições ou para defender o governo.
A minoria fica criticando o governo, propondo CPI’s, propondo tudo que não fariam se estivessem na situação governista. Ambos têm em comum o fato de que não trabalham na casa pelo povo brasileiro, esquecem por completo e por conveniência da pauta da Câmara e Senado.
Ano após ano, mandatos após mandatos nada muda, os ratos estão cada vez mais ricos e nós aqui embaixo indignados tentando achar uma fórmula de eleger gente séria, honesta e que não façam da política uma profissão, mas sim um sacerdócio em prol da sociedade brasileira.
Uma situação difícil, quase utópica do eleitor do maior país da América do Sul, que vê os índices econômicos, educacionais e de qualidade de vida ficarem abaixo de republiquetas menores e piores que o nosso próprio país a cada nova divulgação na mídia.
Mas apesar disso, não podemos desistir, temos de acreditar em nós, em Deus e na mudança destes senhores que enxergam a eleição como meio de vida, enquanto ela é apenas e tão somente para nós uma esperança de dias melhores.

31 de agosto de 2014

Polônia - Como é bom não ter políticos brasileiros!

“Tanto vencedores quanto derrotados,
ambos, tropeçam e caem; a diferença é que
os vencedores se levantam rapidamente".
Peter George

O Brasil não tem uma rede pública de qualidade para atender a saúde do seu povo, não possui uma rede de ensino eficaz, com boas escolas e um sistema educacional que seja adequado a realidade nacional. Isso vale a rigor para segurança pública, habitação popular, mobilidade urbana, saneamento básico e tudo que diz respeito a gestão pública.
Mesmo assim se arvorou a realizar uma Copa do Mundo de futebol e vai sediar a próxima olimpíada na cidade do Rio de Janeiro. Mesmo com dificuldades, com carências de todas as espécies, o ego dos dirigentes e das autoridades é sempre colocado acima da razão e do povo brasileiro.
Na maioria das cidades brasileiras não há ginásios poliesportivos, centros de referência para modalidades olímpicas (Natação, Artes Marciais, Ginastica, Atletismo, Canoagem, etc.) Vivo em Bauru no Estado mais rico da nação e a cidade com quase 400 mil habitantes não possui um único local para receber eventos esportivos (Futsal, Basquete, Vôlei e shows.
Enquanto isso na Polônia, pais que sofreu com guerras, intervenções na época de Hitler e do comunismo da URSS, além de possuírem locais para jogos e eventos, seu povo vive com saúde, educação e moradia com saneamento básico e mobilidade urbana.
Neste sábado (30/08/14) vão realizar a abertura do Campeonato Mundial de Vôlei dentro de um estádio de futebol coberto, com espaço confortável para 62.000 torcedores e toda infraestrutura de um imenso ginásio olímpico.
Como eles conseguem, se não possuem uma economia esplêndida? Como eles conseguem se não são um país de dimensões continentais e com inúmeras riquezas como o Brasil? Como eles podem erguer um estádio acima do chamado Padrão FIFA e utilizarem o mesmo em outros eventos se aqui o Maracanã sofre reformas a cada nova competição no RJ?
Simples a resposta: A Polônia não possui os políticos brasileiros que são péssimos gestores, não tem vontade política para fazer o bem comum, são desprovidos de qualidades mínimas como seres humanos, são sugadores do sangue dos brasileiros e dos recursos oriundos dos impostos que na maioria das vezes são superiores aos pagos na Europa por muitos países como a Polônia por exemplo.
Essa escória brasileira constrói o Engenhão – Estádio inaugurado em 2007 para os Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro e que não pôde ser utilizado na Copa do Mundo, aliás, está parado misteriosamente desde 2013.
A mesma administração que reformou o Maracanã a peso de ouro para os Jogos Pan Americanos em 2007 e depois teve de investir quase 2 bilhões na reforma para a Copa do Mundo. Gente que joga nosso dinheiro no lixo, quando faz a demolição da pista de ciclismo que havia custado R$ 10 milhões para construir outra por R$ 180 milhões no RJ.
A Polônia pode enfrentar muitas dificuldades, seu povo pode não estar feliz com algumas coisas na gestão de seus comandantes, porém está anos luz da situação que enfrentamos no Brasil.
Quando o Campeonato Mundial de Vôlei começar hoje no Estádio Nacional de Varsóvia, uma lágrima vai escorrer dos olhos daqueles que vivem no Brasil e não possuem a mesma condição para fazer sem roubar, sediar sem passar vergonha e sabendo que seus governantes não desviaram dinheiro público para o que quer que seja no país.
   

28 de agosto de 2014

Presídios são exemplos da ausência das autoridades!

Quase toda absurdidade de conduta
 vem da imitação daqueles com quem não
podemos parecer-nos. Samuel Johnson


