28 de junho de 2013

Não precisamos de mais leis nem plebiscitos!

Ideologias nos separam, sonhos e
aflição nos unem. Eugene Lonesco

 
A primeira consequência das manifestações dos jovens que tomaram de assalto e coloriram o asfalto das ruas e avenidas brasileiras foi saber que tanto a Presidente Dilma como todos os demais políticos e governantes não esperavam que isso fosse acontecer e com tanta contundência.

Enquanto a sociedade se organizava a seu modo nas ruas, gritando palavras de ordem, desafogando suas bilís e demonstrando total descontentamento com a ordem política no país, políticos ficaram em silêncio esperando que as manifestações acabassem.

Ledo engano, o povo foi às ruas e de lá não saiu até o momento em que escrevo estas linhas. As reivindicações começaram a ser atendidas parcilamente no que tange ao preço obsceno das passagens de ônibus. Algumas cidades recuaram nos preços propostos e outras começam a discutir o passe livre.

Outras reivindicações pegaram carona nas ruas e ganham espaço na mídia. São tantas mazelas, tantas necessidades e tão pouco sendo feito nos últimos anos pelos nossos políticos que nem em dez anos eles conseguiriam entender e resolver o que a sociedade civil pede.

Tiveram chance quando da promulgação da Constituinte de 1988, mas preguiçosos e mal-intencionados, todos os congressistas que tomaram posse nas seis legislaturas seguintes perfazendo 24 anos apenas enrolaram o povo brasileiro e não regulamentaram quase nada daquilo que foi consignado na Constituição brasileira em vigor.

Agora diante do clamor popular e da força de uma juventude que se reune nas ruas sem necessidade de partidos políticos, centrais sindicais e nem lideranças tendenciosas, usando uma arma do século XXI chamada Facebook o establishment do poder público começou a se mexer e com isso fazer o certo atrasado e o errado com pressa.

Ou seja, está desegavetando coisas que deveríam ter sido feitas anteriormente, algumas até que décadas de atraso, porém está querendo colocar em discussão coisas que não foram pedidas pelas ruas nem deveriam ser feitas no momento. Como por exemplo a realização de um Plebiscito sobre questões de uma Reforma Política.

Este tipo de discussão demanda tempo, precisa ser feito com transparência e da forma democrática como regem nossas leis. Discutir Sistema Eleitoral, Formas de Financimanto de Campanhas Políticas não cabem numa cédula eleitoral e precisam de outro tipo de maturação e discussão.

Dá-nos a impressão que pode ser falsa, de que alguém incomodado com a redução da sua aceitação popular e dos indíces de aceitação de sua gestão resolveu num rompante de democratismo fazer um Plebiscito para calar ou ainda confundir a juventude nas ruas.

Se ela quer mesmo fazer uma ampla reforma política que o faça em conjunto com o Congresso Nacional, sem vicios, sem medo e se necessáro for use a ferramenta do referendo popular * para finalizar seu trabalho.

* Referendo é uma forma de consulta popular sobre um assunto de grande relevância, na qual o povo manifesta-se sobre uma lei após esta estar constituída. Desta forma, o cidadão apenas ratifica ou rejeita o que lhe é submetido.

22 de junho de 2013

Manifestações - O despertar de uma geração!

Se é preciso haver problemas,
que seja na minha época,
para que meus filhos tenham paz.
Thomas Paine

Tudo começou antes do decreto que aumentavam as passagens de Ônibus e Metrô em São Paulo. Para variar os políticos e nossos governantes não perceberam isso a tempo. Eles são tão presunçosos e tão senhores de suas decisões que jamais imaginavam que aqueles parcos R$ 0,20 (Vinte centavos) fossem representar tanto prejuízo as suas imagens, as suas gestões e ao conjunto da política nacional.

E por que tudo começou antes? Por que em São Paulo, o recém eleito Prefeito Haddad havia em sua campanha colocado em discussão justamente a questão da qualidade do transporte público, do passe livre, entre outras promessas vazias.

