Meu livro "O Humor no Trabalho"

Meu livro "O Humor no Trabalho"
A venda nas Livrarias Asabeça, Cultura e Martins Fontes
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14 de abril de 2015

Crimes Passionais? Não! Apenas assassinatos covarde e cruéis.

“A igualdade pode ser um direito,
mas não há poder na Terra
capaz de torná-la um fato”.
Balzac

A lei 11.340/2006 foi sancionada pelo então presidente Lula e ganhou nas ruas o apelido de Lei Maria da Penha, em alusão a mulher que foi vítima de violência doméstica durante 23 anos de seu casamento. Em 1983, o marido por duas vezes, tentou assassiná-la. Na primeira vez, com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda, por eletrocussão e afogamento. Após essa tentativa de homicídio ela tomou coragem e o denunciou. 
A lei notoriamente representou um tímido avanço no combate à violência doméstica contra a mulher brasileira, porém, está longe de ter resolvido este grande problema que leva o Brasil para a idade média, tal o número de crimes cometidos ainda hoje contra a mulher brasileira.
Em 2014, foram contabilizados aproximadamente cinco assassinatos a cada grupo de cem mil mulheres no país. Números que colocavam o Brasil em 7.º lugar entre os países onde este crime é tipificado e consta de um ranking mundial.
Em 2011, foram notificados no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) do Ministério da Saúde 12.087 casos de estupro no Brasil, o que equivale a cerca de 23% do total registrado na polícia m 2012, conforme dados do Anuário 2013 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Para 70% da população, a mulher sofre mais violência dentro de casa do que em espaços públicos no Brasil. É o que mostra pesquisa inédita, realizada com apoio da SPM-PR e Campanha Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha, que revelou significativa preocupação da sociedade com a violência doméstica e os assassinatos de mulheres pelos parceiros ou ex-parceiros no Brasil. 
Na verdade o Brasil tem leis e mecanismos para coibir a violência, porém, a precariedade das nossas forças policiais, em especial a polícia civil, onde não há investimento científico e tecnológico para auxiliar os seus integrantes aliadas à impunidade facilitam a vida dos criminosos.
A impunidade é um dos maiores problemas do país, minando com todas as forças quaisquer esforços no sentido de punir e fazer cumprir as muitas leis que possuímos.
Namorados, maridos, ex-namorados e ex-maridos além de amantes matam indistintamente suas vitimas, inclusive na frente de seus filhos sem nenhum pudor. Sabem de antemão que vão poder alegar crime passional, legítima defesa e mais uma série de mentiras processuais que postergaram suas prisões e seus processos.
Ao final ficarão livres para matarem outras mulheres que cruzarem seus caminhos torpes. Sem que nada possa ser feito pelos familiares das vitimas assassinadas sem piedade por estes vermes.
E o pior é que em noventa por cento dos casos a vitima ou seus familiares avisaram a polícia civil, fizeram boletim de ocorrência, mas não conseguiram proteção. Aquilo para a qual a polícia foi criada, ou seja, proteger o cidadão comum sempre.

Tempos difíceis e sem perspectivas!

"Todo governo que não age na base do princípio da
 república, isto é, que não faz da 'res publica' o seu
objetivo completo e único, não é um governo bom."
Thomas Paine.

Não bastassem os péssimos governos civis pós-regime militar, o país está há doze anos nas mãos do PT – Partido dos Trabalhadores (Nome que definitivamente não condiz com a realidade), visto que o PT pode ser de quem pagar melhor, menos dos sofridos trabalhadores deste país.
Para piorar a situação que se torna dramática e beira o insustentável, o Congresso Nacional tem principalmente na Câmara Federal uma das piores legislaturas dos últimos trinta anos. Capitaneados pelo PMDB e sua força tarefa a Câmara virou território do absolutista Cunha. Um parlamentar acusado de participação na Operação Lava a Jato da Polícia Federal e que está em fase processual na Justiça Federal.
Ele é economista,  radialista, político brasileiroEvangélico, é fiel da igreja neo pentecostal Sara Nossa Terra e seguidor do bispo Robson Rodovalho. Atualmente, é deputado federal, pelo PMDB do Rio de Janeiro, e presidente da Câmara dos Deputados desde 1º de fevereiro de 2015.
Filiado ao Partido da Reconstrução Nacional, foi presidente da Telerj durante o Governo Collor. Já pelo Partido Progressista Brasileiro, comandou a Cehab no mandato de Anthony Garotinho. Candidatou-se pela primeira vez a um cargo eletivo em 1998, tendo sido eleito suplente de deputado estadual do Rio de Janeiro e assumido uma vaga na Alerjem 2001. Elegeu-se deputado federal em 2002, ainda pelo PPB. Reelegeu-se em 2006 e 2010, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro.
 Ao seu lado no Senado está o ultra suspeito Renan Calheiros também participante na operação Lava a Jato e em tantos outros casos arquivados ou em andamento na justiça.
Estes homens comandam um orçamento milionário e tem sob suas tutelas quase vinte mil empregados diretos e indiretos do Congresso Nacional. Além do poder que possuem junto ao fraco governo de Dilma Rousseff.
Este é o grande problema no momento, não temos um presidente atuante, firme na condução dos destinos da nação e ainda por cima, assistimos o comando do Congresso Nacional brincando perigosamente de explorar crises e expor autoridades a bel prazer.
Estes senhores, mais o vice-presidente Michel Temer estão confundindo os seus interesses pessoais com os do país, colocando seu partido (PMDB) acima da aliança que firmaram há doze anos quando da eleição do PT.
Eles não querem defender os interesses da Nação, da sociedade brasileira, mas sim, levar o país a uma crise institucional sem volta, o que a torna ainda mais perigosa.
Estes três políticos e seus asseclas se aproveitam da fraqueza de Dilma e seu partido, completamente esfacelado pelas denuncias de corrupção e pela ausência de uma gestão administrativa estratégica e visionária, para poder impor condições que passam longe do que se chama negociação política.
 Que chegue logo outubro de 2018 e que até lá consigamos sobreviver a Dilma, Cunha, Calheiros e Temer sem que haja uma ruptura que fuja dos preceitos democráticos que vivemos bem ou mal desde que o regime militar acabou em 1985. 

