Meu livro "O Humor no Trabalho"

Meu livro "O Humor no Trabalho"
A venda nas Livrarias Asabeça, Cultura e Martins Fontes
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19 de dezembro de 2014

Código 39

“Numa nação corrompida,
muitas são as leis que se fazem”.
Tácito

Paguei há duas semanas uma conta na farmácia com cheque do Banco do Brasil no valor de R$ 50,00. Esclarecendo que a Farmácia só aceitou meu cheque porque sou cliente há mais de 15 anos. Eles trocaram o cheque num outro ponto comercial do bairro e o comerciante depositou meu cheque sem problema algum. Havia saldo, cheque preenchido de forma correta e muito legível.
Eis que na tarde de ontem o empregado da farmácia vem à minha casa e pede para que eu troque o cheque, pois o mesmo foi devolvido pelo banco.
Atrás do cheque aparecia a mensagem: “Devolvido em razão de Código 39”. O que é código 39? No cheque não havia nenhuma explicação para o comerciante nem para o dono do cheque. Estranho, muito estranho.
Liguei então para minha agência e conversei com a gerente de minha conta que num primeiro momento hesitou em relação ao que seria o motivo da devolução. Perguntou para alguns colegas e então confirmou o motivo. Tratava-se de um erro ocorrido no momento da digitalização do cheque.
A pergunta que eu fiz foi a seguinte:
_ Se o erro foi do processo de digitalização por que não o fizeram novamente e optaram por devolver o cheque do cliente, causando constrangimento e dissabor ao comerciante e ao consumidor?
Do outro lado da linha um breve silencio constrangedor. Não há resposta, é o sistema bancário. A culpa sempre é dos outros, nunca a instituição assume seus erros e corrige-os sem que o consumidor e o recebedor do cheque fiquem sabendo. Seria o modo mais correto e decente.
Ao consumidor cabe preencher o cheque corretamente, assiná-lo e ter certeza de possuir fundos suficientes para o débito em sua conta corrente. Ao recebedor do cheque cabe conferir, saber da procedência do mesmo e depositar em sua conta corrente. Ao Banco cabe processar esse cheque e debitar um creditando o outro, parece uma operação simples.
Hoje com tanta tecnologia a disposição, o sistema bancário ainda enfrenta situações ridículas como essa do código 39. Quantos códigos existem?
Os banqueiros na verdade não estão preocupados com a comodidade e a segurança dos seus clientes. Quer me parecer que isso seja algo apenas das propagandas de televisão, onde o cliente é guindado a um patamar muito acima da dura realidade dos códigos 39 da vida.



17 de dezembro de 2014

Mensagem de Boas Festas do Blog


O ano de 2014 estará em breve nos dando adeus, mais rápido do que gostaríamos e deixando para trás o curso da história de cada um de nós enquanto indivíduos que vivem em sociedade habitando esse lindo planeta. Restam poucos dias para que um novo período de 365 dias se aproxime e a ele chamemos de 2015.
Para mim e minha família 2014 foi um ano de recuperação, de reconstrução e de renascimento, um ano melhor do que 2013 e 2012, mas com toda certeza bem inferior ao que será 2015. Não podemos perder a fé e a esperança em dias melhores e que o ano novo trará tudo de bom em sua bagagem para nos propiciar conhecimento, alegrias, novas descobertas, saúde e muita paz.
Como sempre esperamos que o ano novo seja um período que nos traga muitas alegrias e saúde para enfrentarmos as adversidades que quando aparecem, fazem parte de um destino maior, do qual não podemos fugir, temos de enfrentar com força e determinação.
Que haja sempre mais compreensão e boa vontade, que as pessoas possam efetivamente ser mais gentis umas com as outras, praticando o que é justo, com sinceridade e educação. Se assim for, será um lindo ano para a grande maioria.
O Blog Falando um Monte já está no ar há quase seis anos, e só posso agradecer pelas inúmeras visitas, pela leitura e colaborações de outros autores, pelo respeito das pessoas que passam por aqui em busca de informação, conhecimento e prazer pela leitura de assuntos do nosso cotidiano.
Com isso já tivemos mais de oitenta mil acessos no Brasil e em boa parte do mundo. Contendo até este momento em que escrevo no findar de 2014 cerca de 520 postagens de textos, artigos e opiniões do autor e de outros autores.
No encerramento de mais uma no de existência do Blog e de vida do autor quero agradecer de coração a todos que acessaram ao Falando um Monte e para aqueles amigos do Twitter e do Google+ que de forma generosa e despretensiosa sempre deram uma força enorme repassando os links dos textos aos seus amigos, formando uma corrente generosa e amiga do Blog.
Feliz 2015 a todos vocês, aos amigos e familiares, que Deus seja generoso com todos, provendo-os de tudo que possam precisar, mas acima de tudo, de muita paz, saúde e felicidade.

4 de dezembro de 2014

Atenção - O seu governador pode estar tentando ressuscitar a CPMF!

Algumas das melhores lições são
aprendidas dos erros do passado.
O erro do passado é a sabedoria do futuro.
Dale Turner

O Brasil novamente está começando a andar para trás por conta da ganância, da falta de escrúpulos e da cegueira administrativa que toma posse daqueles que vão estar no poder em 2015. É sabido por quase todos os brasileiros sensatos e inteligentes que o país não suporta mais corrupção e aumento de impostos. Ambos passaram do limite do razoável para grande parcela do povo brasileiro.
A corrupção está longe de ter um fim, embora algumas ações isoladas, é verdade, estejam começando a inibir os corruptos e os corruptores que pela primeira vez foram presos na Operação Lava Jato. E não foram peixinhos, mas sim, peixes graúdos, donos de empresas, diretores e presidentes de empreiteiras que sempre deram as cartas no país.
A não elevação da carga tributária parecia ser um consenso entre os governantes e os políticos da oposição. O brasileiro não suporta um centavo a mais nas suas contas. Sem contar que o país arrecada em demasia e não dá retorno algum para o cidadão através da prestação de serviços como Saúde, Educação, Saneamento Básico, Segurança, etc.
Pois nem bem tomaram posse ainda e alguns governadores começam a articular a volta da malfadada CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira) que os tucanos criaram e que os petistas muito criticaram. Pois agora, encampados pelos candidatos recém eleitos do PT, Camilo Santana (CE), Rui Costa (BA) e Wellington Dias (PI) a ideia voltou a assombrar a sociedade brasileira.
E não pensem que a ideia petista será escorraçada pelos demais partidos, pois até o PSDB, grande adversário nas urnas começa a achar a ideia interessante. Defensor declarado da volta do imposto hediondo, Beto Richa – PSDB–PR reeleito governador do Paraná confessou ser favorável a volta do imposto.
No PSB que abrigava Eduardo Campos e que teve Marina Silva como candidata temos o governador da Paraíba Ricardo Coutinho à frente do seu partido defendendo maior destinação de recursos à saúde.
Ninguém discute uma melhor participação e aplicação dos recursos públicos, nem tampouco discutem o rigor da lei para quem não aplicar corretamente os recursos do erário na saúde, educação ou seja aonde estiverem destinados por lei.
Querem mais dinheiro, querem na verdade um cheque em branco da sociedade para depois não aplicarem nenhum centavo nem na saúde nem em lugar algum que venha a beneficiar o povo. Ao contrário, a montanha de recursos sumirá como já aconteceu na época de FHC.
O Brasil precisa do fim da corrupção, da impunidade, da omissão do sistema judiciário e do nascimento de uma gestão pública profissional e honesta. Não serão mais impostos que irão transformar a saúde pública em algo exemplar, até porque os recursos disponíveis são vultosos e se não fossem mal aplicados e/ou roubados serviriam para dar muita tranquilidade ao nosso povo.
Esses governadores e todos sem exceção que vierem a defender essa ideia da volta da CPMF são párias que não deveriam nunca mais ser eleitos a nenhum cargo público enquanto viverem. 


