29 de novembro de 2008

Chuvas - Estação que desnuda governos

É impressionante como uma chuva forte e prolongada pode tornar a vida do brasileiro um verdadeiro inferno. A cada nova precipitação chuvosa os noticiários nos informam sobre tragédias, envolvendo alagamentos, desmoronamentos de casas em morros e favelas, enchentes como as que estão destruindo centenas de cidades nas regiões sul e sudeste.
E em todas elas um fator é comum e recorrente – A incompetência dos nossos governantes, a desfaçatez com que vão levando seus governos até o dia que São Pedro libera um pouco a mais de água. Pronto, acabou a eleição e suas promessas, acabaram as utopias dos palanques e dá-lhe desabrigados. Dá-lhe mortos e feridos em tragédias de todas as naturezas envolvendo gente pobre, desguarnecida e sem apoio algum.
Nessas horas ou após os fatos ocorrerem aparecem na televisão governantes dizendo que o governo federal vai liberar milhões para a recuperação dos estragos causados. Não seria mais fácil ter feito antes da tragédia a tal recuperação das encostas, a canalização dos córregos e rios? As vitimas fatais não podem voltar à vida apenas por que o governo estadual e federal resolver bancar o “bonzinho” para aparecer na TV, depois que o leite foi derramado.
O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento não deveria ter realizado obras em todas as cidades que elevado risco diante das habituais chuvas que ocorrem a partir dessa época do ano? Se o governo federal tivesse tratado de pensar no povo ao invés de ficar usando o programa (PAC) em seu benefício próprio e de seus candidatos talvez algumas dessas tragédias pudessem ter sido evitadas.
Mas quem disse que governo é para trabalhar pelo povo? Quem pensou que os governos de Santa Catarina, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais estão preocupados com sua gente mais pobre e sofrida? Se estivessem mesmo governando para o povo, teriam conseguido recursos internos e até externos para financiar obras de contenção, desassoriamento de rios e córregos, canalização de rios em áreas de alto risco, planejamento para a mudança de vilas e casas em áreas impróprias para moradia.
Em Santa Catarina há 25 anos assistimos incrédulos uma das maiores enchentes naquele Estado, a destruição que praticamente acabou com a linda Blumenau fez aniversário e nesse quarto de século nenhum governo competente conseguiu evitar que a mesma tragédia viesse a acontecer. Motivo – Falta de empenho e de malversação do dinheiro público, gasto em mordomias, projetos desnecessários e corrupção.
Enfim, são eles os maiores culpados e não a natureza como se tenta passar a população nos noticiários noturnos. Os governadores e todos os membros do governo federal envolvidos com obras e a liberação de recursos para a solução de problemas graves como esses que estão matando inocentes em nosso país.

