Meu livro "O Humor no Trabalho"

Meu livro "O Humor no Trabalho"
A venda nas Livrarias Asabeça, Cultura e Martins Fontes
Loading...

29 de setembro de 2014

Houve um tempo em que funcionava!

                   O poder se torna mais forte
quando ninguém pensa.
Em 1886, cerca de 128 anos atrás aconteceram fatos que chamaram minha atenção ao ler um pequeno trecho do livro 1889, sobre a Proclamação da República. Segue abaixo:
“Em 1886, cinco escravos foram presos na cidade de Paraíba do Sul, província do Rio de Janeiro, acusados de matar o feitor. Um deles foi condenado à prisão perpétua, os demais, a trezentas chibatadas cada um. Era um número tão elevado de açoites que a aplicação da pena durou três dias para ser executada. Ao final, com as costas lanhadas pelo chicote, os quatro foram obrigados a retornar a pé da cidade até a fazenda onde trabalhavam. No caminho, dois morreram. Os outros desmaiaram e foram levados em carros de boi. A repercussão do episódio foi tão grande que, em poucos dias, o Senado aprovou uma lei colocando fim as punições com açoites”.
No episódio acima podemos perceber que o Brasil já teve punições rigorosas para quem cometia crimes, claro que, não os poderosos, mas o criminoso comum sofria penas duras. Ao contrário de hoje onde até os estupradores e assaltantes que usam dinamite tem vida fácil, respondem em liberdade e recebem dezenas de benefícios.
Outra coisa que o texto nos deixa ver é que no Brasil já houve prisão perpétua. Hoje a justiça na pressa de soltar os criminosos, visto que o Executivo não disponibiliza vagas em presídios, nem se cogita a prisão perpétua, alegando-se que o presídio visa recuperar os criminosos. Nem o mais ingênuo cidadão do mundo acredita nesta paródia.
Por fim, no mesmo texto, nota-se que ao saberem da repercussão dos açoites, o Senado se mobilizou para mudar a pena, o castigo, enfim, agiu em sintonia com a sociedade. Hoje os senadores vivem num mundo diferente do nosso. Não querem de forma alguma alterar e dar mais rigor as leis que são muito brandas.
Não importa se a sociedade clama por justiça. Não importa se o problema é grave ou se tem bancos com seus caixas eletrônico voando com explosões realizadas por terroristas urbanos. Nossos senadores nada fazem, nada discutem, deixando a sociedade que paga seus salários e benefícios à Deus dará.
A cada novo mandato de oito anos temos a impressão que o Senado piora, fica mais omisso, mais preguiçoso e menos próximo da sociedade brasileira. Nem na era Romana os senadores eram tão despreparados e tão despreocupados para com os seus semelhantes. Os votos deveriam servir de açoite, eliminando e renovando o Senado brasileiro nestas e nas próximas eleições.

Nisia Floresta

                   "As dúvidas são mais cruéis
do que as duras verdades"
Moliére.



Dionísia Gonçalves Pinto, mais conhecida por seu pseudônimo Nísia Floresta Brasileira Augusta, foi uma educadora, poetisa e escritora nascida em Papari, no Rio Grande do Norte. Filha de um português com uma Brasileira, Dionísia incorporou para seu nome artístico o lugar onde nasceu (a fazenda Floresta), e uma lembrança de seu segundo marido, Manuel Augusto de Faria Rocha, pai de sua filha, Lívia Augusta.

Nísia dá seus primeiros passos na literatura com a publicação de uma série de artigos sobre a condição feminina em um jornal pernambucano. Logo após vai para o Rio Grande do Sul dirigir um colégio para meninas. Com o advento da Guerra dos Farrapos, Nísia se muda para o Rio de Janeiro, onde dirige os colégios Brasil e Augusto, reconhecidos pelo alto nível de ensino. Em 1849, leva a filha, que se acidentou gravemente, para a Europa, fixando-se em Paris. Em 1853, publicou Opúsculo Humanitário, uma coleção de artigos sobre a emancipação feminina.

Esteve de volta ao Brasil entre 1872 e 1875, mas pouco se sabe de sua vida nesse período. Em 1878, publica seu último trabalho: Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques. Nísia faleceu em 1885, aos 75 anos, na França. Seus restos mortais só foram trazidos ao Brasil quase 70 anos depois, em 1954, e foram enterrados no sítio onde nascera, na cidade que fora rebatizada de Nísia Floresta logo após a sua morte.

Apesar da grande importância histórica e cultural de sua obra, Nísia Floresta é pouco conhecida. “Infelizmente, a falta de divulgação da obra de Nísia tem sido responsável pelo enorme desconhecimento de sua vida singular e de seus livros considerados de grande valor”, diz Veríssimo de Melo em seu livro sobre personalidades da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras.

Nisia foi uma abolicionista militante, lutou pela instauração da república e principalmente pela igualdade dos direitos das mulheres à época. Viveu no século XIX quando a mulher não tinha direito ao voto, nem podia estudar curso superior. Nisia lutou diuturnamente pela emancipação da mulher num tempo em que o machismo era extremado e a mulher dificilmente conseguia se impor na sociedade. 

Hoje, vivemos em pleno século XXI, muito distante do tempo do Império. Temos e usufruímos de muita tecnologia, modernidade, alcance a muitas coisas para consumo e para a saúde, entretanto, não somente as mulheres, mas todas as pessoas, independente do sexo, devem muito reconhecimento a essa brasileira que lutou pela igualdade da mulher num tempo sem mídia, sem redes sociais, sem internet e sem muito glamour. Fazendo-o por sua convicção e inteligência.

