28 de julho de 2013

Apenas, menos

Um amigo de Proust passou seis anos sem ir a Paris. Viajou, casou, ganhou dinheiro, viveu. Encontrou-se com o escritor na rua, por acaso. Os dois haviam sido amigos íntimos. O amigo quis saber se era o mesmo ou se havia mudado fisicamente durante os anos de ausência.

Proust respondeu, enigmaticamente: “Tudo bem com você, apenas menos”. O amigo se surpreendeu: Menos o quê? Menos bonito? Menos rico? Menos saudável? Menos inteligente? Proust explicou: “Nada disso. Você está o mesmo. Apenas menos”.

O episódio é de uma época sofisticada, vivido por pessoas esnobes, num clima de requintada frescura. Mas não deixa de ser uma lição. Com o tempo, não pioramos necessariamente. Continuamos na mesma, belos ou feios, bons ou maus inteligentes ou burros. “Só que menos”.

A sutileza passa despercebida de nós próprios. É preciso um encontro, um acaso, até mesmo o testemunho explícito de um observador que possa captar o que em nós está “menos”. Menos brilho no olhar, menos vitalidade no gesto, menos decisão na voz, menos rapidez no pensamento, menos alegria no sorriso. O tempo é carrasco gradual, não tem nem precisa ter pressa. Ninguém fica burro da noite para o dia, nem perde o encanto no espaço de uma manhã – como as sovadas rosas de Malherbe.

O ritmo com que ficamos cada dia “menos” dará a medida de nossa decadência. Das quais todos teremos o tributo da carne para pagar. Outra noite, para distrair a insônia, pulando de canal em canal na TV, parei num comercial feito pela Xuxa. Lembro-me dela posando para capas de revistas, algumas delas dirigidas por mim, 15 anos atrás. Descobri que ela estava alguma coisa ”menos”.

Evidente que também tenho meu quinhão. Nem preciso de espelho e do testemunho alheio para sentir no olhar fatigado, no cansaço de tudo, que eu também estou menos – cada vez menos.

Texto de Carlos Heitor Cony, publicado na Folha de São Paulo.

Homenagem a este escritor da melhor qualidade que tenho o prazer de acompanhar durantes os últimos anos semanalmente na Folha de São Paulo.

27 de julho de 2013

Reminiscências de um tempo que não voltará jamais!

Não há nada como regressar a um
lugar que está igual para descobrir o
quanto a gente mudou. Nelson Mandela

Meu pai ainda estava conosco (1932-1972) e por trabalhar nos períodos da noite e madrugada na Folha de SP, dormia durante a manhã e parte do começo da tarde. Viviamos em plena década de sessenta, que foi um turbilhão de criatividade, intensidade, alterações na vida política, enfim, o mundo respirava um novo ar e não sabia ainda o que era aquilo.

O Brasil estava mergulhado num golpe político e vivia em plena ditadura militar. Na França, Paris ardia com os movimentos estudantis e o mundo vivia intensamente Beatles, Rolling Stones, a guerra do Vietnã e tantas outras coisas ao mesmo tempo.

Eu ficava sentado após as aulas matinais e o almoço, no carro de meu pai, um Fusca/66 que era fruto de um esforço muito grande para o padrão da época em que viviamos no Brasil. Poucos tinham carros, andar de transporte coletivo era a saída para a população.

Dentro daquele carro me interessava em particular seu rádio, que tinha a vida passando nas suas ondas. Os radialistas falavam menos, usavam o tempo para informar e principalmente mostrar aos ouvintes o que rolava ao redor do mundo em termos de música.

Eu ouvia muito um radialista de voz grave e que tinha um jeito especial de fazer seu programa após o almoço. Chamava-se Hélio Ribeiro e era conhecido como A voz do rádio brasileiro. Ele falava como ouvinte, interpretava canções e não raras vezes vertia canções famosas para a nossa lingua. O programa chamava-se O poder da mensagem.

John Lenon, Beatles, Elvis Presley, Bee Gees, e tantos outros talentos passavam pelo som daquele rádio e me levavam a uma viagem indescritível num tempo sem tecnologia, sem celulares, sem Blue Rays, sem televisão colorida e computadores de última geração como temos hoje em dia.

