26 de novembro de 2009

Aplauso?

Recentemente o PSDB de Bauru resolveu colocar uma matéria paga no Jornal da Cidade intitulada “Aplauso”, aonde fazia apologia a tudo que achavam ter sido feito pelo partido nos últimos quinze anos, enaltecendo em demasia o que na prática é apenas e tão somente obrigação de um partido que está a tanto tempo no poder. Então vai a réplica!
Depois de quinze anos governando SP, o PSDB quer aplauso para o pouco que fez pela região de Bauru. Pouco? Sim, muito pouco se comparado com o que arrecadam de quase um milhão de pessoas na nossa região. Pouco por que eles têm a obrigação de fazer muito mais.
Aplauso por terem demorado tanto tempo e ainda não terem duplicado a Bauru – Iacanga, Bauru – Ipaussú e a Bauru – Marília?
Aplauso pela AHB? Associação Hospitalar Bauru, cuja direção é acusada de desviar milhões da saúde pública sem que ninguém do partido denuncie, mande investigar ou tome um posicionamento perante a sociedade bauruense. Ao invés disso, ficam denegrindo que critica o que está acontecendo.
Aplauso pelo péssimo serviço de saúde na região, obrigando doentes a se locomoverem por muitos quilômetros para chegaram a Bauru para se tratarem onde à situação é péssima?
Aplauso pela cobrança de IPVA mais alta do Brasil?
Aplauso pelas privatizações que trouxeram milhares de desempregados a região? E que ninguém consegue saber aonde foram investidos os bilhões de dólares arrecadados no processo.
Aplauso por estarem começando uma obra (Nações Norte) depois de quinze anos e já jogando na cara do povo a sua realização, como se obra já estivesse pronta?
Aplauso para quem está no governo a quinze anos e ainda pergunta se alguém fez mais por Bauru? Como alguém iria fazer se somente eles foram poder cara-pálidas?
Aplauso para um partido que constrói um aeroporto apressadamente e depois percebe que ele deveria ser feito com calma e para poder receber aviões de carga?
Aplauso para um partido que permite um sistema penitenciário obtuso onde em média 175 criminosos fogem por mês, inundando as ruas de novos crimes e terror? Onde estão os novos investimentos para Segurança Pública? Onde estão os novos soldados para poder fazer frente ao crescente aumento da criminalidade na região?
Aplauso para quem é omisso no trato para com a segurança pública? Quanto ganha um policial civil, um policial militar ou um professor do Estado?
Aplauso para os pedágios novos da Rodovia Marechal Rondon? Uma viagem entre SP x Belo Horizonte ida e volta tem 1160 km aproximadamente. Nesse percurso o motorista de um carro de passeio pagará R$ 15,40. Na Marechal Rondon o mesmo motorista numa viagem de Bauru a Botucatu ida e volta terá pela frente 180 km aproximadamente, mas pagará em solo tucano R$ 21,00. Dizer o quê? Defendê-los como? Explicação? Nenhuma, o povo que lixe.
Com as palmas o povo!

Tudo está caindo? Porque?