26 de novembro de 2008

A dificuldade em reduzir impostos no Brasil

“Quem se senta no fundo de um poço para
contemplar o céu, há de achá-lo pequeno”.
Han Yu
Não foram poucas as ocasiões em que o governo americano reduziu impostos para permitir o crescimento de sua economia ao longo das últimas décadas. Nunca em nenhuma dessas situações sem tem noticia de que o país quebrou ou ficou em situação pior do que estava ao tomar essa medida.
E olhem que os americanos financiam guerras pelo mundo afora, compram quase cem por cento do que vendem internamente na China e nos demais países em desenvolvimento. Sua indústria bélica consome bilhões de seus recursos com novas tecnologias, processos em desenvolvimento, etc.
Aqui no nosso país, independentemente da crise econômica que possa afetar a nossa frágil economia, jamais os nossos governantes e suas equipes econômicas acenaram com a redução dos impostos para as pessoas físicas ou para as jurídicas, não importa.
A recente crise que está devastando uma parcela considerável da economia mundial, provocou reações das mais diversas no mundo globalizado em que vivemos, desde as mais simples até as mais ortodoxas já foram lançadas ao vento para tentar conter o dique que vaza noite e dia o dinheiro dos países ricos.
O Brasil então através do governo federal acena com a possibilidade de reduzir o imposto de renda para as pessoas físicas e alguns outros impostos para as empresas. Com tanto receio, pisando em ovos de codorna, e tentando não fazer aquilo que diz que vai implementar. Para começar já inventaram algumas desculpas com relação ao calendário fiscal, votação em plenário, urgência, etc e tal e coisa, ou seja, será?
Como é difícil para nossos governantes admitirem que pagamos uma carga tributária exagerada e sem o mínimo retorno em serviços por parte do governo. Um governo que não investe em saúde, educação, segurança, habitação e saneamento básico não pode reclamar de nada nesta vida. Desde 1995, com a eleição de FHC a arrecadação de impostos vem quebrando recordes anuais e na gestão de Lula a partir de 2003, esses números se tornaram astronômicos.
Mas eles preferem doar aos usineiros, montadoras, financiar projetos nababescos, investir milhões em projetos para trazer olimpíada e copas do mundo. Gastar com corrupção e viagens do que dar aos trabalhadores e a classe média em geral um refresco. Ninguém perdeu tanto nesses últimos anos (14 anos de FHC + Lula) do que a nossa classe média, que na verdade sustentou essa farra democrática e gananciosa chamada Governo Federal.
Em nenhum momento dessas duas gestões ouvimos ou percebemos um esforço mínimo no sentido de reduzir despesas, reorganizar ministérios e empresas estatais, fazer uma reestruturação administrativa séria visando melhorar a sua eficiência e a diminuição dos seus gastos.
Mas no hora que se fala em reduzir impostos parece que estão cometendo um enorme sacrilégio, um pecado contra a “Santa Economia de São Meirelles, São Mantega e São Lula do Pau Oco”.

21 de novembro de 2008

A decadência dos personagens de televisão

Dificilmente nos últimos tempos conseguimos ler alguma coisa que se aproveite dos atores, atrizes, apresentadores e demais personagens da nossa televisão. Pouco ou quase nada inspira atenção, quase tudo transpira sexo, violência, drogas no sentido literal e muita futilidade. Não pensam os protagonistas dessas cenas e notícias que além de profissionais bem remunerados, são eles exemplos para uma sociedade carente justamente de bons exemplos.
Algumas atrizes ou pseudo-apresentadoras tem mais namorados, casos ou amantes que algumas meninas de antigos bordéis da noite paulistana. Não namoram, ficam e ao ficarem cada semana com um homem (“empresário”) no caso oposto são “modelos” que ficam com os atores. Assim são chamados aqueles que não são do meio e que saem com artistas de televisão.
O Dado bateu na camareira, bateu na Luana que bateu ou ofendeu a produtora e assim vai a arrogância e a petulância de meninos e meninas mimados por um sucesso efêmero.
São bonecos televisivos que não dispõe de conteúdo, estão longe do teatro e até do cinema sério brasileiro, ficam fazendo pontas em novelas de categoria duvidosa e vivem do esnobismo e da própria carência de noticias que possibilita estarem na mídia em tempo quase integral.
Se juntarmos as Adriane’s + as Luana’s + as Débora’s + as Giovanna’s + os Dado’s teremos um elenco de ponta da mesmice, da frivolidade nacional estampada em rostos bonitos, corpinhos em forma e mentes deturpadas e longe de serem exemplo para a juventude atual. Se bem que Ana Maria Braga, Suzana Vieira e outros não tão jovens também estão dando show nesse quesito nas passarelas obscuras das capas de revistas e colunas de fofocas inúteis.
Não temos artistas preocupados com a imagem, focados em suas carreiras e na possibilidade de crescimento profissional através da obtenção de grandes papéis e personagens marcantes. O frívolo, o inútil o sexo está em primeiro lugar na cabecinha de vento dos chamados pop stars que nada possuem de pop e muito menos de estrelas.
O fim do casamento de algumas atrizes tem mais espaço na mídia que a fome, a falta de hospitais e a situação do nosso país e do planeta. A crise financeira mundial fica em segundo plano enquanto que atrizes sessentonas brincam de aparecer na mídia como se fossem mocinhas inocentes casadas com malandros semi-alfabetizados.
Dá medo só em pensar na geração que virá dos filhos de Dados, Luanas e Adrianes num futuro próximo. Eles com certeza não estão preocupados, pois na verdade pensam que a vida lá fora é uma Ilha de Caras eterna.

