Meu livro "O Humor no Trabalho"

Meu livro "O Humor no Trabalho"
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20 de agosto de 2014

Ensino médio em SP tem pior nível em seis anos!

“O único lugar aonde o sucesso vem
antes do trabalho é no dicionário.”
Albert Einstein

           A gestão do PSDB está completando 20 anos de poder no comando do Estado de São Paulo. Tempo suficiente para não culpar seus antecessores e também para ter implantado um Projeto Educacional que estivesse desfrutando de enorme sucesso.
Ao contrário, depois de vinte anos, o Estado mais rico da nação não possui nenhum Projeto Educacional que dê sustentação a sua enorme rede de ensino no Estado.
Os números referentes ao desempenho dos alunos no ensino fundamental e no ensino médio não deixa margem à dúvida quando analisados. O desempenho das matérias Português e Matemática dos alunos do ensino médio tiveram seu pior desempenho desde 2008.
Os resultados anuais divulgados pelo sistema de Avaliação do Rendimento Escolar – Saresp demonstram claramente que a nota média em Língua Portuguesa caiu e a de matemática teve uma estagnação em 2013.
No ensino médio a nota média caiu nas duas disciplinas, passando na Língua Portuguesa de 268,4 para 262,7 quando o adequado seria estar acima de 300. Em matemática a nota média caiu de 270,4 para 268,7, quando o esperado seria 350 pontos.
A gestão não tem mais desculpas, afinal de contas é sabido por todos que vinte anos são mais do que suficientes para ter realizado uma verdadeira revolução na Educação do Estado. Recursos não faltam, escassa é a vontade política de fazê-lo.
Os professores vivem à mingua recebendo remuneração aquém do que mereceriam, as escolas não possuem condições de funcionamento adequadas e não são informatizadas.
Falta treinamento, faltam equipamentos, funcionários de apoio e até professores na rede estadual. Mas falta principalmente participação efetiva do governo do Estado na gestão do ensino público.
Quando percebemos que as três maiores universidades do Estado de SP estão em greve por conta do mesmo governo oferecer aumento zero para os salários dos funcionários e dos professores, entendemos o porquê do fraco desempenho no ensino fundamental e médio. A gestão da educação em SP está estagnada, precisa de um choque de gestão de qualidade.
Mas ao que parece, assim como no caso do governo federal, o governo paulista não está muito interessado em revolucionar, reformar e modernizar sua gestão na educação pública. Prefere ficar no discurso, nas promessas vazias, confiante quanto ao desconhecimento completo da população em relação aos números da sua gestão.
O povo e os eleitores em particular não entenderam qual é o seu papel nas eleições. Não sabem qual é a sua força e continuam vivendo como coadjuvantes no processo, quando deveriam assumir os papeis de protagonistas neste processo eleitoral. 

O monstro estuprador e a Justiça permissiva!

“O juiz é condenado quando
O criminoso é absolvido”
P.Ciro
        
 O médico monstro Roger Abdelmassih foi denunciado em 2008 após investigações do Ministério Público Estadual de SP, de onde derivaram 56 acusações de estupro contra 37 vítimas que foram pacientes de sua luxuosa clínica em São Paulo.
Segunda a imprensa na época (2010) a juíza do caso que o condenou proferiu o seguinte: “Uma avalanche de fatos absolutamente repulsivos e, não por outro motivo, as vítimas descreveram as sensações que possuem em relação ao mesmo como dor, raiva, nojo, humilhação e medo”.
Após ser julgado e condenado o monstro teve concedida pela Justiça o direito de recorrer em liberdade, mesmo tendo sido preso por cometer verdadeiras monstruosidades. Para a nossa justiça não importa se o crime é hediondo ou não, quase todos podem recorrer em liberdade e se quiser fugir, pois não há controle nem rigor com relação a demanda crescente.
Em que país do planeta um estuprador acusado e condenado a 278 anos de prisão em regime fechado tem o direito de recorrer em liberdade? Apenas no Brasil, onde o sobrenome é “Impunidade”.
O monstro fugiu pela porta da frente do nosso país, aproveitando-se da fraqueza da nossa justiça e do fato de que nossas fronteiras são totalmente desguarnecidas. Disseram que ele havia fugido para o Líbano, mas o calhorda estava com a esposa (Ex-Promotora) e filhos no Paraguai.
Sua confiança na impunidade era tanta que nem se deu ao trabalho de tingir os cabelos brancos, usar peruca ou disfarces. Estava vivendo numa mansão na maior tranquilidade, quando agentes da Polícia Federal e da Senad – Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai o prenderam enquanto levava os filhos na escola.
De volta a prisão no Brasil, mal chegou em solo tupiniquim e já está alegando estar passando mal. A velha ladainha de sempre, enquanto estava livre vivia com muita saúde no Paraguai, bastou ser preso começa a usar dos artifícios disponíveis pela nossa justiça omissa, fraca e vagarosa.
O monstro travestido de médico estupra, é preso, consegue sua liberdade para recorrer e foge do país. É preso, tem os mais caros advogados do país para poder enrolar a justiça e quem sabe nem cumprir parte dos 278 anos que foi apenado.
Assim é o Brasil, paraíso da impunidade e de milhares de possibilidades de recursos dos criminosos. Todas as esferas da nossa Justiça possuem um cardápio vasto de recursos, embargos declaratórios, habeas corpus, à disposição daqueles que cometem crimes ou são réus. Inclusive o Estado que utiliza de todas as artimanhas quando processado e condenado. Vide os precatórios.
Esperemos que desta vez o monstro Roger Abdelmassih não consiga responder em liberdade, visto que já foi julgado e condenado. Que a Justiça brasileira não permita que ele fuja novamente. As vítimas e seus familiares, assim com a parcela honesta que paga impostos neste país antecipadamente agradece. 

2 de agosto de 2014

Recursos em abundância e o povo no volume morto!