No mundo civilizado, no chamado primeiro mundo, os indivíduos que cometem crimes são presos, respondem a processos, são julgados e se condenados, cumprem penas em regime fechado em Presídios construídos pelo Estado ou pela iniciativa privada.
Nestes lugares, os presos são obrigados a trabalhar e não recebem bolsa reclusão, algo impensável em países sérios administrados por governantes inteligentes e preocupados com a sociedade. Muitas vezes podem estudar e tem acesso a bibliotecas, porém, não podem receber visitas intimas, nem tem acesso a celulares e outras formas de comunicação com o mundo externo.
Afinal estão presos por que cometeram crimes contra a sociedade, motivo pelo qual perderam as vantagens que tinham antes de se aventurarem pela criminalidade, escolha deles e não da sociedade que paga impostos e trabalha para se sustentar e manter-se. Simples assim!
Aqui no Brasil, nossos sistemas judiciário e penitenciário são administrados de forma a crermos que o criminoso é vítima, que para tanto precisa ser tratado como se fosse um cidadão de primeira classe, quando na verdade não é nem nunca foi.
A nossa Justiça é frouxa, omissa e vive perdida em meio a poeira de seus milhares de processos guardados em porões à espera do milagre do julgamento. Muitos crimes prescrevem por culpa da própria justiça. Milhares de condenados estão nas ruas à espera do cumprimento do mandado de prisão.
Essa mesma Justiça que concede aos marginais o auxílio reclusão, progressão de regime, redução de penas, teto máximo de 30 anos para reclusão em regime fechado e indultos nos feriados.
O sistema penitenciário que no país com algumas exceções é um lixo mal administrado e sem quaisquer resquícios de gestão prisional permite visitas intimas, entrada de drogas, celulares, televisores e muito mais com a conivência da direção de alguns presídios.
No Maranhão recentemente o país viu um pouco do que é norma em vários Estados brasileiros. Crueldade, crimes, máfia, corrupção e desmandos sem controle algum por parte da direção e do Estado, que se omite diante de sua incapacidade gerencial.
O Estado do Paraná na Cadeia Pública de Guarapuava acaba de nos dar mais um exemplo de como funciona o sistema prisional brasileiro, ao permitir que as presidiárias postassem fotos e acessassem redes sociais de dentro da cadeia. Ou seja, mulheres presas por tráfico de drogas, vivem dentro da Cadeia como se estivessem em suas casas.
Elas provaram que não só em Guarapuava, mas sim, em todas as prisões brasileiras entram celulares, carregadores de baterias, drogas, alimentos, aparelhos diversos, enfim, o que os criminosos quiserem a qualquer tempo. O Estado brasileiro é refém das grandes facções criminosas e demonstra esta sua fraqueza diariamente.
As autoridades dos três poderes constituídos não se impõem, fingem nada saber, se omitem de tomar providências definitivas que recoloquem o Estado no comando. A degradação do sistema penitenciário, a omissão da Justiça e o crescente aumento da violência epidêmica no país não mexem aparentemente com nenhuma autoridade brasileira. Todos são a sua maneira, coniventes e tem culpa pelo que está acontecendo.
Presidente, Ministro da Justiça, Presidentes do Senado e da Câmara Federal, Presidente do STF, ninguém ao menos mostra um pouco de indignação com fatos como estes abordados diariamente nos nossos telejornais e na mídia em geral. Estão aparentemente felizes e vivem alhures ao processo que já passou dos limites do bom senso há muitos anos no Brasil. Até quando senhores (as)?

20 de agosto de 2014

Ensino médio em SP tem pior nível em seis anos!

“O único lugar aonde o sucesso vem
antes do trabalho é no dicionário.”
Albert Einstein

           A gestão do PSDB está completando 20 anos de poder no comando do Estado de São Paulo. Tempo suficiente para não culpar seus antecessores e também para ter implantado um Projeto Educacional que estivesse desfrutando de enorme sucesso.
Ao contrário, depois de vinte anos, o Estado mais rico da nação não possui nenhum Projeto Educacional que dê sustentação a sua enorme rede de ensino no Estado.
Os números referentes ao desempenho dos alunos no ensino fundamental e no ensino médio não deixa margem à dúvida quando analisados. O desempenho das matérias Português e Matemática dos alunos do ensino médio tiveram seu pior desempenho desde 2008.
Os resultados anuais divulgados pelo sistema de Avaliação do Rendimento Escolar – Saresp demonstram claramente que a nota média em Língua Portuguesa caiu e a de matemática teve uma estagnação em 2013.
No ensino médio a nota média caiu nas duas disciplinas, passando na Língua Portuguesa de 268,4 para 262,7 quando o adequado seria estar acima de 300. Em matemática a nota média caiu de 270,4 para 268,7, quando o esperado seria 350 pontos.
A gestão não tem mais desculpas, afinal de contas é sabido por todos que vinte anos são mais do que suficientes para ter realizado uma verdadeira revolução na Educação do Estado. Recursos não faltam, escassa é a vontade política de fazê-lo.
Os professores vivem à mingua recebendo remuneração aquém do que mereceriam, as escolas não possuem condições de funcionamento adequadas e não são informatizadas.
Falta treinamento, faltam equipamentos, funcionários de apoio e até professores na rede estadual. Mas falta principalmente participação efetiva do governo do Estado na gestão do ensino público.
Quando percebemos que as três maiores universidades do Estado de SP estão em greve por conta do mesmo governo oferecer aumento zero para os salários dos funcionários e dos professores, entendemos o porquê do fraco desempenho no ensino fundamental e médio. A gestão da educação em SP está estagnada, precisa de um choque de gestão de qualidade.
Mas ao que parece, assim como no caso do governo federal, o governo paulista não está muito interessado em revolucionar, reformar e modernizar sua gestão na educação pública. Prefere ficar no discurso, nas promessas vazias, confiante quanto ao desconhecimento completo da população em relação aos números da sua gestão.
O povo e os eleitores em particular não entenderam qual é o seu papel nas eleições. Não sabem qual é a sua força e continuam vivendo como coadjuvantes no processo, quando deveriam assumir os papeis de protagonistas neste processo eleitoral. 

O monstro estuprador e a Justiça permissiva!