BNDES faz os usineiros rirem à toa

Quando precisaram justificar a diminuição do papel do Estado brasileiro, os gênios da equipe econômica tucana usavam entre outras a desculpa de que não era certo gastar com coisas cuja iniciativa privada poderia fazer melhor.
Com isso venderam praticamente todo o setor elétrico nacional, as ferrovias, boa parte dos bancos estaduais, telecomunicações, incluindo até a Embratel.
Entretanto aquela falta aparente de recursos para investir em saneamento básico, saúde pública de qualidade, Educação, habitação, segurança e demais obras de infra-estrutura persiste nos dias atuais, a saída de FHC e a entrada de Lula pouco ou nada acrescentou nesse sentido, exceto pelo fato de que Lula não privatizou.
Agora ficamos sabendo que o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, emprestou a indústria sucroalcooleira algo em torno de R$ 5,2 bilhões somente no decorrer de 2008. Hoje segundo a Folha de SP (19/11/08) a carteira de crédito do BNDES para com o Setor atinge a cifra obscena de módicos R$ 29 bilhões.
É claro que, fica no ar a incomoda pergunta:
_ Se não havia dinheiro e dizem que ainda não há para tanta coisa em favor da nossa população desamparada e pobre, como tanto dinheiro é jogado num setor altamente lucrativo, cuja única regra existente é a ganância acima de tudo e de todos?
O mesmo BNDES que se recusou a acertar a situação de empresas do setor Elétrico nacional ainda em mãos do Estado, bancando o durão agora joga dinheiro em cima de usineiros que sempre estão por cima do file mignon. Estão destruindo a nossa agricultura com a implantação de uma monocultura em todo Estado de SP, recebem ajuda das montadoras que fazem apenas o motor que lhes convém, usando o álcool como combustível, tem seu produto adicionado na gasolina e conseguem fazer com que o nosso combustível alternativo seja mais caro que a velha gasolina Venezuela de Chaves.
Não existe mercado mais sólido, basta usar a “entressafra” que é a palavra mágica e pronto, o álcool sobe nas bombas, quando a safra está no auge o combustível volta ao preço anterior e assim caminha a lucrativa indústria sucroalcooleira. Levando-se em conta que é tão grande a produção que se duvida até que exista algum problema de entressafra com essa nossa cana de açúcar.
E é exatamente para esse mercado cativo, promissor, que o nosso dinheiro suado e difícil escorrega através das mãos do BNDES. Onde está o Lula, claro que, viajando, sempre viajando, ou ao exterior ou na maionese quando está no Brasil. E o PT, bem o partido do presidente já concordou com tanta coisa com a qual discordava em palanque até Dezembro./01, que fica impossível acreditar que agora, após seis anos completos de poder pudessem mudar.
São quatorze anos perdidos entre os oito de FHC mais os seis anos de Lula, permitindo que nossos jovens continuem expostos à marginalidade por falta de escolas decentes, um sistema de saúde falido e sem condições de atender animais, segurança pública medíocre, esgoto a céu aberto na maioria das cidades brasileiras, mas os usineiros e banqueiros felizes como nunca.
Os defensores e insensatos vão dizer que eles geram empregos, mas assim até o mais bobo dos bobos conseguiria, com dinheiro alheio da viúva a preço módico e subsídios de toda ordem quem não geraria empregos também?