"Todo governo que não age na base do princípio da
república, isto é, que não faz da "rés pública" o seu 
objetivo completo e único, não é um governo bom" 
Thomas Paine

O país carece de dezenas, talvez centenas de obras relacionadas a: Saúde pública, Educação, Segurança, Mobilidade urbana, Saneamento básico, Energia renovável, Habitação popular, etc., porém estas, só aparecem como promessas em duas ocasiões: - Campanhas Eleitorais ou Propagandas de governantes em inserções na mídia.
Entretanto o que se vê no país é uma total ausência de vontade política para efetivamente utilizar-se dos recursos disponíveis para minimizar a situação caótica em que vivem milhões de brasileiros.
Não faltam recursos como a sociedade poderia supor, ao contrário, sobram recursos anualmente nos orçamentos mal aplicados nos três poderes constituídos (Municipais, Estaduais e Federal).
Os governantes brasileiros nos mesmos três poderes são incapazes do ponto de vista gerencial e administrativo de planejar, executar e atender as demandas que existem em todos os cantos deste imenso território chamado Brasil. Preferem na sua maioria gastar com obras eleitoreiras ou ainda deixar escapar pelo ralo da corrupção nosso valioso dinheiro. Para se ter uma pequena ideia, gastamos segundo números oficiais os valores abaixo com coisas que estão longe de atender a população no que citei acima, vejamos;               Copa do Mundo consumiu aproximadamente R$ 26 bilhõesAs eleições de 2014 vão consumir R$ 74 bilhões do erário segundo o TSE; Um estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp revelou os prejuízos econômicos e sociais que a corrupção causa ao país. O valor chega a R$ 69 bilhões de reais por ano. Olimpíada RJ/2016 consumirá aproximadamente R$ 40 bilhões do erário, em que pese ouvirmos que a iniciativa privada está bancando parte do investimento, porém, ninguém demonstra isso de forma cabal e transparente.
  Além destes custos citados temos também os empréstimos que o governo federal tem feito a fundo perdido com dinheiro do povo para algumas nações ao redor do mundo. Angola, Cuba, Haiti, etc. Só o Porto de Mariel em Cuba consumiu R$ 1,8 bilhões do Brasil. Para o Zimbábue (África) foi emprestado R$ 215 milhões. Se formos apurar o total emprestado a todos os países com certeza a população brasileira ficaria assustada com a benevolência com que o governo petista empresta o dinheiro que é do nosso povo.
  Se pararmos por aqui já teremos aproximadamente R$ 211 bilhões de reais gastos nos itens citados. Se somarmos os gastos absurdos dos municípios e Estados brasileiros com obras inacabadas, desvios de finalidades, corrupção, mau uso do erário, teremos um valor gigantesco que com certeza se aproximaria de R$ 1 trilhão de reais.
 Portanto, recursos existem, falta inteligência, vontade política, honestidade de propósitos, mas principalmente cobrança e fiscalização da sociedade que não percebe e na maioria das vezes se afasta do que é seu, deixando-se levar pelas promessas dos candidatos sem cobra-los depois que assumem seus mandatos por quatro anos. 
 Nas próximas eleições comece a exercer de uma vez seus direitos de cidadão. Cobre, fiscalize, use as leis existentes para saber aonde e como estão sendo gastos nossos impostos. Use a Lei 12.527/11 para cobrar informações de todas as esferas de governo no país. Não deixe que eles (Políticos) usem seu dinheiro por quatro anos sem que ao menos uma vez você confira o que e como ele está sendo gasto.

Maioridade de um viaduto inacabado em Bauru! 1993 - 2014

A base da vergonha não é algum erro
que cometemos, mas que essa 
humilhação não seja vista por todo. 
Milan Kundera

 A cidade de Bauru completou neste dia primeiro de agosto 118 anos de existência, consolidando-se como grande polo de comércio e serviços na região central do Estado de SP. Localizada estrategicamente próxima do Paraná, Mato Grosso do Sul, e da capital paulista, a cidade possui aeroporto, fica próxima do terminal intermodal da Hidrovia Tietê Paraná e é cercada por boas estradas.
Tem hoje aproximadamente quatrocentos mil habitantes, boas universidades, recebe quase 30 mil universitários de outras cidades e Estados do país. Tem entre elas a Unesp, USP (Com sua Faculdade renomada de Odontologia) e mais o inovador e eterno Centrinho que atende toda América do Sul.
Porém, como na maioria das cidades brasileiras, sempre foi administrada por políticos comuns, sendo assim, sofre com a paralisia e a falta de criatividade destes gestores públicos.
Em Bauru temos uma obra, mais precisamente um viaduto que está completando em 2014 sua maioridade – 21 anos sem que tenha sido concluído. Tendo passado neste longo período por seis gestões da administração municipal.
Não possuo a informação precisa de quanto foi dispendido com o projeto completo, com a obra no decorrer de suas paralisações e retomadas, com o custo financeiro e as muitas negociações efetuadas com várias empreiteiras nestes 21 anos.
Trata-se de uma vergonha nacional, um monumento à incapacidade e a prova cabal da ausência de vontade política dos nossos dirigentes para com a coisa pública e o erário.
Se pudéssemos colocar lado a lado todas as desculpas esfarrapadas que foram dadas à sociedade bauruense, com certeza teríamos algo maior que a própria obra em si.
Se quisermos num esforço hercúleo imaginar que exista algo de positivo nesta história, podemos dizer que em relação a tantas outras cidades do Brasil, Bauru leve vantagem na medida em que a obra não se transformou num elefante branco abandonado, mas que resiste e pode a qualquer tempo ligar duas regiões da cidade sem limites.
No momento em que escrevo este texto, o viaduto poderia estar sendo inaugurado, porém ficamos sabendo que a obra está novamente paralisada por conta da Empreiteira Bema Construções além de atrasar os pagamentos dos seus empregados está abrindo “mão” dos serviços de alta complexidade.
Explicando melhor: A empresa Bema não quer fazer o sistema de drenagem e o ground (Junção entre os vãos do viaduto).  Tudo isso deveria constar da licitação, mas no Brasil nem as leis, nem o que parece certo, pode ser considerado transparente e exato.
Quase ao final da obra, depois de 21 anos, uma empresa alega uma questão que até o mais inocente sabe tratar-se de outra evidência de que jogaram o valor muito baixo na licitação e agora perceberam que não conseguem cobrir as despesas para poderem auferir um lucro que esperavam antes das máquinas começarem o trabalho.
Vamos aguardar os desdobramentos, outras negociações, licitações para fechamento dos vãos e do ground, enfim, quem sabe Bauru possa inaugurar o Viaduto quando completar 50 anos – Bodas de Ouro da negligência e da incompetência do Poder Público.


