14 de outubro de 2011

Tragédias? Não, apenas falta de ação do Poder Público

As tragédias se sucedem nas grandes capitais, algumas causadas pela natureza, outras pela falta de manutenção e fiscalização das prefeituras e do Estado.
Quando chove os governantes correm em socorro a números e índices pluviométricos para tentarem justificar o caos, para encobrirem a ausências das obras que prometeram quando se suas candidaturas ao cargo que ora ocupam.
As quedas de árvores em BH, SP, RJ independem de ventos fortes ou chuvas torrenciais, afinal as árvores não recebem nenhum cuidado, não são catalogadas, não recebem manutenção e cuidados preventivos, por isso um vento qualquer as derruba e fere, mata ou causa danos materiais.
Assim como nos jardim dos palácios onde eles habitam, as árvores nas ruas das cidades precisam de cuidados, verificação se estão infectadas por cupins, etc.
Na cidade do Rio de Janeiro as explosões estão matando, ferindo e tirando o sossego do carioca e dos turistas que visitam em grande quantidade aquela cidade.
Parte das explosões é causada por bueiros, que explodem pela falta de manutenção da Light, empresa concessionária de energia elétrica do RJ. O governo nada faz e se omite, não compra briga com a empresa, não multa e põe fim a esta situação esdruxula.
Ontem um novo exemplo da absurda incompetência e falta de ação da Prefeitura da cidade do RJ causou a morte de três pessoas e feriu gravemente outras dezessete. Um restaurante que funcionava no centro da cidade, ao lado de grandes empresas como Petrobrás, a mais de três anos sem licença da Prefeitura explodiu após vazamento de gás.
Como pode um prefeito permitir que na cidade haja um estabelecimento por demais conhecido irregular funcionando a mais de três anos? O povo diz que fiscais levavam grana? Será? Não creio. No Brasil isso raramente acontece.
Em SP o rio Tietê recebeu desde o governo Quércia, passando pelo tucanato há dezessete anos no poder aportes de milhões de dólares para limpar, construir estações de tratamento de esgotos e despoluir o maior rio de SP. Fizeram? Não!
Todo ano no período das chuvas o prefeito Kassab e o governador Alckmin ou qualquer outro tucano que esteja no trono culpa São Pedro, mas omite que as obras não foram realizadas, que o orçamento aprovado está intacto. Nada de piscinões, nada de Estações de tratamento de esgotos, nada de obras. Desculpas é mais fácil.
Isso vale para o nordeste e todo país, elegemos homens que não querem fazer nada, vagabundos, que usam o poder apenas para se perpetuar no poder ou manter seus esquemas por longos anos de vida. Sarney foi guindado ao poder como Governador do Maranhão pela ditadura em 1966, ou seja, 45 anos atrás ele já estava no poder.
Se as cidades tivessem equipes de fiscalização honestas, o dinheiro auferido com multas daria para resolver praticamente todos os problemas das cidades. Fiscalizações na área de saúde, área sanitária, epidemiológica, obras e comércio irregular dariam fortunas aos cofres públicos.

Minha casa Minha vida, menos para os alagoanos.

