Meu livro "O Humor no Trabalho"

Meu livro "O Humor no Trabalho"
A venda nas Livrarias Asabeça, Cultura e Martins Fontes
Loading...

24 de outubro de 2014

O dono do STJD está irregular no poder!

Quase todos os homens são capazes de
suportar adversidades, mas se quiser pôr à 
prova o caráter de um homem, dê-lhe poder. 
Abraham Lincoln

O nosso futebol carece de profissionalismo, investimento nas bases dos atletas em sua formação de novos jogadores, mas principalmente de pessoas honestas, dirigentes que recebam para trabalhar nos clubes e federações, podendo ser demitidos caso não atinjam seus objetivos.
Porém, nem nos clubes, nem nas federações ou na CBF temos algo parecido. E o pior, aqueles que deveriam zelar pelo desporto, pela justiça, pela ética e o cumprimento das regras não são confiáveis e abusam de práticas nefastas como o nepotismo e a tirania. São verdadeiros déspotas que tomam o poder e dele fazem sua vida, sem se importar com os objetivos inerentes do cargo que assumiu.
O Procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt é o símbolo da falta de critério e dos desmandos do órgão no futebol brasileiro – que vem prejudicando times e afastando torcedores. Porém, o mesmo “defensor da justiça estaria irregular no cargo que ocupa. A denúncia é do portal UOL, que apurou que o mandato de Schmitt fere o Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Definido em 2009, o código é específico sobre o mandato dos procuradores: tem duração máxima de 2 anos e só dá direito a uma recondução.
Nesta data, o procurador já tinha três anos de cargo – mas foi eleito em 2010 e reeleito em 2012, somando 9 anos – violando o próprio código que Paulo Schmitt deveria proteger. A Lei Pelé também discorre sobre o tema – e em ambos os casos a presença do procurador no STJD é ilegal. Para se manter no cargo, Schmitt tenta se eximir da lei, dizendo que a mesma vale somente para auditores, e procurando a brecha pela data da mudança; segundo ele, o tempo anterior a 2009 está fora da conta.
Além do problema com o tempo de mandato, o site também apurou que o cargo não foi criado por uma lei – apenas por uma resolução, o que é falha grave e invalida a existência da posição. E nesse caso, a situação é ainda mais séria – a irregularidade do cargo de um Procurador-Geral do STJD anularia as penas aplicadas pela Justiça desportiva.
Apesar disso, nada é páreo para a cara de pau de Paulo Schmitt que afirma que não há lei que impeça um novo mandato no STJD – nas palavras do próprio, ele pode “ficar mais dois anos, e depois desses dois anos tenho que me submeter à lista tríplice da CBF novamente. Não há problema.
Alguém sabe quem são e quanto ganham os auditores dos tribunais do STJD? Alguém sabe quais são as suas relações com os clubes e as federações? Quais os benefícios para quem ocupa o cargo de auditor do tribunal desportivo? Qual a estrutura do STJD?
São perguntas que as autoridades deste país deveriam estar respondendo a nossa sofrida sociedade. Não à toa temos presidentes de federações e confederações há mais tempo no poder do que Fidel Castro ficou em Cuba.


22 de outubro de 2014

Violência sem fim 1 X 7 Impunidade!

“A mente de um fanático é como a pupila do olho: 
quanto mais luz incide sobre ela, mais se irá contrair." 
Oliver Wendell Holmes

Um dos grandes males que assolam o nosso país não é a corrupção como a grande maioria pensa, nem tampouco a violência ou os baixos índices de Educação, nem por fim a nossa péssima saúde pública. O nosso maior câncer social é a impunidade que interfere em tudo dentro do nosso sistema judiciário e policial.
A sensação de impunidade é o grande elixir da criminalidade desde os chamados ladrões de galinha até os grandes políticos e demais autoridades do colarinho branco. Ela é revigorante para os marginais, que percebem a fraqueza das autoridades e a inércia da justiça. Claro que o futebol como segmento vivo da nossa sociedade não poderia ficar fora dessa ignóbil situação vivida por todos dentro e fora de nossos lares.
No esporte a impunidade vence de goleada a justiça quando permite que dirigentes corruptos em clubes, associações, federações e até na CBF se locupletam livremente mesmo desviando dinheiro público que deveria ser utilizado nas entidades que representam.
A impunidade também está nas arquibancadas dos estádios de futebol, onde temos centenas de assassinos e vândalos escondidos atrás de torcidas organizadas viajando pelo país impunemente mesmo depois de cometer crimes dentro e fora do Brasil.
Se não me falha a memória no máximo duas pessoas estão presas por matar torcedores rivais no Brasil. Todo mês temos brigas violentas fora dos estádios, normalmente em emboscadas que na maioria das ocasiões levam torcedores jovens ao óbito. O que a Justiça e as autoridades do país (Presidente, Governadores, Ministros da Justiça e do Esporte, Deputados e Senadores) fizeram até hoje para acabar com essa impunidade? Nada!
Sempre que ocorrem mortes nas brigas entre torcidas rivais, os assassinos são identificados e não ficam presos. Na semana seguinte estão viajando atrás de seus clubes em busca de novas brigas e mortes.
Impunidade segundo o Dicionário Aurélio é: Do Latin: (Impunitate) – Substantivo feminino – Estado de impune. Impunidade nas ruas é definida por mim como: “Ausência de Justiça, penas brandas carregadas de benesses excessivas para criminosos em detrimento da sociedade que paga impostos, obedece às leis e não comete crimes de quaisquer naturezas”.
Nos últimos 30 anos a sociedade brasileira assiste ao aumento da violência em todos os seus segmentos. Com relação a violência das torcidas organizadas a única semelhança é justamente a impunidade e a letargia dos nossos péssimos governantes e de nossas autoridades inertes que contemplam a criminalidade como se estivessem assistindo pela televisão um jogo de futebol qualquer. Lamentável! Até quando?




18 de outubro de 2014

Ebola

Não existe possibilidade de transmissão pelo ar; 
quem esteve no mesmo espaço não corre risco.

A atual epidemia causada pelo vírus ebola é perigosa e persistente. Desde que o vírus foi descoberto, em 1976, nenhuma outra se espalhou para fora do leste ou do centro da África nem provocou tamanha mortalidade.

Esta, parece que surgiu no distrito de Guéckédou, na Guiné, no oeste africano, em dezembro de 2013, acometeu um número mais elevado de pessoas e já causou mais mortes do que a somatória de todas as anteriores.

Em abril deste ano, a diminuição do número de casos na Guiné alimentou a esperança de que a epidemia fosse desaparecer como as outras, misteriosamente como veio, mas a disseminação nas áreas fronteiriças de Serra Leoa e Libéria frustrou as previsões.