Lá fora os dias eram sombrios enquanto o mundo vivia um período de transição em sua vida política. A economia estava em frangalhos, não tinhamos nem sonhavámos com nada do que hoje podemos encontrar até em bancas de camelôs.

A música, o teatro, o cinema, as artes em geral jamais terão uma produção tão rica e criativa como naquele período entre 1960 e 1980. A literatura registra hoje muito do que aconteceu naquele período fantástico.

Eu mudei, o mundo mudou, outros sons, novas tendencias, mapa mundis completamente diferente, novas influências, a internet começando a dominar o cenário antes exclusivo da televisão. Tudo tem sua hora, sua explicação, mas nada me faz esquecer aquele rádio, aqueles momentos em completa solidão acompanhado de tantas canções, sonhos e reminiscências que irão me acompanhar até o fim desta viagem.

20 de julho de 2013

Grandes eventos no Brasil evidenciam o jeitinho brasileiro!

Semelhante a uma flor que parece linda, mas não tem
nenhum perfume, assim são as palavras infrutíferas
do homem que as fala e não as coloca em prática.
Dhammapada

O Brasil sediou no mês de junho/2013, a Copa das Confederações, um evento organizado pela FIFA, que teve seis capitais brasileiras utilizadas como sede do evento. Na televisão tudo deu certo, as coisas estavam bonitas, organizadas e coloridas aos olhos dos telespectadores. Haja ufanismo!

Entretanto quem compareceu aos estádios teve dificuldades com a falta de mobilidade urbana, segurança precária, além de entrar em estádios recém-inaugurados sem estarem com suas obras completamente terminadas. A Arena Pernambuco entre outras coisas estava sem os seus elevadores liberados para quem precisava atingir o quarto andar e as pessoas penaram bastante para ver o jogo.

Daqui até o ano de 2016 o Brasil sediará inúmeros eventos como a visita do Papa na Jornada da Juventude no RJ, o Festival de Rock no RJ, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada RJ/2016. Assim como no caso dos estádios de futebol, os nossos governantes não tem vergonha de mostrar o lado mais obtuso de suas administrações.

Vejam por exemplo o que está acontecendo na cidade do Rio de Janeiro neste mês de Julho/13. Por onde Sua Santidade, o Papa vai passar, obras de embelezamento foram feitas, asfalto de quinta categoria, pinturas, maquiagem pura e jeitinho brasileiro ao invés de obras de verdade. Nas demais localidades próximas aos eventos religiosos lama e sujeira por toda parte.

Rezar não vai adiantar, estes nossos governantes praticam o inefável jeitinho brasileiro de governar, em sua maioria são ateus. Rezam pela cartilha do quanto pior melhor, ou quanto maior a minha parte dane-se o resto (Entenda-se POVO).

A lama se acumula em poças no terreno onde está sendo montado o Campo da Fé, em Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro. O local abrigará a vigilia e a missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude, com presença do Papa Francisco. O encontro internacional de jovens católicos será realizado entre os dias 23 e 28 de julho e marcará a primeira visita do Papa ao Brasil.

A imprensa internacional estará presente, autoridades religiosas e pessoas do mundo inteiro na lama, em meio ao maior exemplo de incompetência e desonestidade que um governante pode oferecer em nome de seu país.

Assim com certeza, será na Copa do Mundo e nas Olimpíadas RJ/16. Estádios com custo de ouro e conforto de lama. Nenhum aeroporto digno para receber milhões de turistas, muito menos portos em condições adequadas para a mesma tarefa.

Tudo maquiado por governos municipais, estaduais e pelo mandatário maior que é o governo federal. Eles não têm vergonha na cara, são sociopatas, torraram e ainda vão gastar bilhões antes que a tocha olimpíca se apague em 2016.

O Papa talvez não perceba o quão mediocre são os Senhores Prefeito e o Governador do Rio de Janeiro, local onde ele vai passar alguns dias no silencio dos seus aposentos e ficará longe da vergonha que é o maldito jeitinho brasileiro.

