31 de julho de 2011

A Copa será em 2014, mas as obras serão concluídas em 2034

Enquanto escrevo este artigo faltam menos de três anos para o pontapé inicial da Copa do Mundo de futebol que os políticos e otimistas dizem que vai ser no Brasil. Pois até o momento não temos estádios prontos, não temos obras de infraestrutura prontas ou ao menos em andamento.

O quesito Aeroportos é uma vergonha, não atendem nem a demanda atual de um simples feriado e querem que suporte uma Copa do Mundo com previsão de 600 mil turistas? Estão ficando loucos ou gostam de passar vergonha.

Nossos aeroportos são um lixo desde sempre, nunca nenhum governantes atentou para isso nem ao menos tratou de moderniza-los e amplia-los para receber uma demanda maior.

Há 25 anos não se constroem aeroportos, nem portos e até estradas está difícil de serem inauguradas por quem torra dinheiro com viagens, propagandas mentirosas e corrupção. Se corrupção fosse obra p Brasil seria um infindável canteiro de obras de norte a sul.

Nossas cidades com exceção de São Paulo não possuem sequer uma rede hoteleira compatível com a necessidade atual de fluxo de turismo comercial e a passeio. Se a Copa fosse no ano que vem teríamos de hospedar turistas em residências, pois não teriam acomodações suficientes no país.

Mas Dilma e seu séquito estão aliados a FIFA e a Ricardo Teixeira que é o Qzar do futebol e maior mandatário do esporte. Com a ajuda da Rede Globo, interessada direta no evento, eles tentam alardear um clima de festa inexistente, uma euforia besta que não contagia nem Hienas.

No Estado de SP, maior cidade do país, o governo que não é afeto a grandes realizações e obras, preferindo sempre vender, terceirizar e privatizar tudo, o ritmo é simplesmente de tartarugas. Não tem nada pronto, nada orçado, nada em andamento. Nem Metrô, nem demais obras viárias, nem o estádio, nem nada.

Ainda estão discutindo na Câmara se isenção fiscal é válida ou não, ou seja, estão atrasados e sem compromisso algum com a realização do evento. A cada dia que passa fica mais difícil acreditar que estes nosso governantes vão conseguir realizar algo que não seja “nas coxas” com o perdão da expressão.

Dilma tem um ministro dos esportes fraco, mais um da cota de Lula que ela engoliu. Ricardo Teixeira tem outros interesses e não está preocupado com o andar da carruagem, desde que ele leve o seu quinhão. O povo vai passar nervoso e vergonha.

Nem vou falar ainda das Olimpíadas a serem realizadas em 2016, este é outro vexame a ser enfrentado na ocasião certa pelo povo brasileiro, em especial o carioca. Lagoas poluídas, estruturas do Pan-Americano 2007 incompatíveis com a dimensão dos jogos e muito atraso e custo alto pela frente.

No ritmo atual as obras necessárias e fundamentais para a realização da Copa do Mundo de Futebol vão ficar prontas em torno de 2034.

22 de julho de 2011

DNIT demite, mas não admite

O DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes ligado ao Ministério dos Transportes está sendo alvo constante de denúncias sobre corrupção, desvios de função, superfaturamento de obras, irregularidades em processos licitatórios que já levaram o governo a demitir mais de 16 funcionários do órgão, entre eles o próprio ministro Alfredo Nascimento.

Nesta data, por exemplo, o Jornal Estadão em SP divulga denúncia de que mesmo com parecer contrário da AGU - Advocacia Geral da União, o Diretor do DNIT Senhor Hideraldo Caron um petista gaúcho de carteirinha, mandou construir 599 casas para abrigar dois mil sem terras a um custo de R$ 30 milhões em Canoas – RS.

Esta situação é tão ridícula, tão estapafúrdia que fica difícil discuti-la com quem quer que seja no âmbito do governo, do DNIT ou da Justiça. As verbas do Transporte são para finalidades correlatas ao transporte, me parece claro e muito óbvio, que habitação popular ou construção de casas para sem terras não são função precípua do Ministério dos Transportes.