O aparecimento da doença em Lagos, na Nigéria, país que não tem fronteiras com Guiné, Serra Leoa ou Libéria, mostrou ao mundo que qualquer cidade com um aeroporto pode ser alcançada e que o potencial de disseminação é maior do que se imaginava: em Lagos vive mais gente do que nos três países citados.

A doença tem início abrupto nos três a 21 dias subsequentes ao contágio. Do nada, surgem febre acima de 38,6ºC, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares, articulares, no tórax, na coluna lombar, congestão das conjuntivas, inflamação da garganta e manchas avermelhadas na pele.

Já nos primeiros dias aparecem os sintomas gastrointestinais: náuseas, vômito, dores abdominais e diarreia. Na fase final, 50% dos doentes apresentam hemorragias. Nos casos fatais, a sintomatologia inicial é mais intensa e a morte acontece entre os dias 6 e 16, por complicações hemorrágicas, septicemia e falência de múltiplos órgãos.

Os índices de fatalidade variam de 30% a 90%, dependendo da região e dos recursos médicos. Nas pessoas que se curam, a melhora começa a ocorrer entre os dias 6 e 11. O diagnóstico é confirmado por exame de sangue realizado por duas técnicas diferentes (Elisa e PCR). Não existe vacina nem medicamentos contra o vírus. O tratamento procura corrigir a desidratação e o desequilíbrio entre os íons, manter a pressão arterial, controlar as dores e tratar as infecções bacterianas que se instalarem.

Quem teve contato deve permanecer isolado por três semanas, tempo necessário para cobrir o período de incubação. A transmissão do vírus depende exclusivamente do contato direto com as secreções do doente (sangue, saliva, fezes, sêmen, suor, secreções vaginais e lágrimas) ou com superfícies contaminadas por elas.

Como não existe possibilidade de transmissão pelo ar, quem esteve na mesma sala, no mesmo ônibus ou avião não corre risco. Lavar as mãos com água e sabão ou álcool rompe o envelope que circunda o RNA do vírus e protege contra a infecção. Desinfetar objetos e ambientes com água sanitária é medida prática, barata e eficaz.

Os reservatórios naturais do vírus são os morcegos que se alimentam de frutas, mas macacos e porcos domésticos podem servir de hospedeiros intermediários. As epidemias, no entanto, são mantidas pelo contágio inter-humano. O vírus não costuma se disseminar rapidamente para grandes massas populacionais, como às vezes sugerem as notícias veiculadas pela mídia. Em média, cada pessoa infectada dá origem de um a três casos secundários, número pequeno quando comparado aos 14 a 17 casos secundários causados pelo vírus do sarampo na mesma região do oeste africano.

O perigo com o ebola não está em sua virulência, mas na facilidade de transmissão. Uma única distração, tocar no paciente ou numa superfície manipulada por ele e levar a mão à boca, ao nariz ou aos olhos pode ter consequências devastadoras. A epidemia chegará no Brasil? Os vírus viajam no interior de corpos humanos desde os primórdios da humanidade, mas agora o fazem na velocidade dos jatos. É evidente que podem surgir casos isolados, mas uma epidemia autóctone brasileira é altamente improvável.

Margareth Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde diz: "Muitos me perguntam por que o surto da doença causada pelo ebola é tão abrangente, tão grave e difícil de conter. Essas questões podem ser respondidas com uma única palavra: pobreza. Guiné, Libéria e Serra Leoa estão entre os países mais pobres do mundo".

Artigo do Dr. Drauzio Varella - Folha de SP - Caderno Ilustrada - 18/10/14

16 de outubro de 2014

O silêncio dos culpados!

A justiça atrasada não é justiça,
senão injustiça qualificada e manifesta"
Rui Barbosa

A chegada do pedido de cassação do amigo fraterno do doleiro Alberto Youssef, também conhecido por ocupar um cargo de Deputado Federal em Brasília – André Vargas continua sendo estrategicamente protelado por seus companheiros (comparsas) na Câmara Federal desde agosto deste ano.
A Comissão de Ética daquela casa presidida pelo Deputado Ricardo Izar – PSD – SP aprovou a cassação do fanfarrão paranaense em 20 de agosto.
O pedido então deveria ter seguido ao plenário para votação e provável cassação do deputado. Porém, decorridos dois meses do envio o processo permanece guardado ou melhor parado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara presidida pelo colega de partido Deputado Vicente Cândido da Silva – PT-SP.
Em parte sabemos que o ano de 2014 não foi muito profícuo para os trabalhos do Congresso Nacional, afinal de contas, carnaval, copa do mundo, duas férias, eleições, viagens à base eleitoral, enfim, sobrou pouquíssimo tempo para trabalhar e exercer com dignidade seus mandatos.
Outro problema é o corporativismo, no francês “esprit de corps” que poderia ser traduzido como sugeriu o brilhante jornalista Josias de Souza “Espirito de porco”. Os acordos são muitos, as agendas ocultas encobrem e dificultam as coisas sérias no parlamento nacional em todas as suas esferas, diga-se de passagem.
Assim como nas ruas das nossas grandes cidades, no Congresso Nacional também existem algumas facções, essas incrustradas dentro dos partidos defendem até a morte seus membros. Algo muito parecido com o modus operandi das máfias internacionais.
Os parlamentares situacionistas e oposicionistas nestas horas se somam, se locupletam, se ajudam e fazem com que permaneçam pairando sob suas cabeças a desconfiança generalizada da sociedade civil sobre a conduta imoral de alguns naquela casa. Caso contrário já teriam discutido e votado o pedido de cassação do amigo do doleiro.
Enquanto parcela considerável da sociedade assiste as agressões mutuas dos candidatos à presidência em segundo turno, os deputados protelam a decisão e mantém na casa o silêncio dos culpados. A falta de cobrança da sociedade sobre seus representantes assegura uma certa tranquilidade a todos, que fingem que estão trabalhando enquanto o povo honra seus compromissos e paga a conta nefasta desta imensa camarilha oficial do poder legislativo nacional.
Uma mão suja lava a outra mão ainda mais imunda, manchadas pela corrupção, pela formação de quadrilha, pela lavagem de dinheiro e envio de remessas irregulares a contas em paraísos fiscais e muito mais com certeza. Nem a delação premiada atinge quem deveria zelar pelas leis e a ordem.  