A FIFA e o COI (Cômite Olimpíco Internacional) já perceberam a roubada em que entraram ao declarar o Brasil como sede dos eventos para os quais nosso povo estava preparado, mas nossos governantes e nossa classe política jamais.

19 de julho de 2013

Obama, we can also (Obama, nós também podermos).

Como são admiráveis as pessoas
que nós não conhecemos bem.
Millôr Fernandes

Os EUA na falta de incentivo para reconstruirem sua economia ou ainda para deixarem de serem reconhecidos como uma Nação odiada em boa parte do planeta, resolveram sob a desculpa do medo de novos ataques terroristas espionar países através de todos os seus meios de comunicação. Inclusive aqueles incapazes de cometer tal ato, países conhecidos como pacatos e cordeiros como o Brasil.

A “inteligência” americana entrou nos endereços de E-mail, nas redes sociais, telefonia, TV à Cabo, enfim, bisbilhotaram tudo que puderam até que um de seus bons moços, um nerd da NSA resolveu sem que eles pudessem esperar ou espionar, contar ao mundo inteiro a farra do Obama e seus meninos.

O responsável por expor os programas secretos americanos de interceptação de dados vazados é o ex-técnico da agência de segurança americana (NSA) Edward Snowden.

Depois dos vazamentos das informações do Wikileaks - Uma organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em sua página (site), postagens (posts) de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis o mundo novamente se depara com espionagem, invasão de privacidade e arrogância americana para com os demais países.

Com certeza os americanos devem ter tido enormes dificuldades em traduzir as conversações da lingua portuguesa para o inglês. Afinal eles não conseguem falar muito bem nenhum idioma além do próprio. Sem contar as girias nacionais, terminologias em documentos ou as falas obscuras entre políticos, cujo verdadeiro sentido com certeza eles tiveram dificuldade em traduzir.

Fica a dica para que seja pedida uma emenda a Lei de Acesso à Informação (12.527/11) para que as informações em poder do governo americano de Barack Obama sejam franqueadas ao povo brasileiro numa página de Acesso à Transparência do Portal do Governo dos EUA. Afinal um país democratico como os EUA tem de seguir a transparência pública, ou não?

Sem contar que no meio de tantas conversas gravadas, mensagens de e-mail, a sociedade brasileira irá descobrir muito mais do que supõe e não imagina tenha ocorrido nos últimos anos na terra da tropicalia. Como dizia uma antiga piada – “Que vergonha do meu amigo Varte (Valter)”.


PS: I de Ianques

Sobre a perversa carga tributária no país

    
     Circula na internet uma relação de percentuais de tributos calculados sobre os produtos que mais compramos no Brasil. a lista vai desde passagens aéreas até um simples lápis escolar. Em que pese alguns produtos poderem estar com tributos alterados por algum programa de desoneração recente, a lista serve para que tenhamos uma clara noção do quanto nosso governo subtrai dos nossos bolsos diariamente.
     Nosso país tem uma das mais altas taxas de cobrança de impostos do planeta, além de não dar retorno desta trilionaria quantia arrecadada em serviços de qualidade, atendimento médico a população, educação de qualidade com escolas decentes, remuneração digna aos Educadores, nem tão pouco investe em saneamento básico, habitação popular, etc.
     Sendo assim, sempre é bom divulgarmos esta lista, estarmos atentos ao que nos é cobrado e acima de tudo, cobrarmos nossos representantes no Poder Legislativo para que envidem esforços para alterar esta situação com a tão esperada e necessária Reforma Fiscal e Tributária no Congresso Nacional.
     Além deles, devem ser cobrados os partidos políticos que disputam eleições e nunca inserem em suas propostas eleitorais a Reforma acima citada. Os candidatos tem de ouvir e receber da população brasileira um basta para esta mega cobrança de tributos, taxas e impostos, cujas verbas poderiam estar sendo utilizadas na nossa economia e não neste ralo sem fundo do governo federal.
    