Terceirização - Mudando as regras para beneficiar a quem?

“O erro acontece de vários modos,
enquanto ser correto é possível
apenas de um modo. Aristóteles

Muitos dos parlamentares, sindicalistas e representantes dos empresários apoiaram na década de ’90 a Lei da Terceirização quando de sua implementação no país. E um dos pilares deste apoio era justamente o fato de que a mesma só poderia acontecer nas áreas fins dos segmentos a serem terceirizados. Preservando as áreas meios das empresas e órgãos do Estado.
Hoje, passados vinte anos, estes mesmos senhores defendem a abertura daquilo que foi justamente o grande mote da disseminação da terceirização no Brasil. Por que mudaram de opinião? A quem esta mudança favorece? Quem perderá com isso e quem levará imensa vantagem financeira com a mudança?
São algumas perguntas não respondidas por nenhum parlamentar, que via de regra mentem descaradamente quando estão em defesa do projeto 4.303/2004 de lei da abertura da terceirização cujo relator é o Deputado Federal Arthur Maia (SD-BA).
Assim como muitos blogueiros vou usar um texto excelente de Piero Locatelli escrito a princípio para a Repórter Brasil que ganhou espaço em dezenas de colunas. Vejam a seguir: 
1) Salários e benefícios devem ser cortados
O salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). No setor bancário, a diferença é ainda maior: eles ganham em média um terço do salário dos contratados. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, eles não têm participação nos lucros, auxílio-creche e jornada de seis horas.
2) Número de empregos pode cair
terceirizados trabalham, em média, três horas a mais por semana do que contratados diretamente. Com mais gente fazendo jornadas maiores, deve cair o número de vagas em todos os setores. Se o processo fosse inverso e os terceirizados passassem a trabalhar o mesmo número de horas que os contratados, seriam criadas 882.959 novas vagas, segundo o Dieese.
3) Risco de acidente vai aumentar
Os terceirizados são os empregados que mais sofrem acidentes. Na Petrobras, mais de 80% dos mortos em serviço entre 1995 e 2013 eram subcontratados. A segurança é prejudicada porque companhias de menor porte não têm as mesmas condições tecnológicas e econômicas. Além disso, elas recebem menos cobrança para manter um padrão equivalente ao seu porte.
4) Preconceito no trabalho pode crescer
 maior ocorrência de denúncias de discriminação está em setores onde há mais terceirizado, como os de limpeza e vigilância, segundo relatório da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Com refeitórios, vestiários e uniformes que os diferenciam, incentiva-se a percepção discriminatória de que são trabalhadores de “segunda classe”.
5) Negociação com patrão ficará mais difícil
Terceirizados que trabalham em um mesmo local têm patrões diferentes e são representados por sindicatos de setores distintos. Essa divisão afeta a capacidade deles pressionarem por benefícios. Isolados, terão mais dificuldades de negociar de forma conjunta ou de fazer ações como greves.
6) Casos de trabalho escravo podem se multiplicar
O uso de empresas terceirizadas é um artifício para tentar fugir das responsabilidades trabalhistas. Entre 2010 e 2014, cerca de 90% dos trabalhadores resgatados nos dez maiores flagrantes de trabalho escravo contemporâneo eram terceirizados, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Casos como esses já acontecem em setores como mineração, confecções e manutenção elétrica.
7) Maus empregadores sairão impunes
Com a nova lei, ficará mais difícil responsabilizar empregadores que desrespeitam os direitos trabalhistas porque a relação entre a empresa principal e o funcionário terceirizado fica mais distante e difícil de ser comprovada. Em dezembro do último ano, o Tribunal Superior do Trabalho tinha 15.082 processos sobre terceirização na fila para serem julgados e a perspectiva dos juízes é que esse número aumente. Isso porque é mais difícil provar a responsabilidade dos empregadores sobre lesões a terceirizados.
8) Haverá mais facilidades para a corrupção
Casos de corrupção como o do bicheiro Carlos Cachoeira e do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda envolviam a terceirização de serviços públicos. Em diversos casos menores, contratos fraudulentos de terceirização também foram usados para desviar dinheiro do Estado. Para o procurador do trabalho Rafael Gomes, a nova lei libera a corrupção nas terceirizações do setor público. A saúde e a educação pública perdem dinheiro com isso.
9) Estado terá menos arrecadação e mais gasto
Empresas menores pagam menos impostos. Como o trabalho terceirizado transfere funcionários para empresas menores, isso diminuiria a arrecadação do Estado. Ao mesmo tempo, a ampliação da terceirização deve provocar uma sobrecarga adicional ao SUS (Sistema Único de Saúde) e ao INSS. Segundo ministros do TST, isso acontece porque os trabalhadores terceirizados são vítimas de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais com maior frequência, o que gera gastos ao setor público.


Fontes: Relatórios e pareceres da Procuradoria Geral da República (PGR), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e de juízes do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Entrevistas com o auditor-fiscal Renato Bignami e o procurador do trabalho Rafael Gomes.

6 de abril de 2015

Aos amigos do poder tudo, ao povo as migalhas!

“Não basta conquistar a sabedoria;
é preciso usá-la" Cícero.