13 de outubro de 2014

13 de outubro de 1977 - A noite da redenção da Fiel Corinthiana

“Há os que lutam uma vez e são importantes.
Os que lutam muitas vezes e são fundamentais.
E há os que lutam sempre, esses são imprescindíveis”.
Brecht

Era uma noite comum como tantas outras no meio da primavera paulistana exceto pelo fato de que a maior cidade do país e da América Latina estava totalmente paralisada a frente dos milhares de televisores ligados na final do Campeonato Paulista de Futebol daquele ano.
No Estádio Cicero Pompeu de Toledo, Sport Clube Corinthians Paulista e Associação Atlética Ponte Preta decidiam numa terceira partida o título inédito para a equipe campineira e de muito valor para o Corinthians, que não o conquistava desde fevereiro/1955, data em que ergueu pela última vez uma taça do Paulistão.
         O público dos três jogos da decisão somou 290.515 torcedores majoritariamente corinthianos. Sendo que na segunda partida foi registrado o maior público de um estádio de futebol em todo o Estado. Foram ao Morumbi, 146.083 pessoas (sendo 138.032 pagantes) que assistiram o que podia ser o jogo do título do Corinthians. Esse recorde é mantido até os dias de hoje.

Naquela noite de 13 de outubro a massa alvinegra da Fiel torcida estava nervosa, apreensiva, porém confiantes de que aquela seria a noite da redenção, do fim das intermináveis brincadeiras que invadiram as décadas de sessenta e setenta contra os corinthianos.
Segundo me confidenciou “Seu” Zé Duarte técnico da Ponte Preta nove depois em Jaú, quando o encontrei numa lanchonete daquela cidade, havia um clima em São Paulo jamais visto por ele e seus comandados. O estádio tremia literalmente e seria segundo suas palavras impossível vencer o Corinthians naquela noite.
Mesmo tendo uma equipe tecnicamente superior ao alvinegro paulista, a Ponte sucumbiu à enorme força vinda das arquibancadas e numeradas do Estádio. Força que dificilmente seria vista novamente, nem mesmo na conquista da tão almejada Taça Libertadores da América em 2012.
A narração perfeita de Osmar Santos pela Rádio Globo entrou para a história como uma das mais precisas, mais emocionantes de todos os tempos. Osmar conseguiu captar com perfeição absoluta a emoção da torcida corinthiana e na hora do gol ele interagiu com o sentimento mais profundo da Nação Alvinegra do Parque São Jorge. Foi uma explosão que ecoou em todo Estado de São Paulo e em muitas cidades do Brasil onde naquela noite havia ao menos um torcedor corinthiano.
Eu me lembro de ter saído do Jabaquara e percorrido um caminho até a Avenida Paulista onde percebia a alegria incontida de milhares de torcedores alucinados. Ao chegar na Avenida Paulista fiquei completamente emocionado ao ver a presença maciça de torcedores lotando os quase três quilômetros de extensão da avenida. Não havia um espaço vazio, a avenida estava tomada por torcedores coloridos em preto e branco.
Fiquei até as cinco horas da manhã e parecia que havia uma força que me puxava e não me deixava sair daquela festa alvinegra. A ressaca foi enorme, uma ressaca de conquista e não fruto de ingestão de bebida alcóolica.
Hoje ao completar 37 anos daquela data, ainda me emociono ao ouvir a voz de Osmar Santos – O garotinho da Rádio Globo narrando aquele gol antológico de Basílio – O pé de Anjo do Timão. Depois daquele 13 de outubro de 1977 muitos títulos o Timão conquistou. Foram 24 campeonatos, sendo 12 Estaduais, 5 Nacionais, 3 Copas do Brasil, 1 Libertadores, 2 Mundiais e uma Recopa Sul-Americana.
Por incrível que possa parecer, nada se compara àquela conquista na noite distante de 13 de outubro de 1977. Parabéns torcida do Corinthians e a todos os que participaram daquela noite histórica como protagonistas da “Noite da Redenção” alvinegra.
Começando pelo presidente Vicente Mateus, homem que nunca tirou uma moeda do clube, polêmico, engraçado, porém o mais corinthiano dentre tantos. O treinador Osvaldo Brandão, disciplinador, pai, treinador e homem responsável pela conquista daquele grupo que tinha Tobias, Zé Maria, Moisés, Ademir e Vladimir, Russo, Basílio, Luciano, Vaguinho, Geraldão e Romeu. Além de Palhinha, Cláudio Mineiro e tantos outros coadjuvantes que entraram para a história do Corinthians.
Ouça a narração de Osmar Santos no momento do gol do título no link abaixo:
http://mais.uol.com.br/view/12296165



3 de outubro de 2014

A era digital e a terceira (Melhor) idade!

O nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado:
nele se encontra todos os segredos,
inclusive o da felicidade. Charles Chaplin

O Brasil já foi um país essencialmente habitado por uma população em sua maioria composta por jovens. Mas como era de se esperar, o tempo passa e não nos permite o cálice da eterna juventude. Sendo assim, caminhamos para em breve termos uma população mais “experiente”, menos jovem ou composta em sua maioria por pessoas da chamada “Melhor Idade”.

Além do planejamento que já deveria ter sido realizado, visando dar melhores condições de saúde para essa população que com certeza utilizará com mais frequência a medicina pública, o governo brasileiro deveria também se preocupar em prover essa futura geração de mecanismos sociais, culturais e de inclusão digital.

Para que assim não haja desconforto e a maioria possa estar adaptada para usufruir das vantagens da evolução tecnológica que avança celeremente em todo planeta. Robótica, Informática e Telefonia digital, celulares cada dia mais modernos e complexos, possibilitando acessos ilimitados a um mundo novo.

Claro que as pessoas que hoje convivem com a era digital, no futuro terão envelhecido sabendo e aproveitando de todas as mudanças realizadas. Estes com certeza não vão sentir dificuldades na melhor idade. Mas vivemos no Brasil, onde uma imensa maioria vive no século passado quando pensamos em qualidade de vida, saúde, educação e até mesmo na questão do saneamento básico.

Muitos jovens e adultos não tem acesso algum a informática, tecnologia e telefonia de última geração. Estes com certeza terão no futuro imensa dificuldade para interagir com um mundo cada vez mais conectado as redes sociais, internet de última geração, incluindo o sistema de televisão por satélite que está cada vez mais integrado aos sistemas de telefonia e informática.

Não fazer nada no presente é alijar no futuro uma enorme parcela da população brasileira de viver com conforto, informação em tempo real, educação e muito mais na evolução tecnológica que avança a passos largos. Hoje percebemos que muitas pessoas na melhor idade não acessam internet, não possuem celulares, não se conectam em redes sociais, vivendo isoladas do convívio com o mundo ao seu redor.