27 de setembro de 2014

39 homens e nenhum segredo (nem serviço)

                   "As dúvidas são mais cruéis
do que as duras verdades"
Moliére

Na ditadura militar o general Geisel ampliou o número de ministérios para dezenove, na época algumas críticas foram feitas timidamente visto que, vivíamos num regime de exceção e liberdade de expressão não era um produto muito apreciado pelos militares de plantão e seus censores com curta inteligência.
Hoje mais de vinte e cinco anos após o fim daquele regime, estamos com uma democracia instaurada, voto livre, imprensa livre e ninguém questiona o absurdo do número de ministérios do governo federal. Para quem não sabe, são 39 ministérios entre os quais a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, Ministério da Seca, da Pesca, das Cidades, do Interior, da Integração Nacional, etc.
Esses ministérios não produzem praticamente nada e isso não é segredo para ninguém. É tanta improdutividade que o MST poderia invadir e tomar posse, pois são áreas sem atividade em favor do povo brasileiro.
Os produtos que compõe a mesa do assalariado e o álcool combustível dispararam seus preços, com isso elevaram a inflação de forma significativa. Pois nenhuma atitude foi tomada por nenhum ministro, nenhum estoque regulador foi criado, nenhuma exportação foi sequer pensada para fazer os preços recuarem.
Nada, absolutamente nada foi sequer cogitado. E o mais grave é que esse é o comportamento padrão, aconteça uma crise aérea, acidente ambiental, estiagem ou tenhamos qualquer problema, a omissão e a inércia é total na esplanada dos ministérios.
Os ministros só não têm preguiça para gastar dinheiro do erário com verbas livres de publicidade e despesas de viagem pelo mundo afora sem que haja quaisquer tipos de controles ou políticas de reduções de despesas.
Aliás, a única coisa que Dilma faz é gastar sem que em tempo algum tenha feito um mísero esforço para economizar a montanha de dinheiro arrecadado em impostos escorchantes. Dilma não tem planos de governo que envolva estratégia de economia de recursos públicos, redução da folha de pagamento ou redução dos gastos monumentais da máquina federal.
São 39 ministérios com ministros nomeados em troca de favores políticos eleitoreiros junto aos partidos aliados da base governista sem que necessariamente os indicados tenham passado pelo simples crivo técnico de conhecimento da pasta que ocupam.
Ao contrário, hoje em dia os deputados sequer indicam seus apadrinhados, preferindo eles próprios tomarem posse. Isso faz com que tenhamos dois problemas, o primeiro é que os deputados não têm necessariamente conhecimento técnico para a pasta a ser ocupada e o pior, seu desconhecido suplente irá para a Câmara Federal ou Senado.
O número elevado de Ministérios ainda proporciona a criação de centenas de cargos de assessores, assistentes, especialistas em coisa alguma num verdadeiro festival de desrespeito ao povo. O país funciona por osmose e também pelo esforço da nossa sociedade civil que apesar de não ter apoio governamental, cresce e ajuda a desenvolver a nossa economia.
Apenas para efeito de comparação, há mais de quarenta anos atrás o governo Jânio Quadros começou sua gestão com 15 (quinze) ministérios, isso durou até o governo Geisel. Collor e Fernando Henrique Cardoso também criaram ministérios, mas o PT exagerou na dose e além de ampliar os ministérios propriamente ditos, ainda deu status de Ministérios a várias secretárias cujas finalidades são amplamente discutíveis do ponto de visto ético, moral e funcional.

26 de setembro de 2014

Programa eleitoral nunca foi "gratuito" e está ultrapassado.

Se você falar com um homem numa linguagem
que ele compreende, isso entra na cabeça dele.
Se você falar com ele em sua própria linguagem,
você atinge seu coração Nelson Mandela

O chamado horário político da propaganda eleitoral gratuita foi regulamentado através da Lei N.º 9.504/97. O critério para distribuição do tempo disponível aos partidos para uso da propaganda eleitoral é o seguinte conforme o Art. 47, §2º:
Os horários reservados à propaganda de cada eleição, nos termos do parágrafo anterior, serão distribuídos entre todos os partidos e coligações que tenham candidato e representação na Câmara dos Deputados, observados os seguintes critérios:
I - um terço, igualitariamente;
II - dois terços, proporcionalmente ao número de representantes na Câmara dos Deputados, considerado, no caso de coligação, o resultado da soma do número de representantes de todos os partidos que a integram.
Entretanto, este horário jamais foi gratuito e a maioria da população brasileira desconhece o mecanismo que remunera as emissoras de rádio e televisão do país que cedem seu espaço milionário para a utilização dos partidos e seus candidatos durante o ano.
Ninguém, muito menos as emissoras dão nada de graça neste país, ao contrário, elas descontam cada segundo ao final do ano, quando preparam o fechamento contábil. Desta forma, eles abatem do imposto de renda uma verdadeira fortuna que em tese, seria utilizada para obras e serviços destinados à população brasileira.
Se assim raciocinarmos, nós, brasileiros pagamos o chamado horário político de propaganda eleitoral, que desta forma não é gratuita, mas sim muito cara para todos nós que recolhemos pesados tributos.
O horário destinado aos partidos em anos eleitorais, precisa ser modernizado e revisto, pois concede espaço demasiado aos candidatos a cargos do sistema majoritário (Presidente, Governadores, Prefeitos e Senadores) em detrimento dos candidatos aos cargos do sistema proporcional (Vereadores, Deputados Estaduais e Federais).
Essa desigualdade de tempo de exposição dificulta aos concorrentes ao parlamento para exporem suas ideias, projetos, o que favorece as brincadeiras, as piadas e os candidatos desprovidos de intenções sérias quanto a sua vida política como futuros representantes do povo.
Um novo modelo deveria ser pensado para que os candidatos pudessem expor ao eleitor sua plataforma, seus projetos e ideias de forma sucinta e direta a sociedade. A forma exibida atualmente é uma versão ligeiramente melhorada do que era permitido na época do regime militar, quando apenas as fotos dos candidatos apareciam na telinha dos televisores.

Estiagem seca reservatórios e encobre omissão!

Imaginação é mais importante
do que conhecimento. 
Conhecimento é limitado.
Imaginação abrange o mundo.
Albert Einstein

