18 de janeiro de 2018

Reforma da Previdência


A votação da reforma da Previdência está agendada para a segunda quinzena de fevereiro e, considerando o balcão de negócios em que se transformou a Câmara dos Deputados, há grandes riscos de que seja aprovada. Seus efeitos são devastadores, com destaque para um dos pontos mais críticos da reforma: a pensão por morte.
Como já é sabido, a Previdência Social é responsável pelo pagamento de benefícios aos trabalhadores do setor privado e também aos servidores públicos. O próprio trabalhador paga ao INSS mensalmente uma porcentagem do salário. No caso dos servidores, pode chegar a 14%, alíquota paga inclusive depois de se aposentar.
Atualmente, quando uma pessoa vem a falecer, os seus dependentes são beneficiados com a pensão. É justo, considerando que o cidadão contribuiu a vida inteira e que, a partir do momento em que ele não está mais presente, sua família precisará se manter sozinha. Com as novas regras, o dependente terá direito a apenas 50% da pensão somado a 10% de cada filho. Por exemplo: a aposentadoria de um chefe de família é de R$ 3 mil mensais.
Após sua morte, o valor entregue mensalmente para a viúva, caso ela não seja aposentada, será de R$ 1,5 mil. Se eles tiverem filhos abaixo de 21 anos, os R$ 1,5 mil terão acréscimo de 10% para cada filho. Em resumo, a renda de uma família será cortada pela metade de uma hora para outra. Para mim não há outro nome para isso: é confisco institucionalizado.
Além disso, considero o benefício adicional de 10% uma verdadeira enganação. A reforma prevê aposentadoria apenas a partir dos 65 anos. Nessa idade, pouquíssimos são os casais com filhos menores de idade. Ou seja: quase ninguém terá direito ao acréscimo.
Quando foi criada, a PEC 287, que trata da reforma da Previdência Social, ainda impossibilitava o acúmulo de pensão por morte e aposentadoria. Após a luta coletiva, a proposta passou a permitir o recebimento do benefício e da aposentadoria ao mesmo tempo. No entanto, há limite de até dois salários mínimos. Pense em um casal de aposentados com benefício de R$ 4 mil cada um. Se um deles falecer, o outro pode dar entrada na pensão por morte, mas não receberá o teto dos dois benefícios. A pensão terá o valor reduzido para dois salários mínimos.
O governo insiste no discurso de que a reforma da Previdência acabará com os privilégios. Eu pergunto: quais são esses privilégios, afinal? Parece-me que para o governo uma viúva que usufrui de 100% da pensão por morte do marido é uma privilegiada, como se esse não fosse um direito da contribuição de décadas ao INSS.
É por esse e outros motivos que a reforma da Previdência não pode ser aprovada. Não se enganem! Algumas pessoas influentes dirão que a reforma corta privilégios, mas a verdade é que os reais privilegiados são aqueles que a criaram a proposta da reforma: os políticos. Eles jamais aprovariam algo que os prejudicassem.

Autor: Antonio Tuccílio, presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP)

17 de janeiro de 2018

Desmistificando - Parte III - Voto nulo!

Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar.
Não ande na minha frente, talvez eu não queira segui-lo.
Ande ao meu lado, para podermos caminhar juntos.
Provérbio Ute

Todo ano em que ocorrem eleições no Brasil surgem boatos das redes sociais e na internet afirmando que a eleição pode ser anulada se mais da metade dos eleitores de determinada circunscrição anularem seus votos.
Para tirar proveito desse equívoco mal intencionado é comum circularem correntes através de e-mails, posts e agora também no aplicativo Whattapp, sob a alegação de que a eleição será anulada e haverá uma nova, sem a participação dos antigos candidatos.
Na verdade, o único efeito de votar nulo ou branco, bem como se ausentar da votação, é causar a diminuição do quociente eleitoral com a consequente redução do número de votos que os partidos ou coligações precisam para elegerem seus candidatos. Isso acaba favorecendo a corrupção eleitoral, compra de votos e a eleição de indivíduos sem representatividade popular.
Essas correntes pregando o voto nulo, em geral querem apenas induzir o eleitor ao erro para poder alcançar esses resultados. O eleitor incauto ou desinformado imagina que vai retirar da disputa os candidatos que ele considera ruim, mas na verdade está sendo vitima de um engodo planejado por grupos apoiados por partidos políticos.
A falsa crença de que o voto nulo do eleitor pode anular a eleição decorre da incorreta interpretação do Art. 224 do Código Eleitoral. Nele existe a informação de que se mais da metade dos votos forem atingidos pela nulidade a eleição terá de ser renovada, mas não se refere ao voto nulo que consista da manifestação apolítica da vontade do eleitor ao digitar um número inexistente na urna eletrônica.
O referido Art. 224 refere-se apenas aos votos que a Justiça Eleitoral anula em processos judiciais, após a constatação de que houve fraude na captação dos votos. Ademais, mesmo nesta hipótese, os candidatos anteriormente registrados poderão participar da nova eleição normalmente.
Portanto, não se iluda, nem repasse nenhuma dessas correntes que só prejudicam a sua participação política e engana muitos brasileiros.

14 de janeiro de 2018

Desmistificando - Parte II - Teorias das Conspirações!

“Se você planta a tragédia,
você colhe o fracasso”.
“Se você planta o positivo,
você colhe o sonho realizado”.
Jaime Lerner

No Brasil, toda vez que algo ocorre (Acidente, Morte, Suicídio, etc.) e envolve alguma personalidade, político influente, artista ou esportista, aparecem num passe de mágica diversas teorias de conspiração para explicar o que muitas vezes já possui explicação.
A morte de Getúlio Vargas, confirmada como um ato de suicídio. O acidente aéreo que vitimou Ulisses Guimarães, sua esposa e o senador Severo Gomes com sua esposa. O acidente aéreo que vitimou Teori Zavaski teve várias teorias ligando o mero acidente com sabotagens e outras bobagens.
O prudente seria esperar as notícias, analisá-las com bom senso, aguardar ao menos as primeiras notas de quem compete investigar os fatos e só depois manifestar sua opinião baseada em fatos concretos.
Entretanto, antes mesmo do final do dia em que o fato aconteceu, as redes sociais já estão inundadas por notícias falsas, suposições maliciosas, incriminações e divagações meramente desnecessárias.
Quanto mais famoso ou poderoso for o envolvido no fato em questão maior a repercussão as teorias a serem divulgadas à exaustão. Se Elvis Presley vivesse no Brasil, com certeza não só estaria vivo, como dizem seus fãs espalhados pelo mundo como certamente seria vitima de inúmeras teorias absurdas em nossas redes sociais.
Alguns humoristas dizem e não deixam de ter razão para isso, que o povo brasileiro precisa ser estudado. Esse estudo deveria ser profundo e demorado para tentar entender certas peculiaridades da nossa gente.
Freud seria ainda melhor se pudesse ter vivenciado a sociedade brasileira, com certeza sua obra seria ainda mais rica e famosa. Embora, tenha certas coisas que nem o gênio da psicanálise conseguiria explicar facilmente em se tratando da nossa brava gente brasileira.
Um dia, há muito tempo atrás recebi uma mensagem que continha uma foto de uma suposta Fazenda chamada Fortaleza. A mensagem dizia que esta pertenceria à família Lula, e ficava no interior de SP. A cidade cujo nome não me recordo, mas que na ocasião pesquisei junto ao Cartório de Registro de Imóveis onde confirmei a sua inexistência. A foto era da ESALQ – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da USP em Piracicaba.
Quantos incautos não acreditaram e distribuíram a mesma mensagem certos de que estava prestando um enorme serviço aos amigos? Quantos ainda nesta data fazem o mesmo com tantas mensagens mentirosas e sem conteúdo verdadeiro?
Sempre que receber posts nas redes sociais, e-mail ou WhattApp procure verificar a autenticidade daquilo que está sendo repassado a você. Se necessário pesquise rapidamente e verifique a autenticidade antes de repassar aos seus amigos e seguidores.