Além de estar de desacordo com suas funções e prerrogativas como antecipou a AGU em seu parecer, o fato demonstra que planejamento, orçamento e missão não são coisas discutidas nem levadas a sério na gestão petista em Brasília.

Tem se a nítida impressão de que cada órgão, cada diretor, ou ministro faz o que bem entende, a seu bel prazer, desrespeitando pareceres jurídicos, leis e o bom senso que toda administração pública deve ter e zelar. Onde está Dilma e o comando?

Este órgão não cometeu estas improbidades e demais crimes agora denunciados somente nesta gestão ou nas gestões de Lula (2002-2010), mas com certeza muitas coisas erradas vêm de muito longe, a farra do boi ou do transporte deve estar entranhada nas estruturas de todos os órgãos ligados a este ministério.

O fato é que desde 1990, raramente constatamos a conclusão de alguma grande rodovia importante no país, à duplicação ou até melhorias decentes em outras estradas. Nem portos nem aeroportos, então por que tanto dinheiro aprovado em orçamento foi gasto? Aonde foram gastos e com o quê?

Nossas estradas estão esburacadas, algumas no Norte do país são intransitáveis, a safra agrícola no Centro Oeste padece de escoamento rápido justamente por falta de caminhos decentes, enquanto ficamos sabendo que o Ministério dos Transportes torra milhões por ano em obras superfaturadas e até com desvio de finalidade.

Nesta gestão atual o Ministério dos Transportes foi loteado e está sob o comando do Partido Republicano com ajuda do PT, que também indica cargos em toda estrutura do governo federal. Ou seja, colocaram lobos para tomar conta de ovelhas.

O DNIT demitiu dezesseis funcionários até o dia de hoje, mas nenhum foi preso, ninguém devolverá um centavo ao erário, logo, a farra com dinheiro público sagrado continuará impunemente pelas estradas da corrupção e da imoralidade em nosso país.

17 de julho de 2011

No Brasil eles podem tudo!

A gestão Dilma Rousseff já começa sendo um pouco do mais do mesmo de sempre no nosso país. Nenhuma novidade que pudesse ter nos surpreendido. Nenhum grande lançamento de novos programas, nenhuma promessa cumprida nos primeiros seis meses, enfim quase nada.

Quase nada por quê? Ao menos no quesito corrupção, desvios, superfaturamento e pessoas suspeitas fazendo parte da equipe a gestão começou com tudo, não deixou a desejar e já botou seu bloco na rua.

Primeiro foi o Ministro Chefe da Casa Civil Antônio Palocci que não conseguiu explicar o inexplicável fato de ter enriquecido vinte vezes mais seu patrimônio nos últimos quatro anos. Embora tenha conseguido tempo para tal proeza, embora tenha apresentado muitas pastas e documentos, não foi feliz.

Ou seja, pode arrumar emprego de mágico, de consultor financeiro, analista de bolsa de valores, mas de ministro não dá, pecou demais em pouco tempo. Foi com muita sede ao pote de ouro que lhe apresentaram.

Logo em seguida, para não ficar para segundo plano, veio o Ministro dos Transportes, Senhor Nascimento, não vamos confundir com o Capital Nascimento do filme Bope. Aquele era honesto e não estava envolvido em tantas maracutaias suspeitas.

O agora ex-ministro Alfredo Nascimento dos quadros do PR - Partido Republicano também não conseguiu explicar tantos contratos sob sua guarda com superfaturamentos, desvios de verba e de finalidade. A imprensa desnudou o rei e ele ficou nu.

Em sequência quase como na pista de boliche, caiu mais um pino, ou melhor, mais um ministro da Dilma. Desta vez seu Ministro das Relações Institucionais Luiz Sérgio por ser considerado frágil (incompetente) para ficar à frente daquela pasta.

Mas quem saiu perdendo como sempre nos três casos foi o povo, a sociedade civil, que mais uma vez percebeu que os caras perdem os dedos, mas ficam com seus anéis de ouro e diamante guardados em suas contas bancárias, seus cofres no exterior.