“O juiz é condenado quando
O criminoso é absolvido”
P.Ciro
        
 O médico monstro Roger Abdelmassih foi denunciado em 2008 após investigações do Ministério Público Estadual de SP, de onde derivaram 56 acusações de estupro contra 37 vítimas que foram pacientes de sua luxuosa clínica em São Paulo.
Segunda a imprensa na época (2010) a juíza do caso que o condenou proferiu o seguinte: “Uma avalanche de fatos absolutamente repulsivos e, não por outro motivo, as vítimas descreveram as sensações que possuem em relação ao mesmo como dor, raiva, nojo, humilhação e medo”.
Após ser julgado e condenado o monstro teve concedida pela Justiça o direito de recorrer em liberdade, mesmo tendo sido preso por cometer verdadeiras monstruosidades. Para a nossa justiça não importa se o crime é hediondo ou não, quase todos podem recorrer em liberdade e se quiser fugir, pois não há controle nem rigor com relação a demanda crescente.
Em que país do planeta um estuprador acusado e condenado a 278 anos de prisão em regime fechado tem o direito de recorrer em liberdade? Apenas no Brasil, onde o sobrenome é “Impunidade”.
O monstro fugiu pela porta da frente do nosso país, aproveitando-se da fraqueza da nossa justiça e do fato de que nossas fronteiras são totalmente desguarnecidas. Disseram que ele havia fugido para o Líbano, mas o calhorda estava com a esposa (Ex-Promotora) e filhos no Paraguai.
Sua confiança na impunidade era tanta que nem se deu ao trabalho de tingir os cabelos brancos, usar peruca ou disfarces. Estava vivendo numa mansão na maior tranquilidade, quando agentes da Polícia Federal e da Senad – Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai o prenderam enquanto levava os filhos na escola.
De volta a prisão no Brasil, mal chegou em solo tupiniquim e já está alegando estar passando mal. A velha ladainha de sempre, enquanto estava livre vivia com muita saúde no Paraguai, bastou ser preso começa a usar dos artifícios disponíveis pela nossa justiça omissa, fraca e vagarosa.
O monstro travestido de médico estupra, é preso, consegue sua liberdade para recorrer e foge do país. É preso, tem os mais caros advogados do país para poder enrolar a justiça e quem sabe nem cumprir parte dos 278 anos que foi apenado.
Assim é o Brasil, paraíso da impunidade e de milhares de possibilidades de recursos dos criminosos. Todas as esferas da nossa Justiça possuem um cardápio vasto de recursos, embargos declaratórios, habeas corpus, à disposição daqueles que cometem crimes ou são réus. Inclusive o Estado que utiliza de todas as artimanhas quando processado e condenado. Vide os precatórios.
Esperemos que desta vez o monstro Roger Abdelmassih não consiga responder em liberdade, visto que já foi julgado e condenado. Que a Justiça brasileira não permita que ele fuja novamente. As vítimas e seus familiares, assim com a parcela honesta que paga impostos neste país antecipadamente agradece. 

2 de agosto de 2014

Recursos em abundância e o povo no volume morto!

"Todo governo que não age na base do princípio da
república, isto é, que não faz da "rés pública" o seu 
objetivo completo e único, não é um governo bom" 
Thomas Paine

O país carece de dezenas, talvez centenas de obras relacionadas a: Saúde pública, Educação, Segurança, Mobilidade urbana, Saneamento básico, Energia renovável, Habitação popular, etc., porém estas, só aparecem como promessas em duas ocasiões: - Campanhas Eleitorais ou Propagandas de governantes em inserções na mídia.
Entretanto o que se vê no país é uma total ausência de vontade política para efetivamente utilizar-se dos recursos disponíveis para minimizar a situação caótica em que vivem milhões de brasileiros.
Não faltam recursos como a sociedade poderia supor, ao contrário, sobram recursos anualmente nos orçamentos mal aplicados nos três poderes constituídos (Municipais, Estaduais e Federal).
Os governantes brasileiros nos mesmos três poderes são incapazes do ponto de vista gerencial e administrativo de planejar, executar e atender as demandas que existem em todos os cantos deste imenso território chamado Brasil. Preferem na sua maioria gastar com obras eleitoreiras ou ainda deixar escapar pelo ralo da corrupção nosso valioso dinheiro. Para se ter uma pequena ideia, gastamos segundo números oficiais os valores abaixo com coisas que estão longe de atender a população no que citei acima, vejamos;               Copa do Mundo consumiu aproximadamente R$ 26 bilhõesAs eleições de 2014 vão consumir R$ 74 bilhões do erário segundo o TSE; Um estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp revelou os prejuízos econômicos e sociais que a corrupção causa ao país. O valor chega a R$ 69 bilhões de reais por ano. Olimpíada RJ/2016 consumirá aproximadamente R$ 40 bilhões do erário, em que pese ouvirmos que a iniciativa privada está bancando parte do investimento, porém, ninguém demonstra isso de forma cabal e transparente.
  Além destes custos citados temos também os empréstimos que o governo federal tem feito a fundo perdido com dinheiro do povo para algumas nações ao redor do mundo. Angola, Cuba, Haiti, etc. Só o Porto de Mariel em Cuba consumiu R$ 1,8 bilhões do Brasil. Para o Zimbábue (África) foi emprestado R$ 215 milhões. Se formos apurar o total emprestado a todos os países com certeza a população brasileira ficaria assustada com a benevolência com que o governo petista empresta o dinheiro que é do nosso povo.
  Se pararmos por aqui já teremos aproximadamente R$ 211 bilhões de reais gastos nos itens citados. Se somarmos os gastos absurdos dos municípios e Estados brasileiros com obras inacabadas, desvios de finalidades, corrupção, mau uso do erário, teremos um valor gigantesco que com certeza se aproximaria de R$ 1 trilhão de reais.
 Portanto, recursos existem, falta inteligência, vontade política, honestidade de propósitos, mas principalmente cobrança e fiscalização da sociedade que não percebe e na maioria das vezes se afasta do que é seu, deixando-se levar pelas promessas dos candidatos sem cobra-los depois que assumem seus mandatos por quatro anos. 
 Nas próximas eleições comece a exercer de uma vez seus direitos de cidadão. Cobre, fiscalize, use as leis existentes para saber aonde e como estão sendo gastos nossos impostos. Use a Lei 12.527/11 para cobrar informações de todas as esferas de governo no país. Não deixe que eles (Políticos) usem seu dinheiro por quatro anos sem que ao menos uma vez você confira o que e como ele está sendo gasto.

