30 de março de 2011

Pequeno tributo a José Alencar - 1931 - 2011

O mineiro José Alencar nasceu pobre em Itamura, município de Muriaé em pleno coração da Zona da Mata mineira no dia 17 de outubro de 1931. Foi o décimo primeiro de uma família de 15 irmãos, algo natural naquela época.

Aos 18 anos abriu um pequeno comércio na cidade de Caratinga, em virtude das imensas dificuldades financeiras e das inúmeras provações conseguiu estudar até a quinta série.

Trabalhou como viajante comercial, atacadista de cereais, dono de fábrica de macarrão, atacadista de tecidos e industrial do ramo de confecções. Em 1967, conseguiu um financiamento subsidiado da Sudene para instalar, em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), hoje um dos maiores grupos industriais têxteis do país.

Sua trajetória política não é extensa, foi candidato ao governo de MG pelo PMDB em 1994. Ficou em terceiro lugar naquelas eleições. Nas eleições seguintes foi eleito Senador com três milhões de votos.

Em 2001 entrou para o PL e começou a se destacar por suas posições firmes em defesa do empresariado, suas criticas ao governo e assim em junho de 2002 formou com o PT de Lula a aliança que o conduziu a vice – presidência do pais.

Interessante que sua simplicidade, sua carreira brilhante como empresário e a bem sucedida aliança com Lula não foram tão importantes como sua luta pela vida desde que teve diagnosticado um câncer contra o qual lutou até 29/03/11.

Foi exemplo de luta pela vida, seus posicionamentos sempre otimistas com relação à morte e a sua fé inabalável em Deus foram mais importantes que seus discursos como político.

Poucas vezes no Brasil percebemos que a população fica realmente consternada com uma morte que envolva um político, que na sua imensa maioria são detestados pela mesma sociedade.

No céu estará ao lado de homens à altura de sua ilibada e perfeita estrutura moral e ética. Deixa um legado de que poderá sempre ser usado pelos mais jovens na luta pela vida, na disputa por um lugar ao sol, seu estilo empreendedor será sempre exemplo para os jovens brasileiros.

O Brasil perde um grande homem, nos tempos atuais, isso não é pouco, já está fazendo muita falta aos parentes e amigos e a todos os brasileiros que sonham sempre com homens públicos decentes.

15 de março de 2011

Motoristas selvagens

As manchetes não deixam dúvidas quanto à nova safra de motoristas que estão guiando nas ruas e estradas do nosso país. São os motoristas selvagens que transformaram seus veículos em máquinas mortíferas e saem praticando barbaridades sem fim.

Contribuem para a existência destes ignóbeis a impunidade, a falta absoluta de fiscalização, afinal nossas autoridades acham que radar é policial, quando na verdade é estático e apena multa o que passa correndo. Além do principal que é a falta de educação dos motoristas fruto da falta da adoção de programas educacionais pelas autoridades nas escolas.

Colaboram também a péssima forma como os novos motoristas adquirem suas carteiras nacionais de habilitação para guiarem em nosso trânsito. Existem muitas falcatruas e os Detran's passam longe de serem exemplo de órgãos públicos probos.

As leis existem aos montes, entretanto, nem sempre são cumpridas ou na maioria das vezes coexistem com burlas oficiais como a aplicação dos valores ínfimos de fianças. É uma vergonha que alguém cometa um crime ao volante e depois recolha cem ou duzentos reais e saia livre enquanto do outro lado familiares choram perdas irreparáveis de seus entes queridos.

Nas estradas estamos convivendo com uma pratica odiosa que causa repúdio, são os constantes animais dirigindo na contramão em estradas bem sinalizadas sem que sejam parados a tempo por policiais rodoviários. Este é outro fator complicador – A ausência de policiais rodoviários nas estradas estaduais e federais. Não se contratam novos agentes e a fiscalização fica restrita a radares.

Outro dia, um maluco dirigiu na contramão numa estrada federal em SP, ultrapassou dois pedágios, quebrou as cancelas, assustou a todos e só foi parado por uma viatura após barbarizar por 23 quilômetros. Foi preso com drogas e libertado a seguir. Pense – O que ele precisaria fazer para ser preso e ficar detido?

Em duas situações recentes ciclistas foram atropelados no Rio Grande do Sul causando ferimentos em vários inocentes. Os elementos foram presos e já estão sendo muito bem assistidos juridicamente para provavelmente serem libertados ou não serem processados e presos como deveriam se as leis fossem cumpridas com o rigor que delas se esperam.

O que está acontecendo no nosso trânsito é uma verdadeira desobediência civil e criminal. Onde malucos, bêbados, gente sem carteira de habilitação, menores de idade e pessoas sem quaisquer condições de dirigir estão matando impunemente. Nas mesmas ruas onde o medo impera por falta de policiamento soma-se agora o pavor de andar livremente de automóveis.