O senhor Palocci continua sua vidinha pacata de enriquecimento mágico na atividade privada, onde com certeza continuará faturando alto e sem que o MP e a imprensa venham a incomoda-lo com picuinhas.

Já o Sr. Nascimento, sai do governo, mas não sai da vida pública tão cedo, pois voltará impune ao Congresso onde voltará a exercer o cargo de Senado pelo Estado do Amazonas até o ano de 2014. O prêmio não para por ai, ele voltará a exercer o cargo de Presidente nacional do Partido Republicano.

Vejam que beleza, é demitido ou pede demissão tanto faz, cessa a partir daí os problemas para quem comete crimes ou improbidades nos governos brasileiros.

Cai pra cima como diz o ditado popular, pois além de não ser mais questionado no Senado, investigado no MP o ex-ministro volta a ter imunidade plena e pode rir daqueles que o “prejudicaram” enquanto estava no exercício do cargo de ministro da república.

O Sr. Luiz Sérgio caiu de um ministério e foi guindado ou presenteado com outro na mesma hora, nem chegando a cair. Foi defenestrado do Ministério das Relações Institucionais e virou Ministro da Pesca.

Quanto a Dilma, escolheu mal seus aliados assim como todos seus antecessores o fizeram nos últimos anos em que vigorou o sistema democrático no país. Depois de eleita, escolheu de forma ainda pior seus companheiros de equipe. Pois em seis meses já perdeu dois companheiros por denúncias de corrupção e teve de remanejar um terceiro por incompetência.

Não vejo a presidenta realizar uma reunião ministerial sequer, existem ministros que ainda não despacharam com Dilma no Palácio do Planalto. Pode? No Brasil pode, eles podem tudo.

2 de julho de 2011

Carro fabricado no Brasil é o mais caro do mundo! Por quê?

Desde que começou a se instalar e montar seu gigantesco parque industrial no Brasil, a indústria automobilística sempre conseguiu tudo o que queria do governo brasileiro. Isenções, pagamento de salários aquém dos que são pagos em suas matrizes, enfim, sempre gozou de toda liberdade empresarial para fazer o que bem quisesse nos seus negócios.

Inclusive tendo toda liberdade para enviar ao exterior, milhões de dólares que sempre socorreram na Alemanha, Itália e outras partes do mundo suas matrizes. A VW operou no vermelho por décadas na Alemanha enquanto no Brasil mesmo construindo carros de qualidade duvidosa vivia no azul.

A indústria nacional abusou do direito de fabricar carroças e sucatas que não davam certo nas suas matrizes. E manteve carros no nosso mercado que começaram a ser fabricados na década de ’50, como por exemplo, a Kombi e o Fusca da VW.

O que sempre deixou a todos atônitos foram os preços abusivos praticados por esta mesma indústria dentro do nosso país. Mas sempre que criticávamos, vinha à desculpa da enorme carga tributária cobrada por nossos gananciosos governantes. O que não deixa de ser verdade, um automóvel fabricado no Brasil carrega em algo em torno de 30% para veículos 1.0, 35% para os veículos com motorização entre 1.0 e 2.0 e 40% para aqueles com motorização acima de 2.0.

A este monstro de carga tributária, se denominou chamar por Custo Brasil (Carga Tributária + Custo do Capital) que onera a produção. Mas na verdade o grande vilão para tornar nossos carros os mais caros do mundo se chama Lucro Brasil.

O Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do planeta e como o quarto maior mercado consumidor. Uma produção de 3,638 milhões de carros e a venda de 3,5 milhões de unidades. O presidente da ANFAVEA alega que mesmo vendendo muito não consegue abaixar os preços porque esta produção está distribuída entre 20 empresas no momento. Segundo sua tese, teríamos de produzir cinco milhões de carros para poder baixar o custo dos mesmos.