A longa estiagem que está afetando principalmente os Estados do Sudeste tem trazido enormes problemas de abastecimento para suas populações. Com a escassez de água os moradores começam a ficar impacientes e as reclamações começam a ganhar as ruas de médias e grandes cidades.
Os governantes apenas justificam tal situação culpando a natureza e a ausência de chuvas nas cabeceiras dos rios e nascentes que ajudam a abastecer os seus reservatórios. Entretanto, omitem da população em ano eleitoral que, nunca houve um planejamento adequado para enfrentar esta situação que vivemos atualmente.
Novos reservatórios não foram pensados, até porque, no pensamento de prefeitos e governadores, reservatórios não dão votos. Os existentes não tiveram os cuidados que deveriam numa situação em que a natureza derrama pouca chuva.
Em São Paulo, o último reservatório foi inaugurado em 1993. Ou seja, são 21 anos esgotando um sistema que não foi modernizado, não teve jamais a atenção dos governantes de São Paulo, Grande SP e de cidades do interior do Estado.
As autoridades não constroem estações de tratamento de esgotos para ajudar a limpar os rios e seus afluentes. O rio Tietê já teve promessas e muitos gastos com propagandas sem que nunca um projeto inteligente tenha sido aprovado, executado, eliminando a poluição no rio que corta a cidade de SP.
As nascentes não recebem reflorestamento nem o cuidado necessário para poderem fazer fluir a água que abastece as cidades. Ficar esperando sentado por dez, quinze ou vinte anos que a água dos reservatórios abasteça a população com ou sem chuva não é atitude inteligente para gestores públicos.
Via de regra, prefeitos e governadores sabem apenas cobrar tarifas, taxas e impostos da população brasileira sem dar nada em troca, sem prestar serviços decentes, sem elaborar planejamento a médio e longo prazo e sem ter ousadia num tempo onde a tecnologia é fantástica e pode ser aplicada em muitos segmentos.
O planeta está com algumas de suas reservas naturais comprometidas, água potável requer uma gestão sustentável, onde a sociedade possa ter a opção de utilização de águas residuárias como alternativa residencial e comercial para o consumo. Onde a conservação e avaliação dos recursos hídricos genético e biológicos sejam realizadas por institutos e universidades com investimento público e privado.
Os munícipios com suas autarquias municipais ou ainda com empresas estatais administradas pelo Estado desperdiçam milhões de litros de águas tratadas por dia, aprofundando ainda mais a crise de água por falta de chuvas.
No Brasil estamos longe dessa gestão voltada para a preservação e manutenção do meio ambiente, nossos governantes querem imediatismo eleitoral visando reeleições e projetos pessoais ou partidários. São omissos, totalmente despreocupados com a sociedade que os elege e paga seus vencimentos.


23 de setembro de 2014

Coliseu petista superfaturado no agreste!

"Todo governo que não age na base do princípio 
da república, isto é, que não faz da coisa pública
seu objetivo único, não é um governo bom." 
Thomas Paine
O governo federal extrapolou todas as imagináveis formas de má gestão com o erário ao longo destes últimos doze anos de governo. Desperdício, corrupção, mensalão, enfim, as mazelas são muitas e todas muito caras aos cofres do país. A esperança do povo brasileiro de um dia o Brasil ser uma Nação forte e rica, sem desigualdades gigantescas, não resiste a tanta iniquidade.
Às vésperas das eleições ficamos sabendo que na pequena cidade de Alto Santo no sertão quente, sofrido e sem água do Ceará, o Ministério dos Esportes resolveu investir a módica quantia de R$ 619 milhões para complementar o custo da obra orçada em R$ 1,3 bilhões de um Estádio de Futebol padrão obscenidade.
A cidade tem aproximadamente 16 mil moradores, em sua maioria muito pobres vivendo sem infraestrutura como saneamento, água potável e muito mais. Pois o Estádio em forma de Coliseu Romano terá capacidade para 20 mil pessoas.
Percebemos que a capacidade do Estádio supera o número total de habitantes, o que é ilógico, estapafúrdio, porém, o pior fica para a constatação de que cada assento no Coliseu Petista custará aos cofres públicos a modesta soma de R$ 65.000 (Sessenta e cinco mil reais).
Não tem como discutir, não há defesa possível, para uma obra desnecessária, visto que no local não existe clube de futebol nas divisões profissionais do Estado. Além do mais o time mais próximo fica à 160 km de distância da cidade de Alto Santo.
O custo do estádio supera o de muitas obras de estádios para a Copa do Mundo. Os recursos mal aplicados poderiam ser usados para levar água, saneamento básico, saúde pública e muito mais.
Apenas para se ter ideia da disparidade e do superfaturamento da obra em Alto Santo, na cidade de Araraquara no interior de São Paulo, a reforma do Estádio da Ferroviária, um clube da terceira divisão do futebol paulista custou aproximadamente R$ 56 milhões. A Fonte Luminosa como é conhecida comporta 21.000 torcedores.
Entretanto, Araraquara é uma cidade rica, com economia pujante, agricultura e comércio forte, próxima de uma região muito rica no Estado de SP. Ao contrário de Alto Santo no agreste cearense. Aonde a obra faraônica se arrasta por cinco anos, com data prevista de inauguração para Janeiro/2015.
A cidade de Alto Santo é uma das 180 cidades do sertão cearense que decretaram situação de emergência por causa da seca. Impensável algum administrador sério, colocar justamente num local tão árido um estádio cujo gramado terá de ser irrigado diariamente.
Esse é apenas um exemplo de como nossos governantes e parlamentares gastam o suado recurso da sociedade brasileira, fruto dos nossos pesados tributos recolhidos para outras finalidades que ficam sempre em segundo ou terceiro plano.
Que pena, que na inauguração do Coliseu Petista o povo não possa soltar leões sobre os governantes invertendo a lógica romana que os soltava contra os cristãos.

21 de setembro de 2014

Participação política é vital para o começo da mudança!