15 de novembro de 2008

A crise afetará como sempre apenas o povo.


Tudo já foi dito uma vez, mas como
ninguém escuta é preciso dizer de novo"
André Gilde.




Foto:Site Uol
A crise econômica começou nos EUA derrubando a bolsa de valores de Wall Street, levando a falência instituições bancárias centenárias, mas aqui nosso comandante dizia a Nação com ar de ironia que: “A crise é coisa do Bush e não vai nos afetar, pois fizemos a nossa lição de casa”.
A crise então se estende feito um dominó gigante, caindo sobre os países europeus de forma abrupta, quebrando bancos, derrubando bolsas e devastando patrimônios. Em seguida ou quase que ao mesmo tempo, afeta o mercado asiático trazendo para eles o mesmo dissabor causado aos americanos e europeus.
Enquanto isso, Lula viaja, Lula ri, Lula faz troça dos problemas econômicos e contínua afirmando que essa crise não chegará até o Brasil. Entretanto, começa a acrescentar em seu discurso que algumas medidas serão implementadas para evitar quaisquer tipos de problemas para o país. É o começo do mea-culpa ou o começo do fim da farsa do governo federal acerca da verdade.
Na semana passada o governo estadual de SP e o governo federal resolvem socorrer o setor das montadoras de veículos, injetando quase que simultaneamente R$ 8 bilhões. O governo estadual já havia liberado R$ 1 bilhão para financiamento de compra de tratores em SP. Enquanto isso, fusão dos ricos consolida a união entre dois dos maiores bancos privados do país. Dinheiro sobrando no terceiro andar e enquanto no chão da agência o juro sobre o cheque especial chega a um patamar exorbitante e indecente.
Agora chega a notícia que o setor de autopeças de SP, atrelado diretamente as montadoras (aquela que recebeu ajuda antes mesmo de pedir) começa a demissão em massa de seus antigos colaboradores (empregados) de forma cruel e sem aviso prévio, sem conversa, sem nenhuma formalidade, telegrama avisando que o sujeito não faz mais parte daquela empresa e ponto.
Segundos dados recentes mais de mil empregados já foram demitidos sumariamente das empresas de Autopeças nas últimas semanas. E o governo Lula, bem o Lula está em Roma pedindo a benção ao Papa Bento XVI para a sua família e a Dilma Russef que provavelmente será sua candidata em 2010.
O mais triste é que os políticos brasileiros conseguem bilhões para desviar, para alimentar a corrupção, torrar com propaganda, ajudar montadoras, banqueiros e usineiros. Dinheiro para viajar pelo mundo como se fosse estadista, jogar no lixo como no caso do sonho de sediar Olimpíadas no Rio de Janeiro onde os hospitais públicos estão falidos e as moradias não tem saneamento básico. Agora quando é para gastar com projetos sérios ligados ao reajuste do salário mínimo, em benefício aos aposentados ou aos trabalhadores em geral vem uma gritaria que ensurdece e entristece quem tem inteligência.
Fica claro que independentemente da crise, da abrangência que tomará no Brasil os governantes sejam de quais partidos forem, serão ajudados sempre os banqueiros, os grandes empresários, os usineiros, os especuladores e demais seguimentos da elite nacional, ao povo, restará comer as migalhas do desemprego, passar fome e ainda ter de recolher impostos imorais para continuar bancando essa farra que mais parece festa de bordel.

13 de novembro de 2008

A Decadência da escola pública em São Paulo

"As dúvidas são mais cruéis do que as duras verdades"
Moliére.