Maioridade de um viaduto inacabado em Bauru! 1993 - 2014

A base da vergonha não é algum erro
que cometemos, mas que essa 
humilhação não seja vista por todo. 
Milan Kundera

 A cidade de Bauru completou neste dia primeiro de agosto 118 anos de existência, consolidando-se como grande polo de comércio e serviços na região central do Estado de SP. Localizada estrategicamente próxima do Paraná, Mato Grosso do Sul, e da capital paulista, a cidade possui aeroporto, fica próxima do terminal intermodal da Hidrovia Tietê Paraná e é cercada por boas estradas.
Tem hoje aproximadamente quatrocentos mil habitantes, boas universidades, recebe quase 30 mil universitários de outras cidades e Estados do país. Tem entre elas a Unesp, USP (Com sua Faculdade renomada de Odontologia) e mais o inovador e eterno Centrinho que atende toda América do Sul.
Porém, como na maioria das cidades brasileiras, sempre foi administrada por políticos comuns, sendo assim, sofre com a paralisia e a falta de criatividade destes gestores públicos.
Em Bauru temos uma obra, mais precisamente um viaduto que está completando em 2014 sua maioridade – 21 anos sem que tenha sido concluído. Tendo passado neste longo período por seis gestões da administração municipal.
Não possuo a informação precisa de quanto foi dispendido com o projeto completo, com a obra no decorrer de suas paralisações e retomadas, com o custo financeiro e as muitas negociações efetuadas com várias empreiteiras nestes 21 anos.
Trata-se de uma vergonha nacional, um monumento à incapacidade e a prova cabal da ausência de vontade política dos nossos dirigentes para com a coisa pública e o erário.
Se pudéssemos colocar lado a lado todas as desculpas esfarrapadas que foram dadas à sociedade bauruense, com certeza teríamos algo maior que a própria obra em si.
Se quisermos num esforço hercúleo imaginar que exista algo de positivo nesta história, podemos dizer que em relação a tantas outras cidades do Brasil, Bauru leve vantagem na medida em que a obra não se transformou num elefante branco abandonado, mas que resiste e pode a qualquer tempo ligar duas regiões da cidade sem limites.
No momento em que escrevo este texto, o viaduto poderia estar sendo inaugurado, porém ficamos sabendo que a obra está novamente paralisada por conta da Empreiteira Bema Construções além de atrasar os pagamentos dos seus empregados está abrindo “mão” dos serviços de alta complexidade.
Explicando melhor: A empresa Bema não quer fazer o sistema de drenagem e o ground (Junção entre os vãos do viaduto).  Tudo isso deveria constar da licitação, mas no Brasil nem as leis, nem o que parece certo, pode ser considerado transparente e exato.
Quase ao final da obra, depois de 21 anos, uma empresa alega uma questão que até o mais inocente sabe tratar-se de outra evidência de que jogaram o valor muito baixo na licitação e agora perceberam que não conseguem cobrir as despesas para poderem auferir um lucro que esperavam antes das máquinas começarem o trabalho.
Vamos aguardar os desdobramentos, outras negociações, licitações para fechamento dos vãos e do ground, enfim, quem sabe Bauru possa inaugurar o Viaduto quando completar 50 anos – Bodas de Ouro da negligência e da incompetência do Poder Público.


16 de julho de 2014

Prateleiras dos Supermercados estão cheias de produtos com fraudes!

“O poder da observação cuidadosa é chamado
cinismo por aqueles que não o possuem"
G. Shaw
        
 Os empresários em geral reclamam muito e sempre do governo com relação a economia instável do país, falta de investimentos incentivos e principalmente pela obscena carga tributária que incide sobre produtos e serviços no país. Porém, alguns, talvez a minoria, não fazem o que pregam com relação a ética e a honestidade quando estão frente a frente com o dilema do lucro fácil.
Muito são os produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, que independentemente de serem provenientes de pequenas, médias ou grandes indústrias possuem alterações que levam o consumidor ao erro e ao prejuízo. São manipulações em fórmulas, peso, quantidade de nutrientes e informações que deveriam estar na embalagem e não constam ou estão em letras tão pequenas que nem com uma lupa gigante o consumidor consegue identificá-las.
Sem contar aqueles produtos que tem sua embalagem alterada com a diminuição do seu peso liquido, mas mantendo o mesmo preço do produto anterior com peso maior. Isso é golpe, é querer ludibriar o consumidor para obter lucro fácil.
Recentemente o IDEC – Instituto de Defesa do Consumidor divulgou que quase 10% dos produtos pesquisados por aquele órgão estavam com variação incorreta de nutrientes. O sódio apontado nestes produtos era inferior ou superior ao que realmente os produtos continham.
O número é significativo e mostra a necessidade de se ampliar a fiscalização no setor, pois nos leva a deduzir que se fazem isso com o sódio, com certeza o fazem com os demais ingredientes (Calorias, Valor energético, Carboidratos, Gorduras saturadas, Gordura Trans, Cálcio, Açúcar, etc.
Não é à toa que denúncias levaram a fiscalização a encontrar recentemente produtos químicos no conteúdo de Leite UHT Longa Vida no Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Formol, e outras sujeiras estavam no alimento que deveria nutrir crianças e adultos de forma limpa e saudável.
Essa ganância de setores do empresariado aliada a fraca fiscalização imposta pelos nossos governantes e empresas criadas para esta finalidade fazem com que bandidos se aventurem no meio para lucrar com golpes contra a saúde pública.
Na pesquisa recente do IDEC alguns produtos continham mais de 40% de sódio em relação ao que informava o rótulo de sua embalagem mentirosa. Na Salsicha Frigor Hans, por exemplo, foi identificada uma quantidade de 66,3% maior de sódio do que informava o rótulo da sua embalagem. Isso é crime e deveria ser punido com rigor absoluto sem perdão, pois leva o consumidor contumaz a poder contrair doenças que o próprio governo tenta reduzir para o bem da saúde pública.
Diferenças desta natureza comprometem até um plano alimentar, pois as nutricionistas baseiam-se nas tabelas para formar as dietas. O consumo exagerado de sal é considerado como fator de alto risco para a hipertensão, doença que, por sua vez, pode levar a problemas cardíacos, distúrbios renais e circulatórios.
Como podemos ver, essa situação é grave e precisa ser combatida pelo governo através de fiscalizações mais intensas e com o rigor indispensável do Poder Judiciário, que deve criminalizar estes empresários donos destas marcas que enganam o povo com alterações propositais na composição e na informação nutricional de seus produtos.