10 de janeiro de 2018

Desmistificando - Parte I - Futebol

“O poder da observação cuidadosa é
chamado cinismo por aqueles que não o possuem"
G. Shaw

Sempre que começamos a conversar sobre futebol nas redes sociais, nas reuniões com amigos ou familiares, alguém diz: “O futebol é o ópio do povo” “O brasileiro só pensa em futebol”.
Ledo engano: A pedido de uma conceituada Revista Esportiva britânica, uma empresa de pesquisas realizou um trabalho em vários países do mundo sobre a paixão dos cidadãos de cada país pelo futebol. Para surpresa geral, no Brasil, país do futebol, mais de 60% dos entrevistados não gostam de futebol, não torcem por nenhum time de futebol nem acompanham as partidas transmitidas pelos canais esportivos.
Enquanto isso na Inglaterra, esse número é de apenas 12% entre os que não gostam do esporte. O mesmo, mas com pequenas diferenças nos índices, ocorrem na Itália, Espanha, Alemanha, etc.
Ou seja, não somos como pensam milhões de brasileiros o “País do Futebol”, somos sim, o país da corrupção, injustiças e desigualdades sociais. O país do paraíso da impunidade sem fim.
Não à toa, o futebol brasileiro se destaca ultimamente não pelos resultados dentro dos gramados, mas sim, pelos casos de corrupção, desmandos administrativos, urnas fraudadas, lavagem de dinheiro, etc.
Se é que existe, o ópio do povo é a falta de educação de qualidade e a completa desinformação da grande maioria dos nossos mais de 200 milhões de habitantes, que aqui vivem e ainda acreditam em coisas sem fundamento.
O futebol é apenas e tão somente um esporte, nada há de mal que seja debatido, visto e discutido pela sociedade, assim como outros esportes. Inaceitável é o distanciamento do nosso povo pelas coisas importantes que acontecem diariamente na gestão do município onde vivem, no Estado e no Governo federal.
O brasileiro deixa nas mãos dos políticos e dos governantes a administração do seu dinheiro e do seu destino e de seus familiares. Não cobra, não fiscaliza, não discute, e o pior de tudo, não participa de audiências públicas, nem de sessões da Câmara de sua cidade.
Está assim deixando os vilões completamente à vontade para destinar os recursos a seu bel prazer, direcionando milhões para cumprir acordos com seus financiadores e apoiadores. Utilizando recursos que poderiam estar sendo melhor encaminhados caso o povo brasileiro, incluindo aqueles que não gostam de futebol, tivessem maior interesse e participação na vida política do país.
Os americanos e os canadenses amam esportes, torcem por futebol, basquete, beisebol e nem por isso são chamados de alienados. O brasileiro é alienado por outros motivos, menos por gostar de futebol. Essa falta de consciência dos problemas políticos e sociais do Brasil é seguramente um dos maiores problemas da nossa sociedade e o grande aliado dos políticos que sabem disso e a exploram com habilidade e frequência. 

Apenas recursos não são suficientes para alguns governantes!

“Se governar fosse fácil, não seriam
necessários espíritos iluminados”
Bertold Brecht.

 Em apenas uma semana três motins aconteceram no complexo prisional Aparecida de Goiânia (GO) tomando espaço na mídia, causando mortes e destruição. Os dois primeiros motins aconteceram no regime semiaberto e o terceiro no regime fechado.
No primeiro motim o saldo foi de nove mortos e fuga de 242 presos. No segundo motim os presos colocaram fogo em vários objetos, mas conseguiram ser contidos pelo grupo tático de agentes da DGAP. Havia dentro do presídio além de armas de fogo, facas e uma granada.
O terceiro motim não deixou vitimas nem houve fugas, pois foi contido rapidamente pelos agentes do DGAP. Mesmo assim, alguns focos de incêndio tiveram que ser debelados.
Chama ainda mais a atenção o fato de que órgãos goianos alertaram o governo estadual para o risco eminente de rebeliões no presídios de Aparecida de Goiânia.
Enquanto tudo isso acontecia o governador do Estado de Goiás usufruía de férias na praia. Não se deslocou, não tomou providências, nem mesmo falou com a imprensa que o procurou insistentemente durante toda semana.
O governador talvez não quisesse ou não soubesse explicar como seu governo recebeu R$ 32 milhões para construção e reforma de presídios e nada fez ao longo de 2017. Talvez não pudesse explicar porque sua gestão tenha transformado casebres em ala prisionais.
Desde 2015, promotores goianos ingressaram na Justiça com uma série de ações cíveis públicas em que pedem reformas emergenciais e, até mesmo interdições de prisões em vários pontos do Estado.
Percebe-se que a situação vem se agravando e o governo Marcondes Perillo nada fez ao longo de seus mandatos que somam em 2018, oito anos de gestão.
Recursos existem, em 2017 o governo Perillo usou apenas 18% dos valores repassados pelo governo federal, logo, faltou planejamento e ação para que as verbas fossem utilizadas como a população espera.
O governador sabe com certeza que seu Estado é o sétimo com maior taxa de ocupação prisional do país. Existem em média 24 presos num espaço compatível para dez condenados.
Várias cadeias e presídios de Goiás já foram acionadas pela promotoria goiana no sentido de serem interditadas por falta absoluta de condições de abrigar presos.
A sociedade tem sua parcela de culpa, na medida em que reelegeu o governador, sem verificar e checar se ele estava utilizando os recursos públicos para corrigir os problemas que são antigos no Estado.
Cabe salientar que desde 2011 o governador promete a construção de cinco novos presídios que, apesar de possuírem recursos disponíveis não foram construídos até o momento.
Enquanto o país assiste a mais um episódio da crise penitenciária, Marcondes Perillo com certeza vai investir em publicidade, algo que os tucanos amam de paixão e esperar que a promotoria, a mídia e a sociedade esqueçam os fatos lamentáveis ocorridos no sistema prisional de Goiás. 

Uma novela de mau gosto e sem audiência!