A atleta olímpica Laís Souza sofreu sério acidente quando treinava visando à preparação para os Jogos de Inverno de Sochi na Rússia e devido à gravidade ficou tetraplégica. Em razão disso ela entrou para a lista de pessoas agraciadas com benesses do governo federal com nossos recursos através da Previdência Social.
Foi publicado no dia 31 de Março de 2015, no Diário Oficial da União, portaria interministerial de nº 124 registrando detalhes do pagamento mensal de pensão vitalícia para a atleta Laís Souza.
Nada contra a moça nem contra nenhum atleta ou ex-atleta que representou o país em jogos internacionais. Entretanto a proposta feita pela Deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) tem um valor que supera em muito os valores normalmente pagos a quem trabalha de sol a sol durante mais de 35 anos de sua vida profissional.
A renda destinada a atleta será de R$ 4.390,24 (Quatro mil trezentos e noventa reais e vinte e quatro centavos). Um valor exorbitante se comparados às aposentadorias de quem contribuiu acima do teto, por exemplo, a vida inteira.
Ou se compararmos a um operário que trabalhou durante 35 anos e recebeu durante este longo período um salário mínimo por mês. Ao se aposentar ele receberá algo em torno de R$ 788,00 (Setecentos e oitenta e oito reais) de renda mensal.
O ex-presidente Lula concedeu tempos atrás aposentadoria com direito a prêmio valioso a ex-jogadores da seleção brasileira de futebol que estiveram nas copas do mundo de 1958/62/70.
Ex-soldados que lutaram na Segunda Guerra Mundial, ex-presos políticos e ex-jogadores de futebol que se consagraram ganhando os títulos mundiais para o Brasil em 1958, 1962 e 1970. Essa aposentadoria para o ex-atletas, entre eles o rei Pelé, pagará R$ 100 mil de uma vez e manterá benefício mensal no valor máximo hoje da Previdência – R$ 4.159,00 – até o fim da vida. São 37 os beneficiados, segundo o Ministério do Esporte, sendo 12 que disputaram e ganharam a Copa de 1958, cinco de 1962 e outros 20 do tri no México, em 1970.
Percebemos que o Governo petista é benevolente e caridoso quando usa nossos recursos para com quem ele deseja agradar, porém, para o conjunto restante da sociedade destina apenas e tão somente à lei e as poucas migalhas que sobrarem dela após todos os cálculos realizados.
Claro que é triste e lamentável o acidente que vitimou a atleta Laís Souza, a quem desejamos todas as bênçãos do mundo, mas a critica é destinada a quem propôs e ao governo federal que não age da mesma forma com os demais trabalhadores que mesmo recolhendo a vida inteira quando precisam de um medicamento tem de entrar na justiça para tentar consegui-lo.

Criminosos devem ser presos, julgados e condenados!

"Você é livre para fazer suas escolhas,
mas é prisioneiro das consequências.”.

Nos últimos 30 anos a sociedade brasileira vem sendo vitima de crimes cruéis praticados por assassinos com menos de 18 anos de idade. Nada foi feito para coibir a violência, muito menos para dar a juventude educação de qualidade, saúde e oportunidades de emprego e vida saudável longe do tráfico de drogas e das armas.
Nestes 30 anos sempre que um crime hediondo é praticado por um menor, as discussões tomam conta das redes sociais e dos telejornais, entretanto, nada é alterado.
Os governantes inertes, o congresso nacional omisso e o judiciário ultrapassado e despreocupado com a vida aqui fora dos seus palácios contribuem para que o país fique estacionado numa mediocridade sem fim.
Enquanto isso, durante estes mesmos 30 anos, o sistema prisional faliu, está saturado de bandidos, muitos deles com a pena expirada. Os presídios mais se parecem com zonas de meretrício, do que com penitenciárias que deveriam manter criminosos longe das ruas, das notícias, trabalhando diariamente e se possível estudando nas dependências limpas e seguras que o erário paga.
Ao invés disso, assistimos no Maranhão, Pernambuco e no Centro Oeste cenas onde os marginais saem da penitenciária livremente, fazem churrascos, pagam e levam prostitutas para dentro de suas celas e ainda compram cervejas e drogas livremente.
Neste cenário de pura incompetência e vagabundagem extrema, que ressurge a discussão sobre a redução da maioridade no Brasil. Infelizmente quem a está propondo não tem legitimidade técnica, não conhece o sistema nem está preocupado com questões sérias, mas sim, querendo aparecer para o povão.
A reforma do sistema prisional e a modernização do nosso código penal precedem qualquer discussão sobre a redução da maioridade penal. Acontece que nossos governantes não estão preocupados com a criminalidade que na verdade não os atinge diretamente. A corrupção é tanta que não dá tempo para eles olharem questões “menores” do nosso cotidiano.
Penso que, assim como na Inglaterra (Menor imputável a partir de 10 anos) como na Alemanha (Menor imputável a partir dos 14 anos) algo precise ser feito no Brasil para punir assassinos com qualquer idade. Mesmo que fiquem até os 18 anos num reformatório e depois cumpra o restante da pena com adultos em presídios normais.
Porém, as autoridades dos três poderes constituídos precisam parar de tergiversar na frente das câmeras de televisão e dos microfones e passar a ação, algo que nunca foi feito nos últimos 30 anos de nossa democracia.
Cada qual dentro de suas limitações constitucionais deve trabalhar para transformar o sistema prisional brasileiro de situação de lixo para algo ao menos reciclável, onde possamos ter alguma esperança de que, criminosos serão punidos com rigor e justiça durante todo período de suas penas.
Acabar com as benesses imorais seria um bom começo para a Justiça, que dorme em berço esplendido e aparece mais na mídia por conta de verbas milionárias que concede aos seus pares do que pelo trabalho efetivamente esperado dela. Mãos a obra para que daqui a trinta anos nossos filhos e netos tenham outra realidade no país. 

1 de abril de 2015

O cabalístico número 7!

“Não basta conquistar a sabedoria;
é preciso usá-la" Cícero.