16 de julho de 2014

Prateleiras dos Supermercados estão cheias de produtos com fraudes!

“O poder da observação cuidadosa é chamado
cinismo por aqueles que não o possuem"
G. Shaw
        
 Os empresários em geral reclamam muito e sempre do governo com relação a economia instável do país, falta de investimentos incentivos e principalmente pela obscena carga tributária que incide sobre produtos e serviços no país. Porém, alguns, talvez a minoria, não fazem o que pregam com relação a ética e a honestidade quando estão frente a frente com o dilema do lucro fácil.
Muito são os produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, que independentemente de serem provenientes de pequenas, médias ou grandes indústrias possuem alterações que levam o consumidor ao erro e ao prejuízo. São manipulações em fórmulas, peso, quantidade de nutrientes e informações que deveriam estar na embalagem e não constam ou estão em letras tão pequenas que nem com uma lupa gigante o consumidor consegue identificá-las.
Sem contar aqueles produtos que tem sua embalagem alterada com a diminuição do seu peso liquido, mas mantendo o mesmo preço do produto anterior com peso maior. Isso é golpe, é querer ludibriar o consumidor para obter lucro fácil.
Recentemente o IDEC – Instituto de Defesa do Consumidor divulgou que quase 10% dos produtos pesquisados por aquele órgão estavam com variação incorreta de nutrientes. O sódio apontado nestes produtos era inferior ou superior ao que realmente os produtos continham.
O número é significativo e mostra a necessidade de se ampliar a fiscalização no setor, pois nos leva a deduzir que se fazem isso com o sódio, com certeza o fazem com os demais ingredientes (Calorias, Valor energético, Carboidratos, Gorduras saturadas, Gordura Trans, Cálcio, Açúcar, etc.
Não é à toa que denúncias levaram a fiscalização a encontrar recentemente produtos químicos no conteúdo de Leite UHT Longa Vida no Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Formol, e outras sujeiras estavam no alimento que deveria nutrir crianças e adultos de forma limpa e saudável.
Essa ganância de setores do empresariado aliada a fraca fiscalização imposta pelos nossos governantes e empresas criadas para esta finalidade fazem com que bandidos se aventurem no meio para lucrar com golpes contra a saúde pública.
Na pesquisa recente do IDEC alguns produtos continham mais de 40% de sódio em relação ao que informava o rótulo de sua embalagem mentirosa. Na Salsicha Frigor Hans, por exemplo, foi identificada uma quantidade de 66,3% maior de sódio do que informava o rótulo da sua embalagem. Isso é crime e deveria ser punido com rigor absoluto sem perdão, pois leva o consumidor contumaz a poder contrair doenças que o próprio governo tenta reduzir para o bem da saúde pública.
Diferenças desta natureza comprometem até um plano alimentar, pois as nutricionistas baseiam-se nas tabelas para formar as dietas. O consumo exagerado de sal é considerado como fator de alto risco para a hipertensão, doença que, por sua vez, pode levar a problemas cardíacos, distúrbios renais e circulatórios.
Como podemos ver, essa situação é grave e precisa ser combatida pelo governo através de fiscalizações mais intensas e com o rigor indispensável do Poder Judiciário, que deve criminalizar estes empresários donos destas marcas que enganam o povo com alterações propositais na composição e na informação nutricional de seus produtos.

Nada resiste à política e a economia brasileira!

“Os homens são como os vinhos:
a idade azeda os maus e apura os bons.” 
Marco Túlio Cícero

          O nosso país tem por hábito destruir boas ideias, grandes empreendimentos e muitas vezes sonhos que são sonhados por nossa gente com base em fatos concretos e ideais inteligentes e sensatos.
Um destes exemplos são os Fundos de Pensão, criados no final da década de ’60 início da década de ’70. Eles foram concebidos para auxiliar a Previdência Social e dar aos empregados das empresas estatais um ganho ao final de suas carreiras nas respectivas empresas quando de suas aposentadorias. Foi com certeza um fator motivador para que muitos empregados prestassem concursos e procurassem as chamadas estatais para desenvolver suas carreiras profissionais.
O Fundo de Pensão era uma ferramenta potente das áreas de recursos humanos além de corrigir enormes distorções da previdência social, funcionava como uma poupança obrigatória.
Grandes Fundos foram montados e eram para ser totalmente separados politicamente das suas mantenedoras, pois da sua isenção política e técnica estes Fundos dependeriam para poder investir com isenção e base atuarial, contratar profissionais e serviços, independentemente do partido político que estivesse no poder.
Mas quem pode sonhar com isso? Ninguém, bastou a democracia retornar a plenos pulmões ao país com as eleições livres a cada quatro anos para que as grandes empresas tivessem seus Fundos Previdenciários envolvidos em todo tipo de escândalos e fora das bases técnicas atuariais inicialmente concebidas.
Foram usados de forma indevida no processo de privatização iniciado em 1995. Obrigados a comprar papéis podres no mercado acionário brasileiro. Tiveram que participar da compra de empresas de setores da economia como telefonia, bancos, energia, etc. Sem que houvesse um retorno econômico e financeiro que sustentasse as operações.
Sem contar que acabaram sendo usados como cabides de emprego nos últimos anos pelos políticos que estão no poder. Com isso, falhas na gestão inviabilizaram projetos de interesse do próprio governo. Os fundos deixaram de ser referência e passaram a ter dificuldades na crise econômica. A rentabilidade em 2013 foi de apenas 2,02%, muito aquém dos 11,63% previstos pelos seus técnicos. O setor caminha para seu terceiro ano seguido de déficit.
Os empregados que se aposentaram começam a sentir nos seus vencimentos a defasagem dos ganhos ao longo dos anos, o que antigamente era, e, ainda é primazia dos aposentados pelo INSS. Tem casos de perdas de até 20%.
O absurdo é tanto que a Funcef (Fundo da Caixa Econômica Federal) teve perdas reais de R$ 3.116 bilhões, após o rombo de R$ 1.371 bilhões em 2012. O país precisa pressionar nosso congresso nacional para que leis mais rigorosas e controle maior seja feito sobre todos os Fundos de Pensão no país. Caso contrário haverá a falência total do sistema. Os prejuízos financeiros e morais serão inimagináveis. 
Os conselhos de administração destes grandes fundos estão nas mãos de aliados políticos dos partidos que tem o poder no país. São meros aproveitadores e muitos nada sabem de economia, de matemática atuarial e apenas assinam documentos ganhando vencimentos de mais de R$ 25 mil por mês para participar de uma reunião ao mês. Uma obscenidade sem igual!

