19 de janeiro de 2010

Quantas diferenças

Nesta segunda feira, dia dezoito de janeiro de 2010, deixou a prisão na região de Ancara na Turquia o terrorista turco Memhmet Ali Agca que em 1981 tentou assassinar o então Papa João Paulo II no Vaticano.
Isso após cumprir rigorosamente trinta anos de prisão em regime fechado, sem direito a habeas corpus, sem direito a sursis, sem benefícios como uso de celulares dentro da prisão, visitas íntimas ou até o estapafúrdio indulto.
Para mostrar o quanto os demais países levam a sério a relação com seus criminosos, a primeira coisa que aconteceu ao terrorista após cumprir sua pena, foi se apresentar ao exército turco, pois como cometeu o crime ainda jovem, o criminoso não serviu ao exército de seu país, tendo que fazê-lo agora aos 52 aninhos de vida.
Note a diferença em relação ao país do vale tudo em que vivemos, note como lá fora seja no primeiro mundo ou em países em desenvolvimento as Leis existem, são cumpridas e a sociedade vive melhor.
É preciso ressaltar que o próprio Papa João Paulo II em sua magnitude plena perdoou o criminoso ainda em vida, nem isso, nem os muitos recursos impetrados alteraram a decisão suprema da justiça turca. Isso deveria servir de exemplo para a nossa pífia justiça de araque no Brasil.
Não se podem confundir direitos humanos aos quais todos têm o direito de ter acesso com libertinagem, com excessiva preocupação com um lado do crime apenas e tão somente. É preciso sim, olhar pelos dois lados e reconhecer que as vitimas precisam de amparo pós-trauma.
Se o mesmo atentado contra o Papa houvesse acontecido no Brasil, o criminoso com certeza estaria livre há pelo menos vinte anos, isso, se tivesse sido preso, pois nossa polícia não dispõe de nada além de viaturas e policiais mal remunerados e sem nenhuma tecnologia à disposição. Ciência não existe no trabalho policial do Brasil.
Isso sem contar que o terrorista teria apoio popular, apoio total da mídia que o levaria nos programas da tarde para entrevista e com um pouco de sorte ele estaria fazendo parte dos BBB’s ou da Fazenda. Entrevista com Luciana Gimenez e participação especial no “Arquivo confidencial” do Faustão, aonde o apresentador iria ressalta virtudes do criminoso desconhecidas até do próprio.
A nossa justiça, nosso sistema prisional e a nossa força policial está por culpa dos nossos péssimos governantes anos luz do mundo civilizado. O primeiro mundo prende, julga e o criminoso cumpre penas severas para cada tipo de crime cometido sem dó nem piedade, pois a piedade deve estar ao lado das vítimas e não dos que resolvem sair da estrada do bem comum.