          “Assim foram acabados o céu e a terra e todos os seus ornatos. E Deus acabou no sétimo dia a obra que habitamos, descansou no sétimo dia e o abençoou, e o santificou, porque nele tinha cessado de todo a sua obra, que tinha criado e feito”. Gênesis, 2,1-3.
São 7 os sacramentos da Santa Igreja Católica Romana: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Sacerdócio, Penitência, Extrema-Unção e Matrimônio.
São 7 por sua vez os pecados capitais: Vaidade, Avareza, Ira, Preguiça, Luxúria, Inveja e Gula.
São 7 as virtudes cardeais: Castidade, Generosidade, Temperança, Diligência, Paciência, Caridade e Humildade.
São 7 as virtudes humanas (Muitas vezes esquecidas): Esperança, Fortaleza, Prudência, Amor, Justiça, Temperança e Fé.
São 7 os princípios morais de Pitágoras: Retidão de propósitos, Tolerância na opinião, Inteligência para discernir, Clemência para julgar, Ser verdadeiro em palavras e atos, Simpatia e Equilíbrio.
São 7 as disciplinas da antiguidade: Lógica, Gramática, Retórica, Aritmética, Música, Geometria e Astronomia.
São 7 as cores do Arco-Íris: Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Ciano, Azul e Violeta.
São 7 os astros sagrados: Sol, Lua, Mercúrio, Venus, Marte, Júpiter e Saturno.
São 7 as Chakras metafísicas: Raiz, Sexual, Plexo Solar, Coração, Garganta, Terceiro Olho e Coroa.
São 7 as artes contidas no manifesto: Música, Pintura, Escultura, Arquitetura, Literatura, Dança e Cinema.
São 7 as notas musicais: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si.
São 7 também as Colinas de Roma: Quirinal, Viminal, Esquilino, Caelius, Palatino, Aventino e Capitol.
São 7 as maravilhas da Antiguidade: Pirâmides de Quéops, Jardins suspensos da Babilônia, Estátua de Zeus em Olímpia, Templo de Artemis, Mausoléu de Halicarnasso, Colosso de Rodes e Farol de Alexandria.
O Menorah, candelabro de 7 braços, é um dos mais importantes símbolos do Judaísmo.
7 cabeças tinha a lendária Hidra de Lerna na antiguidade. Daí diz-se que algo muito difícil é um bicho de sete cabeças.
São 7 os mares do nosso planeta: Mediterrâneo, Adriático, Negro, Vermelho, Arábico, Golfo Pérsico e Cáspio.
Aqui no Brasil desde que o regime militar deixou de governar o país em 1984, sete foram os presidentes que foram empossados: Tancredo Neves, Sarney (Vice de Tancredo, morto antes de começar a governar em 1985), Collor, Itamar (Vice de Collor que fora deposto por impeachment), FHC, Lula e Dilma.
Esperamos que o oitavo presidente em 2019 possa efetivamente começar a governar o país com a seriedade, honestidade, inteligência e vontade política. Pois até hoje desde que o país foi redemocratizado com o fim da ditadura, vendo a lista e lembrando os percalços e problemas que nosso povo enfrentou mais parece que tivemos as 7 Pragas do Egito no comando do país.
Sendo que, nos últimos 12 anos enfrentamos a fúria da corrupção como raramente vimos em outros momentos da história do país. Ela (a corrupção) sempre existiu, pode até ser uma velha senhora como disse Dilma, porém, é inegável que esta senhora (A corrupção) nunca esteve em alta e na crista da onda como nos últimos anos.
Sete chaves deveriam trancafiar todos os corruptos do nosso país, sejam do governo ou de empresários e demais corruptores que andam a solto no país pintando o 7.

28 de março de 2015

Um contrato e dois julgamentos diferentes!

“Quando o dinheiro fala, a verdade cala”.
Provérbio Chinês

A transação para a venda do jogador Neymar envolveu dois clubes, a saber: O Santos que detinha os direito do passe do jogador e seus direitos financeiros e o Barcelona da Espanha que adquiriu os direitos do jogador.
Seria então, apenas mais uma das milhares de transações envolvendo jogadores brasileiros sendo repassados a clubes da Europa e do resto do mundo. Porém, faltou transparência em todas as etapas do processo.
O Ministério Público da Espanha levantou indícios de que o clube catalão e os representantes do jogador Neymar tramaram operações financeiras como objetivo de ocultar o valor real da transferência do jogador do Santos para o Barcelona em 2013.
Documentos apresentados pelo Tribunal de Madri informam que a primeira parte da transação foi realizada em 15 de novembro de 2011 junto à empresa N\N Consultoria Esportiva e Empresarial Ltda. (Empresa da família de Neymar). No entanto, para surpresa de muitos, a empresa não estava constituída formalmente na ocasião da data citada.
A N\N Consultoria que usa as iniciais do nome do pai e da mãe (Nadine) de Neymar foi criada oficialmente três dias depois do primeiro acerto entre o clube espanhol e a família do jogador. A sociedade N\N Consultoria Esportiva e Empresarial Ltda. nasceu em 18 de novembro de 2011. O contrato e o pagamento foram realizados com a clara e inequívoca intenção de ocultar operações e iludir o pagamento dos impostos correspondentes.
Além de o jogador estar vendido antes da final entre os clubes no Mundial de Clubes da FIFA, o que já seria por demais antiético, tudo leva a crer que o pai do jogador recebeu muito mais do que declarou ao Santos e ao nosso país.
A grande diferença não está apenas na grandeza dos dois clubes, mas sim, na atuação do Ministério Público Espanhol em relação ao brasileiro. Enquanto os espanhóis vasculharam todos os dados possíveis do contrato de transferência do jogador, o lado brasileiro nada fez.
A justiça espanhola exige que o Barcelona pague R$ 114 milhões de indenização a União. O dinheiro envolvido no acordo era muito superior ao que foi divulgado tanto na Espanha como no Brasil. Com isso o fisco espanhol deixou de receber 12 milhões de euros (R$ 42 milhões). Afastamento de presidente e diretores, possível processo e até a prisão dos envolvidos diferencia e muito o lado brasileiro que na verdade não deu a mínima importância para o caso.
Não sabemos se a empresa da família de Neymar está regularizada e se todos os valores recebidos (divulgados e o verdadeiro) foram devidamente contabilizados com o recolhimento a Receita Federal dos impostos pertinentes. Enfim, tanto no futebol como fora das quatro linhas do campo os países de primeiro mundo são muito mais sérios e eficientes no combate à sonegação fiscal e outros crimes que lesam a união. 

Nomenclaturas e siglas não resolvem situação da Saúde Pública!