Nada resiste à política e a economia brasileira!

“Os homens são como os vinhos:
a idade azeda os maus e apura os bons.” 
Marco Túlio Cícero

          O nosso país tem por hábito destruir boas ideias, grandes empreendimentos e muitas vezes sonhos que são sonhados por nossa gente com base em fatos concretos e ideais inteligentes e sensatos.
Um destes exemplos são os Fundos de Pensão, criados no final da década de ’60 início da década de ’70. Eles foram concebidos para auxiliar a Previdência Social e dar aos empregados das empresas estatais um ganho ao final de suas carreiras nas respectivas empresas quando de suas aposentadorias. Foi com certeza um fator motivador para que muitos empregados prestassem concursos e procurassem as chamadas estatais para desenvolver suas carreiras profissionais.
O Fundo de Pensão era uma ferramenta potente das áreas de recursos humanos além de corrigir enormes distorções da previdência social, funcionava como uma poupança obrigatória.
Grandes Fundos foram montados e eram para ser totalmente separados politicamente das suas mantenedoras, pois da sua isenção política e técnica estes Fundos dependeriam para poder investir com isenção e base atuarial, contratar profissionais e serviços, independentemente do partido político que estivesse no poder.
Mas quem pode sonhar com isso? Ninguém, bastou a democracia retornar a plenos pulmões ao país com as eleições livres a cada quatro anos para que as grandes empresas tivessem seus Fundos Previdenciários envolvidos em todo tipo de escândalos e fora das bases técnicas atuariais inicialmente concebidas.
Foram usados de forma indevida no processo de privatização iniciado em 1995. Obrigados a comprar papéis podres no mercado acionário brasileiro. Tiveram que participar da compra de empresas de setores da economia como telefonia, bancos, energia, etc. Sem que houvesse um retorno econômico e financeiro que sustentasse as operações.
Sem contar que acabaram sendo usados como cabides de emprego nos últimos anos pelos políticos que estão no poder. Com isso, falhas na gestão inviabilizaram projetos de interesse do próprio governo. Os fundos deixaram de ser referência e passaram a ter dificuldades na crise econômica. A rentabilidade em 2013 foi de apenas 2,02%, muito aquém dos 11,63% previstos pelos seus técnicos. O setor caminha para seu terceiro ano seguido de déficit.
Os empregados que se aposentaram começam a sentir nos seus vencimentos a defasagem dos ganhos ao longo dos anos, o que antigamente era, e, ainda é primazia dos aposentados pelo INSS. Tem casos de perdas de até 20%.
O absurdo é tanto que a Funcef (Fundo da Caixa Econômica Federal) teve perdas reais de R$ 3.116 bilhões, após o rombo de R$ 1.371 bilhões em 2012. O país precisa pressionar nosso congresso nacional para que leis mais rigorosas e controle maior seja feito sobre todos os Fundos de Pensão no país. Caso contrário haverá a falência total do sistema. Os prejuízos financeiros e morais serão inimagináveis. 
Os conselhos de administração destes grandes fundos estão nas mãos de aliados políticos dos partidos que tem o poder no país. São meros aproveitadores e muitos nada sabem de economia, de matemática atuarial e apenas assinam documentos ganhando vencimentos de mais de R$ 25 mil por mês para participar de uma reunião ao mês. Uma obscenidade sem igual!

   

11 de julho de 2014

Decreto 8243 - Ditadura?