Por outro lado, o governador em sua arrogância costumeira, visto que está enraizado ao poder junto com seu partido pelos últimos 18 anos, nem percebeu que ao aumentar a tarifa do Metrô, um transporte de massa saturado, com falta de novas linhas e estações estaria fazendo com que o copo transbordasse.

O copo do povo encheu, passou do limite, e a antes pacata juventude do facebook foi as ruas exigir seus direitos, cobrar promessas de campanhas eleitorais e daquelas que são colocadas em programas eleitorais ao longo do ano, onde tudo é cor de rosa, onde tudo funciona e nem parece com nosso cotidiano sofrido.

Ao decretar um novo aumento de passagens que beneficiam apenas e tão somente a casta de empresarios que comanda a máfia dos transportes públicos no Brasil, São Paulo como sempre saiu na frente, desta vez, para motivar milhões de brasileiros a sair as ruas e protestar contra este escárnio dos governantes contra nossa gente.

Eles foram pegos de surpresa, os jornalistas e os analistas e todo conjunto de brasileiros e estrangeiros residentes em nosso país foram surpreendidos pela maior manifestação popular já feita no Brasil.

O samba e o futebol deram lugar aos gritos de Basta! de uma juventude que estava adormecida, mas muito mais antenada do que seus critícos acreditavam, eles estavam abastecendo seus tanques de oxigenio para no momento certo expolodir nas ruas e avenidas num grito uníssono que jamais será esquecido: “Se o preço não baixar, a cidade vai parar”.

Claro que os partidos e suas lideranças tentaram correr atrás, mas foram enxotados e rejeitados, pois tiveram todo tempo do mundo para fazer isso que os jovens estão fazendo, mas preferiram fazer política partidária da pior espécie, preferiram ficar do lado errado da rua.

Alguns excessos foram cometidos pela multidão, facilmente identificados como gente de fora e sem a mesma ideologia daqueles que estão apenas usando a voz e o corpo para manifestar um desejo, expressar sua indignação.

Os demais, que estão quebrando, colocando fogo ou pichando dever ser enquadrados dentro da Lei. Devem inclusive pagar pelo prejuízo que estão dando ao erário e movimento, dando margem a intrepretações dúbias que não cabem nestas manifestações ordeiras e democráticas nas ruas brasileiras.

Estava esquecendo de um detalhe: Por que ocopo do povo encheu? Simples:

1. Falta de segurança e de ação para resolve-la por parte das autoridades;

2. Saúde Pública relegada a quinto plano, com brasileiros morrendo em corredores de hospitais imundos;

3. Educação com professores recebendo migalhas enquanto país gasta bilhões com políticos podres e semi-analfabetos;

4. Insensibilidade de um Congresso para coisas sérias como a PEC 37. Manutenção de um escroto a frente da Comissão de Direito Humanos (Marcos Feliciano) que prega a cura gay;

5. Inflação que solapa o bolso do trabalhador onde um tomate vale ouro e a capacidade de compra não vale nada;

6. Políticos insensiveis a causa do povo, preocupados apenas com seus partidos e com a próxima eleição;

7. Transporte público de péssima qualidade e com preço de transporte em país europeu;

8. Carga tributária excessiva e cada vez mais desnudada aos olhos do povo, que agora começa a entender para onde está indo seu salário por cinco meses do ano. Sem haver retorno algum que justifique tanto imposto;

9. Excesso de Programas federais contemplando de forma assistencisalista uma parcela enorme do povo sem dar aos mesmos empregos e dignidade;

10. Por último, o jovem brasileiro percebeu o quão importante é a sua participação na nossa sociedade, tomou gosto e agora será difícil tirá-lo das ruas tão cedo. Vieram para ficar!

18 de junho de 2013

"V" de Vingança, de Vinagre ou de Vilipendiados?

“Não entende por que se impropera
uma sociedade tão perfeita, onde a
pobreza e o vilipêndio são o automático
castigo da iniquidade e da protérvia”
Antônio Sérgio, Ensaios.