“Somos uma empresa, instituição de inteligência,
que em qualquer época com ou sem crise,
terá lugar assegurado. Os governos passam,
nós ficamos”. Júlio Bozano

Nos últimos anos a situação da saúde pública tem ficado cada dia pior, muitos dizem que ela agoniza nos corredores de seus próprios hospitais, porque não tem vaga em UTI para ela ficar.
Os gestores públicos (Governo e Diretores de Unidades Hospitalares) ou por incompetência ou por má fé, não conseguem de forma alguma melhorar a situação com criatividade, profissionalismo e a aplicação de métodos que revolucionem a administração hospitalar brasileira.
Sendo assim, não resta nada a não ser sucumbir, ser sucateada e deixar milhões de brasileiros sem atendimento digno em todos os cantos do nosso imenso país. Recursos existem, falta capacidade, vontade política e fiscalização constante para que a situação caótica comece a melhorar.
Temos percebido que algumas nomenclaturas novas começaram a surgir nas médias e grandes cidades brasileiras ultimamente. Em SP nota-se com frequência prefeitos e o governador usando essas siglas para justificar o injustificável normalmente.
Começo com uma meia verdade. Chamar alguns Hospitais e Unidades médicas de “Centro de Referência” é muitas vezes uma mentira gigantesca. Eles existem é verdade, mas em número bem menor do que supomos e gostaríamos de ver em nossas cidades.
Alguns destes centros de referência são:
Doenças renais – São Paulo - Hospital do Rim e Hipertensão
Há dez anos, é o hospital que mais realiza transplante de rins no mundo. 
Doenças da Tireoide – São Paulo - Hospital Israelita Albert Einstein.
Traumato-ortopedia e reabilitação física – Rio de Janeiro Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into)
Alguns como podemos observar estão longe do acesso da população mais carente e necessitada de cuidados médicos, outros são exclusivos para abastados e políticos tão somente.
Além deles foram criadas algumas unidades com as seguintes siglas.  AMA – Assistência Médica Ambulatorial, UPA – Unidade de Pronto Atendimento. Notem que nos dois casos poderíamos dizer que nada mais são do que uma versão com siglas do nosso antigo e bom Pronto Socorro.
Em Bauru – SP, estas unidades existem, entretanto, nem sempre funcionam aos finais de semana por falta de médicos. Em algumas cidades faltam equipamentos, medicamentos, profissionais de enfermagem, etc.
Há 50 anos tínhamos basicamente as Santas Casas, Prontos Socorros e os Hospitais e Maternidades. De lá para cá, criaram siglas, nomes modernos, porém a saúde pública piorou e muito. As gestões dos hospitais e das unidades de atendimento são vitimas dos péssimos governos que temos e também das gestões fraudulentas de muitos de seus diretores e funcionários.
Se nada for feito, logo o sistema entrará em colapso total, pessoas vão morrer nas portas dos hospitais sem conseguir sequer entrar na recepção dos mesmos. Infelizmente, isso já está de certa forma acontecendo em alguns lugares do Brasil.

Além dos criminosos, os cidadãos comuns também matam!

Sou contra a violência,
pois quando parece fazer o bem,
o bem é apenas temporário. 
O mal que causa é permanente.
Gandhi

Tempos atrás ainda sob o governo de Lula, um grande plebiscito foi realizado no país para decidir sobre o desarmamento da população. Infelizmente como tudo que os governantes fazem, foi mais um ato de marketing político do que verdadeiramente uma ação com objetivos claros para a redução da violência.
Com o passar dos tempos à ação provou-se inócua, visto que tiraram as armas dos incautos e o país continua permitindo que milhões consigam armas clandestinas, contrabandeadas e ou roubadas.
A violência ao contrário não foi reduzida, aumentou e muito nos últimos anos, mantendo seu crescimento à custa de milhares de vidas inocentes que morrem diariamente nas cidades brasileiras.
Entretanto, se a atitude de desarmar a população é discutível em vários sentidos, visto que foi uma ação isolada e não como parte de uma grande estratégia de efetivo combate a violência e ao crime organizado, nas ruas temos hoje dois tipos de assassinos – Os criminosos comuns e os cidadãos que matam mulheres, familiares, pessoas em brigas no trânsito, etc.
A criminalidade continua crescendo amparada pela impunidade que é à base da nossa Justiça, colaboram também a falta de ações preventivas e um maior investimento em ciência e tecnologia de ponta para nossas forças policiais. Enquanto isso, cidadãos comuns usam armas de fogo para matar ex-namoradas, ex-mulheres, vizinhos e se envolver em brigas de trânsito com final trágico.
A legislação existente é branda, fraca, omissa e permite que tanto os criminosos quanto os cidadãos comuns saibam de antemão que dificilmente serão condenados para ficar por muito tempo em presídios fechados.
Não existe estatística disponível, mas o número de pessoas que morrem no país vítimas de armas de fogo por motivo fútil é similar a das mortes de civis em países em guerra. Qualquer desentendimento nos dias atuais é motivo para que algum celerado saque sua arma e “resolva” o problema matando o oponente.
Com isso mulheres, crianças e adultos morrem vitimadas por projéteis disparados por armas com numeração raspada, contrabandeadas ou simplesmente adquiridas no comércio paralelo, sem registro, sem documentação e sem a prerrogativa de que vá servir para sua defesa própria.
Nossa gente diante de tanta impunidade e de uma justiça lenta e confusa, jamais poderia ter acesso a armas de fogo. As penas para os portadores de armas de fogo após o desarmamento deveriam ser de 20 anos, sem direito a fiança ou quaisquer outras prerrogativas das nossas leis brandas.
Quem sabe assim, poderíamos ver reduzir a quantidade de mortes estúpidas motivadas pelas drogas, alcoolismo, desinteligências e ignorância crônica de uma parcela significativa da nossa sociedade. Parcela que preteriu os bancos escolares e prefere viver nos bares, botecos e inferninhos espalhados pelo território nacional.

6 de março de 2015

Brasileiro - Reclama do que não precisa e se omite de seus direitos!

“Os homens são como os vinhos:
a idade azeda os maus e apura os bons.” 
Marco Túlio Cícero.