“Não existe um governo corrupto
numa Nação ética, nem há uma Nação corrupta
onde exista um governo ético e transparente”
Leandro Karnal


Quando vi na televisão o presidente do PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, Roberto Jefferson, gastar seu tempo em elogios a Michel Temer e a Reforma da Previdência senti náuseas e vontade de desligar o tubo da televisão.
Fiquei desconfiado, mas pensei que fosse apenas mais um ato de quem já apoiou Collor, Ciro, Lula e agora Temer. Alguns dias se passaram e descobri o real motivo. Temer indicou a filha de Jefferson – Deputada Cristiane Brasil – PTB, para o Ministério do Trabalho. Nem tomou posse e já está dando muito trabalho ao governo. O ato de sua posse foi suspenso por decisão de um juiz de Niterói (RJ), devido a problemas de Cristiane com ações trabalhistas. O governo tenta reverter à decisão.
Para quem não se recorda, seu pai foi preso e condenado a 10 anos de prisão depois de condenado por crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Como nossa justiça é benevolente com políticos, sua pena foi reduzida para sete anos por conta de delação premiada. Em seguida passou para o regime semiaberto e ganhou as ruas com uma rapidez impressionante, sem ter cumprido quase nada na cadeia.
Sua filha é deputada pelo Estado do Rio de Janeiro e após ter seu nome revelado pelo Governo Federal para ocupar o Ministério do Trabalho, teve vários casos estampados nas manchetes dos jornais e dos portais da internet.
Ela é acusada de ter destinado parte de sua cota parlamentar a uma locadora de veículos que pertence à tia de sua chefe de gabinete. A empresa declara o endereço e o telefone de um escritório de contabilidade, em Brasília.
A congressista usa a verba que serve para cobrir despesas do mandato a título de pagar mensalmente R$ 4.000 à empresa Barros & Serra Serviços Executivos Rent a Car. A locadora está em nome de Naida Maria Coelho Serra, irmã da mãe de Alessandra Serra Gama, principal assessora da nova titular da Esplanada.
Nos registros da Receita, a Barros e Serra tem sede em Sobradinho, cidade-satélite de Brasília. No local um prédio de três andares, espremido entre uma borracharia e uma loja agropecuária– não há placa de identificação, carros, garagem ou balcão de atendimento da locadora. Funciona na prática a Lacerda Contabilidade.
A deputada apresentou gastos de R$ 29,1 mil com a Barros & Serra. Entregou sete notas fiscais da empresa à Câmara e recebeu reembolso. O grosso dos recursos (R$ 23,1 mil) foi pago entre julho e dezembro de 2017, após a nomeação da chefe de gabinete. Indicada para o ministério já foi condenada por descumprir a legislação trabalhista. Por conta das acusações, advogados tentam barrar sua posse. Cristiane também foi citada na delação da Odebrecht por suposto recebimento de caixa dois. Ela nega.
O ex-diretor da empreiteira no Rio de Janeiro Leandro Andrade afirmou que o valor foi entregue em mãos à congressista em 2012, quando ela foi candidata à vereadora na cidade.
A deputada alega que a acusação é "um comentário sem qualquer prova". Afirma que os poucos contatos que já teve com profissionais da Odebrecht foram em raros eventos institucionais. E se diz à disposição da Justiça para esclarecimentos.
Após ser confirmada sua nomeação, a ministra foi alvo de críticas por desrespeito à legislação trabalhista. Foi condenada a pagar R$ 60,5 mil a um motorista que alegou não ter carteira assinada e cumprir jornada desmedida. Em outro caso, ela fez acordo para pagar R$ 14 mil em parcelas a outro motorista que a acusou das mesmas irregularidades. O dinheiro para o pagamento das parcelas, no entanto, não saiu de sua conta, mas de uma das assessoras de gabinete.
Nem nas festas a deputada fica livre de atos suspeitos, se hospedou no hotel da FAB (Força Aérea Brasileira), na ilha de Fernando de Noronha (PE), durante o réveillon. A notícia foi divulgada pelo portal "Metrópoles" e confirmada pelo GLOBO com a FAB. O local, mantido com verba pública, é reservado a autoridades como o presidente de República e militares.
Não bastasse essa enxurrada de denúncias, caso sua posse seja efetivada, assumirá seu cargo o suplente Nelson Nahim (PSD-RJ), condenado em 2016 pela Justiça a 12 anos de prisão, por estupro e exploração sexual de menores. O suplente é irmão de Anthony Garotinho.
De acordo com o Ministério Público Federal, autor da denúncia, crianças e adolescentes, algumas na faixa dos oito a 11 anos, eram mantidos em cárcere privado para a prostituição em casas na região de Campos.
Com todo esse currículo de Cristiane Brasil, chama a atenção que Michel Temer, alhures a tudo isso, pediu para a AGU – Advocacia Geral da União que derrube a liminar para que a filha do Roberto Jefferson possa assumir o Ministério do Trabalho o quanto antes, mostrando a quem quiser que favores políticos estão acima da lei, da ética e da probidade.

6 de janeiro de 2018

CNJ apura suposta infração de Juíza do TJ/SP


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instaurou procedimento para avaliar eventual infração disciplinar da desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do Tribunal de Justiça de São Paulo. A magistrada acusou o presidente do TJ-SP, Paulo Dimas Mascaretti, de omissão, por não ter acolhido impugnação que apresentou contra a prorrogação de um contrato com o consórcio Argeplan-Concremat.
Um dos sócios da Argeplan é o coronel aposentado da PM João Baptista Lima Filho, investigado na Lava Jato. Amigo do presidente Michel Temer, o coronel Lima é um dos alvos da delação da JBS.
O tribunal também rejeitou o pedido da desembargadora para cancelar uma nova licitação, no valor de R$ 260 milhões. Ela questionou o valor da concorrência, pois não envolve construção, mas a elaboração de projetos, para posterior contratação das obras, e o acompanhamento de reformas em fóruns.
Em reportagem publicada na Folha, em 2017, Pizzotti sustentou "o desconforto de o tribunal permanecer atrelado a uma empresa que, nos últimos meses, vem ocupando as páginas policiais dos jornais".
No dia seguinte à publicação, o presidente do TJ-SP enviou informações ao corregedor nacional de Justiça, João Otávio de Noronha, a quem submeteu "a análise de eventual infração disciplinar à Lei Orgânica da Magistratura e ao Código de Ética" cometida pela desembargadora. Em novembro, Noronha decidiu autuar o pedido como reclamação disciplinar.
Maria Lúcia Pizzotti criticou a decisão do CNJ, defendendo o seu direito de questionar o contrato. "Em absoluto pode-se considerar infração disciplinar a preocupação de uma desembargadora com o dispêndio de valor expressivo com um contrato público, seja ele firmado por qualquer autoridade", afirmou a desembargadora.
No ofício, Mascaretti afirma que, "ao contrário das equivocadas alegações veiculadas, o aditamento não representou qualquer acréscimo ao valor contratado".
"Todos os questionamentos trazidos pela desembargadora ao conhecimento desta presidência foram apreciados por profissionais especializados", sustentou ele. "Todos discordaram expressamente dos apontamentos feitos pela magistrada", afirmou.
Ele informou ao CNJ que o Órgão Especial do TJ-SP indeferiu "o pedido de instauração de procedimento averiguatório apresentado pela desembargadora".
O presidente do TJ-SP enviou ao corregedor nacional "nota de esclarecimentos" que publicou depois da reportagem, a título de contestar a "despropositada e leviana assertiva de omissão da presidência na apuração de alardeadas irregularidades contratuais".
Pizzotti afirmou que ficou "surpreendida negativamente" com a reclamação disciplinar aberta pelo CNJ. "Em um Estado democrático de direito, causa espécie que o presidente da maior corte do país se insurja contra outra desembargadora por ter manifestado sua opinião, como cidadã, inclusive, acerca de vultoso contrato". 