“A ignorância é a maior enfermidade
do gênero humano.” Marco Túlio Cícero

          O voto é um direito do cidadão brasileiro, consagrado em nossa Constituição Federal e nos Tratados de Direitos Internacionais dos quais o Brasil é signatário. Entretanto, muitos erroneamente transferem esse direito à terceiros, na medida que deixam de exerce-lo em sua plenitude. A participação política é o exercício da liberdade individual para a construção coletiva do bem comum. O homem, segundo o pensador grego Aristóteles é um animal político, o que o diferencia dos demais animais da terra. Portanto, nada mais natural do que sabermos que fazemos política durante nossa vida inteira, não necessariamente a política partidária, mas a política na vida cotidiana.
  Apesar de tudo, uma pesquisa do Instituto DataFolha divulgada no último dia 19 de setembro mostra que 72% do eleitorado brasileiro ainda não decidiu em quem votar para Deputado Federal e 69% ainda não escolheram seu Deputado Estadual. 
  De acordo com a pesquisa, apenas 20% entre os mais jovens em quem votar para Deputado Federal. A média é maior entre os com renda mensal familiar de 5 a 10 salários mínimos (36%) e acima de 10 salários (36%). Para Deputado Estadual. A média dos que escolheram seu candidato é maior entre os mais escolarizados (41%) e os mais ricos (45%)
 Que se tenha dúvidas nas eleições majoritárias (Presidente, Governadores e Senadores) é passível de entendimento, visto que não são tantas as opções. Porém, para Deputado Estadual e Federal, surgem em cada Estado centenas de opções de voto, não se justificando essa situação demonstrada pela pesquisa.
 São justamente esses candidatos que vão compor os parlamentos e dar ou não condições para que os governantes eleitos possam cumprir as promessas de campanha que, interessam a todos no país sem exceção.
 Se ausentar dessa discussão e evitar conhecer as opções de candidatos transformam esses brasileiros em analfabetos da nossa vida pública. Eles perdem a grande chance de estar no comando como protagonistas, ficando em segundo plano como meros coadjuvantes.
Em 2010 o Brasil tinha aproximadamente 135 milhões de eleitores aptos a votar. Destes, apenas 99 milhões exerceram esse direito. O pleito teve mais de 36 milhões de eleitores que votaram nulo, branco ou se abstiveram de comparecer às urnas. 
Esse número é maior do que a população inteira do Canadá (34,88 milhões em 2012) e supera em quase 5 milhões a soma das populações de Portugal (10,53 milhões em 2012), Chile (17, 46 milhões em 2012), Uruguai (3,39 milhões em 2012).
Essas pessoas precisam entender urgentemente que a urna não é lugar de protestos, mas sim de apoio a pessoas sérias que devem nos representar nos parlamentos. Se ausentar das grandes decisões favorece que uma minoria má intencionada tome conta dos destinos do país. 
Afinal de conta, ninguém fica quatro anos sem olhar a sua conta bancária ou as notas de seus filhos na escola, nada mais inteligente do que não ficar quatro anos ausente do acompanhamento, da fiscalização e da cobrança com relação aos nossos políticos em todas as instâncias. Agindo assim, seremos novamente protagonistas e poderemos escolher o futuro que queremos para nossas Nação. Vote com Consciência!
Efeitos do Voto branco/nulo/piada.
- Favorece a corrupção eleitoral e a eleição de candidatos sem representatividade.
- Aumenta o valor de Fundo Partidário dos partidos que usam o “puxador de votos”.
- Aumenta o tempo de exposição dos maus partidos na propaganda eleitoral gratuita.
- Desestimula que os bons partidos escolham bons candidatos para formar suas listas.

5 de setembro de 2014

Eleições se aproximam enquanto parlamentares com mandato brincam com o povo!

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo;
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.

Há dois meses da realização das eleições no país, quando escolheremos pelo voto direto presidente, governadores, senadores e deputados estaduais e federais, o país assiste ao deboche dos parlamentares com mandato no Congresso Nacional para com o povo brasileiro, o mesmo povo que elegerá uma nova bancada na Câmara Federal.
Nas últimas legislaturas (24 anos) pouco ou quase nada foi realizado pelos congressistas brasileiros eleitos pelo povo para fiscalizar o executivo, propor nova legislação, atualizar as existentes, reformular a política nacional, impostos e carga fiscal, sistema educacional, da saúde e previdenciário entre tantas coisas que há por fazer.
Ao contrário, a eleição determina para eles apenas quem está com o governo ou contra. A favor ficam a chamada base governista, que se curva diante da pasmaceira de governantes pouco ou nada interessados em fazer o país evoluir, do outro lado, oposicionistas que só pensam em estar no poder novamente.
Desde que o Brasil voltou a eleger presidentes da república pelo voto direto já se vão 24 anos e não tivemos evolução alguma na Educação, na Saúde Pública, Segurança, Habitação, Transporte e Mobilidade Urbana, atualização de Códigos e Leis importantes como a CLT por exemplo.
Tudo por culpa da junção do Poder Executivo com o nefasto Poder Legislativo inerte, omisso e preguiçoso que temos no nosso combalido país. Para exercer o papel de representantes do povo ou despachantes dos governantes, deputados e senadores recebem altos salário acrescidos de vantagens imorais que nenhum outro trabalhador recebe.
Trabalham pouco ou quase nada durante a semana (Chegam na Terça-Feira no DF e vão embora na Sexta-Feira para seus Estados de origem pela manhã). Não votam a pauta, arquivam milhares de processos e projetos, discutem apenas quando algum podre do Executivo pode dar ibope na mídia com a criação de alguma CPI.
A maioria, depois de eleita quase sempre é governista, fruto dos benefícios oriundos desta opção vantajosa (Cargos em Ministérios, Secretarias, Estatais, Autarquias, enfim, órgãos da administração direta e indireta do país. Esses costumam ficar calados, pouco aparecem, exceto em época de eleições ou para defender o governo.
A minoria fica criticando o governo, propondo CPI’s, propondo tudo que não fariam se estivessem na situação governista. Ambos têm em comum o fato de que não trabalham na casa pelo povo brasileiro, esquecem por completo e por conveniência da pauta da Câmara e Senado.
Ano após ano, mandatos após mandatos nada muda, os ratos estão cada vez mais ricos e nós aqui embaixo indignados tentando achar uma fórmula de eleger gente séria, honesta e que não façam da política uma profissão, mas sim um sacerdócio em prol da sociedade brasileira.
Uma situação difícil, quase utópica do eleitor do maior país da América do Sul, que vê os índices econômicos, educacionais e de qualidade de vida ficarem abaixo de republiquetas menores e piores que o nosso próprio país a cada nova divulgação na mídia.
Mas apesar disso, não podemos desistir, temos de acreditar em nós, em Deus e na mudança destes senhores que enxergam a eleição como meio de vida, enquanto ela é apenas e tão somente para nós uma esperança de dias melhores.

31 de agosto de 2014

Polônia - Como é bom não ter políticos brasileiros!