   

11 de julho de 2014

Decreto 8243 - Ditadura?

 “...Na ditadura, o Poder é o monstro do povo.
Já na democracia, o povo é o monstro do Poder...!”
Juahrez Alves
 O Decreto nº 8.243, de 23 de maio deste ano, que cria a “Política Nacional de Participação Social” e o “Sistema Nacional de Participação Social” tem por finalidades: 1) manter o PT, indiretamente, como protagonista dentro do governo federal (no caso de uma eventual derrota do partido nas urnas);2) corroer a democracia representativa; 3) enfraquecer o Congresso; 4) acelerar a criação de uma nova Constituição.
 O art. 1º do Decreto nº 8.243/2014 institui a Política Nacional de Participação Social (PNPS) estabelecendo o objetivo de “fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”. E o art. 4º, I, estabelece, dentre outros objetivos da PNPS, o de “consolidar a participação social como método de governo”. Em princípio não há nada de muito estranho nisso, pois existem outras normas vigentes no Brasil que valorizam a participação social no âmbito da Administração Pública (v.g. artigos 32 e 33 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 e art. 2º, art. 4º, III, “f”, e § 1o do art. 32 da Lei no 10.257, de 10 de julho de 2001).
Ocorre, no entanto, que ao contrário do que acontece com outras normas que enfatizam a participação, colocando-a como uma possibilidade ou como ferramenta de planejamento a ser ou não concretizada pelos administradores públicos, o Decreto nº 8.243 enfatiza a promoção da participação como um dever da Administração Pública Federal e, logo, acaba transformando a participação social em um “direito”. O art. 3º do referido decreto concebe a participação como um direito e o art. 5º do mesmo decreto diz que “os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta deverão, respeitadas as especificidades de cada caso, considerar as instâncias e os mecanismos de participação social, previstos neste Decreto, para a formulação, a execução, o monitoramento e a avaliação de seus programas e políticas públicas”, ou seja, o decreto amarra a atuação do governo federal à participação dos movimentos sociais, coletivos e ONGs, colocando-os como juízes do agir estatal.
O art. 2º, I, do Decreto nº 8.243 diz que a sociedade civil abrange “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Para compreender o alcance das pretensões desse decreto é preciso refletir sobre o que se entende usualmente por “movimentos sociais”, “coletivos” e sobre a temática da participação.
Há quem diga que os movimentos sociais abrangem atores coletivos de diferentes classes e com interesses distintos, entretanto, convém lembrar que além da noção de movimento social estar historicamente relacionada com movimentos que lutam por transformações sociais – amiúde mediante expedientes revolucionários -, o conceito corrente de movimentos sociais está muito longe da leitura que Gohn faz dos mesmos. A noção contemporânea de movimentos sociais não é pluralista, pois exclui grupos que procuram influenciar os governos de forma desalinhada da agenda socialista.
Assim, para todos os efeitos, as associações de empresários, os grupos providos, as associações religiosas cristãs não progressistas, as organizações que lutam contra o desarmamento civil, entre outras, não são considerados “movimentos sociais”. Nada que cause espécie, haja vista que a atual conceituação de movimento social é um upgrade do conceito de classes marxista.
Se em Marx existia uma classe opressora e outra oprimida, para a new left existem - dentro do vasto portfólio dos maniqueísmos que produzem - de um lado as forças “antidemocráticas”, “antipopulares” e “fascistas” e de outro os “movimentos sociais”.
Os coletivos, por sua vez, seguem a mesma lógica. Em verdade, pode-se afirmar que são desdobramentos ou nós dentro da rede dos movimentos sociais. Não existem “coletivos” fora da esfera de influência das esquerdas.
Os movimentos sociais e os coletivos, portanto, são aqueles que as forças de esquerda classificam como tal. Embora o decreto coloque o cidadão dentro do conceito de “sociedade civil”, a “participação” se dará por meio dos movimentos sociais e coletivos. Os regimes totalitários caracterizam-se, dentre outras coisas, pela pretensão de colocar a política no centro da vida das pessoas. Não se quer dizer com isso que os totalitarismos estão abertos a uma espécie de controle “social”, “popular” ou “cidadão”, e nem se está aqui sugerindo que tais regimes são “participativos”; longe disso. Os Estados totalitários requerem uma aparência de cidadania total.
Norberto Bobbio, ao analisar a democracia direta grega e o modelo rousseauniano de democracia, observou que “o cidadão total e o estado total são as duas faces da mesma moeda”, tendo em comum o princípio de que “tudo é política”, o que implica “a redução de todos os interesses humanos aos interesses da polis, a politização integral do homem, a resolução do homem no cidadão, a completa eliminação da esfera privada na esfera pública”.
O Decreto nº 8.243 acabará por criar uma identificação artificial entre a sociedade civil e os movimentos sociais, os coletivos e as ONGs. Destarte, quando movimentos sociais e coletivos, institucionalizados ou não, participarem na formulação, na execução, no monitoramento e na avaliação de programas e políticas públicas do governo federal entender-se-á que foi a sociedade civil que participou.
A sociedade civil - ou simplesmente a sociedade - é “a esfera das relações entre indivíduos, entre grupos, entre classes sociais, que se desenvolvem à margem das relações de poder que caracterizam as instituições estatais”. O conceito de sociedade civil não é o mesmo de movimento social ou de coletivo. Movimentos sociais e coletivos fazem parte da sociedade civil, mas não a representam em sua totalidade e complexidade.
Gramsci cunhou a expressão aparelhos privados de hegemonia para designar as instituições da sociedade civil voltadas a estabelecer uma visão de mundo hegemônica sobre as outras visões mediante a ocupação de espaços. Apesar de o conceito de aparelho privado de hegemonia poder, em princípio, ser aplicado a organizações que representam diferentes correntes ideológicas, seu uso está umbilicalmente atrelado aos discursos e projetos socialistas orientados para a conquista da hegemonia.
Quando Gramsci fala em aparelhos privados ele está, em princípio, pensando especificamente em cooptar o empresariado, os proprietários, enfim, a "classe dominante", com vistas a atrelar a sociedade civil ao Estado. Com o tempo, aparelhos de outras configurações, ou seja, não necessariamente "privados" no sentido preciso do termo, foram sendo inseridos na dinâmica da luta pela hegemonia. O termo "privado" aproximou-se cada vez mais da ideia de não estatal. Dizer "privado" não quer mais necessariamente dizer "empresarial" ou algo relacionado com a classe que Gramsci considerava dominante. O crescimento vertiginoso das ONGs e o fortalecimento dos movimentos sociais trouxeram novos subsídios para uma teorização estratégica sobre os aparelhos de hegemonia.
 Gramsci trabalha estrategicamente com o conceito genérico de “sociedade civil” (ou “sociedade civil organizada”), camuflando por meio dele a orientação para ação (que pode ou não se restringir ao campo do discurso) direcionada a movimentos específicos comprometidos com a imposição da hegemonia socialista.
No caso de o PT ser derrotado nas urnas, o Decreto nº 8.243/2014 garantirá ao partido a permanência nas estruturas do Estado por meio das organizações e movimentos a ele atrelados.
É preciso compreender que o Decreto nº 8.243/2014 é fruto de uma longa trajetória de consolidação da hegemonia socialista. Durante todo o tempo em que esteve no comando do Estado, o PT empenhou-se em ampliá-lo, criando e fortalecendo seus aparelhos de conquista da hegemonia: os movimentos sociais, os coletivos e as ONGs.
As forças políticas que conduzem o Estado ampliado procuram justificá-lo e legitimá-lo por meio do expediente retórico que sugere que quem na verdade se amplia é a sociedade. Diz-se então que é a sociedade ampliada (movimentos sociais, coletivos e ONGs) que controla o Estado e não o contrário.
Se o PT fracassar nas eleições, o partido não mais conduzirá o Estado ampliado, mas subsistirá, no governo de qualquer partido, por meio da sociedade ampliada que o partido mesmo criou.
O Decreto nº 8.243/2014 rateia preventivamente a condução do governo federal entre o PT e qualquer outro grupo político que venha a assumir o poder. Não obstante, o decreto permitirá ao PT obstar e prejudicar a atuação de outro partido que eventualmente. Como cidadão, digo eu... Pense... Não dói!