28 de novembro de 2014

Tratamento especial!

É a ambição de possuir,
mais do que qualquer outra coisa,
que impede os homens de viverem
de uma maneira livre e nobre.
Bertrand Russell

O Brasil possuí uma legislação rígida com relação as declarações de acerto anual do Imposto de Renda, bem como em relação as cobranças judiciais por conta de contração e não pagamento de empréstimos bancários, principalmente aqueles conseguidos em programas especiais do governo.
Claro que, isso tudo acima, vale para os cidadãos comuns do Brasil, aqueles que são trabalhadores, empresários honestos, investidores decentes. Existe uma parcela razoável para o qual estas leis e procedimentos rigorosos nem sempre os atingem com a mesma fleuma, força e contundência.
São os que detém poder, as vezes por dinheiro, noutras por possuírem um enorme “Q.I” (Quem Indicou) ou pela perigosa e incestuosa proximidade de tais elementos com o poder estabelecido no país.
Nesta turminha faz parte o ator e “produtor fake” Guilherme Fontes que no distante ano de 1996 (18 anos atrás) captou um generoso empréstimo de R$ 14,2 milhões aproveitando-se da brecha oferecida pela Lei de Incentivo à Cultura e da Lei do Audiovisual, (uma daquelas vantagens que o cidadão comum jamais tem acesso, mas que os próximos ao poder possuem), para produzir o filme de longa metragem “Chatô – O rei do Brasil”.
Acontece que até o presente ano da graça de 2014 o filme não foi produzido e entregue às salas de cinema do país. Todos sabemos que 18 anos é tempo suficiente para qualquer país de terceiro mundo produzir centenas de filmes. Mas Chatô não ficou pronto jamais nesse período.
O dinheiro contraído gerou uma dívida enorme, como não foi pago (devolvido) aos cofres do erário, virou um processo que hoje está na casa de R$ 66 milhões já inclusos os juros e atualização monetária, além de R$ 2,5 milhões de multa.
O ator ainda tenta reverter o processo no TCU – Tribunal de Contas da União usando aqueles intermináveis recursos que só os mais próximos da corte possuem. Porém, o órgão agindo corretamente, negou mais uma vez ao produtor fake essa possibilidade.
O artista da Rede Globo nega mau uso do erário e diz que: “Dorme com a sua consciência tranquila porque nunca desviou um real do projeto”. Diz ainda que as duas condenações a que foi submetido são piadas e afirmou que o “Brasil é fake”.
Se fosse um cidadão comum, um comerciante, empresário, aposentado já teria sido preso e perdido todos os seus bens, incluindo de seus herdeiros diretos. Quem já teve problemas com o fisco ou conhece alguém que á teve sabe bem ao que me refiro.
Estranho no caso, é o tempo pelo qual se arrasta o processo contra o ator global. Se captou o recurso vultoso e não aplicou na finalidade precípua tem de devolver, caso se negue, deveria ter tido confiscados seus bens pessoais para cobrir parte ou a totalidade do prejuízo causado aos recursos que são do povo brasileiro.
Nosso sistema judiciário precisa identificar quais são os seus problemas, entraves e investir em celeridade, informatização completa de seus bancos de dados, colocar tecnologia de ponta em seus tribunais e cartórios criminais e demais áreas onde milhões de processos tramitam para que o país não tenha a pior ou uma das mais lentas e piores justiças do mundo.

22 de novembro de 2014

As mãos sujas!