“Tanto vencedores quanto derrotados,
ambos, tropeçam e caem; a diferença é que
os vencedores se levantam rapidamente".
Peter George

O Brasil não tem uma rede pública de qualidade para atender a saúde do seu povo, não possui uma rede de ensino eficaz, com boas escolas e um sistema educacional que seja adequado a realidade nacional. Isso vale a rigor para segurança pública, habitação popular, mobilidade urbana, saneamento básico e tudo que diz respeito a gestão pública.
Mesmo assim se arvorou a realizar uma Copa do Mundo de futebol e vai sediar a próxima olimpíada na cidade do Rio de Janeiro. Mesmo com dificuldades, com carências de todas as espécies, o ego dos dirigentes e das autoridades é sempre colocado acima da razão e do povo brasileiro.
Na maioria das cidades brasileiras não há ginásios poliesportivos, centros de referência para modalidades olímpicas (Natação, Artes Marciais, Ginastica, Atletismo, Canoagem, etc.) Vivo em Bauru no Estado mais rico da nação e a cidade com quase 400 mil habitantes não possui um único local para receber eventos esportivos (Futsal, Basquete, Vôlei e shows.
Enquanto isso na Polônia, pais que sofreu com guerras, intervenções na época de Hitler e do comunismo da URSS, além de possuírem locais para jogos e eventos, seu povo vive com saúde, educação e moradia com saneamento básico e mobilidade urbana.
Neste sábado (30/08/14) vão realizar a abertura do Campeonato Mundial de Vôlei dentro de um estádio de futebol coberto, com espaço confortável para 62.000 torcedores e toda infraestrutura de um imenso ginásio olímpico.
Como eles conseguem, se não possuem uma economia esplêndida? Como eles conseguem se não são um país de dimensões continentais e com inúmeras riquezas como o Brasil? Como eles podem erguer um estádio acima do chamado Padrão FIFA e utilizarem o mesmo em outros eventos se aqui o Maracanã sofre reformas a cada nova competição no RJ?
Simples a resposta: A Polônia não possui os políticos brasileiros que são péssimos gestores, não tem vontade política para fazer o bem comum, são desprovidos de qualidades mínimas como seres humanos, são sugadores do sangue dos brasileiros e dos recursos oriundos dos impostos que na maioria das vezes são superiores aos pagos na Europa por muitos países como a Polônia por exemplo.
Essa escória brasileira constrói o Engenhão – Estádio inaugurado em 2007 para os Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro e que não pôde ser utilizado na Copa do Mundo, aliás, está parado misteriosamente desde 2013.
A mesma administração que reformou o Maracanã a peso de ouro para os Jogos Pan Americanos em 2007 e depois teve de investir quase 2 bilhões na reforma para a Copa do Mundo. Gente que joga nosso dinheiro no lixo, quando faz a demolição da pista de ciclismo que havia custado R$ 10 milhões para construir outra por R$ 180 milhões no RJ.
A Polônia pode enfrentar muitas dificuldades, seu povo pode não estar feliz com algumas coisas na gestão de seus comandantes, porém está anos luz da situação que enfrentamos no Brasil.
Quando o Campeonato Mundial de Vôlei começar hoje no Estádio Nacional de Varsóvia, uma lágrima vai escorrer dos olhos daqueles que vivem no Brasil e não possuem a mesma condição para fazer sem roubar, sediar sem passar vergonha e sabendo que seus governantes não desviaram dinheiro público para o que quer que seja no país.
   

28 de agosto de 2014

Presídios são exemplos da ausência das autoridades!

Quase toda absurdidade de conduta
 vem da imitação daqueles com quem não
podemos parecer-nos. Samuel Johnson


No mundo civilizado, no chamado primeiro mundo, os indivíduos que cometem crimes são presos, respondem a processos, são julgados e se condenados, cumprem penas em regime fechado em Presídios construídos pelo Estado ou pela iniciativa privada.
Nestes lugares, os presos são obrigados a trabalhar e não recebem bolsa reclusão, algo impensável em países sérios administrados por governantes inteligentes e preocupados com a sociedade. Muitas vezes podem estudar e tem acesso a bibliotecas, porém, não podem receber visitas intimas, nem tem acesso a celulares e outras formas de comunicação com o mundo externo.
Afinal estão presos por que cometeram crimes contra a sociedade, motivo pelo qual perderam as vantagens que tinham antes de se aventurarem pela criminalidade, escolha deles e não da sociedade que paga impostos e trabalha para se sustentar e manter-se. Simples assim!
Aqui no Brasil, nossos sistemas judiciário e penitenciário são administrados de forma a crermos que o criminoso é vítima, que para tanto precisa ser tratado como se fosse um cidadão de primeira classe, quando na verdade não é nem nunca foi.
A nossa Justiça é frouxa, omissa e vive perdida em meio a poeira de seus milhares de processos guardados em porões à espera do milagre do julgamento. Muitos crimes prescrevem por culpa da própria justiça. Milhares de condenados estão nas ruas à espera do cumprimento do mandado de prisão.
Essa mesma Justiça que concede aos marginais o auxílio reclusão, progressão de regime, redução de penas, teto máximo de 30 anos para reclusão em regime fechado e indultos nos feriados.
O sistema penitenciário que no país com algumas exceções é um lixo mal administrado e sem quaisquer resquícios de gestão prisional permite visitas intimas, entrada de drogas, celulares, televisores e muito mais com a conivência da direção de alguns presídios.
No Maranhão recentemente o país viu um pouco do que é norma em vários Estados brasileiros. Crueldade, crimes, máfia, corrupção e desmandos sem controle algum por parte da direção e do Estado, que se omite diante de sua incapacidade gerencial.
O Estado do Paraná na Cadeia Pública de Guarapuava acaba de nos dar mais um exemplo de como funciona o sistema prisional brasileiro, ao permitir que as presidiárias postassem fotos e acessassem redes sociais de dentro da cadeia. Ou seja, mulheres presas por tráfico de drogas, vivem dentro da Cadeia como se estivessem em suas casas.
Elas provaram que não só em Guarapuava, mas sim, em todas as prisões brasileiras entram celulares, carregadores de baterias, drogas, alimentos, aparelhos diversos, enfim, o que os criminosos quiserem a qualquer tempo. O Estado brasileiro é refém das grandes facções criminosas e demonstra esta sua fraqueza diariamente.
As autoridades dos três poderes constituídos não se impõem, fingem nada saber, se omitem de tomar providências definitivas que recoloquem o Estado no comando. A degradação do sistema penitenciário, a omissão da Justiça e o crescente aumento da violência epidêmica no país não mexem aparentemente com nenhuma autoridade brasileira. Todos são a sua maneira, coniventes e tem culpa pelo que está acontecendo.
Presidente, Ministro da Justiça, Presidentes do Senado e da Câmara Federal, Presidente do STF, ninguém ao menos mostra um pouco de indignação com fatos como estes abordados diariamente nos nossos telejornais e na mídia em geral. Estão aparentemente felizes e vivem alhures ao processo que já passou dos limites do bom senso há muitos anos no Brasil. Até quando senhores (as)?

