29 de junho de 2008

Nova lei velhos hábitos

Mais uma lei entrou em vigor no Brasil e para não perdemos o costume ela chega cheia de imperfeições e ao invés de trazer mais segurança ao trânsito, comete equívocos absurdos. A Lei foi sancionada pelo presidente Lula e considera embriagado aquele que vier a dirigir após ingerir um copo de vinho ou dois copos de chopes.
É natural que sou a favor de uma fiscalização severa, de uma lei severa e do fim da impunidade, mas a medida é demonstra que aqueles que a redigiram ou não entendem de consumo de bebidas ou jamais dirigiram em suas vidas. Seria muito mais inteligente que tivessem solicitado ajuda de especialistas no trânsito e profissionais da área médica para que a lei fosse redigida dentro de um mínimo de bom senso.
Sem contar que nossas estradas continuaram em estado de calamidade, esburacadas e com pistas sem sinalização alguma exceto São Paulo. Sem levar em consideração que o maior Estado da nação não tem bafômetros suficientes para utilizar em suas fiscalizações, imaginem os demais estados do país.
Um país que mal consegue colocar na cadeia seus criminosos agora vem querer fazer a população acreditar que irá por atrás das grades os terríveis bárbaros que ingerirem um copo de vinho? São essas leis absurdas que são editadas às pencas e nos fazem ser a nação com mais leis no mundo.
Leis inócuas, que serão burladas tais quais outras muitas que acabaram caindo em descrédito absoluto no seio da nossa sociedade. O trânsito está violento e está matando mais do que graves doenças, mas não será essa lei mal redigida que nos trará a paz as nossas estradas.
Seria simples se os nossos governantes quisessem por fim aos inúmeros acidentes em nossas estradas:
1. Recuperação das nossas estradas, com a duplicação imediata de boa parte delas pelo país adentro;
2. Modernização das pistas, colocação de sinalização adequada e a instalação de novos radares e sensores ao longo das vias;
3. Recuperação completa das Polícias Rodoviárias Federal e Estaduais, unindo esforços e usando de sinergia absoluta entre essas corporações. Equipamentos de ponta em termos de tecnologia, salários condizentes e investimento em treinamento;
4. Estipular multas com valores altos e a duplicação dos valores em caso do motorista estar portando bebidas ou ter ingerido-as conforme teste de bafômetro. Em caso de reincidência aplicar multas mensais durante dois ou três anos;
5. Colocar parâmetros médicos condizentes com as verdadeiras condições de dirigibilidade dos motoristas em relação ao consumo de bebidas alcoólicas;
6. Acabar com a impunidade e interagir com a justiça no sentido de haver total sintonia entre a aplicação das leis e o real cumprimento delas nos tribunais;
7. Penas mais severas para quem estiver dirigindo sem a CNH, crime inafiançável para quem for pego dirigindo sem nunca ter tirado a CNH, idem para quem estiver com menores ao volante e/ou permitir que o mesmo venha a dirigir seu veículo. Nesse caso prisão para o responsável e a proibição para que aquele menor infrator possa tirar sua CNH antes dos 25 anos de idade. Assim o menor pensaria mil vezes antes de sentar ao volante de um veículo.
É isso ou continuaremos assistindo a esse espetáculo ridículo típico de uma republiqueta latino americana em pleno século XXI.

27 de junho de 2008

O fim da trajetória de um tirano

Está chegando ao fim à trajetória de um verdadeiro tirano do futebol brasileiro, o quase eterno presidente do Clube de Regatas Vasco da Gama do Rio de Janeiro Eurico Miranda, cuja permanência á frente dos destinos do clube sempre foi contestada e controversa devido a seu temperamento explosivo e sua arrogância, além de inúmeras acusações contra sua pessoa em todos os setores de atividade que exerceu.
Nos vinte e dois anos à frente da direção do clube colecionou algumas vitórias que acabaram sendo esquecidas no meio de tantas confusões criadas por seu estilo grotesco de conduzir os assuntos do esporte. Foi marcado também pela suspeita de corrupção tanto no clube como na sua vida real como deputado e antes disso quando ainda trabalhava em empresa privada.
Quando começou sua carreira no Vasco, trabalhava numa concessionária de veículos, quando foi demitido sumariamente acusado de ter quitado a parcela de 286 clientes sem que os automóveis tenham sido entregues aos mesmos. Em 1990, como já poderia se imaginar tratou de enveredar sua carreira para a política, berço puro de pessoas com seu perfil político e pessoal. Teve de esperar a eleição de 1994, quando então foi eleito ao cargo de Deputado Federal, reeleito em 1998.
No período de 1990 a 1998, foi investigado pelos colegas da Câmara que o colocaram como alvo de uma CPI que tratava de apurar sonegações de impostos praticados por clubes, dirigentes e empresários de atletas. Sua ligação com o Vasco fez com que o clube tivesse manchada sua página de glórias esportivas em detrimento de sua inclusão em 60 páginas do processo na CPI.
Entre outras coisas foi acusado de efetuar operação de câmbio não autorizada, evasão de divisas do País, irregularidades na direção do Vasco. Seus processos culminaram com a decretação de sua prisão por faltar ao julgamento de crimes contra a ordem tributária e outras irregularidades. Foi condenado a seis meses de prisão por agredir um jornalista. A truculência sempre foi sua marca registrada.
A pena foi revertida para multa, o que não impediu o dirigente de mais uma vez ser suspeito de desviar dinheiro na venda do jogador Paulo Miranda em 2007. Seus bons relacionamentos e a fraqueza de nossa justiça possibilitaram sempre sua atuação e o deixaram livre apesar dessa ficha negra em sua trajetória.
O clube ficou refém de sua truculência e passou a falsa impressão de que o apoiava incondicionalmente, fato que não é de todo verdadeiro, na verdade as eleições no clube sempre foram comandadas pelo ditador vascaíno, fato que o manteve 22 anos dentro do clube como se essa fosse sua sala de estar.Num país em que o presidente da CBF irá completar em 2014 vinte e cinco anos à frente da entidade fica fácil entender a longevidade dos dirigentes de federações e clubes de futebol, apenas um mero exemplo que vem de cima.

