30 de setembro de 2011

Transcrição de uma carta escrita por Abraham Lincoln em 1830

Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas, por favor, diga-lhe que, para cada vilão, há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado.

Ensine-lhe, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens. Eu sei que estou pedindo muito, mas veja que pode fazer, caro professor.

(Abraham Lincoln – 1830)


28 de setembro de 2011

Que país é esse?

Segue abaixo, mensagem que enviei ao Deputado Magno Bacelar em virtude de sua defesa descabida ao Senador José Sarney, quando o mesmo tentou desqualificar aqueles que contra o senador se manifestaram democraticamente durante apresentação da Banda Capital Inicial no Rock in Rio. O brasileiro fica à margem do processo político, depois de tanto reclamarmos surge uma voz no meio artístico contra a classe política representada pela Oligarquia Sarney no Maranhão. Neste momento, milhares de jovens presentes ao evento em uníssono participam de forma ativa e não podemos simplesmente taxa-los de drogados. A droga está em grande número dentro do Congresso Nacional. Não a droga que alucina, mas a que corrompe, é corrompida e nos tira a esperança de uma país melhor! Leiam o texto abaixo na sua íntegra!
 

Exmo. Deputado Estadual do PV - MA
Senhor Magno Augusto Bacelar Nunes

Li sua declaração divulgada pela imprensa e na internet sob sua tentativa de defender José Ribamar Sarney das declarações feitas durante o evento Rock in Rio pelo cantor Dinho Ouro Preto da Banda Capital ao interpretar canção "Que país é esse", cuja letra composta por Renato Russo na década de oitenta se mantém atual por incrível que pareça.

O senhor além de nobre parlamentar é médico, ou seja, estudou, teve acesso à boa educação e com certeza sabe que generalizar as críticas que foram feitas a Sarney como sendo de drogados quer seja no palco ou na plateia seria o mesmo que afirmarmos que todos os políticos brasileiros não prestam ou são vagabundos, algo impensável, certo?

Ademais, a reação do público foi uníssona, quase cento e cinquenta mil brasileiros, eleitores, em sua maioria trabalhadores ou estudantes de diversas regiões do país, incluindo o vosso Maranhão aplaudiram e ainda deram continuidade ao grito de desabafo do cantor.

Sem contar que numa democracia, urge que o cidadão seja ele cantor ou telespectador, tenha o direito de expor sua opinião sobre os políticos, incluindo o eterno Senador do Amapá José Sarney. Afinal que democracia seria a nossa se somente pudéssemos elogiar e não criticar e dizer verdades doam a quem doer?

O senhor quer fazer uma moção contra o vocalista Dinho Ouro Preto, creio que já tenha feito outras moções contra alguns parlamentares que roubaram o erário, contra madeireiros que desmatam as nossas matas e florestas e com certeza por ser médico o senhor já fez inúmeras moções contra o nosso medíocre sistema de saúde pública?

É normal que o senhor tome posição favorável ao Senador do Amapá, afinal dentro do seu Estado a marca "Sarney" é forte demais, muito maior que o Rock in Rio, maior que às cento e cinquenta mil pessoas que lá estavam maior que a esperança do nosso povo de ver seus políticos engajados na busca por Saúde decente, Educação de qualidade e Segurança Pública por exemplo.

Eu, deputado, sou nascido e criado em SP, tenho 53 anos e nem sou roqueiro, nunca fumei sequer um cigarro, mas tenho a convicção que denegrir quem clama contra um senador ou um Congresso ou uma classe política que insiste em não dar exemplos de ética, cidadania e honradez não é o melhor a se fazer.

Ouvir a voz do povo e através dela efetuar uma profunda reflexão seria na minha humilde opinião o melhor a se fazer hoje e sempre.

Atenciosamente

Rafael Moia Filho
Bauru – SP



18 de setembro de 2011

Repartições públicas e os seus talibãs

Em pleno século XXI ainda convivemos com coisas absurdas no nosso país, saúde pública precária, educação aquém do mínimo desejado, ausência de segurança pública, maiorias das cidades convivendo sem esgoto tratado e com dificuldade na captação e tratamento de água potável, enfim, coisas que se esperava não ter de enfrentar após o fim do século XX.

O analfabetismo ainda não está erradicado no Brasil, e o que é pior, está formando gerações de semialfabetizados que vão ter inúmeras dificuldades de se estabeleceram profissionalmente a cada dia que avançamos século XXI adentro.