A violência constante nos corredores e salas de aulas das escolas públicas no Estado de SP possibilitam inúmeras análises sobre os reais motivos ou as várias causas que podem estar interferindo no comportamento dos jovens que as estão freqüentando. A sensação de impunidade é uma delas, pois cria nos jovens um álibi perfeito para suas ações, nada acontecerá, ninguém será expulso ou até condenado por ferir, agredir, molestar ou danificar o patrimônio público.
O sistema adotado pelo governo estadual (PSDB) há quatorze anos no poder em nosso Estado é outro agravante nessa situação, pois o mesmo permite que o aluno não seja reprovado nem por freqüência nem por notas. O professor não é avaliado e muito menos a escola. A progressão continuada é uma aberração, muito criticada por especialistas, por professores e estudantes inclusive, mas incompreensivelmente mantida pelo Estado, talvez por teimosia ou falta de algo melhor para nosso sistema educacional.
O sucateamento da escola pública paulista vem acompanhado de um processo onde a autoridade da direção e dos professores foi sendo minada em fogo brando. Isso fez com que alguns alunos enfrentassem sem medo e sem medir a forma professores e até a direção das escolas. São muitos os casos de professores agredidos em nossas escolas, não são casos isolados e sim freqüentes.
Os alunos em sua grande maioria habitam lares onde não existem limites, o não foi substituído pelo “eu posso tudo”, deixando a escola à mercê de um aluno que acredita que seu poder é ilimitado e que ele pode inclusive destruir instalações, agredir pessoas do seu convívio (colegas, funcionários, professores ou diretores).
A saída não está em usar de violência para combater esse comportamento e sim do Estado deixar de investir em segmentos menos importantes para enfim, começar a dotar o sistema educacional de uma nova perspectiva pedagógica. Usar dos muitos recursos tecnológicos existentes para atrair os jovens para dentro do ambiente escolar. Trazer a comunidade para dentro da realidade da escola fazê-los participar desse processo de forma transparente.
É preciso que seja iniciada imediatamente uma revolução no sistema educacional de nosso Estado, ainda há tempo, muitos anos foram perdidos por inabilidade, por governadores que se preocuparam mais em vender o patrimônio público ou fazerem marketing do nada, ao invés de marcarem suas gestões pela qualidade do ensino.
Segundo pesquisa recente realizada pela UDEMO – Sindicato de Especialistas da Rede Pública do Estado em 2007, 86% das escolas paulistas tem históricos concretos de violência em suas instalações. São centenas de casos relatados por professores de agressões sofridas nos últimos anos.
Esperemos que o Governo não trate os professores e a educação tal qual, está tratando os policiais civis de nosso Estado, pois a julgar pela demora em chegar a um acordo, para depois dar apenas e tão somente a correção do salário pela inflação, três meses por míseros (6,5%) imagina-se o quão longe estamos de uma visão pró-ativa para a melhoria do sistema educacional em SP.

7 de novembro de 2008

Uma empresa modelo da privatização

O processo de privatização defendido e desencadeado com muito afinco no governo FHC e prontamente seguido pelo seu partido no Estado de SP, o mesmo não ocorrendo na maioria dos demais Estados brasileiros, diga-se de passagem, proporcionou o começo de uma nova era para os brasileiros, a “Era da enganação”.
Na telefonia móvel tivemos o surgimento de milhões de aparelhos celulares, mil vantagens aparentes e centenas de obrigações a custo altíssimo para os consumidores. Nada pode, cliente paga e fala quando puder. Taxas e atendimento via computador para todos. O serviço pré-pago cheio de vícios e pegadinhas infames, bloqueios e enfim, um serviço pós-venda da pior qualidade.
Na telefonia fixa, a situação é ainda pior, principalmente para os paulistas, que ficaram ligados a uma das piores empresas do setor telefônico do mundo. Campeã absoluta de reclamações no Procon e dos muitos sites especializados em reclamações de consumidores.
O pior serviço de atendimento ao consumidor disparado e com os preços abusivos aliados a obscena taxa de assinatura que permaneceu como brinde para os empresários que compraram as nossas empresas de telefonia.
Outro dia, fui vitima dessa empresa, na verdade um dos muitos agregados dos bandidos que habitam as cadeias da nossa região, comprou um telefone pré-pago na Telefônica, usando meu nome e CPF. Não precisou de mais nada, conseguiu com a maior facilidade entrar no sistema e habilitou um aparelho para provavelmente aplicar golpes de falsos seqüestros, etc.
Eu recebi em meu endereço a carta da Telefônica relatando o fato e me cumprimentando por ter adquirido uma nova linha, liguei para me informar e pedir o cancelamento da fraude. Qual não é a minha surpresa, precisei de uma hora, falei com sete energúmenos mal treinados, totalmente despreparados e com uma arrogância que beira o cinismo. Um desses funcionários teve a petulância de me dizer que para cancelar a fraude eu teria de recolher aos cofres da empresa uma taxa de R$ 120,00 (cento e vinte reais).
Ao final de uma hora de conversas ásperas e da minha ameaça de levar a público e aos órgãos de defesa do consumidor a minha versão sobre os fatos, eles cederam as evidências e me forneceram um protocolo de cancelamento.
Vejam bem e percebam que a diferença entre o marginal que aplicou o golpe e a postura da empresa se confunde e se separam por uma linha tênue. É caso de polícia, mas a polícia está em greve, por que os privatizadores tucanos gostam de empresas estrangeiras, pedágios e enxugamento do Estado, mas odeiam policiais, professores e demais funcionários públicos.