Pesquisas online de todas as espécies são possíveis hoje em dia na internet e via telefonia celular para a marcação de consultas médicas, odontológicas, compromissos bancários, reservas de passagens aéreas e infinitas possibilidades de compras e serviços que facilitam a vida de milhões de pessoas no mundo.

É preciso muito mais do que os tímidos programas governamentais que gastam muito mais com publicidade do que efetivamente com o objetivo final que é levar a inclusão digital ao povo brasileiro de todas as idades e todos os cantos do nosso imenso país continental. 

Embora saibamos que nem a educação básica chega com qualidade como imaginar que a inclusão digital e outras preocupações do mundo moderno serão atendidas pelos futuros governos? Mas é preciso que a sociedade exija, faça valer seus direitos e possa conseguir o que efetivamente é seu direito de cidadão.

Esse texto foi uma sugestão do Twitteiro Aécio F. Araujo de Barra do Jacuípe - BA

29 de setembro de 2014

Houve um tempo em que funcionava!

                   O poder se torna mais forte
quando ninguém pensa.
Em 1886, cerca de 128 anos atrás aconteceram fatos que chamaram minha atenção ao ler um pequeno trecho do livro 1889, sobre a Proclamação da República. Segue abaixo:
“Em 1886, cinco escravos foram presos na cidade de Paraíba do Sul, província do Rio de Janeiro, acusados de matar o feitor. Um deles foi condenado à prisão perpétua, os demais, a trezentas chibatadas cada um. Era um número tão elevado de açoites que a aplicação da pena durou três dias para ser executada. Ao final, com as costas lanhadas pelo chicote, os quatro foram obrigados a retornar a pé da cidade até a fazenda onde trabalhavam. No caminho, dois morreram. Os outros desmaiaram e foram levados em carros de boi. A repercussão do episódio foi tão grande que, em poucos dias, o Senado aprovou uma lei colocando fim as punições com açoites”.
No episódio acima podemos perceber que o Brasil já teve punições rigorosas para quem cometia crimes, claro que, não os poderosos, mas o criminoso comum sofria penas duras. Ao contrário de hoje onde até os estupradores e assaltantes que usam dinamite tem vida fácil, respondem em liberdade e recebem dezenas de benefícios.
Outra coisa que o texto nos deixa ver é que no Brasil já houve prisão perpétua. Hoje a justiça na pressa de soltar os criminosos, visto que o Executivo não disponibiliza vagas em presídios, nem se cogita a prisão perpétua, alegando-se que o presídio visa recuperar os criminosos. Nem o mais ingênuo cidadão do mundo acredita nesta paródia.
Por fim, no mesmo texto, nota-se que ao saberem da repercussão dos açoites, o Senado se mobilizou para mudar a pena, o castigo, enfim, agiu em sintonia com a sociedade. Hoje os senadores vivem num mundo diferente do nosso. Não querem de forma alguma alterar e dar mais rigor as leis que são muito brandas.
Não importa se a sociedade clama por justiça. Não importa se o problema é grave ou se tem bancos com seus caixas eletrônico voando com explosões realizadas por terroristas urbanos. Nossos senadores nada fazem, nada discutem, deixando a sociedade que paga seus salários e benefícios à Deus dará.
A cada novo mandato de oito anos temos a impressão que o Senado piora, fica mais omisso, mais preguiçoso e menos próximo da sociedade brasileira. Nem na era Romana os senadores eram tão despreparados e tão despreocupados para com os seus semelhantes. Os votos deveriam servir de açoite, eliminando e renovando o Senado brasileiro nestas e nas próximas eleições.

Nisia Floresta

                   "As dúvidas são mais cruéis
do que as duras verdades"
   Moliére.

Dionísia Gonçalves Pinto, mais conhecida por seu pseudônimo Nísia Floresta Brasileira Augusta, foi uma educadora, poetisa e escritora nascida em Papari, no Rio Grande do Norte. Filha de um português com uma Brasileira, Dionísia incorporou para seu nome artístico o lugar onde nasceu (a fazenda Floresta), e uma lembrança de seu segundo marido, Manuel Augusto de Faria Rocha, pai de sua filha, Lívia Augusta.

Nísia dá seus primeiros passos na literatura com a publicação de uma série de artigos sobre a condição feminina em um jornal pernambucano. Logo após vai para o Rio Grande do Sul dirigir um colégio para meninas. Com o advento da Guerra dos Farrapos, Nísia se muda para o Rio de Janeiro, onde dirige os colégios Brasil e Augusto, reconhecidos pelo alto nível de ensino. Em 1849, leva a filha, que se acidentou gravemente, para a Europa, fixando-se em Paris. Em 1853, publicou Opúsculo Humanitário, uma coleção de artigos sobre a emancipação feminina.

Esteve de volta ao Brasil entre 1872 e 1875, mas pouco se sabe de sua vida nesse período. Em 1878, publica seu último trabalho: Fragments d’un ouvrage inédit: Notes biographiques. Nísia faleceu em 1885, aos 75 anos, na França. Seus restos mortais só foram trazidos ao Brasil quase 70 anos depois, em 1954, e foram enterrados no sítio onde nascera, na cidade que fora rebatizada de Nísia Floresta logo após a sua morte.

Apesar da grande importância histórica e cultural de sua obra, Nísia Floresta é pouco conhecida. “Infelizmente, a falta de divulgação da obra de Nísia tem sido responsável pelo enorme desconhecimento de sua vida singular e de seus livros considerados de grande valor”, diz Veríssimo de Melo em seu livro sobre personalidades da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras.

Nisia foi uma abolicionista militante, lutou pela instauração da república e principalmente pela igualdade dos direitos das mulheres à época. Viveu no século XIX quando a mulher não tinha direito ao voto, nem podia estudar curso superior. Nisia lutou diuturnamente pela emancipação da mulher num tempo em que o machismo era extremado e a mulher dificilmente conseguia se impor na sociedade. 

Hoje, vivemos em pleno século XXI, muito distante do tempo do Império. Temos e usufruímos de muita tecnologia, modernidade, alcance a muitas coisas para consumo e para a saúde, entretanto, não somente as mulheres, mas todas as pessoas, independente do sexo, devem muito reconhecimento a essa brasileira que lutou pela igualdade da mulher num tempo sem mídia, sem redes sociais, sem internet e sem muito glamour. Fazendo-o por sua convicção e inteligência.

