31 de janeiro de 2009

Uma licitação pra lá de estranha

Recebi outro dia uma mensagem pela internet, onde constava uma informação sobre uma licitação para a aquisição de quinze milhões de saches de gel lubrificantes. A licitação estava sendo conduzida pelo Ministério da Saúde do Brasil, fato comprovado através de uma pesquisa realizada junto ao site institucional daquele ministério.
O mais estranho nessa licitação é sabermos o porquê dela existir, quem no governo em seu Ministério da Justiça poderia justificar esse gasto absurdo com tal produto que entre outras coisas jamais foi item essencial para a saúde pública por exemplo. Saúde essa que carece de médicos na maior parte do país, medicamentos para os mais necessitados, hospitais com leitos disponíveis e equipamentos em pleno funcionamento para atender a enorme demanda.
Ao invés de investimento sério em itens que venham a favorecer milhões de brasileiros carentes de saúde pública percebemos que o governo quer torrar nosso dinheiro em gel lubrificantes. Talvez seja para a classe média usar na hora de ter de enfiar “goela” abaixo tantos impostos inócuos.
A verdade é que não há planejamento no governo brasileiro para nada, exceto a cobrança de impostos, algo que os nossos governantes leva muito a sério. De resto, inexiste a correta alocação de recursos naquilo que efetivamente é necessário para o povo mais carente do país.
Ao invés de torrar milhões com a compra de quinze milhões de saches de gel lubrificantes seria muito melhor que o mesmo ministério comprasse então “óleo de peroba” para que os membros do governo passassem nas suas faces sempre que fossem justificar compras e ações como essa do gel lubrificante.
No norte e nordeste além da região centro oeste o atendimento médico é precário para o povo daquelas regiões que com certeza não optariam jamais pelo investimento governamental de milhões de reais em gel quando faltam estoques de sangue, equipamentos para exames de raio X, ultrassonografias, entre outros mais importantes.
Mas como sempre, as justificativas são muitas e sempre muito bem elaboradas, exceto pelo fato de esquecerem de ouvir o povo para saberem realmente a onde a sociedade civil quer que o seu dinheiro seja investido centavo por centavo. A isso se chama transparência e participação popular nos destinos de uma nação, algo que está muito longe de ocorrer em nosso país.

Os gatos e ratos do Bolsa Família

“A palavra progresso não terá qualquer
sentido quando houver crianças infelizes”
Albert Einstein

A divulgação confirmando que um gato (felino) recebeu R$ 20,00 para seu dono, um agente de saúde da cidade de Antonio João (MS) foi quem descobriu a fraude e a denunciou ao poder público. O felino pertencia ao Sr. Eurico S. da Rosa que além do bichano ainda recebia mais dois valores provenientes de crianças que o casal nunca teve.
O Senhor Eurico é nada mais nada menos que o Coordenador do Programa Bolsa Família naquele município em Mato Grosso do Sul e para dar o exemplo de que essas políticas sociais são frágeis e ineptas roubava em seu favor.
Se um gato pode receber imaginem quantos “ratos” como o Eurico percebem mensalmente numerários irregulares frutos de fraudes contra o dinheiro público no Brasil? Se o próprio Coordenador escolhido a dedo pelo governo federal rouba, desvia e frauda o sistema, o que podemos pensar do restante do benefício?
No município de Antonio João existem 1.184 beneficiários do Bolsa Família, resta saber se devidamente cadastrados ou se são felinos, cães e ratos como o caso do benefício do Eurico. Ele será indiciado, teve o benefício suspenso, terá de devolver o que recebeu ilicitamente, foi exonerado do cargo, mas nada disso traz de volta a credibilidade perdida.
Ao invés de gastarmos bilhões de reais por ano com toda sorte de projetos tipo “bolsa esmola” o governo deveria investir em programas de desenvolvimento sustentável, obras para geração de novos empregos, redução das sua perversa política de juros estratosféricos e cobrança tributária irreal. Seria muito melhor que essa montanha de dinheiro usada como beneficio eleitoral fosse canalizada para projetos de saúde e educação nas cidades mais pobres do país.
Ao invés de pagar felinos seria muito mais inteligente que fosse implantado o projeto do Senador Eduardo Suplicy de renda mínima, um programa sério, comprometido e facilmente fiscalizado pelo governo federal. Suplicy tem divulgado e insistido sempre com a implantação de seu projeto em vão, uma vez que o governo federal prefere jogar dinheiro fora pela janela ou melhor para o lixo.