Admitia um parlamentar do Partido Democrata-Cristão da Itália, envolvido na célebre Operação Mãos Limpas: “Os partidos são máquinas de caça-níqueis”. A frase será certamente muito apreciada por todos aqueles que enxergam nos políticos em geral outros tantos ladrões. Nem por isso vale em todas as circunstâncias, embora em parte não destoasse quando foi pronunciada e tampouco destoe no Brasil de hoje.
Pretende-se semelhança entre a nossa Operação Lava Jato e a Operação Mãos Limpas dos começos dos anos 90. Ambas visam devassar e condenar esquemas corruptos, mas há mais diferenças do que parecenças. Aquelas, de saída. Tanto a Mãos Limpas quanto a Lava Jato resultam de uma investigação inicial a respeito de fato e personagens de porte miúdo. Tampas pequenas para panelões ferventes.
As duas operações apresentam os rostos de figuras centrais, o PM Antônio Di Pietro e o juiz Sérgio Moro. Na Itália, o grande inquisidor Di Pietro foi logo secundado por um pool de juízes e a operação levou à cadeia mais de mil cidadãos, atingidos ao cabo por condenações inflexíveis e amiúde longas. Políticos e empresários. Alguns destes mataram-se antes de ser presos. O político que dominara por dez anos, o líder socialista e primeiro-ministro Bettino Craxi, condenado a oito anos de cárcere, fugiu para a Tunísia, a salvo da extradição.
A comparação entre o PT e o PCI exibe outra diferença. Ao contrário daquele, a se revelar igual a todos os demais partidos brasileiros, não houve condições de provar que políticos comunistas de qualquer escalão tivessem embolsado um único, escasso tostão, conquanto não fossem isentados de meticulosas investigações.
O desfecho da Mãos Limpas foi a implosão da Primeira República, nascida no imediato pós-Guerra. Nem sempre este gênero de terremoto produz bons resultados, além do ataque à corrupção, eficaz de saída. No vazio de poder que se seguiu, ao vir à luz a Segunda República, instalou-se um predador clownesco chamado Silvio Berlusconi, enquanto o PCI mudava de nome, chamuscava a sua identidade e se perdia em disputas internas.
Eis aí uma lição que seria oportuno aproveitar: a antipolítica sempre desagua em desastre. Em nome da negação da política, tida como origem de todos os males e de todas as mazelas, as ideologias chamadas a nutrir o debate responsável são abandonadas em proveito do desarme da consciência. Ou, por outra, da promoção da ignorância, do preconceito, do equívoco. No Brasil, um pensamento antipolítico leva ao fortalecimento da casa-grande e incentiva a mídia nativa no seu esforço de despolitização de quantos a lêem ou ouvem.
Aonde nos conduz a Operação Lava Jato não é fácil prever. Creio que o juiz Moro queira apenas e tão somente fazer justiça e creio que esta venha a ser aplicada com todo o rigor. Tenho outra certeza: este processo vai confirmar o pecado capital da política à brasileira, cometido desde sempre. Gostaria, portanto, que outros fatos a enodoar o passado da política brasileira viessem à tona, inclusive os ocorridos em tempos recentes, antes da primeira vitória de Lula.
Pois então, em um arroubo de pacata ilusão, proponho: chamemos o tão falante Fernando Henrique Cardoso, erguido no alto de livros que ninguém leu, para que explique como se deu a privatização das Comunicações, a maior bandalheira da história do Brasil. Ou de como foi feliz na compra de votos para conseguir a sua reeleição. Ou de que maneira foram enterrados os casos Sivam e Pasta Rosa. Nesta terra pretensamente abençoada por Deus, uma multidão implora pelo definitivo triunfo da moral, com M grande, e não se incomoda com quem inaugurou a transgressão. A maioria, por viver no limbo, alguns por hipocrisia.
Se a Operação Lava Jato cumprisse o cauteloso vaticínio da presidenta Dilma, ao imaginá-la capaz de provocar uma mudança positiva nos hábitos políticos do País (e eu gostaria se também fossem comportamentais para a sociedade em peso), que bem venha. Até para impedir, daqui para a frente, que somente pobres e petistas sigam para a cadeia.

por Mino Carta — publicado 21/11/2014 05:57

18 de novembro de 2014

Empresa e seu Fundo de Pensão entregam tudo!

“Somos uma empresa, instituição de inteligência,

que em qualquer época com ou sem crise, 
terá lugar assegurado. Os governos passam, nós ficamos”. 
Júlio Bozano

Durante muitos anos ouvimos as pessoas dizerem sem constrangimento ou medo de errar que a Empresa dos Correios e Telégrafos era a melhor empresa estatal do país. Assim foi durante muitos anos até que começou a terceirizar em demasias seus serviços, abrindo agências que são gerenciadas por terceiros no país inteiro.
Seria impossível imaginar que a empresa, antes sólida conseguisse sobreviver a onda de corrupção que assolou o país nos últimos vinte anos em especial. Conseguir passar pela onda privacionista já foi uma vitória e tanto, porém, passar incólume a corrupção seria muito difícil.
No início do mensalão, aparecerem indícios com dirigentes envolvidos na propinolândia que se transformou no chamado Mensalão do PT e partidos aliados. Agora vem à tona em meio as denúncias da Petrobrás, uma bombástica matéria publicada pela Revista Época que demonstra que a rapaziada não perde tempo quando o assunto é desvio, roubos, falcatruas, fraudes e outras modalidades contra o erário.
Segundo a denúncia da revista, em janeiro de 2012 uma empresa de fachada chamada Latam Real Estate New Zeland foi aberta em Wellington, por coincidência instalada no mesmo prédio da Embaixada brasileira na Nova Zelândia há 12.000 mil quilômetros do Brasil.
Com menos de dois meses de sua criação a empresa abriu uma filial em São Paulo e quinze dias depois comprou um terreno de 220 mil m² em Cajamar, a 45 quilômetros de São Paulo. Em 25 de maio, ou seja, menos de seis meses de sua criação e há apenas dois meses no Brasil já vendeu o terreno para a Postalis – Fundo de Pensão dos empregados dos Correios. A transação saiu por R$ 194 milhões.
No ano de 2013 a Postalis apresentou um rombo financeiro de R$ 1 bilhão nas economias dos carteiros, resultado de investimentos furados e sob investigação em instituições financeiras que foram à lona, como os bancos BVA, Cruzeiro do Sul e Oboé. Quem decidia suas aplicações, pasmem, eram diretores indicados pelo PMDB. Sob o comando de um presidente petista desde 2012.
Voltando ao terreno, a Postalis deu uma ajuda aos Correios que precisava de um terreno em Cajamar para erguer seu novo centro de logística, mas seu caixa não comportava a aventura. Vejam que lindo e meigo é essa parte que segue agora: O então Deputado Federal João Paulo Cunha, atualmente preso na Papuda pelo escândalo do Mensalão, conversou com o presidente do Postalis e intermediou a compra. 
Também participou do negócio um famoso empresário dono de empresas de rádio e empreendimentos imobiliários. O Postalis topou comprar o imóvel e aluga-lo aos Correios durante dez anos, por R$ 210 milhões. Mas se deu mal, o local que deveria estar pronto, só deverá começar a funcionar em 2015. Até lá a Postalis não receberá um centavo dos Correios.
Não foi a primeira vez que a Postalis se aventurou em negócios imobiliários duvidosos. Em 2012 já havia comprado um terreno de 73.000 m² por R$ 123 milhões. Seria para construção do Centro de Cartas e Encomendas de Brasília, mas o mato cresce no local dois anos depois da compra.
Se uma auditoria fosse possível de ser realizada em todas as empresas estatais, fundações, autarquias e demais segmentos diretos e indiretos que recebem dinheiro público simultaneamente o resultado seria trilionário em termos de desperdícios, mau uso, desvios e corrupção. Motivo pelo qual, de vez em quando ficamos sabendo de um caso aqui outro acolá. Talvez para nos poupar de um trauma ainda maior.
Coincidentemente tanto a Petrobrás como os Correios gastaram milhões em publicidade nos últimos anos. Depois da propaganda enganosa vem a dura e cruel realidade. Que Deus tenha piedade dos empregados quando estes se aposentarem e mais precisarem dos recursos poupados como previdência privada para auxilio a miséria que receberam do INSS.

12 de novembro de 2014

Criminosos do mundo sejam bem vindos ao Brasil!

Os que repudiam a violência podem repudiar,
pois outros praticam violência em nome deles.