Frederico Vasconcelos – Folha de SP – Caderno Poder

3 de janeiro de 2018

Um Brasil politicamente incorreto!


Duas informações trazidas pelo Datafolha podem ser úteis para que se conheça melhor o país que neste ano elegerá o presidente da República, 27 governadores, a Câmara dos Deputados e dois terços do Senado.
Mais da metade dos entrevistados (57%) disseram que as mulheres que fazem aborto devem ir para a cadeia, e dois terços (66%) são contra a legalização do consumo de maconha.
Outra pesquisa, do Ibope, informa que 49% de seus entrevistados declararam-se a favor da pena de morte. (Enquanto nos dois outros itens a pesquisa indica que a oposição caiu, neste os defensores da pena de morte aumentaram, pois em 2011 estavam em 31%).
De pouco adianta adjetivar essas opiniões. A questão é substantiva: a banda do país que ainda vive os problemas do século 20 e, em certos casos, os do século 19, está blindada em relação a alguns temas da agenda do século 21. Não faz o gênero politicamente correto.
A descriminalização da maconha é um tema da agenda do século 21. Já o direito das mulheres ao aborto foi tema do século 20, ainda divide a sociedade americana e prevaleceu em dezenas de países. E os temas do século 19? Estão diante dos olhos de todos os brasileiros quando leem ou ouvem que a polícia subiu um morro e matou "dois suspeitos". Suspeitos de quê? Em 1835, o ministro da Justiça falava de "uma população sempre perigosa". Eram os negros livres.
Há um Brasil que é pouco ouvido e mal-entendido, mas que está aí, não poderá se mudar para Miami, e em outubro irá às urnas. 53% dos entrevistados com renda superior a dez salários mínimos defendem a legalização da maconha e 70% querem a descriminalização do aborto. Na turma que anda de ônibus (até dois salários mínimos), o quadro inverte-se e só 26% concordam com as duas propostas. Moralista, essa faixa da população é a mais afetada pelo que resta da agenda do século 19.
Ela associa o cheiro da maconha à bandidagem e quer a sua ordem porque mal consegue viver na desordem que lhe é imposta. Veja-se o caso do teleférico do Morro do Alemão, no Rio. Foi vendido como se fosse uma obra do século 21. A doutora Christine Lagarde, do FMI, andou nele e sentiu-se no Alpes. Se o bondinho do Pão de Açúcar ficar parado um só dia, o Brasil do século 21 gritará. O teleférico do Alemão está parado há mais de um ano, mas sua clientela está na agenda do século 19. (Em 2012 o teleférico transportava 10 mil passageiros por dia, o bondinho transporta 2.500.).
Nos últimos meses, o Rio teve mais manifestações a favor da liberação da maconha do que pela liberação do teleférico. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas as duas querem dizer alguma coisa. No mínimo, que é mais confortável batalhar pela agenda do século 21 do que reconhecer que a do século 19 continua aí.
Os números do Datafolha e do Ibope apontam para um país que é de bom tom fingir-se que não existe. É a síndrome da Passeata dos Cem Mil, cujo cinquentenário comemora-se em junho. Foi um momento de esplendor da vontade popular, mas deu em rigorosamente nada. Uma imagem da multidão que marchou pela Avenida Rio Branco tinha uma peculiaridade. Nela só havia um negro, o petroleiro Twist. (Fora da lente do fotógrafo Evandro Teixeira, havia outros. Gilberto Gil, por exemplo, na comissão de frente).

Elio Gaspari: Nascido na Itália veio ainda criança para o Brasil, onde fez sua carreira jornalística. Recebeu o prêmio de melhor ensaio da ABL em 2003 por 'As Ilusões Armadas'. Escreve às quartas-feiras e domingos para a Folha de SP.

1 de janeiro de 2018

Em 2017 não conseguimos ver, resta esperar 2018!


O ano de 2017 terminou e foi um ano em que os homens que tomaram o poder em Brasília sacramentaram as mesmas políticas públicas rejeitadas reiteradamente pelo povo nas urnas. A sujeira se ampliou de tal forma que ficou insustentável defender a classe política, com raríssimas exceções.
Ao invés das chatas retrospectivas que as emissoras de televisão fazem nesta época, podemos focar algum assunto que foi jogado para debaixo das câmeras e das mesas nas redações da mídia do país. Como acontece todos os anos, assuntos de grande importância não ganham o merecido destaque e acabam morrendo em notinhas de rodapé. Destaco um deles:
Mais um ano se vai sem que José Serra seja investigado, intimado ou chamado para explicar seu suposto envolvimento em fatos que fizeram parte de delações premiadas pelos mesmos dirigentes de empreiteiras, que levaram a prisão membros de outros partidos. Como bem disse o jornalista João Filho em sua matéria no The Intercept_ Brasil, é impressionante a capacidade de José Serra de escapar ileso na grande mídia mesmo tendo seu nome envolvido em grandes escândalos. É o grande Houdini brasileiro! As denúncias contra ele parecem que se apagam na mídia automaticamente em menos de 24 horas depois de publicadas.
Em 2017, José Serra continua sendo um fenômeno, na medida em que seu nome aparece em diversos casos de corrupção, mas não lemos nos grandes jornais do eixo RJ/SP matérias e artigos especulando e vociferando contra ele, nem capas de revistas semanais lhe tratando como um criminoso.
Nunca mais ouvimos menções a respeito da suposta conta na Suíça em que ele teria recebido R$ 23 milhões em propinas da Odebrecht. Depois de lançadas na mídia, as denúncias sem serem investigadas somem num buraco negro – um fenômeno que nunca ocorreu com Lula, Geddel e até mesmo Aécio, que até pouco tempo atrás também desfrutava da amnésia midiática.
A maior parte do eleitorado nacional nem se lembra que José Serra contratou uma funcionária fantasma para seu gabinete. Sim, o nome dela é Margrit Dutra Schmidt, uma grande amiga que Serra prefere chamar de Mag. E quem é a Mag? Bom, ela é ex-mulher do ex-lobista Fernando Lemos e irmã de Miriam Dutra – a polêmica ex-amante de FHC. Ela recebia salário sem jamais ter comparecido ao trabalho. Fosse qualquer outro político o protagonista desse escândalo, nós já estaríamos sabendo até a marca da ração preferida do cachorrinho da funcionária fantasma.
Nesse ano, enquanto Michel Temer suava frio e tentava comprar votos de deputados para se livrar das suas denúncias de corrupção, Serra pedia demissão para sair à francesa alegando problemas de saúde. A imprensa respeitou e ficou um bom tempo sem tocar em seu nome. Depois desse período sabático, o tucano reaparece saudável, já articulando uma possível candidatura para o governo de São Paulo. Há até quem fale em seu nome para a disputa do Planalto.
Graças a esse paparico midiático e a total falta de interesse do Ministério Público em São Paulo em investigar a sério o PSDB – Serra chega ao final de 2017, mais antiaderente que panela de teflon. O tucano continua ostentando a mesma imagem dos anos 1990: um cidadão correto, pai de família, trabalhador, filho de feirantes da Moóca. Agora feche os olhos por um momento e tente imaginar como seria o tratamento midiático se o protagonista desses mesmos escândalos atendesse pelo nome de Luis Inácio.