 “...Na ditadura, o Poder é o monstro do povo.
Já na democracia, o povo é o monstro do Poder...!”
Juahrez Alves
 O Decreto nº 8.243, de 23 de maio deste ano, que cria a “Política Nacional de Participação Social” e o “Sistema Nacional de Participação Social” tem por finalidades: 1) manter o PT, indiretamente, como protagonista dentro do governo federal (no caso de uma eventual derrota do partido nas urnas);2) corroer a democracia representativa; 3) enfraquecer o Congresso; 4) acelerar a criação de uma nova Constituição.
 O art. 1º do Decreto nº 8.243/2014 institui a Política Nacional de Participação Social (PNPS) estabelecendo o objetivo de “fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”. E o art. 4º, I, estabelece, dentre outros objetivos da PNPS, o de “consolidar a participação social como método de governo”. Em princípio não há nada de muito estranho nisso, pois existem outras normas vigentes no Brasil que valorizam a participação social no âmbito da Administração Pública (v.g. artigos 32 e 33 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 e art. 2º, art. 4º, III, “f”, e § 1o do art. 32 da Lei no 10.257, de 10 de julho de 2001).
Ocorre, no entanto, que ao contrário do que acontece com outras normas que enfatizam a participação, colocando-a como uma possibilidade ou como ferramenta de planejamento a ser ou não concretizada pelos administradores públicos, o Decreto nº 8.243 enfatiza a promoção da participação como um dever da Administração Pública Federal e, logo, acaba transformando a participação social em um “direito”. O art. 3º do referido decreto concebe a participação como um direito e o art. 5º do mesmo decreto diz que “os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta deverão, respeitadas as especificidades de cada caso, considerar as instâncias e os mecanismos de participação social, previstos neste Decreto, para a formulação, a execução, o monitoramento e a avaliação de seus programas e políticas públicas”, ou seja, o decreto amarra a atuação do governo federal à participação dos movimentos sociais, coletivos e ONGs, colocando-os como juízes do agir estatal.
O art. 2º, I, do Decreto nº 8.243 diz que a sociedade civil abrange “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Para compreender o alcance das pretensões desse decreto é preciso refletir sobre o que se entende usualmente por “movimentos sociais”, “coletivos” e sobre a temática da participação.
Há quem diga que os movimentos sociais abrangem atores coletivos de diferentes classes e com interesses distintos, entretanto, convém lembrar que além da noção de movimento social estar historicamente relacionada com movimentos que lutam por transformações sociais – amiúde mediante expedientes revolucionários -, o conceito corrente de movimentos sociais está muito longe da leitura que Gohn faz dos mesmos. A noção contemporânea de movimentos sociais não é pluralista, pois exclui grupos que procuram influenciar os governos de forma desalinhada da agenda socialista.
Assim, para todos os efeitos, as associações de empresários, os grupos providos, as associações religiosas cristãs não progressistas, as organizações que lutam contra o desarmamento civil, entre outras, não são considerados “movimentos sociais”. Nada que cause espécie, haja vista que a atual conceituação de movimento social é um upgrade do conceito de classes marxista.
Se em Marx existia uma classe opressora e outra oprimida, para a new left existem - dentro do vasto portfólio dos maniqueísmos que produzem - de um lado as forças “antidemocráticas”, “antipopulares” e “fascistas” e de outro os “movimentos sociais”.
Os coletivos, por sua vez, seguem a mesma lógica. Em verdade, pode-se afirmar que são desdobramentos ou nós dentro da rede dos movimentos sociais. Não existem “coletivos” fora da esfera de influência das esquerdas.
Os movimentos sociais e os coletivos, portanto, são aqueles que as forças de esquerda classificam como tal. Embora o decreto coloque o cidadão dentro do conceito de “sociedade civil”, a “participação” se dará por meio dos movimentos sociais e coletivos. Os regimes totalitários caracterizam-se, dentre outras coisas, pela pretensão de colocar a política no centro da vida das pessoas. Não se quer dizer com isso que os totalitarismos estão abertos a uma espécie de controle “social”, “popular” ou “cidadão”, e nem se está aqui sugerindo que tais regimes são “participativos”; longe disso. Os Estados totalitários requerem uma aparência de cidadania total.
Norberto Bobbio, ao analisar a democracia direta grega e o modelo rousseauniano de democracia, observou que “o cidadão total e o estado total são as duas faces da mesma moeda”, tendo em comum o princípio de que “tudo é política”, o que implica “a redução de todos os interesses humanos aos interesses da polis, a politização integral do homem, a resolução do homem no cidadão, a completa eliminação da esfera privada na esfera pública”.
O Decreto nº 8.243 acabará por criar uma identificação artificial entre a sociedade civil e os movimentos sociais, os coletivos e as ONGs. Destarte, quando movimentos sociais e coletivos, institucionalizados ou não, participarem na formulação, na execução, no monitoramento e na avaliação de programas e políticas públicas do governo federal entender-se-á que foi a sociedade civil que participou.
A sociedade civil - ou simplesmente a sociedade - é “a esfera das relações entre indivíduos, entre grupos, entre classes sociais, que se desenvolvem à margem das relações de poder que caracterizam as instituições estatais”. O conceito de sociedade civil não é o mesmo de movimento social ou de coletivo. Movimentos sociais e coletivos fazem parte da sociedade civil, mas não a representam em sua totalidade e complexidade.
Gramsci cunhou a expressão aparelhos privados de hegemonia para designar as instituições da sociedade civil voltadas a estabelecer uma visão de mundo hegemônica sobre as outras visões mediante a ocupação de espaços. Apesar de o conceito de aparelho privado de hegemonia poder, em princípio, ser aplicado a organizações que representam diferentes correntes ideológicas, seu uso está umbilicalmente atrelado aos discursos e projetos socialistas orientados para a conquista da hegemonia.
Quando Gramsci fala em aparelhos privados ele está, em princípio, pensando especificamente em cooptar o empresariado, os proprietários, enfim, a "classe dominante", com vistas a atrelar a sociedade civil ao Estado. Com o tempo, aparelhos de outras configurações, ou seja, não necessariamente "privados" no sentido preciso do termo, foram sendo inseridos na dinâmica da luta pela hegemonia. O termo "privado" aproximou-se cada vez mais da ideia de não estatal. Dizer "privado" não quer mais necessariamente dizer "empresarial" ou algo relacionado com a classe que Gramsci considerava dominante. O crescimento vertiginoso das ONGs e o fortalecimento dos movimentos sociais trouxeram novos subsídios para uma teorização estratégica sobre os aparelhos de hegemonia.
 Gramsci trabalha estrategicamente com o conceito genérico de “sociedade civil” (ou “sociedade civil organizada”), camuflando por meio dele a orientação para ação (que pode ou não se restringir ao campo do discurso) direcionada a movimentos específicos comprometidos com a imposição da hegemonia socialista.
No caso de o PT ser derrotado nas urnas, o Decreto nº 8.243/2014 garantirá ao partido a permanência nas estruturas do Estado por meio das organizações e movimentos a ele atrelados.
É preciso compreender que o Decreto nº 8.243/2014 é fruto de uma longa trajetória de consolidação da hegemonia socialista. Durante todo o tempo em que esteve no comando do Estado, o PT empenhou-se em ampliá-lo, criando e fortalecendo seus aparelhos de conquista da hegemonia: os movimentos sociais, os coletivos e as ONGs.
As forças políticas que conduzem o Estado ampliado procuram justificá-lo e legitimá-lo por meio do expediente retórico que sugere que quem na verdade se amplia é a sociedade. Diz-se então que é a sociedade ampliada (movimentos sociais, coletivos e ONGs) que controla o Estado e não o contrário.
Se o PT fracassar nas eleições, o partido não mais conduzirá o Estado ampliado, mas subsistirá, no governo de qualquer partido, por meio da sociedade ampliada que o partido mesmo criou.
O Decreto nº 8.243/2014 rateia preventivamente a condução do governo federal entre o PT e qualquer outro grupo político que venha a assumir o poder. Não obstante, o decreto permitirá ao PT obstar e prejudicar a atuação de outro partido que eventualmente. Como cidadão, digo eu... Pense... Não dói!