Muitas vezes o povo brasileiro gasta suas energias com coisas fúteis, reclama com a empregada do estabelecimento comercial quando deveria se queixar ao dono. Briga no trânsito, mas não tem coragem de fazer o mesmo com o Prefeito ou os vereadores de sua cidade.
Irrita-se e reclama de tudo ao seu redor, em especial do governo, muitas vezes do governo federal, porém esquece de fazer sua lição de cidadania com a devida cobrança junto ao poder público da cidade onde vive.
Raramente se utiliza das muitas ferramentas (Inclusive a Constituição Federal) que possui e que pode usar a seu favor. Aliás, a constituição federal é algo completamente desconhecido da grande maioria da população brasileira.
Existem várias formas de participação na vida política nacional, votar é apenas uma delas, importante, porém inócua se os eleitores não a complementarem com fiscalização dos mandatos, cobrança aos eleitos sobre as promessas realizadas na campanha e a conduta no cargo alcançado.
Ao invés de fazer o certo, muitas vezes se omite, espera sempre que alguém faça algo pelo seu país, por seu Estado ou cidade. Até do seu bairro ele mantém absoluta distância quando se trata de cidadania e luta por melhorias.
Não à toa um pequeno mosquito chamado Aedes Aegypti consegue derrubar milhares de pessoas ao infectá-las com a dengue e a Febre Chikungunya. O brasileiro não leva quase nada a sério, por que levaria em conta um mosquito?
Com isso e mais a inaptidão dos governantes, milhares de brasileiros contraem uma doença que judia do corpo e pode levar ao óbito. Algo inaceitável num país de primeiro mundo, mas que aqui leva a epidemias. A sujeira e a água parada ajudam a proliferar os mosquitos, com ajuda da ignorância e do desprezo do brasileiro por fazer o que é certo.
As redes sociais são às vezes exemplos de que o brasileiro é um leão, longe, é bravo e audaz, quando confrontado vira um gatinho manso. Na hora das eleições muitas vezes vota como um asno. Elegendo os mesmos ou anulando seu voto com o desperdício da possibilidade de exercer sua escolha que é um direito sagrado, conquistado à duras penas.
A falta de uma boa educação sempre é lembrada, porém, falta também a verdadeira educação que vem do berço da família. Com tantas famílias se desfazendo em brigas, com tanto alcoolismo e drogas invadindo o ambiente familiar, fica muito complicado imaginar que possamos ter famílias estruturadas.
Estatisticamente 80% dos criminosos fugiram da escola ou nunca a frequentaram, não trabalharam com carteira assinada em tempo algum, à maioria jamais trabalhou na vida. São jovens, na maioria do sexo masculino, com idade entre 17 e 28 anos.
São dados que estão escancarados, mas que nossos governantes nada fazem para reverte-los e começar uma reestruturação completa da família e a diminuição da criminalidade. Com o tempo essa situação cresce e assusta a todos nas ruas das médias e grandes cidades do país.
A junção de dois fatores atrasa o país e o faz andar para trás há muito tempo. São eles: Governos incompetentes comprometidos com a corrupção e uma sociedade que não luta e exige seus direitos. Essa união cria um ambiente propício para a estagnação da nossa sociedade civil e o impedimento do crescimento da nação brasileira.

4 de março de 2015

Intolerantes sem limites!

Não odeies o teu inimigo, porque, se o fazes,
és de algum modo o seu escravo.
O teu ódio nunca será melhor do que a tua paz.

Tenho percebido nos dias atuais com preocupante frequência no ar que respiramos uma intolerância sem limites. Ela não tem idade, aparece nos mais velhos, nos adultos e nos jovens com a mesma acidez e força. Aliado ao fato de que a geração atual e a anterior não receberam na educação de seus pais o tão importante limite. Acham que podem tudo, não sabem receber um “Não” como resposta da vida e das pessoas que as cercam no decorrer de suas pífias existências.
Por não saber quais são seus limites, por não saberem receber um “Não”, estes seres cometem barbaridades na caminhada da vida. Alguns chegam a cometer crimes violentos quando um (a) namorado (a) rompe o namoro ou o casamento. Matam, agridem, ferem com violência ou utilizam de mecanismos para vingança para humilhar o outro.
Como se alguém fosse obrigado a viver ao lado deles (intolerantes) e não pudessem jamais contrariá-los em nada nesta nossa breve passagem pela vida.
Na internet, na mídia em geral, diariamente lemos casos absurdos de intolerância no trânsito caótico das cidades. Nas agressões domésticas praticadas por quem teve um caso de amor rompido, por pessoas que perderam o emprego e se vingam do patrão ou do chefe.
Parece que estas pessoas não tem Cristo no peito, não tem sequer religião na vida que levam sem perceber que são vazias, não podem dar nada a ninguém, por que na verdade nada possuem dentro de si.
Discussões por causa de páginas sociais podem levar a atos de violência, tragédias e acabam virando inimizades ou até boletins de ocorrências em delegacias. Ex-Namorado ou ex-marido publicando fotos comprometedoras na internet da intimidade dos tempos em que o casal era feliz e estavam juntos.
No trânsito a coisa é ainda mais complicada, pois o brasileiro perdeu o medo e a vergonha de serem pegos cometendo infrações de trânsito, algumas gravíssimas nas nossas ruas e estradas. Muitos dirigem sem ao menos ter tirado a CNH – Carteira Nacional de Habilitação. Outros, mesmo com o rigor aparente da Lei Seca, se embriagam e usam o volante de seu veículo para obter licença para matar inocentes.
Vizinhos brigam por tudo e por quaisquer coisas no cotidiano das vilas e bairros do país. Brigam por lixo, por conta dos filhos que brigam por menos ainda.
Nos bares então, nem se fala a quantidade de óbitos causados pela ignorância e uso da violência desproporcional em desavenças conhecidas no meio policial como “Desinteligências”.
Para completar este cenário patético, o país colabora ao permitir que a impunidade faça o complemento do trabalho de alguns pais, passando a mão na cabeça dos infratores e criminosos de toda espécie. Futuro? Cidadãos conscientes? Daqui há cinquenta ou cem anos quem sabe...

1 de março de 2015

O rigor do legalismo contra um cidadão honesto!

“O conformismo é o carcereiro da
liberdade e o inimigo do crescimento"
John Kennedy