27 de setembro de 2014

39 homens e nenhum segredo (nem serviço)

                   "As dúvidas são mais cruéis
do que as duras verdades"
Moliére

Na ditadura militar o general Geisel ampliou o número de ministérios para dezenove, na época algumas críticas foram feitas timidamente visto que, vivíamos num regime de exceção e liberdade de expressão não era um produto muito apreciado pelos militares de plantão e seus censores com curta inteligência.
Hoje mais de vinte e cinco anos após o fim daquele regime, estamos com uma democracia instaurada, voto livre, imprensa livre e ninguém questiona o absurdo do número de ministérios do governo federal. Para quem não sabe, são 39 ministérios entre os quais a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, Ministério da Seca, da Pesca, das Cidades, do Interior, da Integração Nacional, etc.
Esses ministérios não produzem praticamente nada e isso não é segredo para ninguém. É tanta improdutividade que o MST poderia invadir e tomar posse, pois são áreas sem atividade em favor do povo brasileiro.
Os produtos que compõe a mesa do assalariado e o álcool combustível dispararam seus preços, com isso elevaram a inflação de forma significativa. Pois nenhuma atitude foi tomada por nenhum ministro, nenhum estoque regulador foi criado, nenhuma exportação foi sequer pensada para fazer os preços recuarem.
Nada, absolutamente nada foi sequer cogitado. E o mais grave é que esse é o comportamento padrão, aconteça uma crise aérea, acidente ambiental, estiagem ou tenhamos qualquer problema, a omissão e a inércia é total na esplanada dos ministérios.
Os ministros só não têm preguiça para gastar dinheiro do erário com verbas livres de publicidade e despesas de viagem pelo mundo afora sem que haja quaisquer tipos de controles ou políticas de reduções de despesas.
Aliás, a única coisa que Dilma faz é gastar sem que em tempo algum tenha feito um mísero esforço para economizar a montanha de dinheiro arrecadado em impostos escorchantes. Dilma não tem planos de governo que envolva estratégia de economia de recursos públicos, redução da folha de pagamento ou redução dos gastos monumentais da máquina federal.
São 39 ministérios com ministros nomeados em troca de favores políticos eleitoreiros junto aos partidos aliados da base governista sem que necessariamente os indicados tenham passado pelo simples crivo técnico de conhecimento da pasta que ocupam.
Ao contrário, hoje em dia os deputados sequer indicam seus apadrinhados, preferindo eles próprios tomarem posse. Isso faz com que tenhamos dois problemas, o primeiro é que os deputados não têm necessariamente conhecimento técnico para a pasta a ser ocupada e o pior, seu desconhecido suplente irá para a Câmara Federal ou Senado.
O número elevado de Ministérios ainda proporciona a criação de centenas de cargos de assessores, assistentes, especialistas em coisa alguma num verdadeiro festival de desrespeito ao povo. O país funciona por osmose e também pelo esforço da nossa sociedade civil que apesar de não ter apoio governamental, cresce e ajuda a desenvolver a nossa economia.
Apenas para efeito de comparação, há mais de quarenta anos atrás o governo Jânio Quadros começou sua gestão com 15 (quinze) ministérios, isso durou até o governo Geisel. Collor e Fernando Henrique Cardoso também criaram ministérios, mas o PT exagerou na dose e além de ampliar os ministérios propriamente ditos, ainda deu status de Ministérios a várias secretárias cujas finalidades são amplamente discutíveis do ponto de visto ético, moral e funcional.

26 de setembro de 2014

Programa eleitoral nunca foi "gratuito" e está ultrapassado.

Se você falar com um homem numa linguagem
que ele compreende, isso entra na cabeça dele.
Se você falar com ele em sua própria linguagem,
você atinge seu coração Nelson Mandela

O chamado horário político da propaganda eleitoral gratuita foi regulamentado através da Lei N.º 9.504/97. O critério para distribuição do tempo disponível aos partidos para uso da propaganda eleitoral é o seguinte conforme o Art. 47, §2º:
Os horários reservados à propaganda de cada eleição, nos termos do parágrafo anterior, serão distribuídos entre todos os partidos e coligações que tenham candidato e representação na Câmara dos Deputados, observados os seguintes critérios:
I - um terço, igualitariamente;
II - dois terços, proporcionalmente ao número de representantes na Câmara dos Deputados, considerado, no caso de coligação, o resultado da soma do número de representantes de todos os partidos que a integram.
Entretanto, este horário jamais foi gratuito e a maioria da população brasileira desconhece o mecanismo que remunera as emissoras de rádio e televisão do país que cedem seu espaço milionário para a utilização dos partidos e seus candidatos durante o ano.
Ninguém, muito menos as emissoras dão nada de graça neste país, ao contrário, elas descontam cada segundo ao final do ano, quando preparam o fechamento contábil. Desta forma, eles abatem do imposto de renda uma verdadeira fortuna que em tese, seria utilizada para obras e serviços destinados à população brasileira.
Se assim raciocinarmos, nós, brasileiros pagamos o chamado horário político de propaganda eleitoral, que desta forma não é gratuita, mas sim muito cara para todos nós que recolhemos pesados tributos.
O horário destinado aos partidos em anos eleitorais, precisa ser modernizado e revisto, pois concede espaço demasiado aos candidatos a cargos do sistema majoritário (Presidente, Governadores, Prefeitos e Senadores) em detrimento dos candidatos aos cargos do sistema proporcional (Vereadores, Deputados Estaduais e Federais).
Essa desigualdade de tempo de exposição dificulta aos concorrentes ao parlamento para exporem suas ideias, projetos, o que favorece as brincadeiras, as piadas e os candidatos desprovidos de intenções sérias quanto a sua vida política como futuros representantes do povo.
Um novo modelo deveria ser pensado para que os candidatos pudessem expor ao eleitor sua plataforma, seus projetos e ideias de forma sucinta e direta a sociedade. A forma exibida atualmente é uma versão ligeiramente melhorada do que era permitido na época do regime militar, quando apenas as fotos dos candidatos apareciam na telinha dos televisores.
Emissoras de televisão e rádio privadas deixaram de pagar — entre 2004 e 2013, período analisado pelo DIA através de dados fornecidos pela Receita Federal — R$ 3,5 bilhões em impostos, com a desculpa de que o valor é um ressarcimento pelas transmissões de programas eleitorais. Somados aos R$ 839,5 milhões previstos para este ano pela Receita Federal, o Brasil terá aberto mão, ao fim de dez anos, de R$ 4,3 bilhões. A quantia é maior do que o PIB (total de riquezas produzidas) de 75 dos 92 municípios do Estado do Rio.

Estiagem seca reservatórios e encobre omissão!