Criticar o povo sempre é mais fácil

Geralmente a maioria da população dos chamados formadores de opinião gosta de culpar o povo pela maioria das mazelas que ocorrem no país. Se ocorrer uma enchente eles enxergam apenas as coisas que o mais pobres jogam nas ruas e rios, mas se esquecem dos governantes que prometem, tem orçamento e nada faz ano após ano.
Sem contar que o motivo que leva um cidadão a jogar lixo onde não deve geralmente ocorre por falta de educação e informação. Coisa que compete aos governantes prover numa sociedade.
Quando temos problemas de corrupção envolvendo políticos, logo em seguida alguém diz: A culpa é do povo que vota nesses bandidos. Como se houvesse múltiplas alternativas para os eleitores que sempre tem os mesmos candidatos e partidos nas eleições.
Sem contar que o voto qualificado e melhor elaborado somente poderia acontecer com mais uma sociedade com melhor nível de educação e saúde inclusive. Coisas que mais uma vez são de responsabilidade total dos governantes.
Percebemos que ficamos no meio de um tremendo circulo vicioso que persegue a sociedade e nunca é resolvido, pois os governantes e toda classe política sem exceções não quer dar ao povo empregos, alimentação saudável, educação e saúde. Ao invés disso buscam sediar Olimpíadas, Copa do Mundo, torram milhões com obras absurdas e totalmente desnecessárias.
Gastam muito mais com propaganda e corrupção do que com Educação e Saúde. A classe mais pobre tem pouco ou nenhum entendimento do que está acontecendo ao seu redor. Não foi instruída para isso e nem sofre com decisões políticas, a fome e a miséria estão no portão.
A classe mais abastada não sofre, critica de vez em quando os governantes, quase sempre idolatram os políticos de direita e criticam os de esquerda independentemente de qualidade de governo ou de uma análise mais criteriosa. Pouco se importam com o resto do mundo, suas posses, suas futuras heranças e riquezas e seus animais de estimação são mais importantes do que o resto.
A classe média paga a conta, paga os impostos, trabalha por todos e é sempre a maior prejudicada na maioria das decisões governamentais. Paga o pato e tempero e pouco pode usufruir em contrapartida.
Tem de colocar seus filhos em escolas particulares sem reembolso de IR, tem de pagar planos de saúde para fugir do inferno chamado SUS, paga o combustível mais caro do planeta. Suas casas têm de ter proteção extra como alarmes, cercas eletrificadas e cães, pois o governo nada garante.
Os empregos a disposição não garantem carteira assinada fazendo com que ao chegar aos sessenta anos não possa se aposentar dignamente, ficando nas mãos do INSS e seus milhares de obstáculos burocráticos.
Os pobres são maioria e votam errado por não ter educação e informação, os ricos votam em ricos ou em candidatos de gravata e formação superior, tipo Arruda, Maluf, Collor, Sarney, Kassab, etc. Classe média vota, mas não é maioria e tem de engolir seus algozes a cada quatro anos sem que essa ciranda termine ou tenha um destino diferente.

7 de janeiro de 2010

Em SP tem indulto até para estupradores

Tão repugnante como o crime de estupro cometido contra mulheres no Brasil é a permissividade das nossas autoridades em São Paulo libertando estupradores nos vários indultos com os quais os criminosos presos em São Paulo são agraciados. Eles dizem que somente aqueles que cometeram delitos menores e cumpriram pena com bom comportamento saem às ruas, entretanto isso é mentira.
No último indulto concedido em São Paulo por conta dos feriados de Natal e Ano Novo milhares de bandidos foram jogados nas ruas para desespero da população, que sabe que o contingente policial é diminuto no Estado Tucano.
Entre os bons meninos que o sistema penitenciário devolveu as ruas paulistas estava um estuprador que cumpria pena por estupro na cadeia de Guareí. Ele então resolveu fazer jus a confiança do nosso Estado e estuprou uma menina de dezesseis anos em Bauru.
O mentecapto foi preso pela Policia Militar de Bauru e foi reconduzido ao presídio onde será processado por mais um crime idêntico ao que o levou a cadeia para cumprir apenas e tão somente onze aninhos de detenção.
Não é difícil imaginar quantos bandidos que cometeram crimes hediondo como estupro, seqüestro seguido de morte, assassinatos, estejam entre os “meninos bonzinhos” que o sistema paulista libera para voltar ao convívio de quem paga impostos e vive sem segurança diariamente.
O mesmo Estado que não provém a segurança pública, que não moderniza sua tropa, que não contrata novos policiais em quantidade necessária para todas as regiões do Estado, que não paga salários aos policiais a altura de sua importância é o Estado que permite essa imoralidade a cada novo feriado.
A família dessa moça vitima de estupro não será procurada pelo governo paulista, nem será visitada por nenhum membro dos direitos humanos que sempre aparecem quando alguém é vitima da própria policia, mas que fogem quando o vitimado é do povo.
Creio que, a família deveria entrar com um processo contra o Estado que foi nessa situação o [único e exclusivo responsável pelo que aconteceu a jovem inocente que foi estuprada dentro da cidade de Bauru. Por que se não fosse essa indecência, essa imoralidade chamada indulto, esse canalha estaria dentro do presídio, onde, aliás, deveria cumprir pena de prisão perpétua, se ela existisse.
Aqui no Brasil, tudo favorece os criminosos, desde os pé rapados até os governantes, as leis são frívolas, as penas são ridículas e as benesses extrapolam o limite da inteligência e do bom senso. Somos um dos poucos países senão os únicos onde os criminosos têm tantos subterfúgios à disposição.
Esse estupro ocorrido em Bauru com a menina de 16 anos deveria ter o Estado como co-réu em minha opinião, quem sabe assim esse tal excremento chamado indulto pudesse ser revisto.