Nos últimos tempos tenho percebido que não param de cair obras, pedaços de construções, desmoronamento de obras do Metrô, vigas de obras do Rodoanel, sino da igreja da Sé em SP, trechos de estradas, além da energia que vive caindo no que convencionamos chamar de “apagão”.
Em alguns casos podemos creditar a pressa de alguns governantes em querer inaugurar suas obras para poderem ser alavancados rumo a outro cargo público nas eleições seguintes. Isso acontece e não é raro.
No interior de SP, um aeroporto sonhado pela sociedade foi inaugurado há pouco tempo, depois de descerrada a fita e com alguns meses de funcionamento os gênios perceberam que a obra deveria comportar aviões de carga e não haviam pensado nisso antes, a pressa levou a fazer o aeroporto para receber aviões de passeio.
O sino da igreja da Praça da Sé despencou da torre do relógio trazendo medo e pânico para quem estava por perto na hora do acidente. Com certeza absoluta, mesmo antes de maiores investigações técnicas, não pode ser outra coisa que não a falta de manutenção preventiva.
Esse, aliás, é o grande problema da rede elétrica de energia nas nossas cidades, pois todo o sistema data da década de sessenta. E desde então não tiveram nenhuma modernização mesmo depois de privatizadas, pois as empresas que compraram não querem perder nem um centavo de seu lucro certo.
As linhas de distribuição no Brasil continuam sendo levadas às residências e indústrias em fios por via aérea através de postes espalhados pelas cidades. Na Europa o mesmo é feito de forma subterrânea, deixando as cidades com aspecto muito mais moderno e limpo.
As linhas de transmissão não recebem a manutenção adequada, os transformadores não são trocados como antigamente, época em que o setor elétrico estava nas mãos seguras das empresas estatais. As usinas além de não gerarem um kw/h a mais ainda estão se tornando obsoletas a cada novo dia.
O outro grande fator que faz com que acidentes em obras aconteçam é a falta absoluta de fiscalização do poder público. As empreiteiras usam materiais de quinta categoria, querem ganhar até o último centavo, talvez por que algumas delas perdem muito dinheiro tendo de bancar candidaturas de políticos e governantes nas eleições e depois precisam recuperar esse dinheiro.
E o fazem de duas formas, ou superfaturando obras ou redimensionando a colocação de materiais (Vigas, Concreto, etc). Isso acaba comprometendo a estrutura das obras e passam misteriosamente pelas fiscalizações do contratante. Quando ocorre a desgraça, ninguém sabe ninguém viu, isso acontece, é uma fatalidade e outras bobagens o tipo.
Tudo isso só acontece aqui no Brasil por dois motivos, um é o DNA da nossa classe governante e o outro é a impunidade imoral que campeia nossas relações jurídicas e fazem com que os envolvidos não tenham medo de serem presos ou de terem de devolver aos cofres da nação o que roubaram.

Diferenças no Brasil

Viver no Brasil é complicado, o povo tem deveres e obrigações e seus direitos raramente são cumpridos pelos governantes e demais autoridades. Tudo que é proibido, ilegal ou imoral é franqueado a políticos e a toda rede que sustenta essa escória brasileira, ou seja, os corruptores.
Se um cidadão comum quiser fazer um puxadinho em sua casa modesta na periferia, terá de pagar horrores a Prefeitura, INSS, recolher ISS, taxas e mais taxas exorbitantes. Os ricos fazem mansões e os políticos castelos sem ao menos declarar à receita federal, ao INSS e a Prefeitura local e nada acontece...
Um cidadão comum tem de suar sangue para abrir e manter funcionando uma empresa de pequeno porte, tendo de arcar com tributos de toda natureza, impostos obscenos e lucros mínimos. Já os políticos abrem empresas fantasmas em nomes de laranjas, com endereços falsos, lucram milhões e o que é pior, sonegam impostos e ainda ganham licitações em órgãos federais, Congresso Nacional e nas Assembléias Legislativas.
Ter um plano de saúde e fugir do açougue chamado SUS é o sonho distante da maioria dos brasileiros, aqueles que conseguem pagam uma parte considerável de seus vencimentos e ainda sofrem surpresas desagradáveis como reajustes muito acima da inflação, restrições de toda ordem e humilhações.
Enquanto isso, no Éden de Brasília políticos aprovam leis em regime secreto, para que seus familiares diretos e indiretos possam usar de forma vitalícia (até a morte) planos de saúde de primeiro mundo as nossas custas.
Emprego no Brasil para o povo é sem carteira assinada em geral, sem benefícios exceto vale transporte e vale coxinha (refeição). Enquanto isso nas cortes espalhadas pelas Prefeituras, Governos Estaduais, Federal e toda rede de políticos do país, emprego é qualificado, com alta remuneração, muito acima do mercado e sem necessidade de concurso ou quaisquer outros obstáculos.
Viver no Brasil é lindo, o país é mesmo maravilhoso, porém conhecê-lo custa muito caro, as passagens aéreas nacionais são um estupro ao bolso do trabalhador. Uma viagem para conhecer a Amazônia custa o equivalente a viajar pela Europa durante cinco dias. Entretanto, políticos, parentes, amantes viajam de graça para Paris, Londres, Nova York e demais cidades ao redor do planeta, graças a benefícios conseguidos com muito sacrifício pelos parlamentares brasileiros.
No Brasil acidentes trazem dor de cabeça e prejuízo apenas para o povão, ou são vítimas ou pagam pela negligência e outros artigos das leis vigentes. Agora se o acidente for causado pela pressa do governante em inaugurar obras eleitoreiras ou por uso de materiais de segunda categoria nada acontece, ninguém vai preso ou é ao menos processado. Vide Buraco do Metrô em SP, queda da viga na Regis Bittencourt, desabamento de palanques e palcos para shows, etc.
Assim é o Brasil, país de milhões que na verdade é para poucos, onde a classe média paga a conta e a elite ri a toa. Pagamos licenciamento para nossos veículos sem que nenhum serviço seja feito em troca pelo Estado. Pagamos IPVA e quando pegamos a primeira estada dá-lhe pedágios a preços astronômicos para sustentarmos empreiteiros ricos e gananciosos amigos dos governantes.
Justiça? Não... Ela é para poucos privilegiados, aqueles que legislam em causa própria ou podem pagar advogados muito caros, para o povo apenas às Leis, nada mais.