Na verdade estas indústrias aproveitam a falta de controle, a ausência de políticas industriais rígidas e triplicam seus lucros sem que nenhuma autoridade do país questione algo sobre estes valores. A margem de lucro aqui é três vezes maior do que no exterior onde estão localizadas as matrizes destas empresas.

O Honda City é um exemplo clássico de como o consumidor brasileiro é lesado, vilipendiado pelas montadoras na cara do governo inerte que elegemos. Esse carro da Honda é fabricado na cidade de Sumaré-SP e exportado para o México por aproximadamente R$ 25.800,00. Aqui no Brasil o mesmo veículo é comercializado por R$ 56.200,00.

Na Argentina que vive em crise e tem seu parque industrial sucateado a versão básica com cambio manual custa em torno de R$ 35.600,00. Ou seja, tributação excessiva = lucro ganancioso sem controle resultam em consumidores lesados, roubados nas concessionárias de todo Brasil. Com a benção da mãe menininha e toda cúpula política do país.

1 de julho de 2011

A Dívida (interna) que não para de crescer

A dívida pública é tecnicamente a soma de tudo aquilo que todos os órgãos do Estado brasileiro devem, incluindo nesta soma o Governo federal, Estados, Municípios e Empresas Estatais. O conceito de dívida líquida traduz mais claramente a posição financeira do setor público.

A divisão da dívida pública mais comum é entre a dívida interna que pode ser liquidada em moeda nacional e a dívida externa que tem de ser paga em moeda estrangeira.

A dívida externa por muitos anos assombrou o país, após a implantação do Plano Real, aos poucos nossa economia se estabilizou e nossa dívida externa foi sendo administrada e paga de forma a quase deixar de existir.

A dívida interna possui três fontes:

a) O financiamento de gastos públicos em bens e serviços (despesas com educação, saúde, obras em qualquer nível de governo ou entidade pública;
b) Os gastos com os juros sobre as dívidas contraídas no período anterior;
c) E no caso do Governo Federal a política monetária e cambial.

Na mesma medida que a dívida externa foi equacionada e diminui houve no mesmo período uma evolução gigantesca dos gastos públicos e o consequente aumento da dívida interna brasileira.

Os gastos sem planejamento, o custo altíssimo da nossa moeda e dos juros exorbitantes além do total descontrole da máquina federal que gasta mais do que tem e gasta mal os recursos a disposição fazem com que a dívida interna seja nos dias atuais algo em torno de R$ 1, 74 (Um trilhão setecentos e quarenta bilhões).

A dívida que em 2002 ao final da gestão FHC era de R$ 881 bilhões mais do que dobrou no mesmo período das gestões de Lula. Podendo segundo especialistas fechar o ano de 2011 na casa de dois trilhões.

Na época da ditadura militar o país convivia com 15 ministérios (Fazenda, Civil, Saúde, Educação, Agricultura, Minas e Energia, Transportes, Planejamento, Defesa (Marinha, Exército e Aeronáutica), Comércio Exterior, Economia, Cultura, Justiça, Indústria e Comércio e Comunicações.

Pois hoje em dia o número de ministérios foi banalizado, temos atualmente mais de quarenta pastas, algumas inócuas, outras que poderiam estar anexadas as já existentes, sem contar que algumas pastas são na verdade secretarias que ganharam status de ministério.

Este inchaço é um verdadeiro poço sem fundo, que além de elevar a dívida faz com que os gastos tripliquem na esfera federal. Segundo o ex-ministro Reis Velloso, o maior problema é que “O povo é que, no fundo, paga os juros altos dos papéis públicos”.

Nas quatro últimas eleições em nenhum momento a situação ou oposição que se revezaram no poder propuseram algum projeto  sério para discutir mecanismos que venham a contribuir para a redução desta dívida trilionária do país. Ao contrário, ficaram em silencio absoluto.

O povo em geral não tem a mínima idéia do quanto paga e o quão é danoso para a sociedade brasileira viver com uma dívida sem controle, com gestões sem planejamento e cuja finalidade é torrar nosso dinheiro com uma máquina pública montada para elegê-los a cada quatro anos.