Baseado totalmente nas interpretações do Prof. Marlon Adami Graduado em História - Pós Graduado em Filosofia Política -  Pesquisador – Brasília – DF – Colaborador do Programa #RadarNews da Rádio Beto Mous em http://www.betomous.com/p/radio-mous.html Mais materiais inclusive em vídeos no blog do Prof. Marlon Adami - http://bunkerdacultura.blogspot.com.br/ Publicado originalmente no Blog Sala de Protheus do Mestre José Carlos Bortoloti 

9 de julho de 2014

Eu já sabia, Felipão!

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo,
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.
        
 Eu já sabia antecipadamente por quê? Simples, fácil e na seguinte ordem:
11.   Felipão ganhou a Copa/2002 e depois disso não se reciclou, parou no tempo, foi conquistar algo apenas na Copa das Confederações. Usou praticamente os mesmos métodos em 2014;
22.    Ao seu lado a CBF colocou o dinossauro Parreira, que vem ocupando espaço na Seleção desde 1970, quando foi membro da Comissão Técnica na Preparação Física;
33.   A Copa das Confederações tinha Uruguai, Itália e Espanha com seus times envelhecidos e vence-los foi muito ruim para nossa seleção, pois a Comissão Técnica, jogadores, parte considerável da torcida e a imprensa esportiva inteira imaginaram que o time era imbatível e perfeito, só que não;
44.   Logo, manter praticamente a mesma convocação para a Copa do Mundo foi um erro crasso de Felipão. Ele não se preocupou em testar novas opções, tanto é que antecipou generosamente algumas convocações com meses de antecedência;
55.   Alguns jogadores medianos foram transformados em craques como Oscar, William, Hulk (Apenas esforçado), Jô, Fred, Ramires, entre outros. Havia opções tanto no Brasil como no exterior de jogadores que estavam vivendo grande momento e sequer foram lembrados;
66.   O Brasil jogou pouco na estreia contra a Croácia, jogo que teve dois lances emblemáticos da arbitragem favorecendo o Brasil. O pênalti obsceno marcado pelo árbitro nipônico quando Fred se jogou na área e a falta mal marcada quando a Croácia poderia ter empatado a partida. Depois não jogou nada contra o México, partida das piores do time brasileiro, que preferiu manter a arrogância e enaltecer o goleiro adversário. Contra Camarões jogamos contra o vento.
77.   Nas oitavas de final empatamos contra o Chile, time fraco, confuso e, que, em momento algum encantou alguém nesta Copa do Mundo. Ganhamos nos pênaltis e no sufoco, sem contar que levamos uma bola na trave ao final da prorrogação. Nem Oscar, nem Hulk, nem ninguém jogou futebol nesta partida novamente. Mas o treinador se recusa a admitir o fracasso de seu esquema e critica árbitros, levanta a possibilidade surreal de complô contra o país sede da Copa. Ridículo!
88.   O único fato novo na história desta Copa no Brasil foi a joelhada maldosa e sem punição que um jogador colombiano desferiu contra Neymar e o alijou das semifinais e da final.
O inusitado ficou para a semifinal quando Felipão mais uma vez entrou com o time errado, e, levou uma vexaminosa goleada que entrou para a história das Copas do Mundo diante da Alemanha. Ultrapassado, teimoso, sem condições de montar uma equipe, mas mesmo assim teve apoio de José Maria Marin e de toda imprensa brasileira.
A Seleção Brasileira virou monopólio da Rede Globo, dos patrocinadores, de uma gente sem escrúpulos e que não entendem nada de futebol. Dinheiro correndo pelos corredores da CBF manda no bom senso e na escalação do time brasileiro.
Que a humilhante derrota para a Alemanha por 7x1 sirva de exemplo e possa de uma vez por todas defenestrar o triunvirato Zagallo/Parreira/Felipão do comando das seleções futuras.
Eu já sabia! Quem me conhece sabe o por que estou escrevendo isso. Cadê os comentaristas que enalteceram um treinador que parou no tempo e cuja única conquista em 12 anos foi a duvidosa Copa das Confederações – Uma espécie de Campeonato Estadual da Copa do Mundo.