17 de novembro de 2009

Juízes no Sec. XXI proferindo sentenças fora do nosso tempo

No MS o Juiz da 13ª Vara Civil de Cuiabá, capital daquele Estado proferiu uma sentença arcaica que remete aos tempos da ditadura militar ou até aos períodos negros da história recente da humanidade. Protegendo políticos que já possuem imunidade parlamentar e tantas outras benesses o magistrado Pedro Sakamoto ofende a nossa inteligência e macula a liberdade que deve haver nos meios de comunicação.
O povo deve sim ser protegido de políticos criminosos, aqueles que ajudam a desviar o erário, que se compõem com madeireiras clandestinas de nossas florestas, aqueles que ajudam traficantes e sequestradores. Políticos que fraudam licitações e concursos públicos e que agem contra a própria constituição de nossa pátria.
Ao proibir que blogueiros e demais pessoas possam escrever, denunciar ou emitir opiniões em seus veículos de comunicação contra o Deputado José Geraldo Riva (PP), sob pena de multa de R$ 1 mil reais por dia, o magistrado nos remete a lei da censura no Brasil.
Recentemente outro magistrado em Brasília proibiu o Jornal Estado de SP de veicular notícias sobre casos envolvendo o senhor José Sarney. Censura pura, do tipo odiosa, querendo evitar que parcela da sociedade, pequena, diga-se de passagem, tenha acesso a informação e a verdade.
No Pará outro magistrado “preocupado” com criminosos homossexuais, resolveu proferir sentença favorável a encontros íntimos entre presos e seus parceiros homossexuais. Isso é uma preciosidade, um mimo sem precedentes. Só no Brasil temos de engolir isso por sermos tão generosos, complacentes e amistosos demais para esse tipo de vergonha jurídica.
E assim vamos caminhando e cantando e sonhando com uma Justiça de verdade, onde os membros da Corte suprema (STF) sejam escolhidos dentro de critérios nada políticos, mas sim por conhecimento exclusivo às leis e a própria justiça. Onde o mesmo possa ocorrer nos Estados da Federação, pois não tem cabimento governadores escolherem o que quer que seja dentro do poder judiciário e nem dos Tribunais de Contas.
Imparcialidade, justiça rápida para todos, fim da impunidade deveriam ser as metas a serem alcançadas, porém ao invés disso, nossos magistrados estão protegendo bandidos em demasia, políticos e até assassinos oriundos de países como a Itália.

Apagão em suas diversas formas no Brasil

É corriqueiro ouvirmos falar em apagão sempre que o país fica às escuras em virtude de quedas na transmissão de energia do sistema elétrico nacional sempre seguidas de explicações estapafúrdias e mentirosas. Em 1999 segundo as autoridades brasileiras foi um raio que derrubou o sistema em Bauru afetando cinco Estados brasileiros numa noite em que nem choveu na região de Bauru.