Segue abaixo a lista com os percentuais sobre os produtos no Brasil:
Passagens aéreas 8,65%   Cigarros 81,68  Transporte Aéreo de Cargas 8,65%  Carne bovina 18,63%
Transporte Rod. Interestadual Passageiros 16,65%  Frango 17,91%  Transporte Rod. Interestadual Cargas
21,65%  Peixe 18,02%  Transp. Urbano Passag. - Metropolitano 22,98%  Sal 29,48%  Vassoura 26,25%
Trigo 34,47%  CONTA DE ÁGUA 29,83%  Arroz 18,00%  Mesa de Madeira 30,57%  Óleo de soja
37,18%  Cadeira de Madeira 30,57%  Farinha 34,47%  Armário de Madeira 30,57%  Feijão 18,00%
Cama de Madeira 30,57%   Açúcar 40,40%  Sofá de Madeira/plástico 34,50% Leite 33,63%
Bicicleta 34,50%  Café 36,52%  Tapete 34,50%  Macarrão 35,20%  MEDICAMENTOS 36%
Margarina 37,18%  Motocicleta de até 125 cc 44,40% Margarina 37,18%  CONTA DE LUZ 45,81%
Molho de tomate 36,66%  CONTA DE TELEFONE 47,87%  Ervilha 35,86%  Milho Verde 37,37%
Motocicleta acima 125 cc  49,78%   Gasolina 57,03%   Biscoito 38,50%  Chocolate 32,00%
Sabão em barra 40,50%  Achocolatado 37,84%   Sabão em pó 42,27%  Ovos 21,79%
Desinfetante 37,84%  Frutas 22,98% Água sanitária 37,84%  Álcool 43,28% Esponja de aço 44,35%
Detergente 40,50%  Sabonete 42%  Saponáceo 40,50% Xampu 52,35%  Sabão em barra 40,50%
Condicionador 47,01%  Sabão em pó 42,27%  Desodorante 47,25%  Desinfetante 37,84%
Aparelho de barbear 41,98%  Água sanitária 37,84%  Papel Higiênico 40,50%  Esponja de aço 44,35%
Pasta de Dente 42,00%  Caneta 48,69%  Refresco em pó 38,32%  Lápis 36,19% Suco 37,84%
Borracha 44,39% Água 45,11%  Estojo 41,53% Cerveja 56,00%  Pastas plásticas 41,17%
Cachaça 83,07%  Agenda 44,39%  Refrigerante 47,00%  Papel sulfite 38,97%  CD 47,25%
Livros 13,18%  DVD 51,59%  Papel 38,97%   Brinquedos 41,98%  Agenda 44,39% Pratos 44,76%
Mochilas 40,82%  Copos 45,60%  Régua 45,85%  Garrafa térmica 43,16%  Pincel 36,90%
Talheres 42,70%  Tinta plástica 37,42% Panelas 44,47%  Toalhas - (mesa e banho) 36,33%
Sapatos 37,37%   Lençol 37,51%  Roupas 37,84%  Travesseiro 36,00% Aparelho de som 38,00%
Cobertor 37,42% Computador 38,00%  Automóvel 43,63% Fogão 39,50%  Fertilizantes 27,07%
Telefone Celular 41,00%  Tijolo 34,23% Ventilador 43,16%  Telha 34,47% Liquidificador 43,64%
Móveis estantes,cama... 37,56% Batedeira 43,64%  Vaso sanitário 44,11% Ferro de Passar 44,35%
Tinta 45,77% Refrigerador 47,06%  Casa popular 49,02% Vídeo-cassete 52,06%
Mensalidade Escolar 37,68% Microondas 56,99%.
      Além destes impostos os brasileiros ainda pagam de 15 a 27,5% de seus rendimentos salariais a título de imposto de renda. Paga um plano de saúde se quiser ter qualidade no seu atendimento médico e de sua família, paga colégio particular aos seus filhos, mais o IPTU, IPVA, INSS, FGTS, sempre sem ter retorno algum para tantos impostos.
       Isso está vigorando há muitos anos e ninguém faz nada para mudar! Até quando vamos aceitar essa roubalheira? Até quando vamos trabalhar para sustentar essa corja de corruptos?  Acredito que enquanto o povo não se mobilizar para uma enorme discussão continuarão nos fazendo de escravos. Pois para ELES é isso que somos.