George Orwell

       No Brasil não temos tempo para pensar que já vimos tudo, pois na sequência assistimos algo ainda pior ao fato anterior que pode ter lhe indignado profundamente. Temos leis em excesso, na mesma medida em que elas são excessivamente brandas e beneficiam muito mais do que penalizam os criminosos comuns ou do colarinho branco.
Nos acostumamos a ouvir que o Brasil é o paraíso da criminalidade, da impunidade e da desfaçatez humana. Não é para menos, sempre temos histórias reais que nos chocam, levando-nos a pensar em sair deste país, ou fazer como a imensa maioria: resignar-se.
A bola da vez é um sujeito do outro lado do mundo, na Oceania, mais precisamente na pacata Nova Zelândia, que abusou sexualmente de um menino de sete anos de idade e em seguida matou o pai do garoto com requintes de crueldade.
Ele é preso, julgado, condenado à prisão perpétua em seu país. Seu nome é Philip John Smith, 40 anos e o assassinato aconteceu em 1.995. Assim como no Brasil, as autoridades penitenciárias da Nova Zelândia permitiram um mini indulto ao facínora. A permissão seria de três dias para supostamente visitar familiares, mas o assassino aproveitou a deixa e com ajuda prévia externa conseguiu embarcar para Santiago do Chile e rumar em seguida para o Paraíso da Impunidade das terras brasileiras.
Entrou em nosso país pelo Aeroporto Internacional de “segurança máxima” Cumbica, onde ficou três horas antes de rumar para o Rio de Janeiro, podendo estar acomodado numa das muitas comunidades repletas de traficantes, bandidos e marginais de toda espécie.
A Interpol pediu colaboração da nossa Polícia Federal que está procurando o assassino, pedófilo e monstro neozelandês, enquanto a Nova Zelândia já começa a ficar preocupada com a escolha do seu criminoso. Por quê? Eles já sabem que não temos tratado de extradição com seu país. E o pior, segundo as nossas “rigorosas” leis, caso ele seja preso e deportado, só poderá cumprir a pena máxima brasileira no seu país de origem.
Ao invés de cumprir a merecida pena de prisão perpétua, o canalha teria de cumprir em tese o que lhe faltar para completar 30 anos de prisão. Se ele já cumpriu 8 anos por exemplo, teria de cumprir 22 aninhos e estaria solto graças a combinação bombástica da legislação dos dois países a saber:
A Nova Zelândia por permitir que alguém que cumpre prisão perpétua possa sair para visitar parentes. E o Brasil por obrigar o país de origem a usar a excrescência de nossa lei penal a ser cumprida por um deportado.
Não é à toa que o italiano Cesar Battisti, este neozelandês e tantos outros assassinos, terroristas e facínoras amam o Brasil. Para onde Ronald Biggs fugiu após o roubo do século na Inglaterra? Aqui é o melhor lugar do mundo para criminosos. Nossa Justiça dá guarida, ajuda e beneficia a todos com leis brandas, omissão, lentidão processual e muitas benesses.

Exemplo de uma sociedade doente!

Não odeies o teu inimigo, porque, se o fazes,
 és de algum modo o seu escravo.

O teu ódio nunca será melhor do que a tua paz.
Jorge Luis Borges


Após uma eleição marcada pela discriminação, pelo ódio, pelas mentiras e a profusão de acusações nem sempre verdadeiras de lado a lado, alguém da sociedade mostra seu lado mais perverso, cruel e ignóbil que se poderia ver através das imagens que não deixam dúvida alguma de que alguns membros da nossa classe média alta precisam de tratamento psicológico urgente.
Uma câmera de segurança previamente instalada e de conhecimento de todos no condomínio localizado na Zona Norte paulistana, filmou uma sequência absurda, medieval e indescritível de uma violência sem igual de uma mulher contra um menino portador de necessidades especiais.
O garoto de apenas nove anos de idade que havia acabado de chegar da escola nada fez que justificasse a selvageria da inculta, rude e intratável mulher que o agrediu como se estivesse numa arena medieval. Sem contar que ela cometeu o ato de agressão na frente de sua filha, qual o exemplo ela espera ter deixado para sua menina?
Por mais que possamos procurar, nada do que a ignóbil possa alegar é justificável diante das imagens de sua agressão gratuita e covarde. Fossem nossas leis rigorosas e ela não poderia sequer sair da cadeia sem pagar fiança elevadíssima.
Ela deveria aguardar na prisão feito um animal peçonhento até que um juiz se digna-se a ouvi-la e julgá-la. Ao contrário, a tresloucada já prestou depoimento a delegacia e saiu assim como chegou, em total liberdade.
Vai continuar sua vidinha tosca, quem sabe agredindo mais um jovem, um zelador ou quem sabe um vizinho e a vida seguirá com sua imensa mediocridade a acompanha-la sem que haja justiça, seriedade e as pessoas possam estar em segurança dentro de seus imóveis ou no acesso a eles, como no elevador por exemplo.
No máximo essa criatura vai responder por lesão corporal, agressão, etc. Processada? Não creio. Esse é o grande incentivo que pessoas selvagens nos elevadores, nos condomínios, no trânsito em especial recebem da justiça do país em que vivemos. Benefícios, lentidão da justiça, emaranhado processual burocrático e confuso para que as coisas continuem como estão no Império da Criminalidade.
Não há perspectivas de melhoras num país, quando sabemos que professores são agredidos em salas de aula. Jovens matam dentro das escolas por conta de namorados (as) e pessoas desqualificadas como essa senhora agridem crianças indefesas, mesmo sabendo que estão sob as imagens de uma câmera de vídeo num elevador em seu próprio condomínio residencial.
Colocá-la numa cela é um castigo para os que com ela teriam de conviver, pois pessoas assim precisariam ficar isoladas no meio da selva, voltando às suas origens selvagens, grosseiras e primitivas. Vejam as cenas gravadas no elevador no link abaixo:

7 de novembro de 2014

Entrevista concedida pelo autor para o Portal do Escritor

Entrevista com Rafael Moia Filho - Autor de: O HUMOR NO TRABALHO


Rafael Moia Filho

O autor trabalhou na Cesp em São Paulo, prestou serviço à Fundação CESP entre 1977 e 1995. Em 1996, fixou residência em Bauru, SP, por onde se aposentou em 2011, depois de 38 anos de atividade.
Este trabalho é fruto da sua observação e de muitos colegas que com ela colaboraram, era aguardado ansiosamente por aqueles que participaram dessa época profissional citada neste livro. O Humor no Trabalho retrata um período de prosperidade, crescimento profissional, onde o humor convivia diariamente com todos os aspectos da administração moderna e das normas vigentes.
O autor lançou em 2012 sua primeira obra O Tempo na Varanda. Há tempos escreve semanalmente para dois sites, é colaborador do Jornal da Cidade de Bauru e Vice-Presidente da ONG Batra - Bauru Transparente, entidade que combate a corrupção e trabalha com projetos de cidadania.