Diferença os resultados do combate a criminalidade!

“Não concordo com o que dizes, mas
defendo até a morte o direito de o dizer"
Voltaire

Embora o PSDB esteja há 24 anos no poder em São Paulo, seus resultados no combate a criminalidade nunca foram excepcionais. Talvez pelo fato de seus governadores nunca terem se preocupado em investir num projeto sério para a segurança pública. Também por não direcionar recursos para manter uma força policial treinada, com armamentos de ponta e tecnologia avançada. Além de propiciar aos seus policiais civis e militares salários adequados, devidamente corrigidos à altura do risco da profissão.
Os índices anunciados semestralmente pelo governador com ênfase para supostas reduções das taxas de homicídios, sempre precisam ser analisados com muito cuidado e atenção, pois algumas vezes não contém toda a verdade dos fatos.
Enquanto isso, o governo do Estado de Nova York nos EUA, anuncia o registro em 2017 de menos de 300 casos de assassinatos, índice que demonstra à existência de uma política séria de combate a criminalidade pela polícia, em conjunto com a justiça norte americana. Algo bem diferente do que assistimos no nosso país.
A cidade de Nova York tem uma população em torno de nove milhões de pessoas, enquanto a cidade de SP conta com aproximadamente 12 milhões de habitantes. Mesmo levando em conta essa diferença, os números de assassinatos em SP no ano de 2016, totalizaram 3.521 mortos. O índice de 2017 em Nova York não chega nem perto de dez por cento dos crimes ocorridos em SP.
A redução contínua é em parte uma recompensa para o prefeito nova-iorquino, Bill de Blasio, democrata que concorreu ao cargo em 2013 se opondo à prática disseminada de “pare e reviste” da polícia, que levava a buscas aleatórias por drogas e armas.
Naquele ano um juiz federal determinou que a prática era inconstitucional porque visava cidadãos negros e latinos de forma desproporcional. O uso da tática vem sendo reduzido na gestão de Blasio, e os alertas de críticos conservadores de que os índices de crimes voltariam a crescer têm se mostrado infundados.
Em SP, o governador usa apenas de marketing e bravatas, na mesma proporção que não recompõe e mantém as forças policiais dentro de padrões utilizados em países de primeiro mundo. Não investe em novos armamentos/equipamentos para que a força policial possa fazer frente às organizações criminosas. Não existe investimento suficiente em alta tecnologia e muito menos na policia científica.
Para termos uma leve ideia, o governo do Estado não supre sequer a manutenção das corporações dos Bombeiros no interior do Estado, com mais de 41 milhões de habitantes. As prefeituras são obrigadas a cobrar taxas (inconstitucionais) para fazer frente às despesas de manutenção dos veículos e equipamentos dos bombeiros.
A comparação nos mostra o quão distante estamos do primeiro mundo, não apenas no que tange aos índices de violência ou combate a criminalidade, mas sim de Gestão Pública. Os países sérios possuem “Gestores”, nós no Brasil possuímos políticos inescrupulosos que pensam apenas em três coisas (Enriquecer, Favorecer parentes/aliados e Vencer as próximas eleições).

24 de dezembro de 2017

Mensagem de Boas Festas do Blog

O tempo está passando de forma acelerada e aqui estamos nós diante do Natal e das Festas de Final de mais um ano em nossas vidas. Agradecemos ao Senhor pela saúde e eu aproveito para agradecer às milhares de pessoas, que acessaram o conteúdo do meu Blog, nos mais diversos locais desse nosso mundo gigante fisicamente, mas pequeno do ponto de vista digital.

Neste ano de 2017 foram aproximadamente 16.500 acessos mensais perfazendo um total de 437 mil acessos desde que o Blog foi lançado. 
Agradeço aos amigos que compartilham os textos e artigos nas suas redes sociais, levando a mais pessoas o que escrevo e que também posto de articulistas renomados de diversos canais de comunicação do nosso país.

Espero sinceramente que todos tenham um 2018 melhor do que 2017, e que possamos rir mais, ler mais, ouvir cada dia mais e nos informar sempre, para que nosso alicerce de informações e cultura nos faça mais fortes perante os problemas que enfrentamos em nosso cotidiano.

Sejamos felizes, pratiquemos o amor e façamos com que a Corrente inquebrantável do Bem seja estendida a todos que estejam ao nosso redor.

Obrigado

Rafael Moia Filho - Autor dos Livros O tempo na varanda e O humor no trabalho.

Histórias similares com finais completamente diferentes!


O ex-agente da NSA/CIA Edward Snowden alertou em 2011, que o Brasil, Paraguai e Honduras estavam sendo espionados de forma descarada pelos americanos. Honduras em virtude da Lei contra o trabalho escravo, visto que naquele país da América Central estão instaladas várias indústrias têxteis americanas e fábricas de jeans que usam trabalho infantil (vide vídeo: Iluminatti).
No nosso vizinho Paraguai, o objetivo era a queda de Fernando Lugo, conhecido como o "bispo dos pobres" por seu histórico de liderança dos movimentos sociais quando era bispo católico. Lugo assumiu a Presidência com uma ampla aliança, porém, acabou governando sem maioria na Câmara dos Deputados e no Senado.
Embora praticamente nenhum veículo da mídia tenha noticiado, uma das causas foi a Lei dos Transgênicos, que afetou a Empresa Monsanto. O golpe contra a democracia do Paraguai contou com a participação dos tucanos do Paraná. Na capital daquele país, Assunção eles usaram na mesma época o jato do doleiro e office boy dos tucanos Alberto Youssef.
A família Dias é velha conhecida do doleiro tucano Youssef, pois ele financiou em 2009 várias campanhas tucanas. O ex-agente da CIA, Edward Snowden alertou que o Brasil estava ultrapassando a Inglaterra em taxas de crescimento na indústria com a produção no pré-sal e gerando empregos para milhões de pessoas em estaleiros recém-construídos.
O jornalista americano Glen Greenwald, reforçou a denúncia do ex-agente da CIA e alertou que a descoberta do pré-sal estava colocando o Brasil em destaque. O que poderia possibilitar que a Petrobras dominasse a produção com altas taxas de produtividade, pois atingiu a meta de um milhão de barris em tempo recorde de apenas quatro anos.
Convém lembrar que o pré-sal é a última descoberta de campo gigante feita no planeta com 176 bilhões de barris e poços com elevadíssima produtividade. Portanto as petrolíferas anglo- americanas logo trataram de conspirar contra o Brasil com ajuda da Rede Globo, que foi criada totalmente com capital norte americano em 18.06.1963 para derrubar o então presidente João Goulart - Jango.
Segundo o: livro A história secreta da Rede Globo, escrita por Daniel Herz, a emissora foi criada com capital da Time e dos bancos credores sediados em New York. Teriam sido usados U$ 61 milhões que ajudaram a financiar a derrubada de Jango, por causa da Lei 4131 de controle de remessas de lucros ao exterior.
Em março de 2015 vazaram e-mails entre o senador José Serra (PSDB-SP) com a empresa americana Chevron que já havia sido expulsa do Brasil pela tentativa de roubo de óleo do pré-sal no campo de prospecção de Frade, o que acabou resultando num desastre ambiental.
Aliás, a Chevron Exxon Mobil Shell e a BP respondem a centenas de processos no mundo por desastres ambientais. Os casos de Macondo e Exxon Valdez são os dois maiores da história do petróleo. Na troca de mensagem entre José Serra e a Chevron havia a seguinte mensagem: “Calma, vamos derrubar o governo e entregar o pré-sal, vamos revogar a Lei da Partilha e isentar as petrolíferas estrangeiras de impostos”.
Para entender toda essa trama do golpe ocorrido em 2016, teremos que reprisar a história das privatarias tucanas que transferiram para o capital estrangeiro 137 (Cento e trinta e sete) empresas nacionais. Ação que teve no Estado do Paraná o local da captação de propinas pagas a 300 políticos obedientes a FHC. Escândalo que ficou conhecido como Banestado. Apelido do Banco do Estado do Paraná que captou U$ 125 bilhões pagos pelas multinacionais a políticos picaretas e corruptos.
O escândalo Banestado envolve os mesmos doleiros, os mesmos procuradores e os mesmos juízes que abafaram esse esquema gigantesco de captação e lavagem de dinheiro no Paraná. O caso era considerado por alguns políticos com a Nitroglicerina da política brasileira, muito diferente do rigor da planejada e bem executada Operação Lava Jato que ocorre na capital do mesmo Estado.