17 de julho de 2013

Manifesto dos Atletas pela Cidadania!

A Associação Atletas pela Cidadania, lança hoje forte manifesto sobre os megaeventos esportivos sem legados para o país. A entidade é hoje presidida por Ana Moser e dela fazem parte esportistas como Mauro Silva, Cafu, Raí, Lars Grael, Magic Paula, Fernando Meligeni, Gustavo Borges, Joaquim Cruz e muitos outros.



Leia abaixo, a íntegra do manifesto que ecoa a voz das ruas nos protestos de junho que abalaram o Brasil:



“Há mais de dois anos, a associação Atletas pela Cidadania vem tentando chamar a atenção do governo para a importância de uma agenda de um legado dos grandes eventos esportivos.



Copa e Olimpíadas têm um valor inegável para o país que as recebe, mas somente se tornam uma oportunidade efetiva quando a prioridade do interesse público é a regra e quando existam propostas concretas de Legado Esportivo e Social.



O interesse público e a transparência têm que prevalecer em todas as ações: nas obras, construções, intervenções sociais ou investimentos públicos e privados. Mais do que isso: todos os recursos gerados pelos eventos devem ser destinados ao desenvolvimento social e econômico do país, chegando de forma positiva na vida das pessoas.



Nós, Atletas pela Cidadania, somos contra a destinação de recursos públicos para benesse de alguns, as remoções que violam os direitos humanos, a corrupção e a falta de transparência nas decisões e nas contas.



Tudo isso é contra o espírito e os valores do Esporte. Acreditamos nos valores positivos do Esporte e sabemos do seu impacto no desenvolvimento do país. O Esporte é direito de todos os brasileiros. Melhora a saúde e a qualidade de vida, diminui a evasão escolar, aumenta o desempenho dos alunos.



Repetimos: há mais de dois anos apresentamos uma agenda positiva ao país, com dois pontos centrais para o Legado Esportivo e Social da Copa e das Olimpíadas: o Esporte acessível a todos os brasileiros e a urgente revisão do Sistema Esportivo Nacional. As diretrizes são claras.



Limitar o mandato de dirigentes esportivos, definir os papéis e integrar os entes federativos, abrir à participação democrática de atletas, qualificar educadores e profissionais esportivos permanentemente, ampliar a infraestrutura esportiva pública.



São medidas para garantir o acesso ao Esporte para todas as pessoas, de norte a sul. Além de desenvolver a cultura esportiva no país e levar os benefícios do Esporte a todos. E como consequência natural, também melhorar o esporte de alto rendimento e suas conquistas.



Felizmente, o país hoje clama por mudanças. A agenda pública deve se balizar pelo que seu povo decide e não só pelo que seus governantes acreditam que sejam as prioridades. O dia a dia do poder tem afastado a máquina pública do interesse público. Vivemos uma crise da democracia representativa, cuja solução está em ouvir diretamente os detentores reais do poder – o povo.



Queremos ser ouvidos e por isso solicitamos:



1. A criação de um comitê interministerial para a reestruturação da legislação do sistema esportivo nacional e a criação de um Plano Nacional de Esporte. Com metas, estratégias, métricas de avaliação e resultados claros. Um comitê com participação da sociedade, com voz e voto, liderado pela Presidência da República.



2. Aprovação de legislação que dispõe sobre as condições necessárias para as entidades do Sistema Nacional de Esporte receberem recursos públicos (emenda nº à MP 612 e emenda nº à MP 615).



3. Total transparência dos investimentos e das apurações referentes às denúncias de violações de direitos humanos nos grandes eventos esportivos, como exploração sexual infantil, remoções sociais forçadas, sub-emprego”.
 
PS: Os negritos são do autor do Blog

16 de julho de 2013

Mensagem da Batra

Caros amigos, voluntários e colaboradores da Batra

No dia (15/07/13) na Câmara Municipal, em Bauru foi aprovado pelos vereadores o Projeto do Executivo para a regulamentação da Lei de Acesso a Informação - Lei Federal 12527/11. Embora com atraso de 13 meses, ainda está a frente de centenas de municípios do país.