26 de junho de 2008

A Ilha

O anúncio do afastamento de Fidel Castro do governo ditatorial de Cuba, trouxe à tona varias divagações sobre o futuro, daquela ilha localizada no Caribe, muito próxima dos EUA, que somado ao seu regime político, explica ser o alvo de um embargo comercial criminoso a mais de trinta anos.
Ideologia à parte, o que mais me chama a atenção é a suposta preocupação de políticos, jornalistas e de uma parte da nossa imprensa em geral com esse fato que a rigor diz muito pouco ao povo brasileiro. Recriminam atitudes de Fidel Castro, mas esquecem de olhar para dentro do nosso país e verificarem quanto estamos atrasados apesar de nossa democracia.
Nossa saúde pública provoca calafrios e deixam expostas situações como a ocorrida em Goiânia num Hospital Público onde a equipe médica retirou por “engano” o útero de uma mulher. Ou nas muitas mortes de aposentados e doentes em filas de espera inaceitáveis. Não me recordo de ter visto notícias assim ocorridas em Cuba.
Nossa educação é um emaranhado de boas intenções, nossos governantes desrespeitam os professores, não tem projeto consistente para o ensino médio e fundamental e uma boa parte nossas faculdades são uma multiplicação de pequenas minas de ouro para meia dúzia de espertalhões que normalmente financiam campanhas governamentais. Nos Estados e Municípios a situação é triste, quanto mais ao norte caminharmos mais indignados ficaremos com o que os políticos chamam de ensino público
A violência com que Fidel e a revolução trataram seus inimigos sempre é lembrada, mas os críticos esquecem de nossa ditadura militar e as mortes ocorridas aqui em menor número talvez, mas que na época jamais tiveram eco na nossa grande mídia. Hoje morrem no Brasil aproximadamente 35 mil brasileiros vitimas da violência e da falta absoluta de segurança pública, será que estamos bem no quesito violência?
O fato de a revolução cubana ter expulsado seus inimigos e parte deles terem se alojado em Miami, cerca de 140 km de distância de Cuba, explica em parte o desejo tácito do governo “democrata” americano em querer minar seu inimigo ideológico Fidel.
Não me recordo de ter visto algum dia criticas contundentes por parte da nossa imprensa a invasão absurda dos americanos ao Iraque. Isso pode? Matar inocentes em paises distantes pode? Invadir para se apossar de petróleo com a desculpa esfarrapada de que está combatendo o terrorismo pode?
Outra questão complexa é para com o fato de haver na Ilha cubana um regime que não permite eleições diretas, não permite liberdade de expressão, mas aqui na terra brasilis nós temos tudo isso e estamos contentes? Nosso sistema político é um modelo a ser copiado no exterior? Nossa desigualdade social foi algum dia minimizada por termos uma democracia? Temos escolas de medicina ao alcance de todos os alunos da rede pública? Temos ensino de qualidade? Nossos professores, policiais e médicos da rede pública são valorizados?
Fidel não permite que seus conterrâneos saiam de Cuba, mas o que queriam os seus críticos? Que ele desse passaporte e pagasse as passagens para que todos fossem morar em Miami?
Deixem a Ilha de Cuba e os cubanos em paz, para que possam resolver seus problemas em paz, critiquem um pouco quem impôs uma barreira comercial ignóbil, violenta e abusiva ao povo cubano. E não tem coragem de retirá-la mesmo depois do fim da guerra fria, da queda do muro de Berlim e do comunismo soviético.

25 de junho de 2008

A conta dos pedágios paulistas

Todos os motoristas e demais usuários das estradas paulistas ficam contentes em poder utilizar estradas com boa sinalização, asfalto em ordem e recursos policiais e de segurança à disposição, entretanto é lamentável que tenhamos de pagar um preço tão escancaradamente obsceno para ter a disposição esse recurso que a bem da verdade pagamos quando de sua construção.
Mas como o Estado tucano é demasiadamente “bonzinho” com seus fornecedores, empreiteiros e demais parceiros além de não ter exigido planilhas reais de custos na época da terceirização das estradas, colocou um índice muito favorável aos administradores das rodovias paulistas. Melhor impossível.
Para quem não mora em São Paulo é fácil fazer uma comparação que explique a situação. Os professores e demais funcionários públicos ou de empresas estatais que normalmente exercem atividades vitais ao cidadão comum sofrem (é isso mesmo!), um reajuste baseado no IPC – FIPE, o menor dos índices que medem a inflação.
Enquanto isso, os empreiteiros que administram o sistema de pedágios altamente lucrativos têm seus contratos remunerados pelo IGP-M da FGV, o mais alto entre todos os índices que medem a inflação. A passagem pela Rodovia dos Imigrantes passará a custar R$ 17,00 (Dezessete reais), ou seja, 4,1% do salário mínimo vigente no país. As pessoas que são obrigadas a viajar todos os dias úteis de São Paulo à Santos gastam mensalmente R$ 340, ou seja, o equivalente a 82% do salário mínimo.
Os funcionários públicos são tratados com o rigor da lei e como dizemos na gíria “A pão e água, mas sempre em bebedouro distante” enquanto nossos companheiros próximos ao poder além de administrarem negócios altamente rentáveis ainda recebem o melhor tratamento que um fornecedor poderia imaginar.
Faltam policiais na nossa Policia Rodoviária Estadual, faltam aparelhos de bafômetro em todas as rodovias, faltam professores em salas de aula e salas de aula para alunos nas grandes cidades. O sistema de saúde estadual é pífio e a segurança pública então nem se fale. Mas os pedágios são de primeiro mundo e os empreiteiros riem à toa, pois rico sempre ri à toa não é mesmo?
É claro que queremos boas estradas, desde que tenham pedágios dentro de um parâmetro honesto baseados em planilhas de custos auditadas pelo Ministério Público e por entidades representativas da sociedade civil.

24 de junho de 2008

Uma das raízes dos nossos problemas

Por trás de muitos dos grandes problemas da humanidade sempre conseguimos visualizar a ganância em quase todos eles como sua raiz principal. Quer seja nos golpes aplicados contra o povo, contra o erário ou em ações isoladas sempre idenficamos a ganância como mãe das causas que levam o cidadão comum ou os grandes criminosos do colarinho branco a praticarem delitos.
Como poderíamos explicar a participação de homens públicos normalmente com situação financeira estável e ótimos vencimentos a se jogarem de cabeça em falcatruas em busca de maiores fortunas, arriscando o seu nome e a sujar de lama a dignidade de sua família?
Como poderíamos entender que empresários venham a sonegar impostos, justo eles que normalmente investem pesado nas campanhas milionárias de políticos para depois aplicarem golpes na receita federal e nos tributos que os mais simples não o fazem.
Claro que a ganância não é fator exclusivo de explicação para a alta taxa de criminalidade em nosso país, mas tem uma participação muito grande nessa imensa teia de corrupção, desmandos e golpes aplicados diariamente em nosso Brasil.
Nesse país tão imenso tanto quanto generoso, não existe um só órgão que manipule verbas onde não foi praticado um ato ilícito ao menos durante os últimos anos. Veja a listinha recente: Roubo ao Banco Central, desvio de verbas do PAC, emissão de CNH falsa em São Paulo, corrupção no Detran do RS, golpe da adulteração do combustível em postos de SP, golpe das aposentadorias e benefícios falsos na Bahia, desvio de verbas, envio de fortunas irregulares para contas em paraíso fiscais, enfim, ficaria noite e dia listando golpes praticados no nosso Brasil.
Tudo isso por falta de investimento em Educação, cultura, justiça social, igualdade de oportunidades e o fomento por parte das autoridades de novos empregos com carteira assinada. Além de eliminarmos a impunidade do nosso território, pois ela é também a responsável por boa parte de todos os crimes ocorridos em nossa sociedade. Desde a pichação de logradouros públicos até um homicídio.
Senão fosse assim, como explicar o elevado número de motoristas (pretensos) dirigindo sem habilitação ou completamente embriagados por nossas estradas? A junção da ganância com a impunidade é letal para os destinos de uma nação. É preciso que a sociedade civil exija de seus representantes o fim dessa situação que nos envergonha, preocupa e aflige desde sempre.
Como? Cobrando com seriedade nossos políticos, incomodando-os com mensagens, telefonemas, abaixo-assinados, envio de matérias para rádios, televisões e jornais. Temos de nos unir, em nossa família, condominio, rua, bairros, enfim, exercermos nossa cidadânia de forma plena.