Conheça mais sobre o Rafael acessando seu Blog, falandoummonte.blogspot.com.br ou pelo twitter @rafamfilho

O Humor no Trabalho

Ao longo dos últimos anos sempre relutei em começar a escrever um pedaço importante de minha trajetória profissional em uma grande empresa. Entretanto incentivado pelos amigos que vivenciaram boa parte das estórias que contarei a seguir, e também pela crença de que o humor no trabalho é algo que me faz acreditar numa relação direta com a produtividade e o crescimento profissional e pessoal, tanto dos indivíduos como das organizações, resolvi tornar público alguns desses momentos de muito bom humor e descontração.
São momentos mágicos aliados a uma fase muito interessante do desenvolvimento da própria empresa, que começou com vinte e poucos empregados em 1969 e que em 1.994 possuía aproximadamente 1.300 profissionais em seu quadro de pessoal, na maioria jovens talentos promissores admitidos no mercado de trabalho paulista.
As estórias são engraçadas, mas muitas vezes difíceis de acreditar que tenham ocorrido numa empresa minimamente séria. Mas ocorreram e foram testemunhadas por muitos empregados, que por seu quadro de pessoal passaram ao longo de pelo menos dezoito anos.
O humor não tem sexo, religião, nem cor e pode ser praticado de forma democrática desde o Office Boy até o Presidente sem quaisquer problemas de ordem hierárquica. Na verdade essas brincadeiras jamais prejudicaram a realização de quaisquer tarefas ou impediram o crescimento acelerado da empresa nos dezoito anos em que por lá estivemos. 
Boa leitura e bom humor em sua vida, seja no trabalho ou em qualquer outra atividade que esteja desempenhando.
Olá Rafael.  É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro procura relatar histórias de humor acontecidas num determinado período profissional do autor. Elas mostram que o humor é essencial para o crescimento profissional e o alto desempenho das pessoas e da empresa quando bem canalizados.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
O Humor no trabalho é meu segundo trabalho literário, o primeiro foi O tempo na varanda, uma coletânea de poesias. Com isso completei o caminho de plantar árvores, ter filhos e escrever livros. Espero continuar trilhando esse caminho literário com mais trabalhos e se possível na Editora Scortecci.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Um verdadeiro sacerdócio, custa caro editar um livro, muito difícil tê-lo nas bancas das grandes livrarias, difícil negociar e vender literatura no país. Espero que isso mude com o passar do tempo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Procurei pela internet após ouvir relatos de amigos que me falaram super bem da Editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Num mundo tão estressante em que vivemos nunca é demais rir, ler e relaxar com histórias engraçadas da vida cotidiana de um grupo de amigos que levavam a sérios suas profissões, porém, aprontavam situações engraçadas que marcaram uma época em nossas vidas.

Obrigado pela sua participação.


6 de novembro de 2014

Um exemplo prático de um cidadão, que deve ser seguido!

“Política é a arte de conciliar os interesses próprios,
fingindo conciliar o dos outros”. Menotti Del Picchia


Um caso isolado na cidade serrana de Botucatu – SP me chamou a atenção nesta semana. Um aluno da FMR - Faculdade Marechal Rondon naquela cidade usando dos mecanismos existentes à disposição da sociedade brasileira, normalmente ignorados, enviou ao MP – Ministério Público uma representação questionando a existência de oito cargos comissionados na Prefeitura que estariam em desacordo com a lei.
O MP no começo se ateve aos oito casos que eram referentes aos cargos de comissão da Assessoria Jurídica da Prefeitura, porém, ao investigar de forma mais ampla percebeu que haviam mais irregularidades em outros setores do poder executivo de Botucatu.
Os cargos estavam em desconformidade com a Lei Complementar criada em 13/12/11, naquela cidade, para a criação de cargos de provimento em comissão sem descrição adequada das respectivas atribuições. E que, não correspondiam as funções de direção, chefia e assessoria em sentido escrito.
Todos estes cargos deveriam ser preenchidos através de concursos públicos. O que gera um enorme desconforto aos Prefeitos e Vereadores do Brasil. Motivo, os prefeitos não querem contratar profissionais fixos para executar o trabalho e os Edis odeiam isso por que o concursado “tira” a vaga de um possível apaniguado, apadrinhado ou famoso “Q.I” que significa no jargão popular “Quem Indicou”.
Os cargos criados em Botucatu são de funções técnicas, burocráticas, operacionais e por isso estão fora do que rege à lei para os casos de comissionamento. Nestas situações, deveriam ser ocupados por funcionários de carreira ou contratados mediante concurso público.
Se todos agissem como o jovem estudante de direito Fabiano Roque, com certeza os prefeitos das demais cidades do nosso país estariam mais atentos ao cumprimento estrito das leis. A ação do jovem botucatuense mostra a todos que o processo de participação democrática não se encerra com o ato de votar nas urnas, mas sim, com a participação efetiva de fiscalização constante dos eleitos durante seus mandatos de quatro anos.
Leis existem, mecanismos diversos para fiscalização, cobrança e ação judicial também estão à disposição dos brasileiros, basta estar interessado, ter coragem e ser cidadão na acepção da palavra. Os políticos eleitos são servidores públicos afetos as leis e regras tais quais os demais servidores dos municípios, estados e do governo federal. São eles que nos devem satisfação e não o contrário, portanto, sigamos o exemplo do Fabiano e comecemos a cobrar e incomodar os que estiverem agindo em dissonância com as leis no país.

A vitória na democracia dos ausentes!