Alguns analisaram as primeiras movimentações nas ruas como atos de violência e realizadas por “baderneiros”. Estavam redondamente enganados. A única violência praticada é a dos governantes que nos roubam bilhões por ano em desperdícios e licitações superfaturadas e fraudulentas. Violência é ver irmãos morrendo na fila do hospital, numa maca a espera de vaga ou leito na UTI.

Baderna é o que políticos praticam desde os tempos do Império. Roubando-nos o futuro, nos privando de sermos uma Nação forte e soberana, sem o viés da corrupção, da degradação das nossas instituições. Quebrar uma instituição nem de longe é jogar pedra ou fogo nela, mas sim ver políticos brasileiros quebrando empresas, bancos e tudo que é símbolo deste país com suas condutas inapropriadas.

“A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu. A lua cheia que vivia escondida surgiu. Minha cidade toda se enfeitou Pra ver a manifestação passar cantando coisas de protesto”
Nem Chico Buarque autor deste verso da canção “A Banda” poderia imaginar que este dia chegaria, que a paciência do povo brasileiro em especial de sua juventude se esgotaria.

As redes sociais desprezadas por políticos e empresários, pela mídia que sempre afirmou que elas eram alienantes, deu a volta por cima e foi o grande agregador de ideias, de plataformas e estratégias nesta grande manifestação popular.

Excessos? Sim, não se faz omeletes sem quebras ovos, diria o antigo ditado. Mas como reagir a tanta barbárie sem se inflamar em alguns instantes? Como entender que pagamos a maior carga tributária do planeta e ainda tenhamos passagens de transportes mais caras do mundo? Como entender que possamos construir estádios milionários sem termos mobilidade urbana, sem saúde pública ou sem escolas com qualidade?

Alguns jovens usaram a máscara famosa do personagem central do filme V de Vingança um filme produzido em 2006 onde em uma sociedade distópica num futuro próximo uma garota da classe trabalhadora deve determinar se o seu herói se tornou a grande ameaça a que está lutando contra um carismático defensor da liberdade disposto a se vingar daqueles que o desfiguraram.

Outros como o jornalista precavido na avenida paulistana usaram Vinagre na tentativa em vão de se livrar dos efeitos das bombas atiradas pelos policiais militares nas primeiras manifestações em São Paulo. O maior alivio não é o vinagre, mas sim ver milhares de brasileiros se insurgindo contra a turba de políticos corruptos e nefastos que assolam nossa gente há décadas.

Enfim, nem vingança nem vinagre, temos de dar um basta na situação em que estamos de povo Vilipendiado numa pátria maravilhosa, cujas bênçãos são muitas, desde o minério, ao solo, água e povo gentil. Chega! Bastam de prefeitos, vereadores, governadores, deputados e senadores hipócritas, que defendem apenas e tão somente seus partidos e quinhões apodrecidos pela lama que toma de assalto suas estruturas partidárias.

Que a marcha continue, que em outubro de 2014 como alguns conservadores e reacionários querem esta mesma movimentação das redes sociais e das ruas invadam as urnas nas eleições e tomem os mandatos destes pulhas que não trabalham para o povo, pelo povo e com o povo.


16 de junho de 2013

Manifestações desnudam governo em SP!

A democracia... É uma constituição agradável,
anárquica e variada, distribuidora de igualdade
indiferentemente a iguais e a desiguais.
Platão

As manifestações em algumas capitais exigindo redução nos preços dos transportes públicos e qualidade começaram a ser desvirtuadas na mídia num primeiro momento, tendo em vista que, alguns vândalos que pegaram carona no movimento quebraram, picharam ou destruíram coisas do patrimônio público. Até então prefeitos e governadores estavam falando a mesma língua num samba de uma nota só.