23 de junho de 2008

Leishmaniose em Bauru

Essa doença é grave, mas ainda mais perigosa é a omissão dos governos municipal e estadual na questão do combate ao mosquito, da limpeza dos terrenos, começando é claro por aqueles afetos a administração municipal e a ação educativa junto à população da nossa região.
Entretanto a julgar pela imundície que está à cidade, inclusiva nas regiões nobres sob o ponto de vista imobiliário, fica mais fácil acreditar que isso jamais irá acontecer.
Desde que o primeiro caso da doença ocorreu na cidade não percebemos nenhuma ação mobilizadora, nenhuma grande campanha educacional, usando principalmente as escolas como grandes fontes de inspiração e ajudando a transformar nossas crianças em agentes multiplicadores da prevenção e dos cuidados básicos a serem tomados contra a doença.
Os rios que cortam a cidade estão imundos nas suas margens, os terrenos dentro do perímetro urbano refletem o abandono da gestão Tuga. As praças e demais logradouros públicos são fontes de sujeira e não recebem nenhuma atenção do poder público. Assim é fácil ser Prefeito, elege-se, criticam-se os antecessores, reclama-se da falta de recursos e depois passam quatro anos cobrando impostos sem fazer nada.
A leishmaniose visceral é uma doença terrível, considerado por especialistas como o segundo maior assassino parasitário do mundo, ficando atrás apenas da malária. Chegando a matar sessenta mil pessoas ao ano no mundo e deixando milhões infectados.
Nem assim, com esse cartão de visitas as nossas autoridades se mexem da cadeira para agir, limpar, matar as larvas, orientar, multar, trazer para a sociedade o retorno para tantos impostos pagos.
Em Bauru, talvez seja mais fácil negociar com o mosquito a sua saída para outras regiões do que conseguir assistir uma ação concreta ao menos do nosso representante máximo na cidade. Esse estado de abandono destoa de certas manchetes e da esperança de novos investimentos na nossa região, pois quem em sã consciência ira trazer sua empresa e seus negócios para uma cidade que tem a iminência de uma grave situação de saúde pública em seu município?
De acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde a leishmaniose visceral é o problema emergente da co-infecção HIV-LV, onde sua taxa de mortalidade chega próxima a cem por cento. Desde 2003, a nossa cidade passou a registrar a doença de forma endêmica qual a ocorrência de óbitos, inclusive neste ano em curso.
A leishmaniose é considerada como uma doença extremamente negligenciada, assim como a doença do sono e o mal de chagas. Isso porque, em razão da extrema pobreza dos pacientes, não há interesse por parte da indústria farmacêutica, em desenvolver novos medicamentos para essas doenças. Esse panorama em Bauru contrária em parte essa tese na medida em que os pacientes da doença não é exclusividade das classes pobres.
Espero que nas próximas eleições tenhamos ao menos um candidato sério, que consiga fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, ou seja, pensar e agir na direção dos anseios da sociedade de Bauru com firmeza, honestidade e grandeza de espírito, coisa rara nos últimos vinte anos nesta cidade.
Perder vidas humanas em detrimento do ataque de um mosquito é muito triste e nos deixa em sinal de alerta máximo, pois temos crianças, idosos e milhares de pessoas vivendo inclusive com esgoto a céu aberto. O combate a esse transmissor da leishmaniose deve ser prioridade zero a partir de amanhã.

Esse artigo é dedicado ao meu amigo Kazuo Ioneda, vitima dessa doença aos 55 anos de idade.

22 de junho de 2008

A ditadura do catupiry

Antigamente o catupiry era usado basicamente em algumas pizzas e em poucos pratos nos restaurantes mais famosos, com o tempo algumas pizzarias começaram a incluir o dito cujo nas bordas das pizzas, bem como a acrescentá-lo em diversos sabores de seus cardápios. Até esse momento nada contra, quem não gosta do creme branco opta então por pizza sem o mesmo.
Na cidade de Bauru, temos notado um fenômeno estranho, o uso do catupiry, que muitas vezes não passa de um requeijão de quinta categoria, passou a ser utilizado em tudo quanto é iguaria. Da pizza, passou para o recheio do bolinho, para a coxinha de frango e pasmem, outro dia estava dentro de um bolinho de bacalhau, sim, ao invés de sentirmos o parco gosto do pouco bacalhau que contém a fritura ainda temos de engolir o tal catupirão (Requeijão+Catupiry).
Claro que existe uma parcela substancial da sociedade que adora catupiry, lógico, assim como tem gente que gosta de jiló, de berinjela e outros pratos e sabores. O que não tem lógica é pedirmos um cachorro quente e sem que ninguém lhe avise entre a salsicha e o pão venha o tal molho branco a base de queijo chamado por eles de catupiry.
Poucos são os salgados que não tem catupiry hoje em dia. O que não deixa de ser estranho sob o ponto de vista econômico, pois o custo do produto fica mais alto na medida em que o comerciante insere um queijo ou uma pasta ou um requeijão que seja. Ou eles ficaram bonzinhos da noite para o dia e resolveram agradar colocando um plus a mais em suas guloseimas? Deixando com isso sem opções as pessoas que não gostam de catupiry.
Em 28 de Setembro de 2007, foi publicado no Jornal Valor Econômico, uma notícia que põe em cheque o acima citado. Senão vejamos na integra o que dizia a matéria desse respeitado jornal:
“A empresa catupiry vai processar todos os estabelecimentos que usarem o nome catupiry no cardápio e o usar o ingrediente genérico, pois cansada de receber 1,5 mil reclamações por ano de gente que comeu "catupiry" e não gostou ou até passou mal, a Catupiry resolveu acionar judicialmente quem usa outro ingrediente, mas coloca o seu nome no cardápio. Depois de notificadas, as redes Mister Sheik, Habib's e Montana Grill acabaram se tornando clientes da marca verdadeira. "Não podemos assistir de braços cruzados marcas 'talibãs' colocando a credibilidade do nome Catupiry em risco", diz Francisco Protta, executivo à frente da nova fase da empresa fundada em 1911 pela família Silvestrini.”.
Portanto não é só em Bauru que estamos sendo enganados e muitas vezes entupidos de um molho branco que está muito longe de ser o verdadeiro catupiry, faltando por parte daqueles que o comercializam o devido respeito aos que não querem ingerir esse “genérico” em seus alimentos.

21 de junho de 2008

Uma unanimidade nacional

Apesar da frase antológica dita por Nelson Rodrigues, afirmando que toda unanimidade era burra, tenho de levar em consideração que o poeta maldito não conheceu o técnico Dunga da nossa seleção. Se o conhecesse e tivesse viso um dos três últimos jogos da nossa seleção com certeza iria repensar essa frase. Pois Dunga é a unanimidade tosca entre os técnicos de futebol para o povão.
Sua arrogância característica o impede de enxergar suas limitações, pois jamais havia treinado um time de futebol de botão quanto mais uma seleção que é referência mundial para os amantes do futebol. A CBF parece que gosta dessa situação, pois além de ter inventado o nome de Dunga para treinador, ainda apóia, mantém e enaltece seus erros infantis a frente da nossa seleção.
O futebol da equipe brasileira é tão pequeno e sofrível que a torcida que lotou o Mineirão em Belo Horizonte no jogo contra a Argentina, cansou de pedir a entrada de alguns jogadores no time, como não foi atendida e o time continuava jogando mal, passou a entoar o coro uníssono de “burrooooooooooooo”. Não contente começaram então a aplaudir os jogadores argentinos, numa heresia que não tem tamanho no mundo da bola.
Difícil entender como pode a seleção nacional de futebol convocar sempre os mesmos, como se fosse jogo de solteiros contra casados do condomínio CBF na Barra da Tijuca. Existem mistérios que jamais serão entendidos por quem ama o futebol. E eles não passam pela simples escolha ou pela qualidade dos jogadores, mas sim por fatores que se estendem pela representação do jogador e seu poder de “persuasão” junto a CBF.
Com isso jovens valores e os verdadeiros craques perdem a oportunidade de vestir a camisa da seleção em detrimento de meia dúzia de jogadores que possuem cadeira cativa nas convocações de Dunga. A bem da verdade, assim foi com Parreira, Zagallo e quase todos que ocuparam o cargo de técnico da seleção desde que Telê Santana formou a melhor seleção de todos os tempos em 1982. Ganhou? Não, foi eliminada pela seleção Italiana. Mas será eternamente lembrada pelos amantes do futebol como uma das melhores de todos os tempos. Dunga é teimoso, um tanto quanto arrogante e às vezes míope, mas aos olhos da CBF é cordeiro, educado e obediente. Vaia nele gente!!!!