Agora na noite do dia 10/11/09, novamente uma queda no sistema elétrico leva pânico e prejuízos a dezoito Estados brasileiros sem que uma única explicação inteligente e verdadeira venha à tona. Ventos fortes, intempéries climáticas, raios e muito bláblá e já começam a jorrar nas emissoras de televisão pelo Brasil afora, sem que nenhuma delas tivesse a coragem de efetivamente nos dizer o que aconteceu.


Mas o Brasil não é exclusivo em apagões de energia elétrica tão somente, aqui temos outros tipos de apagões que se sucedem constantemente em nosso cotidiano, senão vejamos:


Apagão moral é o que acontece com uma freqüência absurda e sempre atingem políticos eleitos, empresários envolvidos em escândalos e fraudes em licitações públicas. Autoridades de vários segmentos do país nos três poderes e até uma parcela considerável da população que finge que não sabe que existem leis e regras para a vida em sociedade. Corruptos e corruptores se valem da impunidade, mãe de todas as desgraças no Brasil.
Apagão presencial è Nos últimos dezesseis anos, com maior ênfase nos últimos oito anos, nossos presidentes tem demonstrado uma paixão desmedida por viajar para fora do país. Nunca se viajou tanto como o FHC e Lula. O atual presidente tem mais tempo de voo que a frota inteira da Boeing. Não permanece em seu gabinete e as reuniões de planejamento, cobrança de metas e trabalho são coisas desconhecidas. Enquanto isso o setor aéreo vai de mal a pior.


Apagão coletivo é aquele que afeta a memória da grande maioria dos nossos eleitores a cada dois anos nas eleições municipais e nacionais. Elegem sempre os mesmos obtusos, dando a eles um cheque em branco assinado. E dias depois não lembram sequer em quem votaram. São responsáveis indiretos pela péssima qualidade do legislativo e executivo do nosso país.


Apagão administrativo é o que mais acontece na administração pública brasileira, no Brasil a prática de teorias administrativas e os mandamentos da Teoria Geral da Administração é um verdadeiro deserto de idéias e atos concretos. Não existe a pratica do planejamento, não sabem o que é curva ABC, desconhecem atitudes pró-ativas, reengenharia e tantos outros programas e ações que permitem que uma gestão seja feita com qualidade no setor público. Apenas viajam, desperdiçam e desviam recursos do erário.


Apagão da Justiça Esse blecaute ocorre diariamente, ontem mesmo um juiz no Estado do Para, resolveu conceder visita íntima a um presidiário homossexual. São muitas imoralidades como a própria visita íntima entre héteros, o indulto até para dia das bruxas, fugas por falta de competência do sistema penitenciário, milhares de criminosos nas ruas, julgamentos a longo prazo, falta de investimento em tecnologia para o bem da própria justiça e decisões mais rápidas e soberanas.

11 de novembro de 2009

O que está sendo discutido em nossas Universidades?