O governo Lula e a gestão Dilma gostam de contar bravatas sobre seus poucos feitos, aliás, todos os políticos fazem isso, esperava-se que o PT não o fizesse, mas faz e pior que os antecessores.
Um dos projetos de maior empenho do governo em suas peças publicitárias é o “Minha casa Minha vida” que nada mais é do que um programa habitacional para pessoas de baixa renda.
Se cada propaganda resultasse em cem casas o Brasil teria se tornado uma potência na construção de casas populares e com certeza o déficit habitacional estaria zerado.
Ontem no JN vimos uma faceta cruel, fria e sórdida do governo que mais arrecada impostos no mundo. Do governo que mais tem problemas com corrupção no planeta. Sim, este governo que abre pernas para usineiros, banqueiros e empreiteiros, endurece com as pessoas carentes.
Os moradores de Rio Largo em Alagoas viram sua cidade praticamente desaparecer, perderam tudo, casa, conteúdo, esperança e ficaram apenas com sua fé. Pois está fé aumentou quando o governo federal através do Programa Minha casa Minha vida começou a construir casas para os cerca de oito mil desabrigados.
Todos foram devidamente alocados em barracas de lona, de forma precária aguardando que as novas casas ficassem prontas para ser habitadas.
Este processo já dura quase nove meses e quando está para parir, surge uma notícia cruel aos vitimados pela enchente, mais uma crueldade, desta vez não foi à natureza e sim o governo federal que a trouxe.
Somente agora as vésperas da entrega das primeiras unidades os desabrigados ficaram sabendo que terão de fazer um financiamento junto a CEF e ainda pagar despesas em cartório. Nem o Prefeito e sua assessoria e equipe social, nem o governo estadual de Alagoas, nem ninguém informou e orientou desde o começo as pessoas sobre o processo.A culpa da tragédia não é da chuva, nem de São Pedro como costumam alegar, se procurarmos um pouco veremos falta de infraestrutura, ausência de obras, deficiência em barragens, enfim, uma cidade não desaparece se não houver falta de planejamento urbano.
Nesta hora, os governos federal, estaduais e municipais deveriam se cotizar e pagar a conta pela sua omissão, levando em conta que as vitimas não tem nada, perderam tudo, inclusive seus empregos. Esse negócio de dizer que vai ajudar a cidade que está em calamidade com milhões é conversa fiada, mentira, este dinheiro não será utilizado para ajudar quem mais precisa – O povo.
Na serra fluminense está um exemplo concreto de desvio de verbas e corrupção à custa das supostas liberações de verbas ao povo que tudo perdeu e nunca viu uma rua sequer ser asfaltada.
Pior que as tragédias naturais, chuvas, temporais, inundações e deslizamentos de toneladas de terras são os nossos políticos, estes sim, deveriam estar desabrigados dos seus cargos de poder.

13 de outubro de 2011

Um passo muito tímido, mas que nos dá esperança.

As manifestações ocorridas neste doze de outubro em algumas capitais e outras cidades pelo país não foram do tamanho da corrupção nem da indignação da nossa sociedade, porém, estes milhares de cidadãos que foram as ruas movidos por forte repulsa através das redes sociais é um alento.

Claro que seria maravilhoso termos milhões nas ruas gritando pacificamente contra esta epidemia que está incrustrada na classe política nacional e em vários setores da própria sociedade, onde estão os corruptores.

Claro que seria algo fantástico os corruptos perceberem que a sociedade não os suporta mais, que algo estaria em desenvolvimento para findar este processo que ceifa bilhões de reais do erário e mata os sonhos do povo brasileiro.

Entristece saber que movimentos religiosos de igual importância levam milhões às ruas pela mesma sociedade que vacila ou tem medo de mostrar tudo àquilo que no seu cotidiano eles vociferam em bares, escritórios, lares e escolas do país. Mas que quando é chamado a lutar e gritar nas ruas emudece, foge, cala-se.

Com isso consente e facilita a vida de corruptos e corruptores a frente das suas negociatas imundas em todos os cantos do país onde tenha recursos públicos disponíveis.

Por outro lado, temos de avaliar que o processo de retomada da consciência da sociedade é longo, pois não está alicerçado na Educação de qualidade e na informação direta e objetiva. A grande mídia é conivente com a bandalheira na medida em que depende de recursos oriundos dos governos nas três esferas, por isso não colabora.

Além disso, o povo brasileiro é por demais cordial, em alguns momentos subserviente ao poder estabelecido, isso vem de muito longe, desde o Império, desde nossa colonização, algo que para mudar, precisa de muita persistência, lideranças positivas e o descobrimento por parte do cidadão brasileiro da sua força que é descomunal, tanto nas eleições como durante os mandatos.

As redes sociais conseguem promover um fenômeno com o qual os políticos não contavam. Os formadores de opinião estão conectados online com milhões de pessoas no país e no mundo. Isso faz com que a informação chegue muito rápida e precisa.

No Oriente Médio déspotas foram tirados dos seus tronos através de um revolução popular que começou com a influência das redes sociais.