20 de junho de 2008

Vaias para a seleção do Ricardo Teixeira

O povo mineiro inovou durante a sonolenta apresentação da pífia seleção brasileira de futebol no estádio do Mineirão contra a seleção Argentina. Ao invés das tradicionais vaias e xingamentos normais nessas ocasiões o povo mineiro entoou com maestria e bom humor gritos como: “Adeus Dungaaaaaaaa” “Jumentoooooo” e aplaudiu os jogadores argentinos ao final da partida ou quando de suas substituições.
Nossos pretensos e arrogantes craques ficaram indignados pelo fato de que aqueles cidadãos que pagaram uma fortuna para ver o jogo, depois de enfrentarem filas e muitas confusões tivessem a petulância de ainda os vaiarem por terem jogado pedra em santo? Não bastassem eles terem perdido da Venezuela de Chaves, tomado uma surra do Paraguai das muambas ainda por cima jogaram sem alma contra a Argentina, fato mais do que imperdoável e digno de vaias.

A seleção há muito é monopólio de um condomínio no qual se incluem a Rede Globo, Ricardo Teixeira da CBF, alguns empresários do mundo da bola e um bando de jogadores com cadeira cativa independente do que estejam jogando. O futebol deixou de ser um esporte para ser um negócio, isso é uma realidade perigosa em se tratando de um país onde os negócios escusos são milhares. Por analogia passamos a desconfiar da lisura com a qual é tratado esse “negócio” chamado futebol.
As convocações passam por aspectos que não levam em consideração o momento vivido pelo jogador, suas atuações, seu potencial e talento. Hoje jogador é sócio de carteirinha e aqueles que não fazem parte do "grupinho" e são convocados não jogam ou ficam fora da lista na hora das partidas.
Outro fato que estranhamos é que os craques que jogam no Brasil são deixados de lado em detrimento dos que atuam nos grandes clubes europeus e por coincidência possuem os empresários muito próximos ao poder emanado pela CBF.
Não aceitar as vaias, não aceitar que jogadores argentinos sejam aplaudidos é o mesmo que querer impedir que torcedores estrangeiros do mundo inteiro possam aplaudir e até venerar nossos craques de verdade quando estes resolvem colocar sua arte e dom a serviço do esporte nos campos de futebol pelo mundo.
O presidente perpétuo da CBF, bodas de prata em 2014, senhor Ricardo Teixeira e todos os seus comandados sem exceção deveriam fazer uma profunda reflexão sobre o quanto lucram jogando na seleção e ao mesmo tempo perceberem o quanto é a distância abismal entre seus vencimentos e o salário mínimo do nosso povo. Não vai devolver a qualidade do futebol que eles apresentam, mas por certo será um bom começo.

19 de junho de 2008

Coisas que o Lula não sabe, mas deveria!

Ao lermos o jornal ou assistirmos os telejornais sempre vemos o nosso presidente sorrindo, como diz o ditado antigo “Rico ri à toa”, sempre fazendo gracinhas dos problemas a ele apresentados, desmentindo informações que os repórteres insistem em passar a ele e usufruindo em alto estilo do cargo para o qual foi eleito.
Enquanto Lula segue nessa sua vidinha dura de viagens pelo mundo afora, reuniões infrutíferas no Mercosul, tendo de aturar baforadas de charuto cubano do Chaves na cara, problemas com o boliviano Evo, aqui no nosso imenso país surgem notícias que infelizmente nenhum assessor teve a coragem de relatar ao Lula. Mas que não vou me furtar a lhe contar:
A potência que Lula acredita ser o Brasil de suas gestões tem o terceiro pior desempenho no quesito índice de analfabetismo na América Latina, ficando atrás apenas do Haiti e da Guatemala. Ou seja, estamos no fundo do poço e o Lulinha pensando que nossa gente por esse Brasilzão afora estivesse levando a mesma vidinha nababesca que ele e sua trupe são “obrigadas” a aturar por força do cargo que exercem.
De acordo com a ONG Alfalit, os níveis de analfabetismo no Brasil chegam a bater em 11,4% contra os 41,7% do Haiti e cerca de 31% da Guatemala. Na outra ponta da linha a Argentina dá exemplo ao nosso continente com números aceitáveis na faixa de 2,8% apenas de taxa de analfabetismo.
No mundo segundo a Alfalit existem cerca de 800 milhões de seres humanos analfabetos (Viva a globalização, Viva o Neo-Liberalismo!), sendo que 34 milhões destes vivem na América Latina. Viva o Mercosul! Viva os nossos governantes latinos do Brasil, Equador, Peru, Bolívia e Guatemala! Viva o Lula, que com certeza não sabia de nada. Viva FHC que apesar de letrado se omitiu na questão crucial da educação em nosso país.
Enquanto tivermos índices de analfabetismo como esses apresentados, enquanto soubermos que brasileiros morrem de fome e são vítimas da ausência de água tratada e esgoto canalizado não podemos e nem deveríamos comemorar com nossos políticos a presença de índices favoráveis na nossa economia, pois são a meu ver inócuos e sem valor prático para o nosso povo. Premiam o capitalismo selvagem, mas deixam a mostra a ineficácia de um sistema falido no quesito educação e vida.

18 de junho de 2008

O que eles estão fazendo no morro?

As manchetes dos jornais nas suas páginas policiais descrevem o crime ocorrido no morro da Providência, onde três jovens foram assassinados por criminosos depois de terem sido jogados lá por soldados do exército. Mas o que os soldados do exército fazem nos morros da cidade do Rio de Janeiro? Estavam em missão de paz? Estavam em missão militar? Não, os militares estavam trabalhando num projeto político que supostamente irá beneficiar aliados do Vice Presidente José Alencar.
Isso é lamentável, além de sucatearem as Forças Armadas desde a posse de Collor até os dias atuais, o governo federal agora resolveu usar aquela instituição militar de forma indevida, desvirtuando-as de suas reais e importantes funções como pregam a nossa Constituição.
O uso eleitoral de membros de nossas Forças Armadas é tão grave quanto o crime cometido por seus soldados que acabaram vitimando inocentes. Não cabe ao exército fazer o papel de polícia, nem de tocadores de obras para o governo federal. Isso é mais um caso de abuso da autoridade federal sobre as Forças Armadas e pode ser caracterizada como crime na medida a finalidade da obra é político eleitoral.
O Exército com certeza não quer subir aos morros para combater bandidos e lidar com a escória que nossas autoridades não conseguem colocar ou até manter atrás das grades. Duvido que os comandantes do nosso exército concordem com o uso de seus homens para cumprir jornadas de trabalho em ações cujas finalidades são meramente eleitoreiras.
Estão brincando com uma instituição séria que deveria ser respeitada, começando pelo repasse de verbas represadas no Ministério da Fazenda e que poderiam servir para dotar o Exército Brasileiro de novos equipamentos com tecnologia de ponta, resolvendo os diversos problemas orçamentários que afligem aquela instituição militar.
Impor que seus homens sejam expostos a funções que nada tem a ver com a sua finalidade precípua é crime, é desvio de função e pode ter conseqüências ainda mais nefastas para a instituição tanto quanto para seus membros. Fica para a nossa sociedade a imagem de que o governo coloca o exército aonde tem medo de circular.