8 de julho de 2014

Apita o árbitro, começam as eleições!

Seria uma atitude muito ingênua esperar que
as classes dominantes desenvolvessem uma forma de
educação que permitisse aos menos favorecidos
perceberem as injustiças sociais de forma crítica.
        Paulo Freire 

Neste próximo domingo, 13 de julho de 2014, aproximadamente às 18:50 o árbitro escolhido pela FIFA para apitar a final da Copa do Mundo no Brasil estará trilando seu apito e dando por encerrada a partida entre as duas seleções finalistas. Isso se não houver prorrogação e cobranças de penalidades máximas.
De qualquer forma, no máximo a partir das 20:00 horas o mundo conhecerá o novo campeão mundial de futebol do planeta. E o povo brasileiro começará a conviver com uma nova campanha eleitoral. Com gastos quase tão obscenos como a Copa do Mundo.
Ao contrário da Copa que mobilizou milhões de pessoas no Brasil e foi levada a bilhões de pessoas ao redor do mundo, nossa campanha começará tímida, com poucas ideias, raras jogadas inteligentes e muita baixaria até o apito final das urnas em outubro.
Até o momento três são os partidos que largam na frente pela disputa do Palácio do Planalto.
Ä O PT – Partido dos Trabalhadores que já habita aquele lugar há doze anos e tem causado verdadeira ojeriza nas classes mais abastadas e na classe média. Basta entrar nas redes sociais ou nas conversas nos bares e restaurantes, empresas e escolas para perceber que o tempo passou para este Partido, ao menos neste universo eleitoral. A falta de combate à corrupção e a mancha do mensalão e outras falcatruas são o cenário de fundo para os que querem ver o partido descer a rampa do planalto. Pouco fizeram nas áreas de transportes, agricultura e ainda deixaram a economia desandar e pondo em risco o plano real.
Ä O PSDB Partido da Social Democracia Brasileira seu maior adversário não tem militância, seu maior aliado são os anti-petistas e aqueles que mesmo sem opção partidária querem mudanças no poder federal. Em SP estão no poder há 20 anos, tendo feito muito pouco par quem está há duas décadas no poder do Estado mais rico da Nação. Não revolucionaram a Educação, nem a Saúde Pública muito menos a Segurança e dançam a dança da chuva diariamente para ver se os reservatórios que nunca cuidaram enchem de água para evitar o colapso no sistema combalido. Só falam mal do PT, porém não possuem planos alternativos para redução dos impostos, combate austero a corrupção e um novo modelo de gestão para o país.
Ä PSB – Partido Socialista Brasileiro é o partido que traz a ambiguidade entre Marina Silva e Eduardo Campos, além de participar nos Estados e uma miscelânea completa onde se alia a gregos e troianos sem pudor algum. Vai subir no palanque do PSDB em SP, do PT em outros Estados, enfim, como poderá propor uma nova concepção de poder se já começa as eleições usando e abusando do modelo antigo e ultrapassado. Será difícil se impor como terceira via para aqueles que não suportam mais PT nem PSDB no poder. Eduardo Campos não é conhecido e nem traz no bojo de sua recente história política algo que nos faça esquecer que era aliado de Lula até alguns meses atrás.
Caberá ao eleitor escolher e, pelo visto não será nada fácil, a grande maioria não estará fazendo as análises que deveriam ser feitas nestas ocasiões. Muitos vão votar com ódio deste ou daquele partido o que nunca foi uma opção inteligente. Outros ainda, talvez a maioria, votaram nas pessoas e não no conteúdo programático e ideológico dos partidos.
Correndo o risco por exemplo, de Eduardo Campos vencer a eleição e o PT e o PSDB terem maioria no Congresso Nacional, pois os eleitores votam nas pessoas, esquecendo-se que quem governa é o partido.
Dilma e Lula, assim como FHC tiveram nos últimos 20 anos de poder maioria folgada no Congresso, porém, não pelo efeito do nosso voto necessariamente, mas sim daquilo que se denominou mais tarde chamar-se de Mensalão.
A compra dos votos para a aprovação da emenda da reeleição em 1998 com FHC é exemplo clássico e foi imitado à exaustão pelos que vieram depois. Se todos os casos de compra de votos fossem expostos à população brasileira, por certo muitos candidatos metidos a éticos estariam muito perto da Papuda. 

28 de junho de 2014

Político brasileiro padrão FIFA!

Quase todos os homens são capazes de
suportar adversidades, mas se quiser pôr à
prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.
        