As redes sociais citadas são o Twitter, Facebook, Orkut e outros que arregimentam bilhões de cidadãos neste planeta. É a globalização da informação, é a descoberta do livre exercer da cidadania instantânea sem que tenha de se passar por partidos políticos corrompidos ou sindicatos pelegos.

Desta forma, podemos sonhar que este dia doze de outubro venha a ser o estopim, o inicio de um novo tempo para a sociedade brasileira.




















7 de outubro de 2011

Discurso de Steve Jobs na Universidade de Stanford, em 2005

Você tem que encontrar o que você ama

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo.” Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado.
Steve Jobs

4 de outubro de 2011

Eles perderam a vergonha na cara!

O título do artigo não fala dos nossos empresários que sonegam impostos e depois aparecem na mídia reclamando dos juros altos e da concorrência “desleal” chinesa.

Nem tampouco dos brasileiros que reclamam do país, mas não levam a sério as eleições nem se comportam como deveriam frente às coisas mais simples do nosso cotidiano, como por exemplo, educação no trânsito, respeito ao meio ambiente, crianças, idosos, etc.

Não falo daqueles brasileiros que adotam a “Lei de Gerson” e fazem de tudo para levar vantagem sobre tudo e sobre todos ao seu redor, desprezando a ética, os bons costumes, a educação e todos os princípios morais que regem nossa vida em sociedade.

Nem tampouco o titulo tem algo a ver com os que mentem em tribunais, os incautos que seguem falsos messias ligados ao enriquecimento ilícito e não a Bíblia que carregam embaixo dos braços.

Afinal de contas, estes nunca tiveram vergonha na cara, apenas fazem parte de uma imensa escória que impede o país de avançar de forma célere rumo a um novo tempo. Eles não se preocupam com nada além do próprio nariz e bolso. São pessoas desprovidas de moral, são antiéticos e viciados em dinheiro ganho de forma fácil.

Na verdade o título tem a ver com nossos políticos, aqueles em especial que nos governam na esfera federal, estadual ou municipal.

Aqueles que prometem o que sabem que não vão cumprir e acabando agindo de acordo com a seguinte ordem:

1º: Seus interesses pessoais;

2º: Os interesses de seus partidos;

3º: Os interesses de seus financiadores de campanhas;

4º: Os interesses de seus aliados;

5º Os interesses de seus correligionários;

6º: Somente depois de exaurida esta lista, eles então vão pensar na sociedade, nas promessas de campanha, na administração pública e nos preceitos legais e morais que os levaram até aquele cargo.

Portanto, no Brasil atual, não importa o preço da carne, do café, do arroz ou do pão, muito menos do etanol, isso somente vai ser discutido se estiver entre o item um a cinco daquela lista no parágrafo anterior, caso contrário, é como se diz ultimamente – São coisas de mercado.

O artigo excelente do Jornalista Carlos Alberto Sardenberg chamado “Esquizofrenia na política econômica brasileira” cita entre outras coisas que em Portugal o café expresso custa em torno de R$ 0,70 (setenta centavos) enquanto no Rio de Janeiro, por exemplo, o mesmo café custa R$ 3,00 (três reais). Sendo que ao contrário do Brasil, Portugal não planta café nem produze açúcar.

O preço dos automóveis já foi muito discutido na internet, custa no México 50% do que custa no Brasil. O governo brasileiro em todos os seus níveis, não levanta a voz, não discute as questões, não chama ministros e secretários para avaliação, simplesmente deixa o barco navegar.

Entretanto, quando professores fazem um pedido de aumento salarial, ou simplesmente exigem que o piso nacional seja praticado em seu Estado, governantes mandam a polícia militar bater nos professores. Agredir grevistas, impedir qualquer movimento ou reclamo.

Por quê? Simples, professores estão na posição seis da lista de interesses acima colocada. Enquanto que o orçamento dos governos em todas as esferas está no topo da lista, pois é preciso sobrar dinheiro para poder contemplar a todos os envolvidos nos esquemas.

É por isso que afirmo, os políticos brasileiros perderam a vergonha na cara, é preciso que o povo, seja através de movimentos sociais, reivindicativos ou por meio de Organizações não Governamentais faça valer seus direitos.