17 de junho de 2008

Obras de arte em polvorosa

Como podemos querer exigir que nossos governantes dêem atenção à cultura se não o fazem com relação à educação, saúde e saneamento básico? Como podemos exigir que invistam uma parte dos milhões arrecadados com impostos na manutenção, ampliação e segurança dos nossos Museus, se a prioridade deles não é a arte e sim a próxima eleição?
Seria exigir demais de políticos que via de regra conseguem enxergar apenas e tão somente seus próprios interesses. Uma classe que não sabe o que é planejamento integrado, e que só fazem pelo povo coisas que os decepcionam profundamente.
Nossa classe política indiferentemente de suas origens, situação financeira ou nível educacional se igualam na mesmice e jamais conseguem nos surpreender com pelo uma gestão voltada para o bem estar do povo, para a evolução do processo educacional, para a manutenção das condições justas na economia e um respeito à cultura em todas as suas formas de manifestação.
Sabemos que o dinheiro não é tudo na vida e nem tudo nessa existência tem um preço, entretanto, o que está acontecendo em São Paulo nos últimos tempos é uma vergonha para nossa sociedade. Os roubos seguidos praticados no MASP – Museu de Arte de São Paulo e na Pinacoteca do Estado de SP deixam a mostra a nudez da consciência de um governo que não tem projetos, não tem programas, mas apenas factóides divulgados à exaustão por uma máquina azeitada de marketing político.

Que país no primeiro mundo permitirá em breve que uma exposição de um renomado artista seja realizada no Brasil, em particular em SP se inexiste segurança em nossos museus?
O pior de tudo é que quando são criticados alegam que o referidos Museus não são de sua responsabilidade e sim dos conselhos aos quais estão ligados. Mentira, pois quando uma festa ou uma grande exposição se realiza em seus espaços os governantes são os primeiros a tirarem proveito na mídia da repercussão positiva do fato.
Claro que, alguns defensores dessa política neoliberal irão dizer: _ Mas administrar museus não é prioridade do Estado. Se levarmos em consideração que já privatizaram os serviços de Energia Elétrica, Telefonia, Bancos de Fomento Agrícola, Ferrovias entre outros segmentos importantes para a soberania nacional, talvez tenham razão.

16 de junho de 2008

COB rasga a lei de licitações

O Comitê Olímpico Brasileiro encarregado de lutar por uma vaga para a cidade do Rio de Janeiro sediar as Olimpíadas em 2016, está usando as verbas públicas sem obedecer a Lei 8666/93 que versa sobre as licitações para compras, serviços e obras em território nacional.
A contratação de uma consultoria internacional foi efetivada sem concorrência pública. O valor desembolsado é de R$ 3.500.000,00 (Três milhões e quinhentos mil reais) em favor da EKS – Events Knowledge Services. A alegação do COB em sua defesa é de que usou o artifício de “Notória especialização no setor” para contratar a empresa sem licitação.
Entretanto existem no mercado mundial pelo menos mais quatro ou cinco empresas que prestam justamente esse mesmo serviço para a qual a EKS foi contratada. Esse é apenas o começo da caminhada para gastar R$ 80 milhões nessa aventura carioca que a se julgar pelos concorrentes será inglória. Para ser a escolhida terá de derrotar verdadeiras potências como Madri, Chicago e Tóquio.
Somente para efeito de comparação a cidade de Londres, que irá sediar as Olimpíadas de 2012, o seu Comitê Olímpico fez licitações para as contratações de consultorias. O órgão também recebeu verbas públicas, mas pelo jeito as tratou com mais parcimônia e cuidado.
Aqui no Brasil temos o exemplo grotesco de gasto público sem o menos controle na mesma cidade do Rio de Janeiro quando da realização dos jogos Pan Americanos de 2007. Ao conquistar o direito de realizar o evento a cidade apresentou através de seu comitê organizador um orçamento de R$ 600 milhões, mas ao término das competições o gasto beirou R$ 7 bilhões.
Como o Rio de Janeiro está com sua saúde pública organizada, seu transporte público é o melhor do país e a segurança pública é parecida com a da Suécia deixemos o COB torrar a grana daqueles que pagam impostos. Quando sair o resultado final da escolha da sede receberemos uma medalhinha com nossa cara estampada com um lindo narizinho vermelho.

15 de junho de 2008

Práticas que fazem de Lula um político comum

Ao usar a prática de trocar verbas e cargos por aprovações de emendas, leis e apoios no Congresso Nacional, Lula se iguala aos diversos políticos comuns que caíram na vala comum da política brasileira ao longo dos tempos.
Depois que perdeu a CPMF, que ele mesmo execrou enquanto não era presidente, mas agora defende com unhas, dentes e muito dinheiro do erário, Lula resolve criar a CSS, uma cópia piorada do antigo imposto provisório criado por FHC.
Para não perder de novo e ter de amargar uma nova derrota no Congresso, Lula já autorizou a liberação indecente de R$ 329 milhões em emendas incluídas no orçamento da União por parlamentares. É uma prática abjeta, imoral que não coaduna com a história do Partido dos Trabalhadores, mas que o deixa na vala comum de nossos partidos políticos de direita.
Assim como escolheu seus colaboradores e Ministros, o governo federal mantém a mesma forma de agir de FHC, Itamar, Collor e tantos outros. Se somarmos os R$ 329 mi liberados para emendas com mais R$ 80 mi liberados para o COB usar em favor da candidatura da cidade do RJ no projeto olímpico teremos R$ 409 milhões que poderiam estar à disposição da saúde pública.
É por essas e outras que a população brasileira se afasta cada vez mais da classe política nacional, partidos políticos estão ficando que nem cartórios de registro de imóveis, ou seja, de pai para filho, pois nenhum cidadão honrado que ter seu nome ligado a esse tipo de política perversa, ignóbil e sem conteúdo.
Lula esqueceu sua origem, esqueceu rapidamente tudo aquilo que tanto criticou e que o levou ao cargo de Presidente por duas eleições. Sua perda de memória infelizmente recaiu apenas sobre os dados inerentes a classe média e trabalhadora, pois para com os ricos Lula continua amável, dócil e muito receptivo. Os banqueiros, usineiros e grande empresários que o digam, creio que até o incluem em suas preces, se é que são cristãos.

14 de junho de 2008

Seria trágico se não fosse cômico

Tem certas coisas que me parecem ser exclusividades absolutas do Brasil, uma dessas marcas patenteadas pela nossa gente é o comportamento venal de nossa classe política.
A cada novo dia nasce mais um escândalo, mais uma denúncia ou até algumas prisões pela Polícia Federal que a justiça depois trata de colocar na rua. São coisas e fatos que somente o Brasil pode conviver, um país que carrega desde sua colonização até os dias de hoje essa pecha de adepto ao jeitinho do levar vantagem em tudo.
Essas últimas semanas foram pródigas em novos fatos na nossa vida pública. Senão vejamos:
1. No Rio Grande do Norte foi preso numa operação da Polícia Federal o filho da atual governadora daquele Estado. Sua mãe, apenas se limita a dizer:
_ Espero que seja feita justiça (Para o filhinho, é claro).
Nós também esperamos por justiça, mas com “J”.
2. Em São Paulo num desses eventos corriqueiros em época de eleições o vice-governador de SP chama o atual prefeito e candidato a reeleição pelo DEM Gilberto Kassab de “Geraldo” Kassab. O ato falho mostra que os aliados estão montando uma chapa Frankstein em São Paulo. Estão com a cabeça no PSDB e a alma no DEM.
3. Apesar das denúncias envolvendo nomes importantes do PSDB em SP, quanto as licitações envolvendo a Alstom com o pagamento de propinas para facilitar a renovação de contratos, bem como entrar nas empresas em processos sem licitações, nenhuma declaração convincente explicando a sociedade suas versões foram feitas pelo Governo Estadual. Ao que parece eles estão agindo como aquele monstro que jogou a filha pela janela e prefere desqualificar provas, a polícia, os peritos, mas não diz para a sociedade à verdade que ocorreu naquele apartamento.
4. Os nossos governantes investem 1% na Hidrovia, sucatearam as ferrovias, não fazem obras viárias como o Rodoanel ao redor de São Paulo, mas vivem querendo colocar pedágio nas grandes cidades, ou seja, a culpa é do povo, dos motoristas e não da escolha deles em gastar mais com viagens e publicidade do que com obras de infra-estrutura viária.
5. O governo Lula clama por recursos para a saúde e ao invés de administrar verdadeiramente o sistema único de saúde prefere aprovar cirurgias para mudança de sexo. Ora bolas, não seria melhor investir em tratamento de câncer? Não seria mais inteligente incentivar transplantes? Mudar de sexo virou prioridade para o povão????
Ficarei por aqui hoje, mas voltarei ao assunto, pois nossa classe política é pródiga em arrumar motivos para serem espinafrados. A nova tentativa da CPMF fica para um próximo artigo.