Não existe um só movimento das autoridades para mudar esta situação em nosso país. O Código de Nacional de Trânsito é recente e já está obsoleto, é preciso que a justiça volte seus olhos para si mesma e faça profunda reflexão de seus atos e regras, pois como está não há mais condições de ficar.

O poder executivo precisa rever seus procedimentos e contratar novos policiais, treinar exaustivamente suas equipes e dotá-los de equipamentos eletrônicos que tornem ágeis para o combate ao motorista infrator. Não é possível que viajemos de Bauru – SP – Bauru (640 km) sem que nenhum policial rodoviário seja notado atuando, multando, trabalhando, orientando os motoristas.

O governo do estado de SP precisa saber que terceirizou apenas a estrada para empresas cobrarem pedágios e ficarem ricas, entretanto, cabe ao governo a fiscalização policial. Governador contrate policiais, exija que os mesmos atuem, pois é isso que a sociedade espera do seu trabalho.

Energia alternativa pode salvar o planeta

O terremoto seguido de tsunami que abalou o Japão e causaram sérios problemas a população daquele país, além das vitimas fatais, dos desabrigados trouxe também motivos para uma profunda reflexão a toda comunidade internacional.

As usinas nucleares que estavam na região afetada pelo tsunami podem trazer consequências ainda mais trágicas ao Japão. Os reatores estão super aquecendo e podem explodir se medidas urgentes não forem implementadas com sucesso.

Neste momento, seria importante que lideranças mundiais começassem uma discussão sobre a necessidade premente de investimentos maciços em fontes de energias alternativas para paulatinamente substituírem as perigosas usinas nucleares e as poluentes usinas termoelétricas.

Existem alternativas e muitas já foram colocadas em prática com enorme sucesso, seja como na Espanha onde próximo a Sevilha foram construídas torres giratórias com imensas placas solares que acompanham o movimento do sol ao longo do dia e podem gerar muita energia limpa para toda região.

Na Dinamarca a energia eólica está implantada com absoluto sucesso, e já podem ser avistadas torres com suas enormes pás giratórias produzindo energia tão limpa quanto o ar que lá se respira.

Na Noruega o lixo orgânico é transformado em energia elétrica em usinas, auxiliando o meio ambiente duas vezes, na limpeza dos dejetos que não vão para a natureza e na adoção de fontes de energia limpa que servem a sociedade norueguesa.

Ou seja, existem alternativas e modelos não faltam para que sejam implementados em países onde a energia elétrica não conte com recursos naturais. Mesmo no Brasil, já passou da hora dos nossos governantes esquecerem as monstruosas hidrelétricas e começarem a investir em energia limpa e renovável.

No Ceará e boa parte do nordeste brasileiro é possível obter energia a partir do sistema eólico, assim como milhões de toneladas de lixo urbano poderiam passar por usinas e serem transformados em energia elétrica, gerando empregos, desenvolvimento e meio ambiente limpo.

Para tanto, é preciso que governantes tirem o traseiro das cadeiras confortáveis de seus suntuosos escritórios e comecem a trabalhar em prol da sociedade que lhes paga justos salários para justamente administrar recursos e fontes de energia e riquezas. O tempo é agora, foi ontem e não se pode esperar!

Os obscuros cargos de conselheiros em Estatais

Nas décadas de ’70 e ’80 os cargos de conselheiros nas administrações de Empresas Estatais e Autarquias dos governos federal e estaduais eram normalmente ocupados por pessoas do ramo, ou sejam critérios técnicos norteavam a escolha e a posse dos conselheiros.

A partir da década de ’90 os governantes começaram a encontrar dificuldades em realocar seus aliados em cargos públicos, notoriamente como Secretários de Estado e Ministros. Os salários considerados baixos deixaram de ser atrativos para a assunção aos cargos, fazendo com que os nossos administradores públicos fossem “criativos”.

Pena que a criatividade deles sempre interfiram na moral e na ética do serviço público, são rápidos para arrumar soluções que os beneficiem, sem pensar nas consequências futuras.

Explicando melhor, os governantes passaram a remunerar os conselheiros designados para estatais e autarquias, sendo assim, arrumaram uma forma “legal” de fazer com que seus indicados políticos pudessem receber um salário acoplado ao vencimento como conselheiro.

O salário de um secretario em SP não passa de 12 mil reais, entretanto o vencimento como conselheiro numa estatal chega a R$ 4.500 para comparecer a uma reunião por mês. Assim acontece no âmbito federal, entretanto dependendo da empresa pode-se auferir vencimentos ainda maiores, como no caso da Petrobrás.

Nos últimos anos em SP segundo divulgado pelo Estadão, muitos derrotados em eleições, aliados políticos, quadros do PSDB estão sendo agraciados com vagas em conselhos destas empresa, onde o governo despreza totalmente a questão técnica.

Em SP ao menos 55% dos indicados são ligados ao PSDB, que chegou a indicar um cineasta para ocupar cargo no conselho de empresa responsável pela construção de rodovias paulistas. Ou o caso de uma ex-diretora da orquestra Sinfônica de SP que foi indicada para conselheira de empresa operados do sistema gerador de energia em SP.