Termina mais uma etapa de uma luta que já durava pelo menos um ano e meio, desde que a lei foi sancioanda pela Presidenta da República. Desde então o nosso Prefeito teimava em não regulamenta-la à revelia do que manda o bom senso e a lei. Foi até aqui uma luta difícil, contra tudo e contra todos que a Batra travou, mas que ao final contabiliza mais uma enorme vitória da nossa entidade à frente da sociedade bauruense.

Ainda faltam algumas informações, o aperfeiçoamento de outras e temos muito ainda pelo que lutar, porém fica mais uma vez claro que a Batra é uma entidade que veio para ficar, um grupo que pauta sempre pela discrição, pela ética e pela luta leal seja qual for o seu oponente. Impessoalidade, razão e a busca pela obediência as leis fazem com que a população aos poucos saiba que a Batra é aliada do povo, aliada do bem e das lutas pela transparência do poder público em todas as suas instâncias.

Atenciosamente

Batra Bauru Transparente
www.batra.org.br

Legalismo? Só se for a favor da sociedade!

No Brasil percebo que sempre que algo é criticado, aparecem os famosos legalistas, aqueles que querem justificar mazelas, erros dos governantes através de leis, artigos da constituição, etc.

Estranho que na hora de defender o sistema de iluminação pública que vai passar para os municípios numa atitude estúpida, sem nexo, que prejudicará o povo brasileiro, aparecem os tais legalistas para defender a ANEEL - Agencia Nacional de Energia Elétrica. Porém quando é para evocar a constituição e lembrar que lá existem cláusulas que beneficiam  o povo eles não dizem nada. Como por exemplo a questão dos juros, que deveríam ficar no patamar de 12% a.a porém chegam a mais de 150% a.a no Cartão de Crédito e nos juros do cheque especial, sem que os legalistas lembrem do artigo constitucional.

Defendo a aplicação correta das leis, a defesa da Constituição brasileira e o povo brasileiro acima de tudo, principalmente desta escória política que nos governa e nos mantém em condições aquém do que produzimos e do que somos como Nação. Uma classe política que aliada aos corruptores faz verter bilhões de reais pelos ralos da corrupção, que levados pela mentira sucumbem num imenso mar de lama.

Portanto, não serão leis, nem nenhum item legalista que vai conter minha defesa pela sociedade brasileira, na luta pela ética, pela transparência, pelo investimento maciço em Educação, pela dignidade dos verdadeiros herois deste país, professores, operários, trabalhadores em geral que sobrevivem com salários miseráveis, enquanto a classe política além dos altos salários ainda englobam adicionais como auxilio paletó, auxilio moradia, consumo de combustíveis liberados, passagens aéreas e livre acesso a AIR FAB.

As leis e até a própria constituição podem e devem eventualmente serem questionadas pela sociedade, principalmente se foram escritas com a inequívoca intenção de favorecer uma minoria em detrimento da Nação. Afinal nossas leis são redigidas por políticos, sejam do Poder Executivo ou Legislativo, sendo assim, aquilo que foi sancionado para favorecer empresas estrangeiras ou grandes grupos nacionais, deve ser questionado, e se preciso, revogada ou reescrita de forma a beneficiar a sociedade brasileira, vítima contumaz da perversidade dos nossos governantes corruptos, vagabundos e omissos.

Por fim, a resolução Resolução 414/2010 da ANEEL é um absurdo do tamanho do oceano atlântico, não importa aonde esteja calcada, se na constituição de 1988, adormecida nestes 25 anos e agora levada a cabo para prejudicar milhões de brasileiros. Não só pelo alto custo que a medida provocará como também pela certeza de que os serviços a serem prestados pelos municípios estaram muito aquém do que os municípes exigem e merecem.

A Lei de Acesso a Informação de número 12527/11 é uma poderosa ferramenta para que possamos combater a corrupção, fiscalizando, cobrando e exigindo do Ministério Público ações de improbidade administrativa sempre que algo estiver errado. Use-a sem moderação!