24 de janeiro de 2009

O viés cruel das montadoras

A sanha governista por mais impostos e pela manutenção de um Estado arrecadador e incompetente não tem fim jamais. Enquanto convive com gastos absurdos para poder manter sua estrutura gigantesca com mais de 37 ministérios e uma infraestrutura de dar inveja pela forma nababesca que arrecada e consome nossos recursos, o governo federal impõe à sociedade uma ditadura dos impostos.
Agora estamos convivendo com uma crise que afeta a economia mundial, essa crise mal chegou ao Brasil e já começa a mostrar a faceta mais cruel dos nossos empresários gananciosos e sem um mínimo de ética.
Um exemplo concreto é dado pelas montadoras que aqui instalam seus parques industriais, ganham fortunas, conseguem manter o balanço das suas matrizes e ainda recebem dos nossos governantes um tratamento diferenciado em relação aos impostos e tributos que deveriam recolher.
Ou seja, recebe de graça, isenção de impostos municipais, estaduais e federais por até dez anos. Contratam empregados por salários abaixo do mercado e lucram muito por anos a fio sem reclamar de nada. Até que acontece uma crise cujos brasileiros nada tem a ver, os gananciosos perdem dinheiro nas bolsas de valores, em especulação imobiliária e resolvem punir os empregados com a demissão sumária.
Os governantes bonzinhos que concederam isenções tributárias, nessa hora somem do mapa e da mídia, deixando os metalúrgicos ao Deus dará, sem auxílio algum. É um verdadeiro golpe do conto do vigário, o país recebe a multinacional, apóia, isenta de impostos, investe em estradas e infraestrutura e depois percebe que as empresas não têm nenhum compromisso com o nosso povo, com o nosso governo e muito menos reconhece os empregados como seus parceiros.
O setor de autopeças é quase tão nefasto quanto o das montadoras, seus empregados tem baixa remuneração, os preços praticados pelo setor são os maiores do mundo, não importando se a peça é ou não para veículos nacionais ou importados.
A ganância e a falta de compromisso com parceiros e colaboradores é marca registrada no setor automotivo nacional, bem diferente das propagandas promovidas por eles o ano inteiro. Aliás, o gasto com esse item supera em muito, o que deveriam investir em ética e qualidade de seus produtos.

9 de janeiro de 2009

O mundo surtou de uma vez

Algumas notícias neste começo de 2009 deixam-nos a impressão de que o mundo surtou de vez, que a vida não é mais a mesma e de que precisamos tomar um trem para o espaço ou viajarmos sem bilhete de volta para outro planeta.
Pois vejam alguns exemplos do que está acontecendo lá fora nesse instante:

1. A indústria pornográfica americana solicita U$ 5 bilhões ao governo americano em virtude da crise financeira que assola o mundo. Se até a indústria da sacanagem explícita está falindo, o que podemos imaginar do resto da economia ortodoxa? Se até a sacanagem está pedindo dinheiro, começo a achar que o mundo vai parar. Aqui no Brasil quem torra nosso dinheiro público é a Indústria da Corrupção, se bem que, também produz muita sacanagem.
2. Após o divórcio um homem pede na justiça americana que a ex-mulher lhe devolva seu rim doado a ela quando ainda estavam casados e ainda lhe pague uma indenização de U$ 1,5 mi a título de compensação. O médico disse que doou o rim em 2001, sendo que a “ingrata” entrou com pedido de separação quatro anos mais tarde. Em quem confiar? Logo teremos pedidos de devolução de implante de silicone, cirurgias plásticas, retiradas de botox...
3. No Brasil um prefeito assume a gestão da cidade e encontra um estoque no almoxarifado da Prefeitura de R$ 250 mil em papel higiênico. Seu antecessor preocupado com a higiene nos banheiros da prefeitura não poupou esforços para deixar tudo limpo. Haja sujeira para usar tanto papel. E a educação, saúde e demais áreas no município continuam uma m...
4. O presidente boliviano Evo Moralez assumiu seu governo falando grosso e ameaçando o Brasil com a estatização do gás boliviano e a nacionalização da nossa Petrobrás em solo boliviano. Atualmente o intrépido aprendiz de Chavez reclama com o mesmo Brasil, pela queda na demanda do mesmo gás que tentou usar para fazer chantagem e pressão. Pelo visto a bola do Evo murchou de vez e ele vai precisar de muito gás para enchê-la novamente.
5. A britânica Karen Ferrier obsessiva por dálmatas está leiloando sua coleção de itens com bolas pretas imitando a raça dos cães que tanto ama. Entre as inúmeras peças, estão papeis higiênicos, dois automóveis brancos com bolinhas pretas entre as três mil e quinhentas peças da inglesa maluquinha. O marido conseguiu escapar ileso e não foi obrigado a colocar bolinhas pretas em lugar algum do corpo.
6. Um casal de chilenos tentou ludibriar uma agencia bancária, fazendo a jovem maquiada se passar por sua avó que estava viajando enquanto o netinho tentava roubar seu dinheiro no Banco. A caracterização mal feita acabou fazendo com que os pombinhos traiçoeiros fossem presos. Se fosse no Brasil, com certeza o golpe seria aplicado e passaria numa boa, por uma questão de now know de nossa gente criminosa.

Isso é só uma pequena e ínfima amostra das loucuras que andam acontecendo mundo afora e que se fossem todas relatadas ultrapassariam todos os limites.

Comércio poupa Bancos mas pune os honestos

Os comerciantes sofrem nas mãos dos vigaristas, estelionatários e falsários que habitam a nossa terra brasilis desde há muito tempo. Nos últimos anos essa situação de cheques sem fundo, roubados e outras aberrações tem se proliferado mais que político corrupto.
Os bancos por sua vez viraram casa de comércio de cartões de crédito, seguros, empréstimos e financiamentos e não importa à qualidade e a idoneidade de seus clientes, quantidade é a meta. Se um cliente passar um cheque sem fundo a instituição bancária o premia com mais um ou dois talões de cheques.
O Banco Central regulamenta tudo que não importa para a sociedade, mas permiti essa farra do boi, deixando que a credibilidade do sistema fique à deriva completamente. As punições são brandas para ambos os lados e no fim do túnel sofrem todos menos os que deveriam. A impunidade é a marca indelével do sistema e não seria diferente na nossa economia de mercado.
O cidadão que leva a vida como seguidor da infeliz “Lei de Gerson” navega em águas calmas, pode ter conta em banco, possuir cartão de crédito e talão de cheque, pode assim, enganar comerciantes e incautos e ainda estar livre para comprar cada vez mais, sem se preocupar com a nossa justiça. Aquela que está muito mais preocupada em exceder limites de salários para marajás do que para com a nossa vida terrena.
O honesto enfim, bom, esse é punido pelo governo que lhe cobra altíssimos impostos e tributos de toda natureza. Não pode passar cheque em estabelecimentos comerciais, onde o comerciante impõe limites e cerceia-lhe o direito à compra, exigindo cartões, identificações e toda qualidade de burocracia e imposições formais. Existem casas de comércio que não aceitam mais cheques, outras impõe limites máximos para aceitá-los.
O cidadão honesto paga a conta pelo comerciante que não procura identificar através de cadastro prévio e informatização seu ponto comercial. Paga pela omissão do Banco Central e dos Banqueiros que fazem vistas grossas aos falsários, paga também por ser honesto e agir a vida inteira de acordo com as leis e os bons costumes exigidos e cumpridos em qualquer sociedade de primeiro mundo.
Ao invés das Federações e Associações Comerciais travarem guerra contra a permissividade dos bancos em favor dos clientes honestos, prefere impedir o acesso de todos ao uso do cheque. Exigir cadastro, documentação, assinatura é melhor do que nivelar a todos no mesmo patamar.
Seria simples resolver o impasse: Cheque devolvido = conta encerrada. Conta encerrada = a nome no SPC/Serasa/Banco Central. Reincidência: Igual à Multa de vinte salários mínimos + Processo. Mas isso requer inteligência, trabalho e o fim da impunidade, o que nesse país é simplesmente impossível.