Carta aberta aos ministros do STF!


Eu quero agradecer, em meu nome e em nome de todas as pessoas comuns, cidadãos simples do meu país como eu, pelas últimas decisões tomadas pelo nosso egrégio Supremo Tribunal Federal. Sim, o supremo fez de nós pessoas melhores do que pensávamos ser.
Quando olhávamos aqueles ministros sob suas togas, com passos lentos e decididos, altivos, queixos erguidos, vozes impostadas, ditando verdades absolutas e supremas, envoltos numa aura de extrema importância e autoridade, nos sentíamos pequenos, minguados e reles plebeus diante de uma corte que beirava o sublime, o inatingível e o intangível.
Com essas decisões o supremo conseguiu fazer com que a minha percepção sobre mim e sobre nós, mudasse. Eles não são deuses. São pessoas tão pequenas e tão venais, que qualquer comparação que se faça de nós em relação a eles, seria desqualificar-nos a um nível abissal.
Tudo aquilo é fantasia, tudo aquilo é pose e tudo aquilo não passa de um teatro, mas nós somos reais. Foi aí que eu vi o quanto somos mais importantes que eles! Enquanto as divindades supremas encarnam seus personagens de retidão e lisura, mas com suas decisões abduzem a moral e destrói o país (e de quebra a reputação do judiciário), nós brasileiros comuns e sem toga trabalhamos arduamente dia e noite para construir o país, ou pelo menos para minimizar os danos que eles provocam.
Então… como é que um dia eu pude vê-los como sendo superiores a nós? Eu estava enganado. Nós somos muito superiores a eles, mesmo sendo Josés, Joãos e Marias, desde o pequeno ambulante ao médico ou engenheiro. Nós somos as verdadeiras autoridades, porque nossa autoridade não foi conferida por um político malandro capaz de tudo com uma caneta. Nossa autoridade nos foi dada pela nossa força de continuar tentando fazer um Brasil melhor.
Fico sinceramente com pena é dos advogados, que são obrigados a chamar esses ministros de excelência, ainda que com a certeza de não haver excelência alguma nos serviços que eles estão prestando à nação. Acho que deve ser o mesmo sentimento de ser obrigado a chamar o cachorro do rei de “my lord”.
Agora eu sei o quanto somos bem maiores que eles, mesmo sem aquelas expressões em latim e doutrinas rebuscadas cheias de pompas e circunstâncias, que no final significam apenas passar perfume em estrume.
Se há alguém realmente importante no Brasil, esse é excelentíssimo povo brasileiro, que apesar de tudo é obrigado a sentir o mau cheiro que vem da grande corte, e mesmo com náuseas e ânsia de vômito, tem que acordar às 5 da manhã pra fazer aquilo que eles não fazem: produzir.
“Obrigado, STF, por nos mostrar que hoje o rei sou eu e o povo brasileiro”.

Autor: Marcelo Rates Quaranta

18 de dezembro de 2017

Pequeno mapa do tempo ou alguns dados de Gilmar Mendes!

“Nossa geração não lamenta tanto os
crimes dos perversos quanto o
estarrecedor silêncio dos bondosos"
Martin L. King

O senhor Gilmar Ferreira Mendes (Nascido em Diamantino, em 30/12/1955) é jurista, magistrado e professor brasileiro. É ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 20 de junho de 2002, tendo presidido a corte entre 2008 e 2010. Foi indicado pelo então Presidente da RepúblicaFernando Henrique Cardoso - PSDB-SP em cujo governo exerceu o cargo de Advogado-Geral da União desde janeiro de 2000.
Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. Suas posições, no entanto, têm recebido inúmeras críticas, e sua carreira tem sido alvo de diversas polêmicas. Sua verborragia compromete a isenção com a qual se espera que, comportem-se todos os magistrados da corte suprema do país.
Gilmar Mendes, casado com Guiomar Feitosa, além de Ministro do STF, Presidente do TSE, é latifundiário, pecuarista fornecedor da JBS e dono de um Instituto de Educação que recebeu patrocínio de R$ 2 milhões de Joesley Batista.
A sua esposa, além de advogada do escritório Sergio Bermudes, que defende Eike Batista, julgado por Gilmar Mendes, é natural de uma família cearense do ramo dos transportes, sendo tia e madrinha de casamento junto com Gilmar, de Francisco Feitosa Filho, casado com Beatriz Barata, neta de Jacob Barata, que é dono de 13 empresas de ônibus com contratos com o estado do Rio e Portugal, país este, onde o Instituto de Gilmar faz seminários anuais com patrocínio da FECOMERCIO-RJ, também cliente de Guiomar, e tendo como convidados FHC e João Dória do PSDB.
O irmão de Guiomar e sogro de Beatriz Barata, Francisco Feitosa, é ruralista, ex-deputado federal e filiado ao PSDB. É ele o suplente de Tasso Jereissati, Senador tucano que comprou parte das Teles privatizadas por FHC para fundar a Oi Telecomunicações, empresa da qual é dono e que recentemente entrou em processo de recuperação pedindo 65,4 bilhões de reais ao governo.
Tasso tem uma fortuna de 400 milhões de reais declarados, é Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e fervoroso defensor da reforma trabalhista proposta por Meirelles.
O atual ministro da fazenda Henrique Meirelles é ex-funcionário do grupo JBS, banqueiro e consultor financeiro, além de responsável por aprovar o aporte do Governo para salvar a empresa de Tasso, que além de tudo era Presidente interino do PSDB no lugar de Aécio.
O senador Aécio Neves é padrinho de casamento da Andreia Sadi, repórter da emissora Globo News casada com o Editor do canal em Brasília, ambos funcionários do Grupo Globo, que apoiou a candidatura do Senador em 2014, ignorando o aeroporto particular construído com recursos públicos e um helicóptero com 450 kg de cocaína do amigo Perrella, com quem Aécio dividiu a propina paga por Joesley.
Este por sua vez era o maior anunciante da Globo, que teve processo contra ela desaparecido misteriosamente na Receita Federal pela funcionária Cristina Ribeiro, que mesmo após ser condenada, foi solta pelo Ministro Gilmar Mendes, alçado a esse posto por FHC.
Em 23 de dezembro de 2009, Gilmar Mendes, na época presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus que revogava a prisão preventiva do médico Roger Abdelmassih acusado por 56 crimes sexuais. Como consequência, o médico permaneceu foragido até o ano de 2014, quando suas vítimas mobilizaram-se e conseguiram encontrá-lo no Paraguai.
Em junho de 2010, concedeu efeitos suspensivos a recurso de Heráclito Fortes (DEM-PI), condenado por um colegiado do Tribunal de Justiça do Piauí por conduta lesiva ao patrimônio público em novembro de 2009. Seu argumento foi de que o condenado tem um recurso parado na justiça.
Em matéria de 2012, a revista Carta Capital veiculou diversas denúncias contra Gilmar Mendes.  Nela, Mendes é acusado de sonegação fiscalde ter viajado em aviões cedidos pelo ex-senador Demóstenes Torresde intervir em julgamentos em favor de José Serrade nepotismo, e testemunho falso ao relatar uma chantagem do ex-presidente Lula para que adiasse o processo do Mensalão para depois das eleições municipais de 2012. A revista repercute acusações de certos movimentos sociais que indicam que ele seria o "líder da oposição", de estar destruindo o judiciário e de servir a interesses de grandes proprietários. Mendes, porém volta a afirmar não ser o líder da oposição.
Com esse currículo invejável e a presença certeira na defesa de vários políticos e empresários corruptos o magistrado é a voz que destoa no STF. Voz que está sempre ao lado dos que são denunciados ou presos pela PF, PGR ou MPF. Raramente se posiciona a favor da sociedade brasileira, preferindo sempre estar ao lado dos políticos, dos poderosos e dos corruptos que inundam o país de golpes e falcatruas. 