Omitiram-se de discutir com a sociedade o porquê dos preços tão altos das passagens de trens. Metrô e ônibus e passaram a enfatizar apenas e tão somente os problemas de vandalismos ocorridos durante as mesmas. Não dizem que temos raros quilômetros de linhas de Metrô e Trens para atender demanda cada dia maior. Que o que temos não dispõe de conforto, segurança e pontualidade, algo que irrita milhões de brasileiros.

Os donos das empresas de transporte urbano são homens ricos, que vencem licitações sem que apresentem a mínima qualidade e conforto no serviço prestado. Não obstante sejam financiadores de campanhas dos políticos licitantes.

Por coincidência em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Manaus e outras cidades o preço está abusivo e sem que nenhuma autoridade (Prefeito ou Governador) venha a público justificar as planilhas de custos que levaram ao aumento.

A mídia vinha dando destaque para os atos de vandalismo, levando parcela considerável da opinião pública a ficar ao lado dos governantes. Em São Paulo prefeito e governador estavam em Paris, notem a preocupação com a situação.

Porém nos 12/06 e 13/06 as coisas começaram a mudar. A mídia começou a filmar e a receber imagens de cidadãos provando que alguns policiais estão usando “querosene” para apagar pequenos incêndios. Os protocolos da polícia foram desobedecidos propositadamente ou não, mas não foram seguidos com certeza.

No link abaixo o policial militar quebra o vidro da viatura (Patrimônio Público) para tentar incriminar os membros da passeata. A versão do governador Alckmin é de que ele apenas estava limpando os estilhaços do vidro, claro que não é o que a imagem nos mostra.

Em outra situação um casal no sétimo andar do apartamento de seus amigos, filmam as cenas que estão acontecendo na praça em frente o local quando são atingidos por uma bomba lançada propositadamente pela policia. Veja no link: http://mais.uol.com.br/view/zwuxgmhe6kop/manifestacao-sp--alvejados-pela-policia-dentro-de-casa-04024D1C3170C8A94326?types=A
São vários vídeos como este que englobam algumas situações gravadas por cidadãos comuns em vários trechos de SP:

A lista de jornalistas e demais pessoas da imprensa agredidos ou presos é demonstração clara de que o comando da polícia paulista a mando ou não de Geraldo Alckmin estava com saudade da ditadura militar. A lista é a seguinte:

DETIDOS
Piero Locatelli – Repórter Carta Capital - Fernando Borges – Repórter do portal Terra - Pedro Ribeiro Nogueira – Repórter Portal Aprendiz

AGREDIDOS
Vagner Magalhães – Repórter Portal Terra - Fernando Mellis – repórter Portal R7 - Gisele Brito – Repórter Rede Brasil Atual - Leandro Morais – Fotografo do UOL -Sérgio Silva – Repórter fotográfico agência Futura Press - Fabio Braga – Repórter fotográfico Folha SP - Marlene Bergamo- Fotografo Folha SP - Félix Lima – Repórter Folha SP - Ana Krepp – Repórter Folha SP - Leandro Machado – Repórter Folha SP - Giuliana Vallone – Repórter TV Folha - Rodrigo Machado – Repórter TV Folha - Henrique Beirange – Repórter jornal Metro - André Américo – Repórter fotográfico jornal Metro.

Não posso concordar com qualquer ato de violência, seja ele oriundo do movimento reivindicatório ou não, todos devem ser responsabilizados por seus atos. Entretanto, cabe ao governador e ao prefeito de SP, dialogarem, abrirem espaço para que a democracia seja exercida em sua plenitude.

Quanto aos policiais flagrados nos vídeos e fotos devem ser punidos exemplarmente, pois além de não estarem em conformidade com o grupamento que representam, são responsáveis diretos e indiretos pelo agravamento da situação.

Por último Alckmin diz que o movimento tem um viés político, como se isso justificasse alguma coisa. A gestão do Estado é do PSDB há 18 anos. A gestão da Prefeitura é do PT desde janeiro deste ano. Portanto, conclui-se que o viés político seja a população estar cansada dos dois partidos e de suas mazelas. De não dar a sociedade transporte de qualidade, habitação, saúde pública e segurança feita por policiais bem remunerados, treinados e capacitados para enfrentar todo e qualquer tipo de situação, inclusive manifestações contrárias aos seus governos.