O poder público é a razão deste desvio completo de rumo do nosso país, pois não aplicam os trilhões de recursos obtidos com impostos e receitas variadas em ações concretas para que o país possa evoluir e acompanhar os chamados países do primeiro mundo.

Neste sentido percebemos que além da corrupção entranhada em todos os segmentos que lidam com dinheiro, poder e outras vantagens, temos outro grande problema a enfrentar e não é mais fácil de ser resolvido ou erradicado. Trata-se da resistência a mudanças comportamentais e até físicas nas estruturas carcomidas dos nossos setores públicos.

A estrutura hierárquica dos setores públicos data de centenas de anos, suas matrizes foram herdadas dos tempos idos da administração pública. Temos mais chefes do que empregados em algumas áreas do serviço público. Cada qual com seu gabinete, sua secretaria, seu mundinho de poder absoluto para quase nada.

As salas de chefetes se multiplicam no setor público como se fossem Gremlins, personagens de filme de ficção científica e que se multiplicavam com a água e também não gostavam da luz forte. A luz do Sol podia matá-los também.

Esta enorme segmentação atrapalha o crescimento profissional dos funcionários interessados em desenvolver suas habilidades. Dificulta o acesso da população as informações e as pessoas dentro das instalações públicas, bem como, beneficia a falta de transparência das ações dos governantes.

As informações são truncadas dentros destes feudos que normalmente são verdadeiros Talibãs > movimento fundamentalista islâmico nacionalista que se difundiu no Paquistão e, sobretudo, no Afeganistão, a partir de 1994.

Os projetos importantes são abortados, na medida em que não são discutidos pelos envolvidos. As chefias ficam isoladas e em salas fechadas e os empregados cerceados de opinarem democraticamente e crescerem profissionalmente.

É preciso que a adminsitração pública cresça, derrube suas pontes, dinamite muros e biombos, deixe os ambientes livres, sem salas para chefias, apenas com salas de reuniões para assuntos de sigilo eventuais. É preciso quebrar paradigmas, liberar acesso à informação, priorizar transparência de ações e de comportamento.

Não basta informatizar, mas sim é preciso democratizar o espaço e transformar chefes e assessores em parceiros pró-ativos das equipes de trabalho. Formar equipes multidisciplinares desvinculadas de política partidária e outros interesses menores dos responsáveis pelas autarquias, órgãos públicos e diversos setores da administração pública.

É preciso ainda que na entrada de cada repartição pública tenha em destaque para qualquer cidadão um organograma do órgão, nome e localização das pessoas por assunto. Quem fica escondido é caramujo e ostra no fundo dos cascos dos navios, funcionário do povo tem de estar sempre à disposição de quem mais precisa de suas informações e serviços.

15 de setembro de 2011

Dois trilhões tirados em impostos do povo à fundo perdido

Em pleno inverno, um pouco antes do começo de mais uma primavera nosso governo atingirá a soma fantástica de arrecadação de R$ 1,5 trilhões de reais em impostos tirados da sociedade brasileira, sejam consumidores, trabalhadores, da cadeia produtiva, do comércio, enfim de tudo que é comercializado. Até o final do ano esta soma deve ser aproximadamente R$ 2 trilhões).

É muito dinheiro, principalmente quando sabemos que quase nada é devolvido à sociedade em serviços prestados ou contratados pelo governo. A saúde pública está moribunda, inexiste na maioria dos municípios brasileiros. Não temos Educação de qualidade, nem segurança.

O governo brasileiro arrecada trilhões anualmente, porém gasta muito e de forma equivocada, tem um dívida interna, fruto de sua péssima administração que passa da casa do trilhão de reais.

Sem contar que a máquina administrativa é inchada em setores que deveria ser leve, carecendo de pessoal nas áreas em que mais a sociedade precisa, como médicos, policiais, professores, etc.

Temos juros altíssimos que corroem as finanças do povo, enquanto nossa poupança remunera percentuais miseráveis, desestimulando os pequenos e médios poupadores. Nosso consumo vem crescendo nas classes C e D, porém de forma inconstante e sem que nossa economia cresça de forma sustentada.

Pagamos impostos de forma obscena, produtos que poderiam ajudar a aquecer e manter nossa economia nos níveis chineses são taxados de forma elevada, fazendo com que suas vendas diminuam ou se mantenham em níveis de países em crise.

