27 de fevereiro de 2009

Só no Brasil os políticos conseguem com tanta facilidade

Tem certas coisas que só acontecem no Brasil, têm outras que raramente acontecem em qualquer lugar do planeta. Por exemplo, desde que tomou posse da presidência dos Estados Unidos, Barack Obama tem se reunido constantemente com seus assessores, ministros, economistas, parlamentares e com setores da sociedade civil daquele país que atravessa grave período de turbulência econômica.
Esse é um fato normal na grande maioria dos países que tem uma democracia forte e estabelecida vigorando. Entretanto, aqui no Brasil, há seis anos nosso presidente e ex-líder sindical tem se destacado por nunca estar presente a reuniões de serviço em solo brasileiro.
Desde que tomou posse em seu primeiro mandato no dia 01.01.2003 até esta data (17/02/2009), foram exatos 2.240 dias de gestão à frente dos destinos do nosso país. Nesse período, se descontarmos viagens ao exterior, viagens pelo nosso país e alguns períodos de férias, verificaremos que nosso atual presidente pouco ou nada ficou pilotando seu gabinete em Brasília.
Como pode um presidente de uma nação imensa, com tantos desafios, tantas coisas por fazer, tantas barreiras por ultrapassar, tantas obras e batalhas sociais por realizar, conseguir ficar tão ausente e omisso?
Sua equipe ministerial conta com quase quatro dezenas de ministros, centenas de assessores e milhares de pessoas nos demais escalões da burocracia estatal brasileira e mesmo assim raramente, ou quase nunca soubemos de alguma reunião importante de trabalho que resultou em benefícios para nossa gente.
Quando foi a última vez que você ouviu dizer que Lula estava reunido com sua equipe ministerial para:
1. Realizar ou discutir algum planejamento;
2. Reunidos para traçar metas;
3. Definindo estratégias;
4. Reunião para acompanhamento do orçamento;
5. Cobrança de resultados;
6. Reunião para definição de ações?

A resposta é nunca, ou estão se reunindo as escondidas do povo e da imprensa. É uma vergonha um país cujo presidente e sua equipe ministerial não se conversam, não trocam idéias com equipes dos governadores e raramente ouvem o povo através de seus representantes e entidades civis. Exceto quando interesses outros estão na pauta e não são com certeza de interesse da nossa gente sofrida.
A arrogância é um dos problemas, os caras se acham Deuses, outros até tem certeza como FHC por exemplo no período de 1991 a 2002. O outro dificultador é que nosso presidente não tem por hábito trabalhar em seu gabinete, comandar o país, trocar impressões com subalternos, analisar a crise econômica com nossos muitos economistas graduados, falar sobre segurança pública, ouvindo quem realmente entende do processo. Ouvir e agir com transparência.
Ao invés disso, o presidente ri de tudo e de todos, acreditando saber de tudo e confiando cegamente em seus asseclas como sendo a sua única fonte de informações fidedignas sobre o que está acontecendo ao seu redor.
Mesmo assim, por uma total deformação no nosso sistema educacional e nas condições de difícil acesso pelo nosso povo às informações nosso presidente consegue ter mais de oitenta por cento de aceitação ao seu governo.
Isso deixa claro o quanto estamos distantes da realidade. Como pode alguém que viaja o tempo inteiro, não reduz taxas de juro, permite que os bancos roubem seus clientes à mão armada, que não reduza a carga tributária nem por decreto nem por milagre possa ter um governo bem aceito?

17 de fevereiro de 2009

Como construir um castelo no Brasil?

A divulgação das fotos do Castelo do Deputado Edmar Moreira – DEM-MG pela imprensa brasileira expôs uma série de falcatruas e falhas no sistema, o mesmo que fiscaliza com imenso rigor aos trabalhadores, fiscaliza os clientes de bancos e não perdoa os demais brasileiros que aqui vivem. A divulgação dessa barbaridade que já está obviamente caindo no esquecimento popular e da mídia, deixa algumas questões no ar, tais como:

1. Quem consegue construir algo no Brasil envolvendo milhões de reais, compra de materiais importados sem ser incomodado por fiscais municipais para que faça a devida comprovação do recolhimento de ISS, INSS, taxas e tributos de toda ordem e natureza? Experimente fazer aquele puxadinho nos fundos da casa do cunhado e lá estarão fiscais e até a polícia se bobear.