12 de junho de 2013

Brasil - O campeão da exploração tributária


“Quando o dinheiro fala, a verdade cala"
Provérbio Chinês

O Banco Mundial acaba de divulgar a relação dos países em que os trabalhadores mais e menos trabalham para pagar impostos. A lista está ao final do texto e foi realizada em 2011.

Nota-se que a diferença para os países da lista em que o Brasil está inserido é imensa, mesmo aquelas republiquetas pequenas e sem uma economia solida tem um índice muito menor que o nosso país. Se compararmos com os países da primeira tabela, ficamos envergonhados por tanta discrepância.

O Brasil tem a maior carga tributária do planeta para sustentar com sua arrecadação trilionária a maior corrupção e desperdício do mundo. Alimentamos um governo federal, vinte e sete estaduais e mais de cinco mil prefeituras além de mais de dez mil políticos perniciosos que torram a maior parte deste dinheiro dos trabalhadores brasileiros.

Essa máquina tritura mais de um trilhão de reais em impostos anualmente e não devolve praticamente nada ao contribuinte em saúde, educação, segurança, habitação e saneamento básico.

Se um dia o povo brasileiro resolvesse se insubordinar contra este Estado opressor e caro, deixando de pagar impostos talvez à situação do país e do próprio povo se alterasse. Ao menos uma reflexão profunda deveria ser feita por todos, pois é absurda, obscena e inaceitável esta situação no Brasil.

OS DEZ PAÍSES ONDE MENOS SE TRABALHOU DURANTE UM ANO PARA PAGAR IMPOSTOS:

1º Maldivas – 2 horas
2º Emirados Árabes Unidos – 12 horas
3º Bahrein – 36 horas
4º Qatar – 36 horas
5º Bahamas – 58 horas
6º Luxemburgo – 59 horas
7º Omã – 62 horas
8º Suíça – 63 horas
9º Irlanda – 76 horas
10º Ilhas Seicheles – 76 horas

OS DEZ PAÍSES ONDE MAIS SE TRABALHOU DURANTE UM ANO PARA PAGAR IMPOSTOS:

1º BRASIL – 2.600 horas
2º Bolívia – 1.080 horas
3º Vietnã – 941 horas
4º Nigéria – 938 horas
5º Venezuela – 864 horas
6º Bielorrússia - 798 horas
7º República do Chade – 732 horas
8º Mauritânia – 696 horas
9º - Senegal – 666 horas
10º - Ucrânia – 657 horas

10 de junho de 2013

Engodo Família na Bolsa da Viúva

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo;
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.
Abraham Lincoln

A CGU – CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO acaba de divulgar aquilo que a maioria dos brasileiros lúcidos já sabia há tempos no país. Parentes de políticos, empresários, autoridades, servidores públicos, produtores rurais, alunos de escolas particulares e até mortos recebem o benefício Bolsa Família que foi criado no governo FHC e ampliado nas gestões petistas de Lula e Dilma.

O programa assistencialista torra bilhões anualmente em busca de votos, porém se proclama um benefício para erradicar a miséria no país. Miséria se combate com a geração de empregos, com uma economia estabilizada e com menos gastos em programas demagógicos que apenas oneram o erário.

Entretanto, se querem manter este tipo de programa, que o façam de forma competente, eficaz e com fiscalização a altura dos gastos elevados que o Bolsa Família tem em seu bojo.

O governo federal é o culpado por conceder a 13 milhões de famílias um benefício sem ter um sistema que evite a fraude descarada de corruptores no meio do caminho, gente que deveria pagar o crime de apropriação indevida e ter de devolver com juros e correção tudo que pegaram ilicitamente dos cofres públicos.

Mas nesta hora o Brasil se faz diferente, a denúncia é comprovada, os fatos são cristalinos, a CGU tem relatórios com nomes e dados financeiros, porém ninguém será preso, ninguém será demitido por justa causa, nem terá de devolver o que roubou do nosso povo.