O dinheiro advindo dos impostos pagos pela nossa sociedade representam quase 39% do PIB – Produto Interno Bruto do país, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que a carga tributária para os brasileiros possa, em breve, chegar a 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo a vice-presidente da entidade, Letícia do Amaral, no ano passado, a arrecadação tributária representou 35,01% do PIB.

A Associação Comercial de São Paulo aproveitará o novo recorde registrado pelo Impostômetro para enviar ao governo um documento em nome dos empresários paulistas defendendo a aprovação do Projeto de Lei nº 1472, que torna obrigatória a discriminação dos valores dos tributos nas notas fiscais de produtos e serviços. O projeto tramita no Congresso Nacional desde 2007, já foi aprovado pelo Senado e está sendo discutido na Câmara dos Deputados. Hoje (13/09/11) também a ACSP lançará o Movimento Hora de Agir, em protesto contra a elevada carga tributária no país.

Pagamos muito, damos dinheiro para quem não tem capacidade e nem honestidade para administrar tantos recursos e que não fazem absolutamente nada para reverter esta situação. São tão omissos e preguiçosos que nem a possibilidade da realização de obras de infraestrutura para Copa do Mundo estão sendo feitas.

Sem contar que ao gastar nosso dinheiro com obras, nossa sociedade perde bilhões de reais em superfaturamento de contratos, desvios de verbas e fraudes em processos licitatórios.

12 de setembro de 2011

Agenda oculta em Bauru

Durante as discussões pela preservação do Cerrado de Bauru contra a especulação imobiliária e a transformação de área de preservação em distritos industriais em Bauru algumas coisas foram discutidas e muitas omitidas.

Por baixo do cerrado existe o aquífero guarani, existe vida dentro do cerrado, existe uma vegetação que nos protege e precisa ser defendida e mantida a qualquer custo. Fora do cerrado existem muitas mentiras, gente mudando de opinião e uma agenda oculta sob a palavra dos envolvidos.

O prefeito que foi líder ambientalista antes de se tornar vereador e mandatário da cidade, hora defende timidamente o cerrado, ora muda de opinião. Não sabe se aquela área deve virar um parque ecológico ou se transformar em lucro para gananciosos.

Os vereadores estão perdidos, alguns nem sabem o que é cerrado, outros sabem apenas o que é lucro. Mas eles precisam ficar atentos, a sociedade pode fazer em 2012 o mesmo que querem fazer com o cerrado em 2011. Ou seja, ceifar a todos, não reeleger nenhum político que não ponha a cara para bater em defesa da sociedade e do meio ambiente.

A ausência de inteligência e de planejamento na cidade quase sempre leva os políticos a fazerem bobagens que afetam a sociedade e o meio ambiente. Se pensassem, se planejassem, se discutissem planos e projetos à exaustão com os organismos vivos da cidade nada disso aconteceria.

Mas a arrogância que caracteriza nossos governantes impede que haja qualquer contato com a vida fora dos gabinetes desta gente. Do prefeito que anda pela cidade dia e noite, mas não ouve quem deveria, aos secretários que se acham “Deuses” passando por alguns vereadores o poder público ignora ideias que venham estejam além de seus muros.

Nas conversas que ouvi nos corredores da Câmara na semana que passou, fica claro que na questão do Cerrado bauruense existe muito mais do que se fala na imprensa, por baixo dos panos e nas agendas ocultas dos envolvidos estão muitas verdades e muitos interesses que iriam arrepiar o eleitor da cidade.

Ninguém está pensando em progresso, nem na cidade, o pensamento está longe e alhures do desenvolvimento da nossa cidade sem limites, mas sim dentro de limites muito pequenos.

Discutir saúde pública ninguém quer, não interessa a eles. Exigir melhorias na segurança pública que tanto afeta o cidadão ninguém ousa. Pedir verbas para melhoria na educação e no transporte é lenda. Agora derrubar o pobre e agonizante cerrado em troca de cifrões é tudo que eles querem.

De positivo neste atoleiro de mentiras e afirmações subliminares desencontradas fica a presença na discussão de jovens inteligentes e dispostos a fazer acontecer. Pessoal da AGR – Acorda Bauru – SOS Cerrado e Batra Jovem trazem esperança de que as discussões sejam feitas à luz do dia e não nas trevas dos gabinetes públicos sob a égide de agendas ocultas.