 O ex-governador do Estado do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB-TO) é suspeito segundo o Ministério Público Federal do Tocantins de contratação irregular de uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) para administrar os hospitais estaduais e pelo desvio de recursos públicos entre 2003 e 2004.
A brincadeira do ex-governador monta à cerca de R$ 23 milhões, desviados em sua maior parte do FNS (Fundo Nacional de Saúde). Provando sempre que verbas, recursos, existem no país, o problema é eles não serem alvo de corruptos, ladrões da esperança do povo brasileiro. Políticos desonestos que sobrevivem graças aos votos que recebem e da impunidade que campeia em solo tupiniquim.
Outros dois políticos são citados no mesmo processo, o Ex-Secretário de Saúde do Tocantins e um empresário local. Ambos ajudaram o ex-governador a contratar e manter de forma irregular a OSCIP Brasil, para que a mesma recebesse grandes quantias de dinheiro público, sob o argumento fajuto de que iriam gerir as unidades hospitalares estaduais.
Os desvios do erário aconteceram através de cinco contratos administrativos firmados de forma fraudulenta entre o Estado e a Oscip Brasil. A entidade foi habilitada como “Filantrópica” junto ao SUS – Sistema Único de Saúde. O que lhe permitiu o recebimento direto de verbas federais. Aqui nota-se que houve alguma facilidade para que a Oscip conseguisse ser habilitada, pois sabemos que, a burocracia para uma Oscip é imensa.
A Oscip Brasil recebeu mais de R$ 23 milhões num prazo de menos de sete meses da vigência dos acordos. Ou seja, aqui nota-se que quem liberou os recursos não fiscalizou nem investigou se eles estavam chegando ao destino que os contratos haviam firmado.
Como de praxe nestas situações, apesar de receberem um verdadeiro prêmio da Mega Sena, os marginais não quitaram as dívidas contraídas com fornecedores de medicamentos e insumos hospitalares, além de não terem prestado contas dos valores recebidos a título de prestação de serviços da gestão hospitalar, mesmo tendo sido notificados pelo Tribunal de Contas da União- TCU.
Enquanto isso manifestantes gritam por Hospitais e por saúde pública nas grandes capitais no lugar da Copa do Mundo. Esses políticos brasileiros vêm roubando o erário muito antes da FIFA pensar em lucrar o seu enorme quinhão com a Copa no Brasil.
Muitos hospitais, postos de saúde, creches, escolas, aeroportos, presídios, universidades públicas, estradas e muito mais deixaram de ser construídos não por culpa da opção de sediar a Copa tão somente, mas pela falta de honestidade de uma classe (Política) que é pior que a mais negra das pestes que já desceu sobre a Terra.
Não tem Lei, nem Licitação nem regra nem nada que impeça os nossos políticos no poder de roubarem, desviarem com a ajuda de corruptores, de laranjas e de ladrões disfarçados de empresários o dinheiro do nosso povo.
A impunidade e a lentidão da nossa Justiça são fatores motivacionais e fazem do país o paraíso do crime. Aqui o crime compensa infelizmente. Quem dúvida que procure nos presídios quantos são os presos julgados e condenados por crime de corrupção.

Por que não achei a punição severa?

“O erro acontece de vários modos,
enquanto ser correto é possível
apenas de um modo”. Aristóteles
        
 O jogador Luis Suárez do Liverpool da Inglaterra e Seleção do Uruguai mordeu pela terceira vez em sua carreira um adversário dentro de campo. Desta vez na Copa do Mundo no Brasil, perante 42 mil pessoas na Arena das Dunas no RN e de bilhões de telespectadores em vários países do planeta.
Infelizmente, no lance da partida o jogador com hábito canino não foi punido com cartão vermelho pelo desatento árbitro mexicano. Deveria ter sido expulso como qualquer outro atleta que comete uma agressão dentro de uma partida de futebol.
Entretanto, o Comitê Disciplinar da FIFA na Copa do Mundo julgou a agressão do jogador e o puniu de forma exemplar, levando em conta que ele já havia feito a mesma coisa quando jogador do Ajax da Holanda e do seu atual clube Liverpool da Inglaterra. Logo ele foi punido com 9 jogos pela seleção do Uruguai e não poderá jogar pelo seu clube por quatro meses.
O fato correu o mundo e já traz prejuízos aos cofres do jogador, pois além da multa a ser paga, ele perdeu um de seus patrocinadores particulares e levou uma advertência da patrocinadora de seu material esportivo pessoal – Adidas.
Aqui no Brasil, em particular no meio esportivo, nossos cronistas como sempre acharam a pena imposta ao jogador rigorosa. Ficaram lamentando a ausência do mesmo nos jogos futuros do Uruguai na Copa do Mundo do Brasil, e, pasmem, alguns defenderam a pena de dois a três jogos ao atleta.
Eu, cansado de viver num país onde as penas são brandas, onde criminosos vivem uma vida de crime que compensa, pois não são presos, quando o são, podem recorrer a subterfúgios das leis como Progressão e Redução de penas, indultos, cumprimento de um terço da pena, pena máxima de 30 anos e até Auxilio Reclusão, achei sensacional que aja em algum lugar rigor na aplicação das punições.
Na esfera esportiva assistimos no nosso futebol, jogadas violentas, lances criminosos, corrupção praticada por dirigentes inescrupulosos e os protagonistas pegam penas leves e ou não são punidos. Clubes fraudam, sonegam impostos, nada acontece, mas quando a FIFA impõe pena severa todos reclamam?
Um jogador de futebol que joga num dos maiores clubes do mundo, convocado para sua seleção para um mundial, jogando diante de bilhões de pessoas, resolve dar uma mordida num companheiro de profissão e não quer ser punido? E o pior é que o exemplo correu o mundo para jovens que viram o lance. Futebol não é isso, futebol é um esporte e desta forma precisa ser tratado, porém, não podemos descartar que neste esporte são investidos uma soma obscena de dinheiro de clubes, patrocinados, federações, torcedores, consumidores etc.
Se quer brincar de morder, que vá faze-lo bem longe dos gramados de futebol. Que o exemplo de severidade punição da FIFA persista, que seja exemplo para outras situações, quando jogadores de futebol quiserem nos brindar com mais violência do que já temos em nosso cotidiano.

26 de junho de 2014

Carnaval, Copa e Eleições num mesmo ano!