2. Quem após construir uma obra nababesca e descomunal como essa consegue ocultá-la da Receita Federal? Ações trabalhistas, indenizações são tributadas sem dó nem piedade.

3. Quem consegue empréstimos e financiamentos habitacionais na CEF ou BB para construir um castelo sem levantar suspeitas e sem ser questionado por gerentes e analistas de habitação por conta de certidões negativas, documentos e farta burocracia?

4. Quem consegue construir uma obra faraônica dessas e ao mesmo tempo estar em débito com o INSS e ter cerca de 120 processos contra seu nome e sua empresa no Brasil? Aquele comerciante honesto não conseguiria se manter em atividade, mas o Deputado...

Após conseguir tudo isso, levantar R$ 1,9 mi do Banco do Brasil o parlamentar consegue se eleger Deputado e ainda de brinde vira da noite para o dia o Segundo Vice-Presidente e Corregedor da Câmara dos Deputados em Brasília. Só mesmo um intrépido parlamentar brasileiro para conseguir tudo isso sem esbarrar nas entranhas das leis, na burocracia estatal, nas regras e regulamentos “rigorosos” do Banco do Brasil, do Banco Central e da nossa Receita Federal.
O trabalho para erigir a obra levou o candidato a esquecer de informar a Justiça Eleitoral e a Receita Federal sobre a existência dessa “casinha” para lazer aos finais de semana em São João do Nepomuceno (MG). Oh pobre parlamentar atarefado, preocupado em julgar seus colegas suspeitos de fazer parte do mensalão esqueceu tudinho como se amnésia tivesse.
Agora ao ser inquirido sobre a origem do dinheiro o Parlamentar – Rei respondeu que o Palácio não lhe pertence mais, pois foi doado a um de seus filhos pertencente à realeza dos Moreira’s. Quando então questionado sobre o por quê da construção de um Castelo, o nobre astuto disse que a intenção era explorar mais o turismo da região, cuja cidade de São João de Nepomuceno conta com menos de cinco mil habitantes e jamais foi polo turístico nas Minas Gerais.
Às vezes tenho absoluta certeza que cadeia seria pouco para certos políticos espertalhões que roubam dinheiro público, desviam recursos do erário e ainda solapam o sonho de esperança de um futuro melhor para o povo brasileiro.

9 de fevereiro de 2009

Quando os preços dos combustíveis vão baixar no Brasil?