Baseado totalmente nas interpretações do Prof. Marlon Adami Graduado em História - Pós Graduado em Filosofia Política -  Pesquisador – Brasília – DF – Colaborador do Programa #RadarNews da Rádio Beto Mous em http://www.betomous.com/p/radio-mous.html Mais materiais inclusive em vídeos no blog do Prof. Marlon Adami - http://bunkerdacultura.blogspot.com.br/ Publicado originalmente no Blog Sala de Protheus do Mestre José Carlos Bortoloti 

9 de julho de 2014

Eu já sabia, Felipão!

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo,
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.
        
 Eu já sabia antecipadamente por quê? Simples, fácil e na seguinte ordem:
11.   Felipão ganhou a Copa/2002 e depois disso não se reciclou, parou no tempo, foi conquistar algo apenas na Copa das Confederações. Usou praticamente os mesmos métodos em 2014;
22.    Ao seu lado a CBF colocou o dinossauro Parreira, que vem ocupando espaço na Seleção desde 1970, quando foi membro da Comissão Técnica na Preparação Física;
33.   A Copa das Confederações tinha Uruguai, Itália e Espanha com seus times envelhecidos e vence-los foi muito ruim para nossa seleção, pois a Comissão Técnica, jogadores, parte considerável da torcida e a imprensa esportiva inteira imaginaram que o time era imbatível e perfeito, só que não;
44.   Logo, manter praticamente a mesma convocação para a Copa do Mundo foi um erro crasso de Felipão. Ele não se preocupou em testar novas opções, tanto é que antecipou generosamente algumas convocações com meses de antecedência;
55.   Alguns jogadores medianos foram transformados em craques como Oscar, William, Hulk (Apenas esforçado), Jô, Fred, Ramires, entre outros. Havia opções tanto no Brasil como no exterior de jogadores que estavam vivendo grande momento e sequer foram lembrados;
66.   O Brasil jogou pouco na estreia contra a Croácia, jogo que teve dois lances emblemáticos da arbitragem favorecendo o Brasil. O pênalti obsceno marcado pelo árbitro nipônico quando Fred se jogou na área e a falta mal marcada quando a Croácia poderia ter empatado a partida. Depois não jogou nada contra o México, partida das piores do time brasileiro, que preferiu manter a arrogância e enaltecer o goleiro adversário. Contra Camarões jogamos contra o vento.
77.   Nas oitavas de final empatamos contra o Chile, time fraco, confuso e, que, em momento algum encantou alguém nesta Copa do Mundo. Ganhamos nos pênaltis e no sufoco, sem contar que levamos uma bola na trave ao final da prorrogação. Nem Oscar, nem Hulk, nem ninguém jogou futebol nesta partida novamente. Mas o treinador se recusa a admitir o fracasso de seu esquema e critica árbitros, levanta a possibilidade surreal de complô contra o país sede da Copa. Ridículo!
88.   O único fato novo na história desta Copa no Brasil foi a joelhada maldosa e sem punição que um jogador colombiano desferiu contra Neymar e o alijou das semifinais e da final.
O inusitado ficou para a semifinal quando Felipão mais uma vez entrou com o time errado, e, levou uma vexaminosa goleada que entrou para a história das Copas do Mundo diante da Alemanha. Ultrapassado, teimoso, sem condições de montar uma equipe, mas mesmo assim teve apoio de José Maria Marin e de toda imprensa brasileira.
A Seleção Brasileira virou monopólio da Rede Globo, dos patrocinadores, de uma gente sem escrúpulos e que não entendem nada de futebol. Dinheiro correndo pelos corredores da CBF manda no bom senso e na escalação do time brasileiro.
Que a humilhante derrota para a Alemanha por 7x1 sirva de exemplo e possa de uma vez por todas defenestrar o triunvirato Zagallo/Parreira/Felipão do comando das seleções futuras.
Eu já sabia! Quem me conhece sabe o por que estou escrevendo isso. Cadê os comentaristas que enalteceram um treinador que parou no tempo e cuja única conquista em 12 anos foi a duvidosa Copa das Confederações – Uma espécie de Campeonato Estadual da Copa do Mundo.

8 de julho de 2014

Apita o árbitro, começam as eleições!

Seria uma atitude muito ingênua esperar que
as classes dominantes desenvolvessem uma forma de
educação que permitisse aos menos favorecidos
perceberem as injustiças sociais de forma crítica.
        Paulo Freire 