15 de dezembro de 2017

A guerra civil como forma de governo!


Há dias um juiz negou o pedido de uma ex-funcionária do banco Itaú para processar seu antigo empregador por fazê-la trabalhar em horas extras não pagas, além de praticar assédio, obrigá-la a acúmulo de função e desrespeitar outros direitos trabalhistas elementares.
No entanto, baseado na nova lei trabalhista, o juiz em questão resolveu obrigar a trabalhadora a pagar os custos dos advogados do banco, ou seja, R$ 67 mil. Ele deve esperar, com isto, criar uma jurisprudência que desestimule de vez trabalhadores a acreditar terem o direito de usar a Justiça para se defender de seus empregadores.
Na mesma semana que ficamos sabendo desta nova modalidade de Justiça, uma das maiores empresas nacionais de expropriação de alunos, uma empresa que não teme macular o termo "universidade", demitiu sumariamente 1.200 professores. Sem se preocupar minimamente com o impacto de tal decisão no ensino oferecido aos alunos, nas pesquisas desenvolvidas e orientações, a dita empresa de expropriação estudantil espera aproveitar-se das nova legislação trabalhista para oferecer salários ainda mais aviltantes a professores atemorizados em regime precário.
Esses dois fatos não são fenômenos isolados, mas expressam de forma cristalina a razão pela qual atualmente existe governo no Brasil.
Há governo no Brasil para levar ao extremo uma guerra civil não declarada contra aqueles que vivem de salários, para submetê-los a um regime de medo e insegurança social absoluta a fim de quebrar qualquer ímpeto possível de mudança nos padrões de circulação do dinheiro e das riquezas. Por isto, o paradigma para entender o Brasil atual não é o paradigma do governo, mas o paradigma da guerra.
Ele começou com o uso da instabilidade política para insuflar a crise econômica por meio de pautas-bombas no Congresso, de assalto aos cofres públicos por meio de aumentos aviltantes ao Poder Judiciário, de queda completa da credibilidade internacional do Brasil por meio de um governo de presidentes indiciados. Uma crise do tamanho da que vemos atualmente não foi resultado apenas de descaminhos econômicos. Colaborou de forma decisiva uma dose maciça de produção política. Pois em situação de crise, o paradigma da guerra civil pode reinar.
Mas para que esta guerra avance a ponto de levar a população à capitulação faz-se necessário o golpe final da reforma previdenciária, que deve ser dado na semana que vem. É digno de um cinismo diabólico ver a casta de privilegiados que passa incólume da crise econômica atual (representantes do sistema bancário-financeiro, grandes empresários, políticos com aposentadorias garantidas, juízes) tentar vender à população a necessidade de destruir o sistema previdenciário brasileiro sob a capa exatamente do "combate aos privilégios".
A não ser que, de agora em diante, o simples ato de aposentar-se seja descrito, na novilíngua neoliberal, como "privilégio".
No entanto, "privilégio" não foi o termo usado para a decisão da Câmara de conceder isenção fiscal a gigantes petrolíferos que explorarão o pré-sal (MP 795/2017) impondo perdas de até R$ 1 trilhão em 25 anos. O governo aponta que tal isenção gerará bilhões para o país.
Deve ser um processo de geração da mesma natureza dos empregos que o mesmo governo prometia com a aprovação da reforma trabalhista. Algo cuja existência é da mesma ordem do círculo quadrado, do unicórnio e da honestidade do presidente Michel Temer. Se democracia houvesse em nossas terras, o fato de a maioria esmagadora da população preferir candidatos fora do horizonte de sustentação do "governo" atual seria elemento fundamental impedir sua guerra travestida de política econômica.
Como democracia aqui é só uma fachada já bastante puída e degradada, o "governo" de menor aprovação popular do mundo, que inveja até mesmo os índices de aprovação de Nicolás Maduro, pode usar todo seu aparato jurídico-policial para quebrar o ímpeto de defesa da classe trabalhadora. O que passa por prisões arbitrárias, "condições coercitivas" surreais, multas milionárias para sindicatos que procuram exercer o direito de greve, ameaças de golpe militar, entre outros.
Melhor seria que a população brasileira entendesse de vez que estamos em uma forma de guerra civil de baixo impacto no qual Estado brasileiro mostra claramente sua face de instância beligerante. 

Autor: Vladimir Safatle – Professor livre docente do Departamento de Filosofia da USP. Escreve as Sextas para a Folha de SP.

8 de dezembro de 2017

MBL - Movimento Brasil Livre - Quem são e quem os financia?