Nosso país carece de vocação para ser uma grande e forte Nação, está cravado na sua história desde o seu descobrimento por gananciosos portugueses até os dias atuais de república democrática federativa.
As leis são muitas, escritas em profusão nem sempre por quem deveria fazê-las, algumas se perdem e ficam arquivadas sem uso, outras servem apenas para proteger e não punir os que as escrevem e aprovam.
Neste emaranhado jurídico de milhares de leis, decretos e embargos de desagravo somados aos muitos incompreensíveis habeas corpus segue o Brasil sua rotina de paraíso da impunidade e oásis do crime.
Não para todos obviamente, o cidadão comum, aquele que trabalha, estuda, ou está aposentado depois de mais de 35 anos de luta, este tem de cumprir tudo aquilo que inclusive os demais do andar de cima da república, ou da escória da criminalidade não precisam necessariamente.
Explico melhor com a descrição de um caso que chocou a mim pelo menos, pois passou de relance num telejornal da região de Santos no litoral paulista e depois foi publicado rapidamente no site da emissora.
As câmeras de videomonitoramento da residência da vitima flagraram o momento exato que dois assassinos chegam próximo do veículo do casal que chegava a sua casa. Com arma em punho fazendo a menção de atirar em ambos. O marido atira primeiro e mata um dos vermes, o outro revida, fere o dono do veículo, porém também é ferido na troca de tiros. A esposa escapa ilesa e entra na sua casa.
Após esta cena de faroeste, chega à polícia militar, prende o assassino ferido, chama a ambulância e o camburão para levar o bandido bom (morto). Após estes trâmites legais e burocráticos o casal é levado a Delegacia de Polícia Civil em Cubatão na região de Santos.
Tudo que aconteceu foi rigorosamente registrado pelo sistema de vídeo da residência. Detalhe que não foi explorado pela polícia nem pelo delegado de plantão.
Este se prendeu ao fato do cidadão de bem estar portando uma arma (Pistola Calibre. 40) de uso restrito das Forças Armadas. O empresário argumentou à exaustão que era colecionador de armas e que fazia parte de um clube de tiros na cidade, porém não possuía o documento de porte para aquela arma.
 O delegado baseando-se nas leis existentes, aquelas ultrapassadas e que dão a entender que querem beneficiar mais os criminosos do que o cidadão que paga com impostos à manutenção das forças policiais prendeu o cidadão. Não satisfeito, o mesmo delegado “austero” mandou prender a esposa da vitima na cadeia junto com diversas criminosas que estavam detidas naquele local.
O delegado confrontado pela imprensa defendeu-se argumentando como sempre que cumpria a lei. Ora bolas, que lei é essa? Digam senhores policiais, autoridades da justiça e do congresso nacional porque temos leis que punem as vitimas em detrimento do bom senso, da inteligência e dos tempos atuais em que vivemos?
O Brasil precisa de muitas coisas, de governantes honestos e propensos a trabalhar pelo bem comum, de políticos decentes, de reformas estruturais, de educação de qualidade, saúde para seu povo, porém, também necessita de uma reforma que modernize e traga para os dias atuais o nosso falido, velho e ultrapassado Código Penal.
O desarmamento mal feito também é coadjuvante desta situação ridícula, medíocre e mal explicada, que rigorosamente inibe o cidadão comum de se defender caso possa em situações de alto risco.

26 de fevereiro de 2015

Democracia sem participação popular

Quase todos os homens são capazes de
suportar adversidades, mas se quiser por à prova
o caráter de um homem, dê-lhe poder.

Nossa república é razoavelmente jovem com 125 anos se comparada a sistemas políticos de outras nações ao redor do planeta. Se começarmos a falar de nossa democracia, com tantos percalços, golpes e interrupções, podemos dizer que ela ainda engatinha e dá seus primeiros passos no cenário mundial. Segundo o mestre jurista Dallari a melhor definição de Estado é: “A ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. Formam o Estado os seguintes elementos essenciais:
·        A Soberania
·        O Povo
·        O Território
·        A Finalidade política (Que deve ser o bem comum).
O Brasil é um Estado Federal com o seu poder político descentralizado entre unidades autônomas denominadas Estados que compõe a sua federação. No Brasil, a União, por determinação da Constituição Federal, é indissolúvel. Isso afasta qualquer possibilidade jurídica de independência ou separação dos estados-membros (não existe direito de secessão ou separação). A nossa forma de governo é a república presidencialista e o seu regime de governo é a democracia.
E é sobre ela que vou escrever neste texto. A democracia vive da participação política, e, por isso mesmo, a Constituição Federal lista inúmeras ferramentas de participação política que são consideradas direitos fundamentais de todas as pessoas, e que, em geral, estão acompanhadas de garantias jurídicas, para que possam ser utilizadas sem que haja qualquer repressão injusta ou intimidação aos seus usuários.
Ocorre que 99% delas não são praticadas pelo povo, o governo por sua parte não incentiva essa participação, deixando de lado inclusive suas abordagens no sistema educacional que poderia ser um dos elos motrizes da conscientização da população quanto as suas formas constitucionais de participação na democracia.
A explicação infelizmente não consta dos manuais, nem dos livros, e, está na péssima qualidade e no DNA dos nossos políticos que ao alcançarem o poder, fazem a opção de não levar ao povo a informação, pois sem ela, o povo fica como no livro de Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”, totalmente perdidos e sem rumo.
Criou-se no Brasil um circulo vicioso, onde o povo exerce com frequência apenas um dos direitos preconizados como de participação política que é o voto a cada dois anos. Os dois anos entre as eleições são de cegueira, omissão e completo distanciamento em relação à vida política das suas cidades, Estados e Governo Federal.
Essa forma de agir ao longo dos últimos 40 anos, facilitou a vida dos partidos políticos, dos governantes e toda escória que os acompanha (Lobistas, Corruptores, Doleiros, etc.). Na medida em que não fiscalizamos nossos representantes como podemos imaginar que eles nos deem o respeito que merecemos?
Se com todos os recursos disponíveis de tecnologia e de acompanhamento da mídia, a sociedade civil não consegue impedir ou ao menos reduzir a incidência dos golpes e falcatruas, somente o efetivo envolvimento com o engajamento da população pode estancar essa epidemia chamada corrupção no país.
Temos uma Nação, um Estado soberano, um regime político definido, porém, falta o principal, o essencial na vida de qualquer povo, o exercício pleno da cidadania pelo nosso povo, de quaisquer classes sociais, raça, credo ou região habitada. Sem ela nos tornamos os mesmos indiozinhos que receberam os portugueses 515 anos atrás, desnudos, sem conhecimento e sem direção. Onde os portugueses são os nossos políticos ávidos por nosso ouro...

Completa inversão de valores!

"Se alguém lhe fechar a porta, não gaste energia com o confronto,
procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água:
a água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna."
Autor desconhecido.