6 de novembro de 2008

O que esperar de Barack Obama

A vitória do democrata Barack Obama nas eleições para a presidência dos Estados Unidos da América transcende num só momento a inquietação dos conservadores, normalmente brancos e a euforia dos negros ainda ressentidos por anos de lutas contra o preconceito.

Chegar ao poder era um sonho distante que agora se torna realidade para milhões de homens e mulheres em todo imenso país das oportunidades. O momento é de crise na economia, de dificuldades imensas nas relações exteriores, com o país sendo responsável por uma guerra absurda no Iraque, cuja finalidade jamais foi a de proteger quem quer que seja, muito menos a democracia mundial, petróleo é o nome daquela estúpida incursão.

É necessário saber se após o efeito da embriagante vitória, Barack irá realmente revolucionar a administração americana, tratando com seriedade e inteligência questões complexas que sempre foram relegadas a segundo plano ou tratadas com a mais pura arrogância Yanque.

Estão nesse rol de ações as questões do protecionismo exagerado do comércio em relação principalmente aos países em desenvolvimento como o Brasil. Terá o novo presidente uma postura diferente de seus antecessores? O diálogo será a tônica ou teremos novamente que nos contentar com migalhas que escapam dos porões dos navios de carga?

Em concordância com a observação do brilahnte escritor português José Saramago, creio que, o novo presidente deveria em sua primeira semana como mandatário do maior país do planeta derrubar a base de Guantánamo em Cuba, assim como os jovens idealistas o fizeram com o muro de Berlin.

Em seguida e com a mesma firmeza, deveria assinar o fim das barreiras comerciais e culturais impostas a Cuba, sem sentido nos dias atuais, e completamente contrária aos discursos de democracia feitos em sua campanha a Casa Branca.

É preciso que Barack Obama seja forte e corajoso o bastante para iniciar uma revolução nos Estados Unidos, similar àquela que anos atrás iniciou Mikhail Gorbachov na antiga República Socialista Soviética, hoje Rússia. É preciso que os americanos recomecem a construir um país onde a indústria bélica não seja mais importante que a agricultura. Onde o medo dê lugar à esperança de novas oportunidades e de uma relação mais pacífica e cordial com o mundo a sua volta. Onde o meio ambiente seja levado a sério e possa usufruir da tecnologia tão destacada em solo americano.

Obama é um homem que estará representando uma nação que precisa se reerguer após duas gestões péssimas do fantoche Bush, superar obstáculos que estão hoje fragmentados e esse talvez seja seu maior desafio, retribuindo aos americanos sejam eles democratas ou republicanos a esperança de um futuro digno de sua história de lutas e conquistas nem sempre democráticas.