 Não há nada bom nem mau a não ser estas duas coisas: 
a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal. 
Platão
O Movimento Brasil Livre - MBL é um movimento político brasileiro que defende o liberalismo econômico e o republicanismo e estão ativos desde 2014. O MBL tem como colunista Luan Sperandio Teixeira, que é colaborador da rede Estudantes para Liberdade. Fabio Ostermann, que é coordenador do mesmo movimento no Rio Grande do Sul, fiscal de Estudos Empresariais e diretor executivo do Instituto Ordem Livre.
Para entendê-los é preciso ver quem são os seus financiadores que bancam seus gastos, suas viagens e despesas gerais. Por trás dos movimentos está a Indústria Koch que tem um faturamento aproximado de 115 bilhões de dólares anuais. A indústria Koch tem suas principais atividades ligadas à exploração de óleo e gás; ela esteve envolvida no roubo de cinco milhões de petróleo em uma reserva ambiental e foi multada em 30 milhões de dólares por conta de vazamento de óleo.
De acordo com publicação da Revista Carta Capital, os irmãos Charles e David Koch são sócios, possuem 42,9 bilhões de dólares e estão em sexto e sétimo lugar na última lista dos 10 maiores bilionários do mundo. O irmão caçula, Bill Koch, tem um império de 2,8 bilhões e financia políticos conservadores norte-americanos. Eles são filhos de Fred Chase Koch, um empresário de petróleo, admirador de Mussolini e um dos fundadores em 1958 da organização ultradireitista John Birch Society, cuja sede foi estabelecida ao lado do túmulo do paranoico senador anticomunista Joseph MC Carthy e foi notório pelo combate à lei dos direitos civis promovida por Lyndon Johnson, nos anos 1960.
Já a organização internacional Estudantes para a Liberdade conta com uma forte atuação e articulação em países que passaram por período de turbulência política, como a Venezuela e a Ucrânia. Na Venezuela, o grupo Estudantes para a Liberdade tem como articulador o economista Oscar Torrealba, que trabalha para o jornal EI Universal, veiculo da oposição burguesa ao governo de Nicolas Maduro.
No site de uma das organizações internacionais envolvidas com a empresa Koch e com os Estudantes Para Liberdade, coloca-se que a “a missão do Movimento Brasil Livre é mobilizar indivíduos para um ativismo em favor da liberdade, da justiça e de uma sociedade mais próspera”.
O Movimento Brasil Livre se apoia numa enorme insatisfação da população com os políticos e como resposta coloca que o “Estado seja reduzido”, ou seja, que o problema da crise e da corrupção se dá porque o governo faz muitas concessões para os trabalhadores e o povo pobre. Esse movimento reivindicou o impeachment da presidente Dilma, pois achava que os ajustes que o governo estava aplicando era insuficiente e por isso queriam substituí-la por um governo mais “ajustador”.
O discurso de que o MBL é contra a corrupção é totalmente falacioso. Para travar um combate efetivo contra a corrupção é preciso questionar a relação entre os banqueiros e empresários com os políticos. Um movimento que se coloca contra a corrupção teria que se colocar contra os ataques aos trabalhadores e ao povo pobre que o Estado impõe, mas o objetivo do Movimento Brasil Livre é justamente tentar garantir os ataques contra os trabalhadores.
A prova mais viva de que o MBL não é contra a corrupção é que duzentos integrantes do movimento irão concorrer às próximas eleições em partidos da direita, oposição ao PT e outros partidos de esquerda. Saíram candidatos com o PSDB, DEM, PMDB e outros, envolvidos nos mesmos esquemas de corrupção que o PT, além de estarem envolvidos em seus próprios esquemas, como o Desvio das Merendas, Rodoanel, Cartel dos Trens em São Paulo.
Numa entrevista de Kim Kataguari, concedida para o Globo, o MBL afirma que irá filiar integrantes nos partidos de oposição burguesa ao PT, para poder criar uma “bancada liberal independente”, que seja a cartilha da “redução do Estado na economia e na vida da população”. Um dos coordenadores nacionais do MBL, o advogado Rubens Nunes, afirma que, para conseguir uma mudança efetiva, é preciso sair das ruas e participar da política representativa.
A entrada da FIESP, junto com o MBL diz muito sobre eles, afinal não podemos esquecer que o presidente da FIESP, Paulo Skaf (PMDB), foi um grande defensor da PL 4330, cujo objetivo era ampliar a terceirização do trabalho no país, precarizando ainda mais a força de trabalho. Além do que, Skaf está sendo investigado na Lava Jato.
A Apropriação de pautas conservadoras faz o grupo radicalizar suas posturas contra manifestações artísticas, como a do Queermuseum, em Porto Alegre, e no MAM, em São Paulo.
As controvérsias e incoerências dos líderes e criadores do MBL acompanham o crescimento do movimento, que nasceu com o objetivo de mobilizar as ruas a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), de pregar o liberalismo econômico e exigir o combate à corrupção.
Com relação a este último ponto, eles ainda concentram seus ataques, de forma obsessiva, ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é acusado de corrupção em vários processos e já foi condenado em um deles. Falam pouco, contudo, de políticos como Geddel de Oliveira, Sergio Cabral, os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá, Aécio Neves (PSDB) e o presidente Michel Temer (PMDB), ainda que Aécio tenha sido gravado pedindo dinheiro a Joesley Batista, da JBS, e Temer tenha sido alvo de duas denúncias por corrupção e organização criminosa da Procuradoria-Geral da República.
"O MBL se articula em torno de alguns temas, mas os principais são ainda o antipetismo e a defesa das propostas liberais do governo. Isso explica o alinhamento com o PMDB e o PSDB", explica Fábio Malini, professor da Universidade Federal do Espírito Santo e coordenador do Laboratório de estudos sobre Internet e Cultura (LABIC).
A artilharia contra a esquerda e qualquer tese defendida por grupos que eles vinculam a ela é o que mais se destaca em suas páginas. Só a do Facebook soma 2,5 milhões de curtidas. Mas de um tempo para cá o MBL vem se apropriando de pautas ultraconservadoras em diversos campos, firmando-se como porta-voz e tropa de choque desses setores.
Com forte discurso punitivista, seus membros defendem, por exemplo, a redução da maioridade penal e o fim do estatuto do desarmamento. Se antes se recusavam a comentar temas morais ou comportamentais, hoje participam ativamente da chamada "guerra cultural".
Pregam contra o aborto, o feminismo, a "ideologia de gênero" e o "politicamente correto". Não raro dizem que negros, homossexuais e mulheres têm discursos "vitimistas" e "infantis". O "livre" que carrega em seu nome também se contradiz com uma das pautas preferidas do grupo: o Escola Sem Partido, que prega o que eles chamam de "o fim da doutrinação" nas escolas. O Ministério Público Federal já alertou sobre a inconstitucionalidade do projeto, enquanto que especialistas argumentam que, na prática, ele atenta contra a liberdade do professor na sala de aula.
Em resumo, é uma lástima que jovens brasileiros se dediquem a combater a corrupção, exceto se ela for cometida por seus aliados políticos. A vida democrática deve permitir ideias de todos os espectros ideológicos, desde que, sejam em favor da população e da Nação. Esse grupo chamado MBL, não percebe que comete os mesmos equívocos que os chamados grupos radicais xiitas de esquerda que eles tanto odeiam.
Querem impor ideias sem que haja debates democráticos, querem que esqueçamos que a corrupção está enraizada nos partidos que eles apoiam cegamente apenas porque são de direita. 

Áudio do MBL onde Renan Santos fala da ligação do MBL com partidos políticos: https://tv.uol/14XKA

Pesquisa: Wikipédia, Guilherme de Almeida Soares, Site Gazeta do Povo, Controvérsia Blog, Jornal El Pais e UOL Notícias.