Uma ação bem sucedida da polícia militar na cidade de Lençóis Paulista (43 km de Bauru) na região central do Estado de São Paulo impediu a consumação de um assalto, seguido de manutenção de reféns numa residência naquela cidade de 65 mil habitantes. Outrora pacata e segura para seus honestos moradores.
Os criminosos entraram na residência e renderam cinco pessoas da mesma família. Entre elas uma criança de nove anos de idade. Com a chegada da polícia os bandidos resistiram à prisão e abriram fogo com uma pistola 765, revolveres calibres 32 e 38 e foram alvejados e mortos na ação.
Os moradores foram libertados e não sofreram nenhum arranhão fisicamente falando, pois, nestas situações ainda há o estrago psicológico que fica perseguindo as vítimas da violência por muito tempo.
Como tem acontecido nos últimos tempos, à medida que cresce assustadoramente a violência dos bandidos, se há reação da policia militar, a imprensa começa a demonstrar preocupação com os dados estatísticos das vítimas abatidas pelos homens da lei.
Neste caso em Lençóis Paulista, na mesma matéria, o jornal abre um espaço para noticiar que a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo enviou ofício ao Ministério Público para apurar a conduta dos policiais militares (sic).
Como assim? A Justiça solta praticamente todos os criminosos, as penas são brandas, os julgamentos demorados, as benesses aos criminosos são inúmeras e quando os policiais fazem o serviço deles ainda tem de passar pelo constrangimento de serem investigados pela ouvidoria da polícia do Estado?
Por que não acabam com a polícia e soltam todos os bandidos de uma vez? De que lado estão as nossas pseudos autoridades policiais? A quem o governo preza? Aos criminosos ou aos cidadãos que pagam impostos e vivem em paz?
É lógico que nenhum cidadão quer que a polícia ultrapasse seus limites, use de métodos que não condizem com suas regras de proteção e segurança para os quais foram treinados. Porém, se a cada ação bem sucedida onde as pessoas de bem forem salvas os bons policiais forem questionados, ficará muito difícil acreditar em solução no combate à criminalidade no país.
Em SP há muito tempo percebemos a influência muito forte dos defensores dos direitos humanos (dos bandidos) na política de segurança pública do Estado. Não seria diferente que houvesse tantas benesses no sistema penitenciário e que os índices de criminalidade fossem cada vez maiores nas estatísticas divulgadas.
A sociedade brasileira quer rigor da justiça para quem age fora da lei, do marginal mais simples ao pior corrupto do colarinho branco. Quer e exige que a polícia civil, militar e federal, totalmente bancada com recursos do povo sejam firme, tenham ações planejadas para prevenção ao crime e a busca de soluções para os muitos tipos de golpes perpetrados por esta crescente escória nas ruas.
Os soldados envolvidos na ação em Lençóis Paulista fizeram seu trabalho e muito bem por sinal. Deveriam ser cumprimentados pelo comando e não serem sujeitos a processos internos de quaisquer ordens. 

16 de fevereiro de 2015

O HSBC e o Governador Beto Richa!

Escândalo financeiro mundial e
vitória contra austeridade
ficam escondidos na imprensa


Aproveitando a mais do que merecida folga da querida e competente Vera Guimarães, vou dar uma de ombudsman acidental. É de estranhar, para dizer o mínimo, o laconismo com que a imprensa "mainstream" local vem tratando um dos maiores escândalos da história financeira mundial. 
Falo da revelação de que o HSBC na Suíça ajudou milionários a ocultar bilhões de dólares e assim fugir do fisco em seus países de origem. A lista é ecumênica: inclui desde ricaços tidos como "limpos" até traficantes, ditadores e criminosos dos mais variados. 
São mais de 100 mil contas. O valor da maracutaia internacional passa de US$ 100 bilhões. Em moeda local, algo perto de R$ 300 bilhões. O argumento de que o tema está distante do leitor nacional não resiste aos fatos: cerca de 9.000 clientes envolvidos na falcatrua são brasileiros; o HSBC é um dos maiores bancos a operar no país; e, pelo que a investigação conseguiu apurar, a roubalheira decolou depois da aquisição, pelo HSBC, de um banco e de uma holding de propriedade de Edmond Safra. A familiaridade do sobrenome com o Brasil, embora não seja prova de nada, dispensa comentários e deveria ser suficiente para aguçar a curiosidade de qualquer jornalista. 
Surpresa: o assunto praticamente desapareceu, a não ser quando encontraram supostas conexões com o pessoal da Lava Jato. Esquisito. E os outros milhares de correntistas brasileiros premiados, desapareceram? A história não fecha. Aliás, é a segunda vez que um trabalho do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos recebe tratamento desprezível no Brasil. 
Há pouco tempo, a mesma equipe escancarou manobras tributárias de bancos e multinacionais, brasileiros incluídos, para fugir de impostos com operações em Luxemburgo. Uma das empresas acusadas na artimanha, a Pricewaterhouse, por acaso vem a ser uma das que aprovavam balanços podres de instituições protagonistas da crise de 2008. Hoje a Price examina a contabilidade da Petrobras... Detalhe: o premiê de Luxemburgo na época das sonegações, Jean-Claude Juncker, é o atual presidente da Comissão Europeia. E o homem forte do HSBC no período do vale-tudo da Suíça virou ministro no governo britânico do conservador David Cameron. Precisa mais?

PARANÁ NA MODA; E NA MÍDIA?
Curitiba viveu recentemente uma das maiores manifestações de sua história. Milhares de servidores públicos, trabalhadores e estudantes obrigaram o governador reeleito Beto Richa, do PSDB, a recuar no chamado "pacote de maldades" enviado à Assembleia Legislativa. 
Entre outros disparates, o tucano propunha confiscar a previdência dos servidores para tapar rombos da antiga administração --dirigida por ele mesmo! Deputados chegaram de camburão, reuniram-se no restaurante e, ainda assim, não conseguiram votar o pacote. Notícia daquelas, de repercussão nacional, exceto na mídia de fora da região. 
Foi na capital do Paraná. Mesmo Estado onde fica a Londrina do juiz Sérgio Moro, sede do antigo Bamerindus vendido a preço simbólico ao HSBC e do Banestado (Banco do Estado do Paraná), pivô da CPI que durante os anos 90 catapultou o doleiro Alberto Yousseff para manchetes. Mera coincidência, talvez.

Ricardo Melo – Colunista da Folha de SP. Artigo publicado na Folha de SP em 16/02/15.