Um total desrespeito ao cidadão comum, às empresas, aos acionistas e aos seus empregados que poderiam representar melhor e por menor custo o conselho. Sem contar que em algumas empresas estatais os conselheiros recebem bônus anuais, participação nos lucros e outros benefícios.

Em resumo, político legisla para político, para o povo sobram leis que punem, cobram, multam e infernizam a vida dos cidadãos honestos.

3 de março de 2011

Falta coragem aos nossos congressistas!

Estamos vivendo tempos difíceis nas médias e grandes cidades brasileiras, onde a criminalidade enfrenta muitos problemas para ser combatida com a eficiência que a sociedade necessita e que o Estado não possui e nem quer possuir.

O primeiro grande problema está no fato de que as cidades crescem, a criminalidade aumenta assustadoramente numa proporção inversa a contratação de novos policiais, bem como, a dotação dos batalhões existentes de estrutura para investimento em ciência e tecnologia de ponta para o eficaz combate ao crime organizado. Notoriamente em São Paulo percebemos que o Estado não contrata policiais em suas diversas corporações (Civil, Militar, Rodoviária e Bombeiros).

Aliado ao fato de que, nossos jovens vêem com desdém a carreira policial, que é desprezada pelos nossos governantes, pois os salários e vantagens (Seguro de Vida, Planos de Carreira, e Benefícios) são ínfimos se comparados aos perigos e riscos da profissão de defender a sociedade.

O segundo problema está na Justiça morosa e cheia de facilidades intrínsecas que, de certa forma motivam ainda mais os criminosos a agirem livremente. A lentidão, as penas leves, o sistema penitenciário sem trabalho e estudo para manter presos em atividade, a facilidade para a entrada de celulares e demais objetos usados para a prática dos crimes à distância são elementos motivadores.

Entretanto, um dos mais odiosos e permissivos itens que causam nojo profundo a toda a sociedade são as tais comutações de penas, progressões de regimes fechados para semi-abertos, indultos e outras regras que apenas facilitam o retorno dos monstros as nossas ruas.

Esse atestado de bom comportamento tem o caráter totalmente duvidoso, muitos foram os facínoras que conseguiram sair das prisões para em seguida matarem inocentes por culpa de psicólogos e diretores de presídios mal intencionados ou despreparados.

Em Goiânia recentemente um monstro foi libertado com atestado psicológico e em seguida matou vários jovens de forma brutal. Em Bauru no ano passado um estuprador estava solto graças a um indulto qualquer e em seguida estuprou na linha férrea uma jovem inocente.

Também temos o fato de que em nenhum lugar decente do mundo um preso deixa de cumprir a pena estipulada a ele em júri popular. Temos nas ruas do Estado de SP, estupradores, sequestradores, assassinos confessos que foram agraciados com regime semi-aberto e nunca mais voltaram à prisão, porém continuam barbarizando famílias inteiras nas nossas grandes cidades.

Sem contar os milhares de condenados que não foram encontrados pela nossa justiça e ficam cometendo crimes em conjunto com aqueles que fogem do sistema. O governo federal não constrói presídios na mesma proporção que torra nossos impostos na forma de desperdício, corrupção e publicidade. Em 16 anos quantos presídio s de segurança máxima foram inaugurados no país?

O cidadão comum paga elevados tributos e não tem serviços à altura do que deixa nos cofres federais, estaduais e municipais, entretanto percebe que os criminosos possuem mais regalias que o cidadão honesto neste país.

As redução de penas, regressão para regimes semi-abertos são válvulas de escape para monstros que estupram, matam e sequestram nossos filhos e irmãos nas ruas e residências. Isso é uma excrescência que precisa ser extirpada com coragem e determinação por aqueles que nos representam no Congresso Nacional sem medo e sem dó nem piedade.

Mirem-se no exemplo dos Estados Unidos da América, onde alguns Estados possuem penas de morte, penas de prisão perpétua, mas nenhum criminoso sai da cadeia antes de cumprir até o último segundo de sua pena. Não estou falando da eficácia das leis americanas, o que importa é que lá e na maioria dos países sérios não existem abrandamento de penas e nem indultos.

Se algum bandido quer ser libertado com base em bom comportamento, que o tenha antes de cometer crimes hediondos contra a nossa sociedade, depois de preso não interessa a ninguém aqui fora, se ele está "bonzinho" apenas para usufruir de benesses dadas por autoridades fracas e sem compromisso com o povo.

Recentemente enviei mensagens a vários senadores e deputados, a maioria deles sequer se deu ao trabalho de responder, a minoria respondeu e fez alusões a questões sociais, recursos federais que não são enviados aos Estados enfim, encheram lingüiça, mas não apontaram uma saída, não tiveram coragem de assumir a fraqueza do sistema que pune o lado honesto da nossa sociedade.