                                                                           “Estude as frases que parecem
certas e coloque-as em dúvida"
David Riesman
        
 A cada ano par no Brasil temos novas eleições, no primeiro são eleições locais, municipais, onde elegemos o Prefeito e os Vereadores de cada um dos mais de cinco mil municípios brasileiros. Dois anos depois chega a vez de votarmos para Presidente, Governador, Senador, Deputados Estaduais e Federais. Acontece que nestas eleições temos a Copa do Mundo que também é de quatro em quatro anos e o carnaval que é anual.
O que muda? Muda tudo, pois o país praticamente fica parado no Poder Legislativo de janeiro a dezembro. Janeiro e Julho por férias dos congressistas. Março à Maio tiram para fazer coligações, acertar as suas bases e seus futuros trampolins eleitorais. Junho e Julho parada da Copa do Mundo + Férias. Agosto à Novembro é destinado às eleições propriamente ditas. Dezembro é fim de ano e eles não vão trabalhar justamente nesta época de festas.
Embora em menor quantidade o Poder Executivo sempre refém do Legislativo e seus parlamentares acabam entrando na onda e executando muito menos do que nos anos em que não há esta coincidência de eventos. O Poder Judiciário, bem, este tem muito o que fazer, milhares de processos empilhados empoeirando nas prateleiras e não depende de Copa nem de eleições para não cumprir suas metas.
O trabalhador com carteira assinada tem trinta dias de férias e olhe lá quando pode desfrutar. Aproveita alguns feriados e no mais rala o ano inteiro para poder receber as quirelas de seus salários baixos sem maiores benefícios.
Os trabalhadores da chamada “Informalidade”, que não estão registrados e vivem à margem da sociedade no que tange aos benefícios do INSS (Salário Desemprego, Salário Família, Licença Maternidade, Auxílio Doença, Aposentadoria, etc.) ralam em dobro e não sabem o que é férias, licença, etc.
A indústria embora sucateada e sem investimentos, assim como a Agricultura e o Setor de Serviços sustentam o PIB, carregam o país nas costas e não param para Copa, Feriados, nem nada supérfluo que possa diminuir sua produção.
Como se pode ver, quem não trabalha no Brasil não são os operários, comerciários e demais categorias profissionais, mas sim os políticos, que além de não trabalhar ainda praticam atos ilícitos, desviam verbas, atrasam medidas a favor do povo, obstruem as pautas das casas onde trabalham (Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e o Congresso Nacional). Além de consumirem anualmente com salários, benefícios indevidos e muita mordomia mais de R$ 100 bilhões de reais dos cofres públicos.
Temos no Brasil a pior e mais nefasta classe política do mundo. Nossa nação recomeçou seu processo de redemocratização em 1985, ou seja, tem vinte e nove anos de vida. Tempo curto se comparado a democracias europeias e dos EUA. Porém, mais do que suficiente para que houvesse uma depuração completa evitando que pessoas desqualificadas para exercer mandatos no Legislativo e no Executivo fossem seguidamente eleitas.
Caso contrário a cada quatro anos, vamos ter muito samba, futebol, corrupção e vagabundagem no país do futuro.  

Estado incapaz motiva a criminalidade no país

“A história dos grandes acontecimentos
do mundo não é mais do que a história
dos seus crimes" Voltaire
        
 É por demais notório o descaso dos três poderes constituídos para com a questão da segurança pública nacional. O cidadão que paga pesados tributos não tem segurança para o ir e vir como garante a nossa constituição federal.
Não temos segurança nas fronteiras, nas ruas, no transitar pelas cidades e muito menos em nossas casas quando deveríamos em tese estarmos tranquilos. O Estado brasileiro falha e se omite de forma acintosa quando não consegue manter nossa força policial (Federal, Militar e Civil) com contingente suficientemente treinado e bem remunerado para poder fazer frente à criminalidade.
Peca também o Poder Judiciário que não altera leis que favorecem em demasia ao contrário dos países evoluídos os criminosos, com abrandamento de penas, progressões obscenas, indultos e outros benefícios imorais.
Deveriam estar aumentando a pena máxima de 30 para 60 anos, endurecendo a vida para os criminosos. Para tanto, precisariam reformular todo nosso sistema penitenciário, que é composto em sua maioria de pocilgas imundas que favorecem o tráfico de drogas, celulares e fugas por sua fragilidade.
Não temos no país algo básico como a interligação online de um banco de dados de criminosos nos nossos vinte e sete Estados e DF. Não temos um registro de identidade único, contendo informações como CPF, CNH, Título de Eleitor e demais informações que impedissem falsificações e facilitassem a vida dos agentes da lei.
Omissão é a marca dos nossos governantes em todas as suas esferas de governo. Isso leva ao segundo patamar que á o da corrupção, favorecida pela fraqueza e excesso de burocracia estatal. Ninguém faz, ninguém discute, todos sofrem.
No maior e mais rico Estado da Nação temos um exemplo claro de incapacidade na gestão política da segurança pública. O governo que está no poder há 20 anos não consegue contratar e colocar nas ruas uma força policial condizente com a necessidade da população, muito menos consegue treinar, capacitar e remunerar seu contingente adequadamente.
Para se ter uma ideia do descaso em SP, a polícia civil só investiga um em cada dez roubos registrados através de Boletins de Ocorrências em suas delegacias. Não é para menos que 60% das vítimas sequer recorrem ao ato formal de comparecer a uma delegacia, pois sabem que nada será feito, por quem é pago pela sociedade. Em SP no ano de 2013, 232 mil BO’s foram registrados e não tiveram seus casos solucionados.
Na propaganda eleitoral é diferente, nossa segurança é maravilhosa, nosso governador diz que estamos vivendo numa bolha de segurança e que tudo está sendo resolvido. Mentira! Em vinte longos anos o partido dele nunca cogitou sequer elaborar uma Política de Segurança para o nosso Estado.
Em resumo, o cidadão é roubado, vai a delegacia, preenche um papel chamado BO e em seguida o mesmo é arquivado. A Polícia Militar de vez em quando prende criminosos que a nossa Justiça rapidamente trata de colocar de volta às ruas. Um círculo vicioso que não tem fim, nem nas urnas que continuam dando aval a incompetentes nas três esferas de poder há muitos anos seguidos.
Fonte: Folha de SP