Há muitos caminhos para chegar ao mesmo lugar.
Velho ditado Apache

Ao final do segundo turno para as eleições presidenciais no Brasil os dois lados e seus milhões de eleitores começaram uma discussão ferrenha buscando saber quem foram os responsáveis ou “culpados” pela derrota de um e a vitória do outro.
Difícil definir de forma exata e matemática o porquê das duas coisas. A vitória e a derrota numa eleição em segundo turno é normalmente difícil de ter explicações resolutas, definitivas acima da emoção e do calor da forte disputa ocorrida durante meses.
O que muito não analisam e muitas vezes nem prestam a devida atenção é que votar é um direito universal que conseguimos em sua plenitude depois de milhares de anos em que a humanidade evoluiu lentamente desde os tempos matriarcais até o século XXI.
No princípio da democracia mesmo no Brasil poucos tinham a oportunidade votar e eleger seus representantes. Foi assim no começo da Proclamação de República, quando as mulheres, analfabetos, escravos ou homens recém libertados da escravidão não podiam exercer este direito sagrado de votar.
Hoje no Brasil podemos votar livremente e somos milhões com este direito garantido em nossa Constituição Federal, em acordos e tratados internacionais assinados pelo Brasil e mesmo assim muito abrem mão deste direito e da participação na festa da democracia nacional.
O Brasil possuía no momento das eleições 149.962.964 eleitores aptos a exercer sua cidadania votando na eleição de 2014. Porém tivemos apenas 105.542.273 votos válidos, ou seja, 37.279.085 eleitores se “ausentaram” da eleição através da abstenção ao voto, votando nulo ou branco.
Esse exército de pessoas maior que a população do Canadá por exemplo, poderia e com certeza faria a diferença no resultado final do pleito ora encerrado. Afinal de contas a diferença entre os dois candidatos ao final do segundo turno foi de 3.459.963 votos. Tanto a vencedora poderia ter uma margem ainda maior como o perdedor poderia ter ganho a eleição caso tanta gente não se ausentasse da eleição.
É normal que haja em toda eleição um total de 10% a 15% de abstenções, mas no segundo turno tivemos 21,10% no Brasil. Os eleitores que votaram nulo e branco somaram 7.141.606. Superando também a diferença entre os dois candidatos ao final da eleição.
Essa ausência pode e com certeza tem várias explicações, mas nenhuma delas consegue justificar esse ato abominável do brasileiro de dar um jeitinho em tudo e depois ficar reclamando dos demais. Esse exército de cidadãos de segunda classe normalmente deveriam pagar impostos, enfrentar as mesmas dificuldades que todos enfrentamos em nosso país, então porque o ato covarde de não exercer seus direitos quando mais se precisam deles.
Como bem definiu o Professor de Filosofia Silvio M. Maximino em texto publicado no Jornal da Cidade: “A qualidade dos eleitos só irá melhorar se a cultura mudar. Não é preciso que todos mudem. Basta que uma massa crítica seja atingida. Alguns nos dirão: mas o poder econômico nos esmaga e manipula o sistema, seja ele qual for. Parece uma luta injusta: um Davi contra um Golias... mas Davi venceu por fim, mesmo sendo menor e fisicamente mais fraco”.
As mudanças têm de acontecer e elas envolvem o sistema eleitoral, passando por uma ampla reforma política aonde o eleitor possa vir a discutir previamente com os candidatos as propostas a serem levadas para a campanha. Mas uma coisa precisa mudar com urgência: O cidadão brasileiro precisa levar a sério o ato de votar e de sua participação em todo processo político do país, sem o qual fica impossível atingirmos um patamar acima como Nação livre e democrática.

Com quem você pensa que está falando?

“A coragem é a primeira das qualidades
humanas porque garante todas às outras”.


Correu as páginas das redes sociais e da mídia mundial o ato de coragem de uma servidora pública do RJ e a estranha decisão da justiça com relação ao processo movido contra agente por alguém que se acha Deus, ou tem certeza. Segundo a decisão do 18º JEC – Juizado Especial Criminal do RJ a agente foi condenada a pagar uma indenização de R$ 5 mil reais por suposto abuso de poder ao juiz.
Tudo começou quando a agente estava trabalhando numa blitz da Operação Lei Seca quando abordou o veículo do juiz que se negou a fazer o exame do bafômetro, estava sem a sua CNH, com seu veículo sem placas e sem a documentação do mesmo. O veículo foi guinchado ao pátio da Polícia de Trânsito.
Enquanto isso o magistrado que estava completamente errado e deveria dar o exemplo na situação, preferiu acusar a agente de “abuso de poder” e zombaria. Tudo isso porque num determinado momento ela disse ao magistrado: “O Senhor é juiz, não Deus” então não pode tudo.
Esses casos ainda ocorrem com uma certa frequência em blitz pelo país adentro, onde políticos, empresários e até membros do poder judiciário tentam a famosa “carteirada” ou ainda usam a velha frase “Você sabe com quem está falando”?
Com certeza a agente sabia com quem estava falando – Um sujeito normal, sem razão alguma, que precisa saber mais do que ninguém que não se pode dirigir após ingerir bebidas alcoólicas e sem a sua carteira nacional de habilitação e a documentação do veículo.
A única saída para o infrator de toga seria tentar pressionar e se não conseguisse êxito tentar lavar a alma ferida na própria casa (Judiciário) onde teria vantagem no jogo, visto que, aquele que fosse julgar o caso estaria de cara intimidado com uma das partes do processo.
O 18.º JEC da cidade do Rio de Janeiro perdeu uma raríssima oportunidade de colocar este cidadão infrator, arrogante e que se acha dono do poder no seu pequeno ou mesmo minúsculo lugar. Pena, pois a agente ganhou notoriedade e respeito pela sua conduta e ética, não aceitando a insubordinação e a prerrogativa do cargo para julgar o fato na hora em que executava um trabalho de suma importância nas nossas ruas repletas de bêbados infelizes que matam inocentes aos milhares anualmente.
Nas redes sociais uma corrente de brasileiros solidários arrecadou mais de R$ 12 mil reais para a servidora cumpridora dos seus deveres poder pagar à custa do processo movido pelo “Zé da Carteira”.

31 de outubro de 2014

Itália e Brasil chafurdando na 3ª camada do volume morto!

O erro acontece de vários modos, enquanto
ser correto é possível apenas de um modo. 


Em 2009 o então ministro da Justiça Sr. Tarso Genro concede a pedido do presidente da república Luis Inácio Lula da Silva o status de refugiado político ao assassino italiano Cesare Battisti, preso no Rio de Janeiro em março de 2007. Condenado na Itália em 1993 à prisão perpétua por quatro homicídios praticados entre 1978 e 1979 contra um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofacista e um joalheiro em Milão.
O governo italiano e a justiça daquele país ficaram inconformados, reagiram diplomaticamente, entraram com recurso, porém o STF negou provimento ao pedido italiano. Por 5x4 o STF manteve no país mais um assassino, este internacional.
Alguns anos depois vem o troco italiano contra a diplomacia e a justiça brasileira. A justiça italiana acaba de decidir que o fugitivo Henrique Pizzolato, condenado no Brasil pelo mesmo STF por envolvimento no mensalão não seria extraditado ao nosso país como nossa justiça gostaria.
Tanto a justiça brasileira quanto a italiana erraram, seus governantes idem nesses dois processos que mancham a diplomacia, a justiça e a conduta de dois governantes. O Brasil ficou com um assassino perigoso em nossas ruas e perdeu um criminoso do colarinho branco.
Ambos deveriam estar cumprindo suas penas respectivamente em celas de seus países de origem sem a interferência de seus presidentes, diplomacia ou sistemas judiciários.
Mas os dois países resolveram se igualar e voltaram aos tempos da idade média. Deixando no ar que o Brasil poderá ser paraíso de criminosos estrangeiros de alta periculosidade e ver seus bandidos do colarinho branco saírem impunemente pelas nossas fronteiras em direção ao dito primeiro mundo.
Lamentável ainda que, o Ministro do STF Marco Aurélio Mello afirme que Pizzolato exerceu um “direito” de não se submeter “as condições animalescas” das penitenciárias do Brasil. Se as condições são essas porque não melhorá-las? Porque os demais presos condenados no país podem cumprir pena nesses lugares animalescos e o Dr. Henrique Pizzolato não pode? Porque a diferença de entendimento e julgamento?
Fica no ar a dúvida se o governo brasileiro queria mesmo a extradição do mensaleiro ou se apenas fez um pedido protocolar sem a ênfase e o devido esforço que a extradição do meliante requereria.
O Brasil errou feio com Lula, a Itália deu troco e se rebaixou ainda mais na sua recente decisão. Fica no ar a imagem de que os dois países e seus respectivos governantes e representantes dos judiciários chafurdaram na lama podre da terceira camada do volume morto da dignidade e do bom senso.  