Imaginação é mais importante
do que conhecimento. 
Conhecimento é limitado.
Imaginação abrange o mundo.
Albert Einstein

A longa estiagem que está afetando principalmente os Estados do Sudeste tem trazido enormes problemas de abastecimento para suas populações. Com a escassez de água os moradores começam a ficar impacientes e as reclamações começam a ganhar as ruas de médias e grandes cidades.
Os governantes apenas justificam tal situação culpando a natureza e a ausência de chuvas nas cabeceiras dos rios e nascentes que ajudam a abastecer os seus reservatórios. Entretanto, omitem da população em ano eleitoral que, nunca houve um planejamento adequado para enfrentar esta situação que vivemos atualmente.
Novos reservatórios não foram pensados, até porque, no pensamento de prefeitos e governadores, reservatórios não dão votos. Os existentes não tiveram os cuidados que deveriam numa situação em que a natureza derrama pouca chuva.
Em São Paulo, o último reservatório foi inaugurado em 1993. Ou seja, são 21 anos esgotando um sistema que não foi modernizado, não teve jamais a atenção dos governantes de São Paulo, Grande SP e de cidades do interior do Estado.
As autoridades não constroem estações de tratamento de esgotos para ajudar a limpar os rios e seus afluentes. O rio Tietê já teve promessas e muitos gastos com propagandas sem que nunca um projeto inteligente tenha sido aprovado, executado, eliminando a poluição no rio que corta a cidade de SP.
As nascentes não recebem reflorestamento nem o cuidado necessário para poderem fazer fluir a água que abastece as cidades. Ficar esperando sentado por dez, quinze ou vinte anos que a água dos reservatórios abasteça a população com ou sem chuva não é atitude inteligente para gestores públicos.
Via de regra, prefeitos e governadores sabem apenas cobrar tarifas, taxas e impostos da população brasileira sem dar nada em troca, sem prestar serviços decentes, sem elaborar planejamento a médio e longo prazo e sem ter ousadia num tempo onde a tecnologia é fantástica e pode ser aplicada em muitos segmentos.
O planeta está com algumas de suas reservas naturais comprometidas, água potável requer uma gestão sustentável, onde a sociedade possa ter a opção de utilização de águas residuárias como alternativa residencial e comercial para o consumo. Onde a conservação e avaliação dos recursos hídricos genético e biológicos sejam realizadas por institutos e universidades com investimento público e privado.
Os munícipios com suas autarquias municipais ou ainda com empresas estatais administradas pelo Estado desperdiçam milhões de litros de águas tratadas por dia, aprofundando ainda mais a crise de água por falta de chuvas.
No Brasil estamos longe dessa gestão voltada para a preservação e manutenção do meio ambiente, nossos governantes querem imediatismo eleitoral visando reeleições e projetos pessoais ou partidários. São omissos, totalmente despreocupados com a sociedade que os elege e paga seus vencimentos.


23 de setembro de 2014

Coliseu petista superfaturado no agreste!

"Todo governo que não age na base do princípio 
da república, isto é, que não faz da coisa pública
seu objetivo único, não é um governo bom." 
Thomas Paine
O governo federal extrapolou todas as imagináveis formas de má gestão com o erário ao longo destes últimos doze anos de governo. Desperdício, corrupção, mensalão, enfim, as mazelas são muitas e todas muito caras aos cofres do país. A esperança do povo brasileiro de um dia o Brasil ser uma Nação forte e rica, sem desigualdades gigantescas, não resiste a tanta iniquidade.
Às vésperas das eleições ficamos sabendo que na pequena cidade de Alto Santo no sertão quente, sofrido e sem água do Ceará, o Ministério dos Esportes resolveu investir a módica quantia de R$ 619 milhões para complementar o custo da obra orçada em R$ 1,3 bilhões de um Estádio de Futebol padrão obscenidade.
A cidade tem aproximadamente 16 mil moradores, em sua maioria muito pobres vivendo sem infraestrutura como saneamento, água potável e muito mais. Pois o Estádio em forma de Coliseu Romano terá capacidade para 20 mil pessoas.
Percebemos que a capacidade do Estádio supera o número total de habitantes, o que é ilógico, estapafúrdio, porém, o pior fica para a constatação de que cada assento no Coliseu Petista custará aos cofres públicos a modesta soma de R$ 65.000 (Sessenta e cinco mil reais).
Não tem como discutir, não há defesa possível, para uma obra desnecessária, visto que no local não existe clube de futebol nas divisões profissionais do Estado. Além do mais o time mais próximo fica à 160 km de distância da cidade de Alto Santo.
O custo do estádio supera o de muitas obras de estádios para a Copa do Mundo. Os recursos mal aplicados poderiam ser usados para levar água, saneamento básico, saúde pública e muito mais.
Apenas para se ter ideia da disparidade e do superfaturamento da obra em Alto Santo, na cidade de Araraquara no interior de São Paulo, a reforma do Estádio da Ferroviária, um clube da terceira divisão do futebol paulista custou aproximadamente R$ 56 milhões. A Fonte Luminosa como é conhecida comporta 21.000 torcedores.
Entretanto, Araraquara é uma cidade rica, com economia pujante, agricultura e comércio forte, próxima de uma região muito rica no Estado de SP. Ao contrário de Alto Santo no agreste cearense. Aonde a obra faraônica se arrasta por cinco anos, com data prevista de inauguração para Janeiro/2015.
A cidade de Alto Santo é uma das 180 cidades do sertão cearense que decretaram situação de emergência por causa da seca. Impensável algum administrador sério, colocar justamente num local tão árido um estádio cujo gramado terá de ser irrigado diariamente.
Esse é apenas um exemplo de como nossos governantes e parlamentares gastam o suado recurso da sociedade brasileira, fruto dos nossos pesados tributos recolhidos para outras finalidades que ficam sempre em segundo ou terceiro plano.
Que pena, que na inauguração do Coliseu Petista o povo não possa soltar leões sobre os governantes invertendo a lógica romana que os soltava contra os cristãos.

21 de setembro de 2014

Participação política é vital para o começo da mudança!