20 de agosto de 2014

Ensino médio em SP tem pior nível em seis anos!

“O único lugar aonde o sucesso vem
antes do trabalho é no dicionário.”
Albert Einstein

           A gestão do PSDB está completando 20 anos de poder no comando do Estado de São Paulo. Tempo suficiente para não culpar seus antecessores e também para ter implantado um Projeto Educacional que estivesse desfrutando de enorme sucesso.
Ao contrário, depois de vinte anos, o Estado mais rico da nação não possui nenhum Projeto Educacional que dê sustentação a sua enorme rede de ensino no Estado.
Os números referentes ao desempenho dos alunos no ensino fundamental e no ensino médio não deixa margem à dúvida quando analisados. O desempenho das matérias Português e Matemática dos alunos do ensino médio tiveram seu pior desempenho desde 2008.
Os resultados anuais divulgados pelo sistema de Avaliação do Rendimento Escolar – Saresp demonstram claramente que a nota média em Língua Portuguesa caiu e a de matemática teve uma estagnação em 2013.
No ensino médio a nota média caiu nas duas disciplinas, passando na Língua Portuguesa de 268,4 para 262,7 quando o adequado seria estar acima de 300. Em matemática a nota média caiu de 270,4 para 268,7, quando o esperado seria 350 pontos.
A gestão não tem mais desculpas, afinal de contas é sabido por todos que vinte anos são mais do que suficientes para ter realizado uma verdadeira revolução na Educação do Estado. Recursos não faltam, escassa é a vontade política de fazê-lo.
Os professores vivem à mingua recebendo remuneração aquém do que mereceriam, as escolas não possuem condições de funcionamento adequadas e não são informatizadas.
Falta treinamento, faltam equipamentos, funcionários de apoio e até professores na rede estadual. Mas falta principalmente participação efetiva do governo do Estado na gestão do ensino público.
Quando percebemos que as três maiores universidades do Estado de SP estão em greve por conta do mesmo governo oferecer aumento zero para os salários dos funcionários e dos professores, entendemos o porquê do fraco desempenho no ensino fundamental e médio. A gestão da educação em SP está estagnada, precisa de um choque de gestão de qualidade.
Mas ao que parece, assim como no caso do governo federal, o governo paulista não está muito interessado em revolucionar, reformar e modernizar sua gestão na educação pública. Prefere ficar no discurso, nas promessas vazias, confiante quanto ao desconhecimento completo da população em relação aos números da sua gestão.
O povo e os eleitores em particular não entenderam qual é o seu papel nas eleições. Não sabem qual é a sua força e continuam vivendo como coadjuvantes no processo, quando deveriam assumir os papeis de protagonistas neste processo eleitoral. 

O monstro estuprador e a Justiça permissiva!

“O juiz é condenado quando
O criminoso é absolvido”
P.Ciro
        
 O médico monstro Roger Abdelmassih foi denunciado em 2008 após investigações do Ministério Público Estadual de SP, de onde derivaram 56 acusações de estupro contra 37 vítimas que foram pacientes de sua luxuosa clínica em São Paulo.
Segunda a imprensa na época (2010) a juíza do caso que o condenou proferiu o seguinte: “Uma avalanche de fatos absolutamente repulsivos e, não por outro motivo, as vítimas descreveram as sensações que possuem em relação ao mesmo como dor, raiva, nojo, humilhação e medo”.
Após ser julgado e condenado o monstro teve concedida pela Justiça o direito de recorrer em liberdade, mesmo tendo sido preso por cometer verdadeiras monstruosidades. Para a nossa justiça não importa se o crime é hediondo ou não, quase todos podem recorrer em liberdade e se quiser fugir, pois não há controle nem rigor com relação a demanda crescente.
Em que país do planeta um estuprador acusado e condenado a 278 anos de prisão em regime fechado tem o direito de recorrer em liberdade? Apenas no Brasil, onde o sobrenome é “Impunidade”.
O monstro fugiu pela porta da frente do nosso país, aproveitando-se da fraqueza da nossa justiça e do fato de que nossas fronteiras são totalmente desguarnecidas. Disseram que ele havia fugido para o Líbano, mas o calhorda estava com a esposa (Ex-Promotora) e filhos no Paraguai.
Sua confiança na impunidade era tanta que nem se deu ao trabalho de tingir os cabelos brancos, usar peruca ou disfarces. Estava vivendo numa mansão na maior tranquilidade, quando agentes da Polícia Federal e da Senad – Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai o prenderam enquanto levava os filhos na escola.
De volta a prisão no Brasil, mal chegou em solo tupiniquim e já está alegando estar passando mal. A velha ladainha de sempre, enquanto estava livre vivia com muita saúde no Paraguai, bastou ser preso começa a usar dos artifícios disponíveis pela nossa justiça omissa, fraca e vagarosa.
O monstro travestido de médico estupra, é preso, consegue sua liberdade para recorrer e foge do país. É preso, tem os mais caros advogados do país para poder enrolar a justiça e quem sabe nem cumprir parte dos 278 anos que foi apenado.
Assim é o Brasil, paraíso da impunidade e de milhares de possibilidades de recursos dos criminosos. Todas as esferas da nossa Justiça possuem um cardápio vasto de recursos, embargos declaratórios, habeas corpus, à disposição daqueles que cometem crimes ou são réus. Inclusive o Estado que utiliza de todas as artimanhas quando processado e condenado. Vide os precatórios.
Esperemos que desta vez o monstro Roger Abdelmassih não consiga responder em liberdade, visto que já foi julgado e condenado. Que a Justiça brasileira não permita que ele fuja novamente. As vítimas e seus familiares, assim com a parcela honesta que paga impostos neste país antecipadamente agradece. 

2 de agosto de 2014

Recursos em abundância e o povo no volume morto!