Engenhão consumindo mais dinheiro público!

“Só o erro é que precisa apoio do governo.
A verdade, essa fica de pé por si própria”.
Thomas Jefferson

O Estádio João Havelange no Rio de Janeiro foi construído para abrigar os jogos Pan Americanos RJ/2007 e teve o custo final divulgado pelo Comitê dos Jogos Pan Americanos na casa de R$ 380 milhões aproximadamente. Sua inauguração ocorreu em 2007. Ele vinha sendo utilizado até 26 de março de 2013 pelo Botafogo. Desde então está interditado por conta de problemas estruturais na sua cobertura.
Mais de um ano depois e o estádio ainda não teve seus problemas resolvidos pela prefeitura do Rio de Janeiro. Chama a atenção o fato de que o Estádio foi relativamente pouco utilizado e mesmo assim apresenta problemas estruturais de grande monta, visto que, após mais de um ano não foram solucionados.
Agora que estamos no final de 2014, há menos de dois anos da Olimpíada RJ/2016, a Riourbe – Empresa Municipal de Urbanização da cidade do Rio de Janeiro vem à público lançar o edital para reformas do Engenhão para adaptação aos jogos olímpicos ao custo previsto em R$ 52,3 (Cinquenta e dois milhões e trezentos mil reais).
Imaginando que a reforma não ultrapasse o valor do edital, teremos ao final da reforma o Estádio remodelado por um custo de R$ 432,3 (Quatrocentos e trinta e dois milhões e trezentos mil reais). Sem contar que quando da construção do estádio os membros do COI, do governo estadual e da Prefeitura já anteviam a candidatura da cidade para sediar uma Olímpiada, logo, deveriam ter construído o estádio apto a receber um evento olímpico.
O mesmo fato aconteceu com praticamente todas as caríssimas instalações erguidas com dinheiro público para os Jogos Pan Americanos RJ/2007. Agora, nove anos depois o legado é a destruição do que foi feito, substituindo por novas e mais caras obras que novamente serão pagas pelo povo.
As obras do novo Velódromo se juntam ao “novo” Engenhão num processo sem fim de gastos do erário acompanhadas sempre de muitas mentiras e ilações falsas de governantes e de membros organizadores de ambos os jogos.
A cidade do Rio de Janeiro assim como o Estado fluminense tem uma carência gigante de atendimento médico de qualidade, de bons hospitais, de escolas de qualidade e de tantas obras de infraestrutura como por exemplo a região de Duque de Caxias onde os moradores enfrentam há décadas a falta de água potável e de saneamento básico. Sem contar a falta total de segurança nas ruas que é por demais conhecida de todos.
Claro que, isso infelizmente não é exclusividade do Rio de Janeiro, afinal de contas, a maior parte das cidades brasileiras é carente nas mesmas coisas citadas acima, entretanto, essas cidades não estão tendo gastos obscenos com a reforma de estádios de futebol e ginásios esportivos para modalidades olímpicas. Recursos que se bem utilizados poderiam resolver boa parte das mazelas da cidade maravilhosa.
Estranho apenas é que antes da Copa do Mundo havia muita gente lutando nas ruas contra a realização da mesma, fato que não se vê com relação aos gastos astronômicos viabilizados para a RJ/2016...

29 de outubro de 2014

De mãos dadas com o fascismo!

Mais do que máquinas precisamos de humanidade.
Mais do que inteligência precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes a vida será de
violência e tudo estará perdido.
Charles Chaplin

Vou começar esse texto reproduzindo um dos posts mais agressivos, preconceituosos e nocivos que já li nos últimos tempos de minha curta vida. Quem lê a primeira vista poderia pensar que se trata de um texto antigo de Adolph Hitler, mas não o é, foi escrito por Regina Zouki Pimenta em sua página do Facebook após a divulgação do resultado da eleição que culminou com a eleição de Dilma Rousseff para a presidência do nosso país.
“Hoje, qualquer suposto preconceito contra cariocas, nordestinos e baianos deixou de existir, porque virou Pós Conceito! Bando de filhos da puta que destruíram nosso país e a economia por migalhas! Desejo do fundo do coração que sejam tomados pela desnutrição, que seus bebês nasçam acéfalos, que suas crianças tenham doenças que os médicos cubanos não consigam tratar, que o Ebola chegue ao Brasil pelo Nordeste e que mate a todos! Só outra arca de Noé para dar jeito!
A autora acima citada retirou sua página do ar da rede social Facebook, talvez movida pelo medo das retaliações que poderia sofrer. Difícil discorrer sobre tamanha quantidade de palavras rancorosas, inúteis e agressivas. Difícil entender um ser humano que vive num país belo, onde a natureza dos povos citados é de uma beleza ímpar, frequentada habitualmente por gente e coisas como essa tal de Regina Zouki nas férias e nos animados carnavais.
Esse ódio, essa ignorância de quem não teve pai e mãe ou ao menos um berço na tenra idade e por isso enveredou pelos caminhos da rejeição à Deus e ao amor pode ter algumas explicações.
Uma delas talvez seja o fato de que a campanha eleitoral para a escolha do novo presidente se transformou num jogo de Mortal Kombat, onde cada candidato queria matar seu concorrente, não com ideias, não com projetos, mas sim com fortes acusações, muitas vezes maldosas e desnecessárias.
O reflexo se viu nas ruas, onde militantes dos dois principais partidos políticos se agrediram como se estivessem travestidos de bandidos (torcedores) organizados de clubes de futebol. Uma baixaria aprovada pelos candidatos que em momento algum fizeram uma reflexão sobre o que acontecia nas ruas e nas redes sociais.
Confundiram ou não sabem o que são eleições livres num regime democrático. Perderam a noção de civilidade com posts racistas e preconceituosos contra quem ousasse dizer que votaria no outro candidato que não aquele que ele (a) julgassem ideais.
Quando uma pessoa roga praga aos seus irmãos, sejam eles, cariocas, mineiros, nordestinos, não importa, é hora de pararmos e começarmos tudo de novo neste país. Tudo pode ser aceitável, menos essa intolerância, esse desamor, essa ignorância estúpida e completamente sem vínculo com quaisquer resíduos de inteligência humana.
A autora dessas ignomínias proferidas na noite de domingo 26/10/14, e todos aqueles que eventualmente compactuaram com suas excrescências em forma de palavras abjetas deveriam voltar seus pensamentos e sua vida à Deus... Enquanto ainda há tempo!
Não perdemos uma eleição, quem as perde são os candidatos e seus partidos, nós brasileiros ganhamos sempre que elas acontecem, porque somos um povo livre para votar, para escolher e para rejeitar racismo, preconceitos e todo tipo de crimes contra meio ambiente, animais e seres humanos. 