“A ignorância é a maior enfermidade
do gênero humano.” Marco Túlio Cícero

          O voto é um direito do cidadão brasileiro, consagrado em nossa Constituição Federal e nos Tratados de Direitos Internacionais dos quais o Brasil é signatário. Entretanto, muitos erroneamente transferem esse direito à terceiros, na medida que deixam de exerce-lo em sua plenitude. A participação política é o exercício da liberdade individual para a construção coletiva do bem comum. O homem, segundo o pensador grego Aristóteles é um animal político, o que o diferencia dos demais animais da terra. Portanto, nada mais natural do que sabermos que fazemos política durante nossa vida inteira, não necessariamente a política partidária, mas a política na vida cotidiana.
  Apesar de tudo, uma pesquisa do Instituto DataFolha divulgada no último dia 19 de setembro mostra que 72% do eleitorado brasileiro ainda não decidiu em quem votar para Deputado Federal e 69% ainda não escolheram seu Deputado Estadual. 
  De acordo com a pesquisa, apenas 20% entre os mais jovens em quem votar para Deputado Federal. A média é maior entre os com renda mensal familiar de 5 a 10 salários mínimos (36%) e acima de 10 salários (36%). Para Deputado Estadual. A média dos que escolheram seu candidato é maior entre os mais escolarizados (41%) e os mais ricos (45%)
 Que se tenha dúvidas nas eleições majoritárias (Presidente, Governadores e Senadores) é passível de entendimento, visto que não são tantas as opções. Porém, para Deputado Estadual e Federal, surgem em cada Estado centenas de opções de voto, não se justificando essa situação demonstrada pela pesquisa.
 São justamente esses candidatos que vão compor os parlamentos e dar ou não condições para que os governantes eleitos possam cumprir as promessas de campanha que, interessam a todos no país sem exceção.
 Se ausentar dessa discussão e evitar conhecer as opções de candidatos transformam esses brasileiros em analfabetos da nossa vida pública. Eles perdem a grande chance de estar no comando como protagonistas, ficando em segundo plano como meros coadjuvantes.
Em 2010 o Brasil tinha aproximadamente 135 milhões de eleitores aptos a votar. Destes, apenas 99 milhões exerceram esse direito. O pleito teve mais de 36 milhões de eleitores que votaram nulo, branco ou se abstiveram de comparecer às urnas. 
Esse número é maior do que a população inteira do Canadá (34,88 milhões em 2012) e supera em quase 5 milhões a soma das populações de Portugal (10,53 milhões em 2012), Chile (17, 46 milhões em 2012), Uruguai (3,39 milhões em 2012).
Essas pessoas precisam entender urgentemente que a urna não é lugar de protestos, mas sim de apoio a pessoas sérias que devem nos representar nos parlamentos. Se ausentar das grandes decisões favorece que uma minoria má intencionada tome conta dos destinos do país. 
Afinal de conta, ninguém fica quatro anos sem olhar a sua conta bancária ou as notas de seus filhos na escola, nada mais inteligente do que não ficar quatro anos ausente do acompanhamento, da fiscalização e da cobrança com relação aos nossos políticos em todas as instâncias. Agindo assim, seremos novamente protagonistas e poderemos escolher o futuro que queremos para nossas Nação. Vote com Consciência!
Efeitos do Voto branco/nulo/piada.
- Favorece a corrupção eleitoral e a eleição de candidatos sem representatividade.
- Aumenta o valor de Fundo Partidário dos partidos que usam o “puxador de votos”.
- Aumenta o tempo de exposição dos maus partidos na propaganda eleitoral gratuita.
- Desestimula que os bons partidos escolham bons candidatos para formar suas listas.

5 de setembro de 2014

Eleições se aproximam enquanto parlamentares com mandato brincam com o povo!

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo;
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.

Há dois meses da realização das eleições no país, quando escolheremos pelo voto direto presidente, governadores, senadores e deputados estaduais e federais, o país assiste ao deboche dos parlamentares com mandato no Congresso Nacional para com o povo brasileiro, o mesmo povo que elegerá uma nova bancada na Câmara Federal.
Nas últimas legislaturas (24 anos) pouco ou quase nada foi realizado pelos congressistas brasileiros eleitos pelo povo para fiscalizar o executivo, propor nova legislação, atualizar as existentes, reformular a política nacional, impostos e carga fiscal, sistema educacional, da saúde e previdenciário entre tantas coisas que há por fazer.
Ao contrário, a eleição determina para eles apenas quem está com o governo ou contra. A favor ficam a chamada base governista, que se curva diante da pasmaceira de governantes pouco ou nada interessados em fazer o país evoluir, do outro lado, oposicionistas que só pensam em estar no poder novamente.
Desde que o Brasil voltou a eleger presidentes da república pelo voto direto já se vão 24 anos e não tivemos evolução alguma na Educação, na Saúde Pública, Segurança, Habitação, Transporte e Mobilidade Urbana, atualização de Códigos e Leis importantes como a CLT por exemplo.
Tudo por culpa da junção do Poder Executivo com o nefasto Poder Legislativo inerte, omisso e preguiçoso que temos no nosso combalido país. Para exercer o papel de representantes do povo ou despachantes dos governantes, deputados e senadores recebem altos salário acrescidos de vantagens imorais que nenhum outro trabalhador recebe.
Trabalham pouco ou quase nada durante a semana (Chegam na Terça-Feira no DF e vão embora na Sexta-Feira para seus Estados de origem pela manhã). Não votam a pauta, arquivam milhares de processos e projetos, discutem apenas quando algum podre do Executivo pode dar ibope na mídia com a criação de alguma CPI.
A maioria, depois de eleita quase sempre é governista, fruto dos benefícios oriundos desta opção vantajosa (Cargos em Ministérios, Secretarias, Estatais, Autarquias, enfim, órgãos da administração direta e indireta do país. Esses costumam ficar calados, pouco aparecem, exceto em época de eleições ou para defender o governo.
A minoria fica criticando o governo, propondo CPI’s, propondo tudo que não fariam se estivessem na situação governista. Ambos têm em comum o fato de que não trabalham na casa pelo povo brasileiro, esquecem por completo e por conveniência da pauta da Câmara e Senado.
Ano após ano, mandatos após mandatos nada muda, os ratos estão cada vez mais ricos e nós aqui embaixo indignados tentando achar uma fórmula de eleger gente séria, honesta e que não façam da política uma profissão, mas sim um sacerdócio em prol da sociedade brasileira.
Uma situação difícil, quase utópica do eleitor do maior país da América do Sul, que vê os índices econômicos, educacionais e de qualidade de vida ficarem abaixo de republiquetas menores e piores que o nosso próprio país a cada nova divulgação na mídia.
Mas apesar disso, não podemos desistir, temos de acreditar em nós, em Deus e na mudança destes senhores que enxergam a eleição como meio de vida, enquanto ela é apenas e tão somente para nós uma esperança de dias melhores.

31 de agosto de 2014

Polônia - Como é bom não ter políticos brasileiros!