Neste próximo domingo, 13 de julho de 2014, aproximadamente às 18:50 o árbitro escolhido pela FIFA para apitar a final da Copa do Mundo no Brasil estará trilando seu apito e dando por encerrada a partida entre as duas seleções finalistas. Isso se não houver prorrogação e cobranças de penalidades máximas.
De qualquer forma, no máximo a partir das 20:00 horas o mundo conhecerá o novo campeão mundial de futebol do planeta. E o povo brasileiro começará a conviver com uma nova campanha eleitoral. Com gastos quase tão obscenos como a Copa do Mundo.
Ao contrário da Copa que mobilizou milhões de pessoas no Brasil e foi levada a bilhões de pessoas ao redor do mundo, nossa campanha começará tímida, com poucas ideias, raras jogadas inteligentes e muita baixaria até o apito final das urnas em outubro.
Até o momento três são os partidos que largam na frente pela disputa do Palácio do Planalto.
Ä O PT – Partido dos Trabalhadores que já habita aquele lugar há doze anos e tem causado verdadeira ojeriza nas classes mais abastadas e na classe média. Basta entrar nas redes sociais ou nas conversas nos bares e restaurantes, empresas e escolas para perceber que o tempo passou para este Partido, ao menos neste universo eleitoral. A falta de combate à corrupção e a mancha do mensalão e outras falcatruas são o cenário de fundo para os que querem ver o partido descer a rampa do planalto. Pouco fizeram nas áreas de transportes, agricultura e ainda deixaram a economia desandar e pondo em risco o plano real.
Ä O PSDB Partido da Social Democracia Brasileira seu maior adversário não tem militância, seu maior aliado são os anti-petistas e aqueles que mesmo sem opção partidária querem mudanças no poder federal. Em SP estão no poder há 20 anos, tendo feito muito pouco par quem está há duas décadas no poder do Estado mais rico da Nação. Não revolucionaram a Educação, nem a Saúde Pública muito menos a Segurança e dançam a dança da chuva diariamente para ver se os reservatórios que nunca cuidaram enchem de água para evitar o colapso no sistema combalido. Só falam mal do PT, porém não possuem planos alternativos para redução dos impostos, combate austero a corrupção e um novo modelo de gestão para o país.
Ä PSB – Partido Socialista Brasileiro é o partido que traz a ambiguidade entre Marina Silva e Eduardo Campos, além de participar nos Estados e uma miscelânea completa onde se alia a gregos e troianos sem pudor algum. Vai subir no palanque do PSDB em SP, do PT em outros Estados, enfim, como poderá propor uma nova concepção de poder se já começa as eleições usando e abusando do modelo antigo e ultrapassado. Será difícil se impor como terceira via para aqueles que não suportam mais PT nem PSDB no poder. Eduardo Campos não é conhecido e nem traz no bojo de sua recente história política algo que nos faça esquecer que era aliado de Lula até alguns meses atrás.
Caberá ao eleitor escolher e, pelo visto não será nada fácil, a grande maioria não estará fazendo as análises que deveriam ser feitas nestas ocasiões. Muitos vão votar com ódio deste ou daquele partido o que nunca foi uma opção inteligente. Outros ainda, talvez a maioria, votaram nas pessoas e não no conteúdo programático e ideológico dos partidos.
Correndo o risco por exemplo, de Eduardo Campos vencer a eleição e o PT e o PSDB terem maioria no Congresso Nacional, pois os eleitores votam nas pessoas, esquecendo-se que quem governa é o partido.
Dilma e Lula, assim como FHC tiveram nos últimos 20 anos de poder maioria folgada no Congresso, porém, não pelo efeito do nosso voto necessariamente, mas sim daquilo que se denominou mais tarde chamar-se de Mensalão.
A compra dos votos para a aprovação da emenda da reeleição em 1998 com FHC é exemplo clássico e foi imitado à exaustão pelos que vieram depois. Se todos os casos de compra de votos fossem expostos à população brasileira, por certo muitos candidatos metidos a éticos estariam muito perto da Papuda. 

28 de junho de 2014

Político brasileiro padrão FIFA!

Quase todos os homens são capazes de
suportar adversidades, mas se quiser pôr à
prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.
        
 O ex-governador do Estado do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB-TO) é suspeito segundo o Ministério Público Federal do Tocantins de contratação irregular de uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) para administrar os hospitais estaduais e pelo desvio de recursos públicos entre 2003 e 2004.
A brincadeira do ex-governador monta à cerca de R$ 23 milhões, desviados em sua maior parte do FNS (Fundo Nacional de Saúde). Provando sempre que verbas, recursos, existem no país, o problema é eles não serem alvo de corruptos, ladrões da esperança do povo brasileiro. Políticos desonestos que sobrevivem graças aos votos que recebem e da impunidade que campeia em solo tupiniquim.
Outros dois políticos são citados no mesmo processo, o Ex-Secretário de Saúde do Tocantins e um empresário local. Ambos ajudaram o ex-governador a contratar e manter de forma irregular a OSCIP Brasil, para que a mesma recebesse grandes quantias de dinheiro público, sob o argumento fajuto de que iriam gerir as unidades hospitalares estaduais.
Os desvios do erário aconteceram através de cinco contratos administrativos firmados de forma fraudulenta entre o Estado e a Oscip Brasil. A entidade foi habilitada como “Filantrópica” junto ao SUS – Sistema Único de Saúde. O que lhe permitiu o recebimento direto de verbas federais. Aqui nota-se que houve alguma facilidade para que a Oscip conseguisse ser habilitada, pois sabemos que, a burocracia para uma Oscip é imensa.
A Oscip Brasil recebeu mais de R$ 23 milhões num prazo de menos de sete meses da vigência dos acordos. Ou seja, aqui nota-se que quem liberou os recursos não fiscalizou nem investigou se eles estavam chegando ao destino que os contratos haviam firmado.
Como de praxe nestas situações, apesar de receberem um verdadeiro prêmio da Mega Sena, os marginais não quitaram as dívidas contraídas com fornecedores de medicamentos e insumos hospitalares, além de não terem prestado contas dos valores recebidos a título de prestação de serviços da gestão hospitalar, mesmo tendo sido notificados pelo Tribunal de Contas da União- TCU.
Enquanto isso manifestantes gritam por Hospitais e por saúde pública nas grandes capitais no lugar da Copa do Mundo. Esses políticos brasileiros vêm roubando o erário muito antes da FIFA pensar em lucrar o seu enorme quinhão com a Copa no Brasil.
Muitos hospitais, postos de saúde, creches, escolas, aeroportos, presídios, universidades públicas, estradas e muito mais deixaram de ser construídos não por culpa da opção de sediar a Copa tão somente, mas pela falta de honestidade de uma classe (Política) que é pior que a mais negra das pestes que já desceu sobre a Terra.
Não tem Lei, nem Licitação nem regra nem nada que impeça os nossos políticos no poder de roubarem, desviarem com a ajuda de corruptores, de laranjas e de ladrões disfarçados de empresários o dinheiro do nosso povo.
A impunidade e a lentidão da nossa Justiça são fatores motivacionais e fazem do país o paraíso do crime. Aqui o crime compensa infelizmente. Quem dúvida que procure nos presídios quantos são os presos julgados e condenados por crime de corrupção.