25 de outubro de 2014

25 anos depois um novo embate divide o país!

Quando as bandeiras dos partidos substituem 
os valores de nossa consciência, 
a vida e a inteligência naufragam. 
Rute de Aquino

          Em 1989, há 25 anos atrás o Brasil voltava a respirar democracia com a primeira eleição livre para presidente da república, depois de uma ditadura militar que havia cerceado o direito universal do voto do eleitor brasileiro por vinte e quatro anos (1964-1988). O país estava exultante com a oportunidade de poder eleger seu presidente nas urnas, de forma livre, democrática e com opções variadas de candidatos concorrendo por várias siglas. 
            Eram exatamente 22 candidatos no primeiro turno da eleição presidencial. Eram os seguintes os postulantes ao cargo: Affonso Camargo – PTB, Afif Domingos – PL, Aureliano Chaves – PFL, Leonel Brizola – PDT, Celso Brant – PMN, Fernando Collor de Mello – PRN, Correa – PMB, Enéas – Prona, Eudes Mattar – PLP, Gabeira – PV, Livia Maria – PN, Lula – PT, Maluf – PDS, Manoel Horta – PDC do B, Mário Covas – PSDB, Marronzinho – PSP, P.G. – PP, Pedreira – PPB, Roberto Freire – PCB, Ronaldo Caiado – PSD, Ulysses Guimarães – PMDB e Zamir – PCN.

Como podemos perceber alguns candidatos já morreram, alguns partidos não existem mais, outros mudaram de nome e alguns candidatos e partidos estão na vida política até os dias atuais. Infelizmente nunca mais tivemos uma eleição com tantas opções de candidatos e partidos concorrendo no país para o cargo de presidente da república. Os partidos preferem fazer coligações sem ideologia e sem pudor para depois conquistarem cargos e poder.
Naquela ocasião, o segundo turno da eleição teve Fernando Collor de Mello – PRN contra Luis Inácio Lula da Silva – PT. O antagonismo e a diferença ideológica eram enormes, assim como o apoio que o primeiro recebeu da mídia, dos mercados econômicos e especulativos, da imprensa internacional e das elites englobando a classe média brasileira.
Collor conquistou uma fama mentirosa de ser caçador de marajás, numa alusão a sua gestão como governador de Alagoas, quando empreendeu estrategicamente um combate a alguns funcionários públicos que recebiam salários altos e desproporcionais. Com vistas a angariar apoios na campanha presidencial que estava por vir, a imprensa o tornou conhecido nacionalmente como "Caçador de Marajás". Orientado por profissionais de marketing, anunciou com estardalhaço a cobrança de 140 milhões de dólares dos usineiros do estado para com o Banco do Estado de Alagoas, havendo diversas repercussões positivas na imprensa. 
Entre uma disputa e outra teve o mandato ameaçado por uma tentativa de intervenção federal no Estado (fruto da recusa em pagar os altos salários aos "marajás" após a vitória destes em julgamento do STF). Também teve um pedido de impeachment devido ao programa de enxugamento da máquina administrativa alagoana, feito à base de demissões de funcionários públicos e extinção de cargos, órgãos e empresas públicas.
Era impossível encontrar alguém que não declarasse o voto em favor de Collor, não por antipatia a Lula nem muito menos ao PT, um partido recém criado à época e que tinha apoio dos trabalhadores, intelectuais de esquerda, parte da burguesia e da juventude. Enquanto Collor era endeusado pela mídia, em particular pela Rede Globo, Lula era crucificado de todas as formas possíveis. 
Collor venceu e no dia de sua posse implantou o Plano Collor que rende processos até hoje, não resolveu o problema da inflação, não deu certo e trouxe enormes dissabores a todos que nele votaram. Até a sagrada poupança foi golpeada em sua credibilidade e muito anos foram necessários para recuperar a sua imagem de investimento sólido e seguro.
Hoje em dia nas redes sociais, nas ruas, no seio da classe média e das elites dominantes ouvimos o nome de Aécio Neves como solução para tirar o PT do governo. Ninguém lembra do governo FHC e da compra de votos para aprovação da emenda da reeleição e das privatizações mal sucedidas e muito mal explicadas até hoje.
O ódio ao PT contaminou de tal forma uma parcela da sociedade que programas assistenciais criados pelo PSDB, são exorcizados por que o PT os ampliou para uma parcela maior das classes C, D e E. 
Ninguém se pergunta como foram os oito anos de governo de Aécio em MG? Que obras fez? O que priorizou em seu mandato? Nada importa exceto tirar Dilma do poder. Inclusive utilizando de mentiras, baixarias como distribuição de e-mails e WhatsApp contendo falsas informações e tolices de toda ordem contra o PT e contra Dilma. Falsos apoios de artistas sem o seu consentimento.
Depois de seis meses da posse de Collor não se encontrava um único eleitor que assumisse seu voto no manganão que acabou sendo tirado do poder através de um impeachment orquestrado pelos mesmos que hoje estão ao lado de Aécio Neves. Claro que, Aécio não é Collor, o PSDB não é o fraco partido de aluguel PRN, já extinto, muitas são as diferenças entre as duas épocas. Hoje o PT é uma enorme vidraça exposta a todo tipo de pedradas, principalmente em relação à corrupção que nunca combateu.
O futuro das eleições vai dizer se o vencedor em 2014 terá alguma relação com o pleito de 1989 ou se foram apenas ilações de um eleitor cansado de ser enganado e de ver o povo brasileiro cometer erros por falta de análises mais consistentes e inteligentes na hora de suas escolhas.