"Todo governo que não age na base do princípio da
república, isto é, que não faz da "rés pública" o seu 
objetivo completo e único, não é um governo bom" 
Thomas Paine

O país carece de dezenas, talvez centenas de obras relacionadas a: Saúde pública, Educação, Segurança, Mobilidade urbana, Saneamento básico, Energia renovável, Habitação popular, etc., porém estas, só aparecem como promessas em duas ocasiões: - Campanhas Eleitorais ou Propagandas de governantes em inserções na mídia.
Entretanto o que se vê no país é uma total ausência de vontade política para efetivamente utilizar-se dos recursos disponíveis para minimizar a situação caótica em que vivem milhões de brasileiros.
Não faltam recursos como a sociedade poderia supor, ao contrário, sobram recursos anualmente nos orçamentos mal aplicados nos três poderes constituídos (Municipais, Estaduais e Federal).
Os governantes brasileiros nos mesmos três poderes são incapazes do ponto de vista gerencial e administrativo de planejar, executar e atender as demandas que existem em todos os cantos deste imenso território chamado Brasil. Preferem na sua maioria gastar com obras eleitoreiras ou ainda deixar escapar pelo ralo da corrupção nosso valioso dinheiro. Para se ter uma pequena ideia, gastamos segundo números oficiais os valores abaixo com coisas que estão longe de atender a população no que citei acima, vejamos;               Copa do Mundo consumiu aproximadamente R$ 26 bilhõesAs eleições de 2014 vão consumir R$ 74 bilhões do erário segundo o TSE; Um estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp revelou os prejuízos econômicos e sociais que a corrupção causa ao país. O valor chega a R$ 69 bilhões de reais por ano. Olimpíada RJ/2016 consumirá aproximadamente R$ 40 bilhões do erário, em que pese ouvirmos que a iniciativa privada está bancando parte do investimento, porém, ninguém demonstra isso de forma cabal e transparente.
  Além destes custos citados temos também os empréstimos que o governo federal tem feito a fundo perdido com dinheiro do povo para algumas nações ao redor do mundo. Angola, Cuba, Haiti, etc. Só o Porto de Mariel em Cuba consumiu R$ 1,8 bilhões do Brasil. Para o Zimbábue (África) foi emprestado R$ 215 milhões. Se formos apurar o total emprestado a todos os países com certeza a população brasileira ficaria assustada com a benevolência com que o governo petista empresta o dinheiro que é do nosso povo.
  Se pararmos por aqui já teremos aproximadamente R$ 211 bilhões de reais gastos nos itens citados. Se somarmos os gastos absurdos dos municípios e Estados brasileiros com obras inacabadas, desvios de finalidades, corrupção, mau uso do erário, teremos um valor gigantesco que com certeza se aproximaria de R$ 1 trilhão de reais.
 Portanto, recursos existem, falta inteligência, vontade política, honestidade de propósitos, mas principalmente cobrança e fiscalização da sociedade que não percebe e na maioria das vezes se afasta do que é seu, deixando-se levar pelas promessas dos candidatos sem cobra-los depois que assumem seus mandatos por quatro anos. 
 Nas próximas eleições comece a exercer de uma vez seus direitos de cidadão. Cobre, fiscalize, use as leis existentes para saber aonde e como estão sendo gastos nossos impostos. Use a Lei 12.527/11 para cobrar informações de todas as esferas de governo no país. Não deixe que eles (Políticos) usem seu dinheiro por quatro anos sem que ao menos uma vez você confira o que e como ele está sendo gasto.

Maioridade de um viaduto inacabado em Bauru! 1993 - 2014

A base da vergonha não é algum erro
que cometemos, mas que essa 
humilhação não seja vista por todo. 
Milan Kundera

 A cidade de Bauru completou neste dia primeiro de agosto 118 anos de existência, consolidando-se como grande polo de comércio e serviços na região central do Estado de SP. Localizada estrategicamente próxima do Paraná, Mato Grosso do Sul, e da capital paulista, a cidade possui aeroporto, fica próxima do terminal intermodal da Hidrovia Tietê Paraná e é cercada por boas estradas.
Tem hoje aproximadamente quatrocentos mil habitantes, boas universidades, recebe quase 30 mil universitários de outras cidades e Estados do país. Tem entre elas a Unesp, USP (Com sua Faculdade renomada de Odontologia) e mais o inovador e eterno Centrinho que atende toda América do Sul.
Porém, como na maioria das cidades brasileiras, sempre foi administrada por políticos comuns, sendo assim, sofre com a paralisia e a falta de criatividade destes gestores públicos.
Em Bauru temos uma obra, mais precisamente um viaduto que está completando em 2014 sua maioridade – 21 anos sem que tenha sido concluído. Tendo passado neste longo período por seis gestões da administração municipal.
Não possuo a informação precisa de quanto foi dispendido com o projeto completo, com a obra no decorrer de suas paralisações e retomadas, com o custo financeiro e as muitas negociações efetuadas com várias empreiteiras nestes 21 anos.
Trata-se de uma vergonha nacional, um monumento à incapacidade e a prova cabal da ausência de vontade política dos nossos dirigentes para com a coisa pública e o erário.
Se pudéssemos colocar lado a lado todas as desculpas esfarrapadas que foram dadas à sociedade bauruense, com certeza teríamos algo maior que a própria obra em si.
Se quisermos num esforço hercúleo imaginar que exista algo de positivo nesta história, podemos dizer que em relação a tantas outras cidades do Brasil, Bauru leve vantagem na medida em que a obra não se transformou num elefante branco abandonado, mas que resiste e pode a qualquer tempo ligar duas regiões da cidade sem limites.
No momento em que escrevo este texto, o viaduto poderia estar sendo inaugurado, porém ficamos sabendo que a obra está novamente paralisada por conta da Empreiteira Bema Construções além de atrasar os pagamentos dos seus empregados está abrindo “mão” dos serviços de alta complexidade.
Explicando melhor: A empresa Bema não quer fazer o sistema de drenagem e o ground (Junção entre os vãos do viaduto).  Tudo isso deveria constar da licitação, mas no Brasil nem as leis, nem o que parece certo, pode ser considerado transparente e exato.
Quase ao final da obra, depois de 21 anos, uma empresa alega uma questão que até o mais inocente sabe tratar-se de outra evidência de que jogaram o valor muito baixo na licitação e agora perceberam que não conseguem cobrir as despesas para poderem auferir um lucro que esperavam antes das máquinas começarem o trabalho.
Vamos aguardar os desdobramentos, outras negociações, licitações para fechamento dos vãos e do ground, enfim, quem sabe Bauru possa inaugurar o Viaduto quando completar 50 anos – Bodas de Ouro da negligência e da incompetência do Poder Público.


16 de julho de 2014

Prateleiras dos Supermercados estão cheias de produtos com fraudes!