13 de junho de 2008

Automóveis supersônicos

A indústria das multas é seguramente um dos segmentos da nossa economia que mais tem crescido nos últimos tempos, sua expansão eleva as receitas dos governos na mesma proporção que assola os bolsos dos usuários de nossas péssimas ruas e estradas.
Os motoristas já sabiam há muito tempo quais são os modos de trabalho das empresas operadoras destes equipamentos de auferir velocidades dos nossos automóveis. Também estão cientes que as licitações para a contratação dessas empresas são misteriosamente rápidas, precisas e nunca são divulgados os nomes delas e quem são os seus responsáveis.

O que ninguém esperava é que algumas multas fugissem ao controle de seus equipamentos e variassem entre um carro de Fórmula Um e um Avião Supersônico. Já são dois casos de motoristas flagrados com seus veículos com velocidades de 880 km/h e 4400 km/h respectivamente.

Nesse momento vira certeza à dúvida que habitava 99 entre 100 motoristas brasileiros com relação à idoneidade do sistema que compõe o sistema de radares. Por simples analogia, imaginamos que se foram capazes de multar um veículo 1.0 em velocidades incompatíveis com seus motores como podemos ter certeza que estão autuando os demais infratores corretamente?
E o pior de tudo é que se você tiver a infelicidade de ser multado nestas condições, saiba que os órgãos responsáveis pelo trânsito vão exigir o pagamento da multa absurda antes de permitir que você recorra contra essa aberração. Primeiro você recolhe aos cofres sedentos do Estado a multa irregular e depois prova que eles fraudaram você contribuinte.

12 de junho de 2008

O que é mais importante para Lula?

Enquanto somos informados pelos telejornais que a inflação volta a assombrar e os preços dos alimentos chegam a bater em 40% somente nesse trimestre quando a inflação anual é de aproximadamente 5,5% o governo Lula ainda sem explicar a venda da Varig resolver destinar R$ 80 milhões ao Comitê Olímpico Brasileiro para fazer frente às despesas da candidatura da cidade do Rio de Janeiro para sediar a Olimpíada de 2016.
O presidente Lula só pode estar brincando com a sociedade brasileira, pois envia ao Congresso uma ordem para que instituam uma nova CPMF a ser destinada a socorrer a saúde e no mesmo momento em que torra R$ 80 milhões a fundo perdido numa aventura que vai terminar em desclassificação ou numa quarta colocação entre quatro cidades que disputam a primazia de serem sedes olímpicas.
A saúde pública no Rio de Janeiro é uma vergonha nacional, não bastasse o mosquito da dengue ter causado um grande estrago ainda temos a situação de penúria dos hospitais públicos que carecem de verbas, profissionais e lisura em suas administrações. Tem gente morrendo nos corredores, faltam médicos, enfermeiros e sobram despesas e fraudes. Até quando Senhor Lula?
Dotar quase cem milhões para que engomadinhos torrem em viagens, projetos nababescos e sonhos em forma de marketing é simplesmente um crime para com o povo do Rio de Janeiro e por que não dizer do Brasil. Pois a situação da saúde pública é um acinte nos demais Estados da União.
Fica claro que enquanto massacra a classe média e sinaliza a criação de uma nova aberração tributária, o governo federal torra bilhões e aumenta cada vez mais seu déficit fiscal. Se desperdício e desvio de verbas fossem esportes olímpicos o Brasil teria medalhas de ouro garantidas a cada quatro anos.

10 de junho de 2008

Um vôo cego e cheio de problemas

Alguns meses depois da finalização do processo mais do que suspeito da venda da Varig, alguns ex-empregados começaram a fazer circular pela Internet,imprensa escrita, gabinetes dos parlamentares um manifesto que relatava em detalhes os inúmeros problemas que estavam enfrentando por conta do descaso total dos novos donos da empresa e da falta de respeito do governo federal para com trabalhadores honestos que estavam a mingua.
O caso se arrasta mas de concreto temos duas situações distintas hoje em dia, a primeira é que os ex-empregados não receberam ate hoje seus direitos trabalhistas e previdenciários a que fazem jus. E o segundo é que o processo de venda começa a ser desvendado para toda a sociedade brasileira.
Ninguém será preso por deixar de cumprir com obrigações trabalhistas nesse país, ninguém será ao menos condenado por ter participado desse processo para lá de suspeito envolvendo muito dinheiro e a participação de gente graúda do governo federal. Assim é o nosso Brasil, assim é a nossa justiça, rigorosa com aqueles que roubam um pote de margarina no supermercado mas totalmente branda com os criminosos do colarinho branco.
O governo federal, os deputados de diversos partidos e os Senadores da nossa República, inclusive os de oposição engavetaram os manifestos dos trabalhadores e jamais se preocuparam em analisar a justa reclamação daqueles que sempre honraram aquela empresa aérea e nunca fizeram nada para colocá-la na situação em que ela chegou por culpa de sua má administração e quiçá do próprio governo brasileiro.
Nossos governantes nunca se preocupam com as mazelas que envolvem os trabalhadores brasileiros. É mais fácil moverem montanhas por empregados bolivianos, equatorianos do que com nossa gente. Agora diante das denúncias, da comprovação das suspeitas de que o negócio tenha sido prejudicial à empresa e ao país, começa o jogo de gatos e ratos onde sempre triunfam os ratos infelizmente.