“Tanto vencedores quanto derrotados,
ambos, tropeçam e caem; a diferença é que
os vencedores se levantam rapidamente".
Peter George

O Brasil não tem uma rede pública de qualidade para atender a saúde do seu povo, não possui uma rede de ensino eficaz, com boas escolas e um sistema educacional que seja adequado a realidade nacional. Isso vale a rigor para segurança pública, habitação popular, mobilidade urbana, saneamento básico e tudo que diz respeito a gestão pública.
Mesmo assim se arvorou a realizar uma Copa do Mundo de futebol e vai sediar a próxima olimpíada na cidade do Rio de Janeiro. Mesmo com dificuldades, com carências de todas as espécies, o ego dos dirigentes e das autoridades é sempre colocado acima da razão e do povo brasileiro.
Na maioria das cidades brasileiras não há ginásios poliesportivos, centros de referência para modalidades olímpicas (Natação, Artes Marciais, Ginastica, Atletismo, Canoagem, etc.) Vivo em Bauru no Estado mais rico da nação e a cidade com quase 400 mil habitantes não possui um único local para receber eventos esportivos (Futsal, Basquete, Vôlei e shows.
Enquanto isso na Polônia, pais que sofreu com guerras, intervenções na época de Hitler e do comunismo da URSS, além de possuírem locais para jogos e eventos, seu povo vive com saúde, educação e moradia com saneamento básico e mobilidade urbana.
Neste sábado (30/08/14) vão realizar a abertura do Campeonato Mundial de Vôlei dentro de um estádio de futebol coberto, com espaço confortável para 62.000 torcedores e toda infraestrutura de um imenso ginásio olímpico.
Como eles conseguem, se não possuem uma economia esplêndida? Como eles conseguem se não são um país de dimensões continentais e com inúmeras riquezas como o Brasil? Como eles podem erguer um estádio acima do chamado Padrão FIFA e utilizarem o mesmo em outros eventos se aqui o Maracanã sofre reformas a cada nova competição no RJ?
Simples a resposta: A Polônia não possui os políticos brasileiros que são péssimos gestores, não tem vontade política para fazer o bem comum, são desprovidos de qualidades mínimas como seres humanos, são sugadores do sangue dos brasileiros e dos recursos oriundos dos impostos que na maioria das vezes são superiores aos pagos na Europa por muitos países como a Polônia por exemplo.
Essa escória brasileira constrói o Engenhão – Estádio inaugurado em 2007 para os Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro e que não pôde ser utilizado na Copa do Mundo, aliás, está parado misteriosamente desde 2013.
A mesma administração que reformou o Maracanã a peso de ouro para os Jogos Pan Americanos em 2007 e depois teve de investir quase 2 bilhões na reforma para a Copa do Mundo. Gente que joga nosso dinheiro no lixo, quando faz a demolição da pista de ciclismo que havia custado R$ 10 milhões para construir outra por R$ 180 milhões no RJ.
A Polônia pode enfrentar muitas dificuldades, seu povo pode não estar feliz com algumas coisas na gestão de seus comandantes, porém está anos luz da situação que enfrentamos no Brasil.
Quando o Campeonato Mundial de Vôlei começar hoje no Estádio Nacional de Varsóvia, uma lágrima vai escorrer dos olhos daqueles que vivem no Brasil e não possuem a mesma condição para fazer sem roubar, sediar sem passar vergonha e sabendo que seus governantes não desviaram dinheiro público para o que quer que seja no país.
   

28 de agosto de 2014

Presídios são exemplos da ausência das autoridades!

Quase toda absurdidade de conduta
 vem da imitação daqueles com quem não
podemos parecer-nos. Samuel Johnson


No mundo civilizado, no chamado primeiro mundo, os indivíduos que cometem crimes são presos, respondem a processos, são julgados e se condenados, cumprem penas em regime fechado em Presídios construídos pelo Estado ou pela iniciativa privada.
Nestes lugares, os presos são obrigados a trabalhar e não recebem bolsa reclusão, algo impensável em países sérios administrados por governantes inteligentes e preocupados com a sociedade. Muitas vezes podem estudar e tem acesso a bibliotecas, porém, não podem receber visitas intimas, nem tem acesso a celulares e outras formas de comunicação com o mundo externo.
Afinal estão presos por que cometeram crimes contra a sociedade, motivo pelo qual perderam as vantagens que tinham antes de se aventurarem pela criminalidade, escolha deles e não da sociedade que paga impostos e trabalha para se sustentar e manter-se. Simples assim!
Aqui no Brasil, nossos sistemas judiciário e penitenciário são administrados de forma a crermos que o criminoso é vítima, que para tanto precisa ser tratado como se fosse um cidadão de primeira classe, quando na verdade não é nem nunca foi.
A nossa Justiça é frouxa, omissa e vive perdida em meio a poeira de seus milhares de processos guardados em porões à espera do milagre do julgamento. Muitos crimes prescrevem por culpa da própria justiça. Milhares de condenados estão nas ruas à espera do cumprimento do mandado de prisão.
Essa mesma Justiça que concede aos marginais o auxílio reclusão, progressão de regime, redução de penas, teto máximo de 30 anos para reclusão em regime fechado e indultos nos feriados.
O sistema penitenciário que no país com algumas exceções é um lixo mal administrado e sem quaisquer resquícios de gestão prisional permite visitas intimas, entrada de drogas, celulares, televisores e muito mais com a conivência da direção de alguns presídios.
No Maranhão recentemente o país viu um pouco do que é norma em vários Estados brasileiros. Crueldade, crimes, máfia, corrupção e desmandos sem controle algum por parte da direção e do Estado, que se omite diante de sua incapacidade gerencial.
O Estado do Paraná na Cadeia Pública de Guarapuava acaba de nos dar mais um exemplo de como funciona o sistema prisional brasileiro, ao permitir que as presidiárias postassem fotos e acessassem redes sociais de dentro da cadeia. Ou seja, mulheres presas por tráfico de drogas, vivem dentro da Cadeia como se estivessem em suas casas.
Elas provaram que não só em Guarapuava, mas sim, em todas as prisões brasileiras entram celulares, carregadores de baterias, drogas, alimentos, aparelhos diversos, enfim, o que os criminosos quiserem a qualquer tempo. O Estado brasileiro é refém das grandes facções criminosas e demonstra esta sua fraqueza diariamente.
As autoridades dos três poderes constituídos não se impõem, fingem nada saber, se omitem de tomar providências definitivas que recoloquem o Estado no comando. A degradação do sistema penitenciário, a omissão da Justiça e o crescente aumento da violência epidêmica no país não mexem aparentemente com nenhuma autoridade brasileira. Todos são a sua maneira, coniventes e tem culpa pelo que está acontecendo.
Presidente, Ministro da Justiça, Presidentes do Senado e da Câmara Federal, Presidente do STF, ninguém ao menos mostra um pouco de indignação com fatos como estes abordados diariamente nos nossos telejornais e na mídia em geral. Estão aparentemente felizes e vivem alhures ao processo que já passou dos limites do bom senso há muitos anos no Brasil. Até quando senhores (as)?