“O poder da observação cuidadosa é chamado
cinismo por aqueles que não o possuem"
G. Shaw
        
 Os empresários em geral reclamam muito e sempre do governo com relação a economia instável do país, falta de investimentos incentivos e principalmente pela obscena carga tributária que incide sobre produtos e serviços no país. Porém, alguns, talvez a minoria, não fazem o que pregam com relação a ética e a honestidade quando estão frente a frente com o dilema do lucro fácil.
Muito são os produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, que independentemente de serem provenientes de pequenas, médias ou grandes indústrias possuem alterações que levam o consumidor ao erro e ao prejuízo. São manipulações em fórmulas, peso, quantidade de nutrientes e informações que deveriam estar na embalagem e não constam ou estão em letras tão pequenas que nem com uma lupa gigante o consumidor consegue identificá-las.
Sem contar aqueles produtos que tem sua embalagem alterada com a diminuição do seu peso liquido, mas mantendo o mesmo preço do produto anterior com peso maior. Isso é golpe, é querer ludibriar o consumidor para obter lucro fácil.
Recentemente o IDEC – Instituto de Defesa do Consumidor divulgou que quase 10% dos produtos pesquisados por aquele órgão estavam com variação incorreta de nutrientes. O sódio apontado nestes produtos era inferior ou superior ao que realmente os produtos continham.
O número é significativo e mostra a necessidade de se ampliar a fiscalização no setor, pois nos leva a deduzir que se fazem isso com o sódio, com certeza o fazem com os demais ingredientes (Calorias, Valor energético, Carboidratos, Gorduras saturadas, Gordura Trans, Cálcio, Açúcar, etc.
Não é à toa que denúncias levaram a fiscalização a encontrar recentemente produtos químicos no conteúdo de Leite UHT Longa Vida no Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Formol, e outras sujeiras estavam no alimento que deveria nutrir crianças e adultos de forma limpa e saudável.
Essa ganância de setores do empresariado aliada a fraca fiscalização imposta pelos nossos governantes e empresas criadas para esta finalidade fazem com que bandidos se aventurem no meio para lucrar com golpes contra a saúde pública.
Na pesquisa recente do IDEC alguns produtos continham mais de 40% de sódio em relação ao que informava o rótulo de sua embalagem mentirosa. Na Salsicha Frigor Hans, por exemplo, foi identificada uma quantidade de 66,3% maior de sódio do que informava o rótulo da sua embalagem. Isso é crime e deveria ser punido com rigor absoluto sem perdão, pois leva o consumidor contumaz a poder contrair doenças que o próprio governo tenta reduzir para o bem da saúde pública.
Diferenças desta natureza comprometem até um plano alimentar, pois as nutricionistas baseiam-se nas tabelas para formar as dietas. O consumo exagerado de sal é considerado como fator de alto risco para a hipertensão, doença que, por sua vez, pode levar a problemas cardíacos, distúrbios renais e circulatórios.
Como podemos ver, essa situação é grave e precisa ser combatida pelo governo através de fiscalizações mais intensas e com o rigor indispensável do Poder Judiciário, que deve criminalizar estes empresários donos destas marcas que enganam o povo com alterações propositais na composição e na informação nutricional de seus produtos.

Nada resiste à política e a economia brasileira!

“Os homens são como os vinhos:
a idade azeda os maus e apura os bons.” 
Marco Túlio Cícero

          O nosso país tem por hábito destruir boas ideias, grandes empreendimentos e muitas vezes sonhos que são sonhados por nossa gente com base em fatos concretos e ideais inteligentes e sensatos.
Um destes exemplos são os Fundos de Pensão, criados no final da década de ’60 início da década de ’70. Eles foram concebidos para auxiliar a Previdência Social e dar aos empregados das empresas estatais um ganho ao final de suas carreiras nas respectivas empresas quando de suas aposentadorias. Foi com certeza um fator motivador para que muitos empregados prestassem concursos e procurassem as chamadas estatais para desenvolver suas carreiras profissionais.
O Fundo de Pensão era uma ferramenta potente das áreas de recursos humanos além de corrigir enormes distorções da previdência social, funcionava como uma poupança obrigatória.
Grandes Fundos foram montados e eram para ser totalmente separados politicamente das suas mantenedoras, pois da sua isenção política e técnica estes Fundos dependeriam para poder investir com isenção e base atuarial, contratar profissionais e serviços, independentemente do partido político que estivesse no poder.
Mas quem pode sonhar com isso? Ninguém, bastou a democracia retornar a plenos pulmões ao país com as eleições livres a cada quatro anos para que as grandes empresas tivessem seus Fundos Previdenciários envolvidos em todo tipo de escândalos e fora das bases técnicas atuariais inicialmente concebidas.
Foram usados de forma indevida no processo de privatização iniciado em 1995. Obrigados a comprar papéis podres no mercado acionário brasileiro. Tiveram que participar da compra de empresas de setores da economia como telefonia, bancos, energia, etc. Sem que houvesse um retorno econômico e financeiro que sustentasse as operações.
Sem contar que acabaram sendo usados como cabides de emprego nos últimos anos pelos políticos que estão no poder. Com isso, falhas na gestão inviabilizaram projetos de interesse do próprio governo. Os fundos deixaram de ser referência e passaram a ter dificuldades na crise econômica. A rentabilidade em 2013 foi de apenas 2,02%, muito aquém dos 11,63% previstos pelos seus técnicos. O setor caminha para seu terceiro ano seguido de déficit.
Os empregados que se aposentaram começam a sentir nos seus vencimentos a defasagem dos ganhos ao longo dos anos, o que antigamente era, e, ainda é primazia dos aposentados pelo INSS. Tem casos de perdas de até 20%.
O absurdo é tanto que a Funcef (Fundo da Caixa Econômica Federal) teve perdas reais de R$ 3.116 bilhões, após o rombo de R$ 1.371 bilhões em 2012. O país precisa pressionar nosso congresso nacional para que leis mais rigorosas e controle maior seja feito sobre todos os Fundos de Pensão no país. Caso contrário haverá a falência total do sistema. Os prejuízos financeiros e morais serão inimagináveis. 
Os conselhos de administração destes grandes fundos estão nas mãos de aliados políticos dos partidos que tem o poder no país. São meros aproveitadores e muitos nada sabem de economia, de matemática atuarial e apenas assinam documentos ganhando vencimentos de mais de R$ 25 mil por mês para participar de uma reunião ao mês. Uma obscenidade sem igual!