9 de junho de 2008

Pedágio e radar para corruptos

As nossas autoridades de trânsito sempre que questionadas sobre os elevados números de acidentes, prontamente respondem com a instalação de radares móveis e fixos. Quando os nossos gestores municipais e estaduais são inquiridos a respeito das possíveis soluções para que fossem eliminados os constantes engarrafamentos nas grandes cidades, respondem de imediato que a saída fica por conta da implantação de pedágios nos acessos aos centros urbanos.
Ou seja, radares e pedágios são as únicas soluções para nossos administradores políticos e incipientes que nunca fizeram graduação em Administração Pública e nem procuraram saber como os seus pares do primeiro mundo resolvem as coisas sem mexer no bolso dos contribuintes.
Estamos convivendo nos últimos meses com alguns fatos que chamam a nossa atenção e nos causam indignação e perplexidade total. Quer seja pela falta de ação do poder público ou simplesmente pela recorrência dos fatos.
Como exigir um trânsito sem acidentes em nossas ruas e rodovias se os Detrans de São Paulo, Pará, Amapá e do Rio Grande do Sul (por enquanto), estão nas páginas policiais como grandes incentivadores da corrupção na concessão de CNH – Carteiras Nacionais de Habilitação para o trânsito? Como poderemos reduzir o número de acidentes se somente em São Paulo e Grande SP sabemos que 200 mil CNH’s foram concedidas para motoristas inabilitados para o ato de dirigir.
Até um portador de deficiência visual conseguiu sua CNH em São Paulo, o que nos leva a crer que a situação é muito pior do que imaginávamos em nossas ruas e estradas de rodagem. Cadeia é pouco para essa corja de apaniguados de nossa classe política.
Outra situação que vem preocupando os usuários das estradas paulistas é incidência de motoristas trafegando na contra mão em nossas estradas. Já são oito casos até ontem, a maioria em rodovias sinalizadas, conservadas e duplicadas, com movimento intenso. O que explica essa situação? Tendência suicida? Novo modismo? Ou seria o fato de que motoristas sem condições de dirigir estejam se multiplicando em nossas rodovias?
Nesse final de semana um jogador de futebol morreu num acidente de moto no ABC paulista, junto com seu carona ao tentar fugir de um bloqueio policial. Motivo: Não era habilitado para conduzir motocicletas. Some-se a isso, motoristas bêbados, drogados, pais que permitem que seus filhos menores de idade dirijam seus veículos e teremos um pequeno retrato da omissão de nossos governantes inaptos.
Como é difícil para nossos políticos e demais autoridades administrarem qualquer coisa nesse país sem desvio de verbas, sem corrupção, sem apadrinhamento ou qualquer ato ilícito que leve os contribuintes a serem lesados. Trânsito para eles virou sinônimo de lucro fácil, radares, multas e pedágios são mais fáceis do que Educação, Seriedade e Planejamento.

8 de junho de 2008

Aniversário de uma estrela cadente

Hoje seria o aniversário de vinte e dois anos de idade de uma estrela cadente chamada Danielle, que nasceu pequena, mas com o coraçãozinho enorme e cheio de vida. Viveu nesse nosso plano terrestre numa passagem fugaz, como um pequeno cometa brilhante que a todos iluminou e sensibilizou em diversos momentos de sua existência.
Viveu entre nós pouco tempo, deixando-nos atônitos quando partiu sem que pudéssemos entender ao certo se era sua a missão de nos encher de alegria ou se era nossa a missão de acalantar aquela doce e pequena criatura de Deus.
Hoje já faz seis anos de sua última aparição em Fevereiro de 2002, o tempo passa, remove lacunas deixando a mostra feridas que nem o mais sábio profeta conseguiria explicar em rápidas palavras, a dor de tua ausência é fato, mas conforta a nossa alma saber que nossa pequena estrela está nos vigiando de um lugar alto e privilegiado.
A pequena estrela cadente estaria neste belo dia de final de outono completando vinte e um anos de vida, seria festa, seria lindo, mas uma força superior, criador do céu e da terra não pensava assim, pois tinha para ela guardado algo maior e melhor com certeza.
A vida seguiu para os pais daquela jovem princesa que reinou durante quinze anos em seu pequeno trono de fantasia e sonhos sem fim. A vida é mesmo assim, coloca-nos alguns obstáculos que temos de saltar sob pena de cairmos no mais profundo abismo, mas não nos explica ao certo o porquê dessa força que chega e nos move adiante mesmo quando não queremos.
Esses anos sem a pequena e doce Danielle foram por demais escuros, mas nos fizeram enxergar no céu todos as noites uma linda e brilhante estrela cadente que rasga o céus todas as madrugadas, deixando-nos um rastro de saudade e a certeza que um dia nos encontraremos em outro plano.
Com amor e saudade em homenagem aos pais de Danielle, minha sobrinha que nos deixou no verão de 2002.

7 de junho de 2008

O requinte da imoralidade parlamentar

Quando o brasileiro pensa que já viu tudo nessa vida, quando ele humildemente acredita que os parlamentares não serão capazes de mais nenhum ato aviltante, chega à notícia quente de Brasília dando conta de que os nossos legítimos representantes estão bolando uma nova armadilha para abocanhar mais dinheiro do povo.
Dessa vez a idéia foi proposta pelo Diretor Geral da Câmara, Sr. Sérgio Sampaio de Almeida, e trata-se de um auxílio-funeral para amparar os pobres familiares dos parlamentares e ex-parlamentares em suas despedidas dessa para melhor (será?).
A Mesa da Câmara apresentou projeto que institui mais uma verba para os já abastados vencimentos dos nossos Deputados federais, o auxilio funeral. Por se tratar de projeto de suma importância e grande relevância para os destinos da Nação, o presidente daquela casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), assinou sem pestanejar mais esse descalabro.
O projeto nefasto coloca sob responsabilidade da Câmara a realização de toda cerimônia fúnebre, incluindo compra de caixão, translado ou destina uma cota de R$ 16.500,00 (Dezesseis mil e quinhentos reais) para ressarcimento à família dos gastos efetuados. O projeto abre ainda a perspectiva para incluir nessa festa os gastos com ex-parlamentares.
Na justificativa dessa aberração aprovada por unanimidade pela Mesa da Câmara em reunião realizada em 26 de Março de 2008, Arlindo Chinaglia diz que: “o projeto é resultado de estudos de grupo de trabalho constituídos pela Diretoria Geral da Câmara”. Para ser colocado em vigor basta a aprovação em plenário da Câmara. O que convenhamos será fácil, visto não se tratar de verbas para o povão e sim para os próprios interessados.
Na mesma reunião a Câmara ainda aprovou o pagamento de todas as despesas do Deputado Mussa Demes (DEM-PI) em sua viagem a Espanha para tratamento de um câncer que acometeu o parlamentar. Nesse caso minha perplexidade é igualmente gigantesca, pois conheço amigos que estão na justiça para conseguir um medicamento para seus familiares visto que, o preço dos mesmos é abusivo ou importado.
Assim é a elite política brasileira, vive nababescamente, tem prerrogativas inúmeras, tem imunidade parlamentar, ganha salários acrescidos de vencimentos de toda ordem que chegam a corar um marajá e ainda assim conseguem adicionar cada dia mais itens a sua coleção de benesses com dinheiro público. A soma anual chega à aproximadamente R$ 1.746.000,00 por Deputado.
Eu seria a favor do auxilio funeral se o mesmo fosse extensivo a todos os eleitores do Brasil que morrem diariamente por falta de assistência médica decente, por falta de segurança pública, em acidentes nas nossas péssimas estradas, por balas perdidas, dengue, falta de saneamento básico, etc.