Temos carências na saúde pública, na educação, na segurança pública, habitação, saneamento básico, seca no nordeste matando brasileiros e enquanto isso assistimos nossos recursos serem mal aplicados, jogados no lixo, justamente de quem não precisa. Isso é crime, isso precisa ser investigado e todos os envolvidos denunciados pelo Ministério Público para que sejam julgados e condenados a devolverem tudo que roubaram.

Nossa divida interna cresce mais do que a epidemia da dengue, corruptos e incompetentes se reproduzem mais e melhor do que o mosquito Aédes aegypti em solo brasileiro. Demagogia e assistencialismo barato tomam lugar de planejamento e desenvolvimento sustentado.

Cabe a nós formadores de opinião e a todos os eleitores lutarmos contra esses desmandos, cobrando os senadores, deputados e o Poder Público para que faça o que é certo sempre, pois nosso dinheiro é que financia essas bolsas famílias que compram importados, pagam viagens ao exterior, etc.

5 de junho de 2013

Violência está por toda parte!

Os animais selvagens não matam por esporte.
O homem é o único para quem a tortura e a
morte de alguém da mesma espécie é diversão.
James Anthony Froude

A cada dia que passa cresce assustadoramente os índices de violência em nosso país. Muitas são as razões que passam pelas diversas questões sociais, escorregam na ausência de Educação de qualidade e na falta de oportunidades numa economia desigual.

Porém, é certo que embora não estejam nas raízes que explicam a alta criminalidade, dois fatores são chaves para explicar a insegurança que vivemos nos dias atuais. A impunidade e a nossa justiça com obesidade mórbida.

Temos leis de mais e justiça de menos em nosso imenso país. Governantes que ao longo dos últimos 30 anos deixaram de lado completamente a questão da segurança tanto interna quanto das nossas fronteiras, por onde entram munições, armas pesadas e muitas drogas.

No âmbito interno, governos estaduais e o federal deixaram de contratar policiais, investir em treinamento, investir em novas tecnologias para o combate e a prevenção ao crime. Isso agrava a situação e fica pior quando percebemos que os poderes executivo e judiciário de mãos dadas optam por leis brandas, benefícios a criminosos e penas que favorecem a curta permanência dos facínoras nas prisões.

Dizem que as penitenciárias são universidades para o crime, porém, em momento algum nossos governantes pensam em reformar o sistema penitenciário com a inclusão dos presos ao trabalho em regime integral, com possibilidade de estudo a noite. Restaria a madrugada para o verme criminoso dormir exausto, sem tempo para pensar em crime.

Hoje estamos correndo risco dentro das nossas casas, nas ruas, dentro dos restaurantes, dentro dos carros, na internet, no interior das lojas, nos consultórios dentários e médicos, enfim, não tem lugar que não haja perigo iminente, que não tenhamos medo de sermos vitimas da criminalidade cruel que graça por nosso país. Entregar ou não o objeto do desejo do bandido não é mais garantia de salvo conduto, pois eles estão executando friamente os brasileiros do bem.

O endurecimento das leis e penas aos criminosos, o aumento do tempo de prisão e a construção de penitenciárias modernas com acesso limitado, sem sinais de celulares, com trabalho e educação administrados por empresas privadas é uma saída.

Não vejo a presidenta preocupada com a crescente criminalidade no país, tenho certeza que a reeleição em 2014 é muito mais importante para ela do que saber se mais um brasileiro morreu executado nas ruas de SP ou RJ covardemente ou queimado vivo em um consultório, deixando para trás famílias necessitadas e arrasadas.

Nestes últimos anos vejo o ministro da justiça, senadores, deputados e governantes tentando apenas justificar a não adoção desta ou daquela medida endurecedora para com os criminosos, jamais falando sobre soluções, projetos e definições que ponham um ponto final a esta guerrilha urbana que enfrentamos sem termos uma guerra que a justifique.