Nas Universidades Públicas Federais e Estaduais com certeza a discussão sempre está girando em torno da escassez de recursos para pesquisas, verbas para treinamento, investimentos em alta tecnologia e a questão polêmica da cota para alunos negros.
Já na Uniban – Universidade Bandeirante de São Bernardo do Campo – SP, por exemplo, a discussão gira em torno de um assunto importantíssimo, que extrapola as salas de aula e ganha às páginas dos jornais, na sua área de assuntos bizarros.
Uma estudante comparece para assistir uma aula com um vestido curto, dirige-se a sala e está tentando participar da aula enquanto nos corredores da faculdade começa um linchamento moral sem precedentes. Alunos deixam suas salas, esquecem seu objetivo na Universidade e passam a achincalhar a moça com gritos, palavrões e todo tipo de baixarias possíveis e imagináveis.
Alguns mais “inteligentes” imitam primatas e trepam em janelas na ausência de árvores dentro da escola. Uma balbúrdia sem precedentes na Uniban se formou sem que fossem identificados os motivos para essa estupidez.
A moça teve de ser retirada da universidade por policiais militares e levada a um distrito policial. Certo seria terem levado os alunos que aparentemente estavam inconformados com a vestimenta da moça ou pelo fato de ter pernas a mostra, uma contradição sem tamanho, diga-se de passagem, ou eles não gostam de moças e pernas?
A universidade até o momento não conseguiu ou não quis identificar os vândalos e falsos moralistas que cursam seus cursos. A polícia pede a Deus para coisas assim não aconteçam, pois a noite paulista já tem milhares de casos sérios de verdade para encher qualquer agenda policial.
Algumas pessoas dizem que a moça foi com o vestido para aparecer, estranho, as moças não se vestem bem ou mal para aparecer, ou quando se pintam e se bronzeiam o fazem para si próprias e não para chamar justamente a atenção? Vestido curto agora é motivo para paralisação de aulas?
Que pena que os universitários da Uniban não param para reclamar das seguintes obscenidades ao redor do nariz deles:
1. Preços dos combustíveis;
2. Inércia dos políticos do Congresso Nacional;
3. Corrupção no pais;
4. Preço dos pedágios em SP;
5. Violência em todo país;
6. Situação da saúde pública;
7. Custo do ensino privado;
8. Falta de oportunidades para recém formados;
9. A inexistência de uma distribuição de renda justa no país;
10. A falta de capacidade dos estudantes de se organizarem para fazer algo inteligente e produtivo pela nação.
Nossa juventude demonstra a cada dia o quão despreparada e inútil se transformou aquele que já foi o grande centro das discussões políticas, acadêmicas, econômicas e sociais para se perder em apupos imbecis para uma moça de mini saia sem conteúdo algum e cuja presença não deveria ao menos ser notada fossem os mesmos inteligentes e razoavelmente preparados.

1 de novembro de 2009

ENEM - Os verdadeiros culpados


“Nossa geração não lamenta tanto
os crimes dos perversos quanto
o estarrecedor silêncio dos bondosos".
Martin L. King

Após a lambança realizada pelo MEC com muitas explicações e nenhuma punição, a sociedade brasileira e os estudantes em particular se perguntam: Quem são os verdadeiros culpados pelo vazamento das provas que seriam aplicadas algumas semanas atrás em todo Brasil?
Muitas imagens, algumas teorias conspiratórias, desculpas esfarrapadas dos nossos governantes e seus funcionários nomeados por indicação política e não por competência comprovada e nada de algo concreto e definitivo que pudesse apontar os culpados e colocá-los atrás das grades.
Ao invés disso, nova licitação milionária (R$ 130 milhões) com nosso dinheiro será realizada para contratar nova empresa para que as provas sejam enfim, realizadas em dezembro, junto com os vestibulares e os festejos natalinos. Poderiam colocar papai Noel para trazer as provas lacradas num trenó.
Embora nenhuma investigação tenha comprovado algo, baseado nas declarações desse final de semana após a guerrilha urbana ocorrida na “comunidade” do Morro dos Macacos, de que os responsáveis pela guerra estavam dentro do Presídio de Segurança Máxima em Catanduvas – PR. Um absurdo diga-se de passagem, os organizadores moram no Rio 40º graus sim senhores.
Com certeza esses meliantes de alta periculosidade que estão confinados num dos poucos presídios construídos nos últimos vinte anos de desgovernos seguidos foram os responsáveis por deixarem vazar as provas do Enem. Afinal, o resultado da prova era de interesse da comunidade carcerária, do comando central do PCC, do Comando Vermelho, da Farc...
Claro que isso é ficção, mas seria melhor pensarmos nela como verdadeira do que vermos dia após dia que ninguém foi preso, ninguém vai ser responsabilizado civil e criminalmente pelo ato que causou enormes transtornos aos nossos estudantes, trouxe prejuízos financeiros irrecuperáveis ao erário e mais uma vez expôs a imagem de nossa frouxa estrutura educacional.
Os nossos governantes sabem como cobrar impostos assim como sabem desviar verbas e superfaturar obras, mas definitivamente não sabem como fazer uma simples prova chegar às carteiras de escolas espalhadas por cidades brasileiras.
Desde o processo de inscrição tudo que foi feito desagradou a grande maioria, exigência descabida de CPF para jovens de 16 anos, indicação de escolas distantes em demasia para os jovens efetuarem sua prova, enfim, uma completa e inequívoca prova de incompetência acima de qualquer suspeita.