6 de junho de 2008

CPMF e a geléia geral

Durante os anos de sindicalismo, o metalúrgico Luiz Inácio era contestador, intransigente quando se tratava dos direitos dos trabalhadores sob a asa de seu sindicato no ABC Paulista. Durante os anos em que tentou em vão ser eleito presidente da república, Lula criticou severamente seus oponentes, era a oposição mais radical que já se teve noticias no planalto central.
Os tempos mudaram, Lula foi eleito em 2002, apoiou a política econômica de seu antecessor FHC e deixou a inflação sob controle. O país navegou por águas calmas, praticamente andou no piloto automático. A única crise enfrentada foi a moral, os escândalos pipocaram mais que balas perdidas nos morros cariocas.
A crise não colou na imagem de Lula por mais que a oposição assim o quisesse, veio à reeleição, e com ela a aprovação pelo Senado Federal do fim da espúria cobrança da CPMF.
Um imposto provisório idealizado pelo médico Adib Jatene, com a nobre intenção de suprir as deficiências crônicas da destinação de verbas para a saúde pública nacional. Implantada por FHC, jamais foi utilizada para a atender a finalidade para a qual foi criada.
Durante os debates acirrados entre a oposição versus Lula e seus aliados, a CPMF que o partido dos trabalhadores tanto execrou passou a ser a salvação do país. Todos os dias membros do governo federal arrumavam uma desculpa para tentar em vão justificar a manutenção dessa verdadeira fonte inesgotável de dinheiro fácil que se juntam aos bilhões arrecadados a fundo perdido em nosso país.
Pois bem, o imposto foi cancelado em 2007 e apesar das previsões pessimistas estamos no quinto mês de 2008, sem que ninguém esteja morrendo, passando fome ou sendo vítima de qualquer doença que a ausência da CPMF pudesse suprir ou resolver, a vida segue normalmente e o país arrecada ainda mais depois que ela foi sepultada.
Pois não é que o PT de Lula, tenta agora ressuscitar no plenário da casa do povo a moribunda CPMF. É o último sinal que faltava para afirmarmos que Lula = FHC, que o PT = PSDB, e todos os partidos sem exceções são farinha do mesmo saco.
Lula não diminuiu a carga tributária e só a fez crescer, assim como FHC, numa sanha incontrolável para aumentar as receitas do governo federal e poder fazer frente às despesas absurdas dessa máquina de comer dinheiro público chamada Brasil.
Lula não colocou para discussão o IGF – Imposto para Grandes Fortunas, que está no Congresso Nacional desde a assinatura da nossa Constituição Federal assim como o “lorde FHC”.
Lula criticou FHC que também criticou Lula e ambos criticaram a CPMF na mesma intensidade que vergonhosamente lutaram pela sua manutenção desesperada nos corredores escuros e sombrios do Congresso Nacional.
Isso é uma geléia geral, que lambuza os podres poderes de uma democracia fraca e incipiente em pleno século XXI na América Latina de Chaves, de Lula e tantos outros.

Suiça - Um país sem o jeitinho brasileiro

Saiu na imprensa uma notícia que pode deixar bem claro o tamanho do abismo que separa a justiça de um país de primeiro mundo com a nossa justiça tupiniquim, recheada de benefícios para impostores, reduções de penas, subterfúgios indecente para minorar a condição de criminosos do chamado colarinho branco.
A notícia envolve um cidadão por demais conhecido da política brasileira, o senhor Maluf, ex-prefeito de São Paulo, ex-governador biônico de São Paulo, ex-quase tudo, menos ex-suspeito de desviar milhões de dólares dos cofres públicos para paraísos fiscais europeus.
Aqui o manganão está solto e ainda por cima foi eleito para mais um mandato como parlamentar na Câmara Federal em Brasília até o ano de 2010. Mesmo com tantas evidências e um processo facilitado pela ajuda do Ministério Público Suíço com documentos comprobatórios da existência de contas em nome de Paulo Maluf e seus familiares em solo suíço e paraísos fiscais nosso judiciário não conseguiu levar a cabo a condenação do político.
Na Suíça o senhor Maluf foi condenado a pagar multas pesadíssimas somente pelo fato de ter tentando obstruir o envio de documentos à justiça brasileira. Aqui ao contrário, o homem está solto e goza de imunidade parlamentar absoluta.
No Brasil a justiça tem facilidade para julgar e condenar os pobres e desamparados. Já os ricos, políticos, empresários e os magnatas da alta sociedade não precisam se preocupar com isso sabendo que não serão molestados a qualquer tempo.
Cotidianamente assistimos nossos compatriotas imitarem tudo quanto é coisa feita nos países do exterior, entretanto raramente percebemos essa vocação para copiar aqui as boas coisas implantadas nos países mais desenvolvidos que o nosso.
Por que não temos uma justiça que funcione como a suíça? Por que não temos presídios funcionando com o rigor dos americanos? Por que não temos um sistema educacional feito o que existe na Inglaterra? Por que não temos parlamentarismo como na Europa ao invés desse presidencialismo disfarçado de ditadura onde os ricos estão cada vez mais ricos e imunes às leis e os pobres cada vez mais miseráveis e sem chances de justiça e igualdade social?
A inexistência da disseminação de uma política de investimentos maciços em educação de qualidade evita que o povo possa a médio prazo ter acesso à informação, cultura e faça desse conhecimento uma arma contra os nossos políticos inescrupulosos. Enquanto isso não existir teremos que aturar vereadores, deputados, senadores e um executivo de quinta categoria

O leilão nosso de cada dia

As discussões que envolvem o governo tucano em São Paulo, quanto a possível venda da instituição bancária Nossa Caixa Nosso Banco, nos trazem uma série de dúvidas quanto à forma e ao modus operandi que o governo paulista quer utilizar-se para essa venda. Nenhuma novidade até então, visto que o governo tucano vendeu tudo que podia e não utilizou um só centavo em favor da Educação, da Segurança Pública, Saúde ou Habitação Popular em 14 anos de gestão.
Vendeu a CPFL, Eletropaulo, Comgás, Parte da Cesp, Banespa, além de ter terceirizado as rodovias prontas do Estado em favor de empreiteiras que comandam o lucrativo negócio de gerenciamento de postos de pedágios. Mas apesar de ter arrecadado bilhões de reais, jamais utilizou esses recursos adicionais para quitar a imensa dívida que o Estado tucano tem com precatórios alimentícios.
Mas vamos ao imbróglio da venda da Nossa Caixa que antes de ser efetuada já causa arrepios aos cidadãos paulistas. O governo Serra ao invés de fazer um leilão para a venda como sempre foi preconizado por FHC, “O Príncipe das Privatizações” resolveu optar por uma modalidade diferente, ou seja, a venda direta ao Banco do Brasil, evitando-se assim a sadia concorrência entre Bancos nacionais e estrangeiros, o que aumentaria o valor auferido no processo.
Outra questão estranha demais nesse processo é o fato de que nas privatizações acima citadas o governo paulista do PSDB proibiu a participação de empresas estatais nacionais nos leilões, então perguntamos, por que o Banco do Brasil que é um banco federal pode comprar a Nossa Caixa e a Cemig ou Furnas não puderam participar da compra das empresas do setor elétrico paulista? Coisas que só o pessoal da alta inteligência do ninho tucano poderia responder a patuléia.
Quando convém privatiza, quando não convém terceiriza, às vezes pode ser leilão outras não pode, hoje entra estatal, mas amanhã não pode. Que regras são essas que mudam de acordo com o interesse de um grupo e não da sociedade? Por que não consultar os correntistas, os acionistas, ou até os paulistas num democrático referendo popular em outubro de 2008? Medo da reação do povo? Medo de perder mais uma eleição?
Sou contra as privatizações feitas pelos tucanos por um motivo simples, as empresas foram sempre sub-avaliadas e os recursos jamais foram usados de forma transparente e clara para a sociedade brasileira.
No entanto eu concordaria em abrir uma exceção em meu princípio desde que, o dinheiro integral auferido com a venda da Nossa Caixa Nosso Banco fosse aplicado integralmente para o pagamento exclusivo dos precatórios alimentares devidos e não pagos desde 1998 pelos tucanos.
Claro que os poucos defensores do tucanato vão correr para dizer que Banco não é negócio do Estado. Certo, mas a Educação, Saúde, Habitação, Segurança é sim uma prioridade do Estado e precisa ser administrada.
Eles na verdade querem somente ter o “ônus” de administrar a árdua cobrança de tributos. Só. Não querem construir estradas, duplicar as existentes, resolver os problemas do meio ambiente, das enchentes na capital, da despoluição dos rios, segurança pública, etc. Deixam claro que odeiam empregados, odeiam funcionários públicos e odeiam eleitores após as eleições obviamente.