Nenhuma lei de mercado ou regra da economia mundial consegue emplacar no Brasil e o motivo é sempre o mesmo, a lei da ganância nacional sobrepõe às leis da economia mundial. O preço sobe por que estamos na entressafra, o preço subiu por que choveu demais e os produtos estão em falta, o preço subiu por que não choveu, enfim, tudo é desculpa para ganhar mais e nunca diminuir os preços dos produtos.
Nem a crise que afeta a economia mundial nem a queda de um planeta do nosso sistema solar, nada será capaz de intervir na cadeia de preços nacionais. O governo faz a sua parte e ao contrário do mundo civilizado não reduz impostos, não reduz o déficit público e jamais vai permitir que a taxa de juros seja de um dígito. O Japão, a Grã Bretanha, os EUA e demais países estão todos errados, ninguém entende nada de economia, certo estão Lula, Meirelles e o Mantega.
O preço obsceno dos nossos combustíveis (Álcool, Gasolina e Diesel) é a maior prova dessa tese. Hoje mesmo o preço do álcool em Bauru – SP, está em torno de R$ 1.399 o litro nas bombas de combustíveis da cidade. A gasolina não sai por menos do que R$ 2.399 o litro. Isso independente da oscilação do dólar, do mercado externo e de qualquer outro mecanismo de análise utilizado.
O barril de petróleo no exterior variou nos últimos meses de U$ 140,00 (cento e quarenta dólares) no pico até U$ 38,00 (Trinta e oito dólares). O Brasil atingiu a meta de auto-suficiência na prospecção de petróleo e ainda descobriu milhões de toneladas de petróleo abaixo das barreiras do pré-sal. Mesmo assim, a gasolina que usamos com 23% de adição de álcool e um percentual desconhecido de impurezas jamais tiveram seu preço diminuído pelo governo Lula.
A plantação de cana de açúcar no Estado de SP ocupa a maior parte das terras produtivas e mesmo assim, com plantio constante e colheitas cada vez maiores, sem que haja problemas de quaisquer natureza ou entressafras, o álcool chega às bombas com preços abusivos, intermediados por recuos estratégicos seguidos de novos aumentos sem explicação plausível.
Os usineiros riem à toa, auferem lucros nababescos e ainda por cima têm acesso a linhas de crédito do BNDES para seus projetos e expansões de ganhos. Tratamento bem diferente daqueles que são dados aos agricultores, comerciantes e empresários em geral, para eles à Lei e os regulamentos burocráticos.
Hoje o litro de ouro, digo, de álcool é equivalente a 58% (cinqüenta e oito por cento) do valor do litro de gasolina no Estado de São Paulo. A Venezuela e a Argentina praticam preços menores para a gasolina que segundo consta é de qualidade muito superior à nossa. E a Petrobrás segue dando show de lucros mirabolantes enquanto os consumidores continuam indo as oficinas mecânicas trocarem suas bombas de combustíveis danificadas por utilizarem combustíveis idênticos à qualidade dos nossos políticos.

Congresso Nacional - Quanto desperdício de tempo e dinheiro!


A eleição para a presidência do Congresso Nacional demonstrou claramente para a nação brasileira o quanto se desperdiça dinheiro e tempo em prol exclusivamente dos interesses mesquinhos dos membros daquela casa. Por trás da fachada da democracia parlamentares negociam, vendem e distribuem abertamente seus preços como se ali estivesse um bordel eletrônico.
Com a diferença que no bordel pelo menos as mulheres trabalham e muito para ganhar seu sustento. A eleição do eterno Senador José Sarney custou muito aos cofres do Congresso e custará ainda mais na hora dos acertos de contas provenientes dos apoios solicitados e importantes nas costuras realizadas para contemplar o dono do Maranhão no poder.
Um cargo cujo orçamento é maior do que o da cidade de Porto Alegre, não pode ser desprezado. Nossos parlamentares jamais fariam isso em hipótese alguma, tem muito dinheiro e poder em jogo, quanto à importância democrática do cargo, bem, isso é fica para os discursos e entra apenas nos anais da casa.
Durante os quatro anos dos mandatos dos Deputados Federais e dos oito anos de mandato dos Senadores, raramente temos a oportunidade de ver a plenária lotada de parlamentares ávidos por votarem, por trabalharem.
Pois no dia da eleição para a Presidência do Senado e da Câmara, teve até parlamentar que veio de cadeiras de rodas para poder exercer seu direito. Quando é para votar coisas de interesse do povo...Juntar meia dúzia já é tarefa muito complicada. Teve político que até passou mal e teve de ser atendido pelo posto médico da casa. Ainda não se sabe se a causa do mal estar foi por conta do enorme esforço de ir ao seu trabalho ou se pela emoção de votar em Sarney e Temer.
O alto escalão da Justiça só pensa quase que exclusivamente em reajustar ou equiparar salários de seus membros da corte. O poder executivo gasta com viagens e propagandas além de desperdiçar tempo e dinheiro do povo. O poder legislativo trabalha em prol dele próprio e consome bilhões por ano em salários, benefícios que nenhum outro segmento da sociedade possuí e não produz nada de positivo para a sociedade que paga toda essa farra.
Enquanto isso o povo reza, os trabalhadores metalúrgicos diminuem salários em troca de chantagem para evitar demissões em massa e a sociedade como um todo continua pagando pesados tributos para manter essa fonte inesgotável de prejuízo intitulada democracia brasileira.