14 de julho de 2013

Projeto de Lei do PNE – 2011-2020 nas gavetas da Câmara

Educai as crianças, para que não
seja necessário punir os adultos.
Pitágoras

Assim como tantos outros projetos, decretos, propostas, o PNE – Plano Nacional de Educação 2011 – 2020 está parado nas gavetas do Congresso Nacional, mas especificamente na Câmara Federal sem ser discutido amplamente, sem ser analisado com a atenção que deveria e jogado num arquivo qualquer.

Neste momento são muitas as reivindicações da população brasileira nas ruas, nas organizações legítimas da sociedade civil e nas casas dos brasileiros cansados de pagar impostos e não terem nenhum investimento concreto em Educação em nosso país.

Assistimos a degradação da Educação com professores mal remunerados, falta de profissionais em todas as áreas do sistema educacional, escolas públicas sem condições de ministrar aulas com qualidade, várias regiões sem escolas ou sem professores. Enquanto isso, deputados viajam pela FAB sem se importar com o item mais importante de uma Nação que é a sua Educação.

O texto integral do Projeto de Lei nº 8.530, de 2010, de autoria do Poder Executivo, que institui o Plano Nacional de Educação (PNE). Inclui o detalhamento das metas e respectivas estratégias, a exposição de motivos assinada pelo ministro da Educação, bem como a legislação citada.

Vigente pelos próximos dez anos, o PNE estabelece metas a serem alcançadas pelo país até 2020. O PL nº 8530/10 chegou ao Congresso Nacional legitimado pelos vários seminários e debates realizados até a finalização do texto, com destaque para os encontros regionais promovidos pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, o documento do CNE (Conselho Nacional de Educação) e a Conae (Conferência Nacional de Educação - Brasília 2010), que se constitui na principal referência da proposta do novo PNE.

Sua aprovação deveria estar fazendo parte das manifestações em todo país, inclusive na frente do Congresso Nacional, pois Educação é a alavanca que o país precisa para sair deste atoleiro de violência, corrupção, desenvolvimento pífio e degradação moral de boa parte das nossa instituições.

Discutir com a sociedade o PNE em audiências públicas e aprová-lo em seguida é o mínimo que nossos representantes devem fazer neste momento de turbulências que o país atravessa justamente pela forma tosca com que os parlamentares sempre trataram coisas tão importantes e significativas para a sociedade brasileira.

13 de julho de 2013

Sindicalistas e Centrais sindicais não me representam!

“A vaidade é o caminho mais curto para
o paraíso da satisfação, porém ela é,
ao mesmo tempo, o solo onde a burrice
melhor se desenvolve. Augusto Cury


Desde o movimento dos caras pintadas na queda de Fernando Collor até os dias atuais, passando obviamente pela ascensão do PT ao poder federal em 2002, desconheço movimentos sindicais que levaram multidões as ruas por reivindicações que sejam anseios da população brasileira.

Mesmo em SP onde o PSDB partido que se diz antagônico ao PT está há 18 anos no poder não vemos nenhum movimento sindical. Exceto quando chegam as eleições e muitos dirigentes sindicais fazem campanhas à Vereadores, Deputados e até Senadores por partidos que não são propriamente “amigos” dos trabalhadores que eles mesmos dirigem em seus sindicatos.

Em Bauru havia um sindicato chamado de “Fantasma”, “Sindicatinho” que depois de alguns anos foi incorporado por quem o denominava com os nomes acima. Ética acima de tudo não é mesmo? Coerência nota 1000.

Agora que as manifestações populares foram realizadas em sua maioria por jovens insatisfeitos com os rumos dos transportes públicos e do país os sindicalistas resolvem que devem sair as ruas a reboque das manifestações.

Eles organizaram então o”Dia Nacional de Luta” marcado para acontecer amanhã (11 de Julho de 2013). Como eles não tem união nem respeitos uns pelos outros, fica claro que será realizado pela CUT – Central Única dos Trabalhadores.

Inegável a importância dos sindicatos na vida dos trabalhadores, entretanto, no país, a política partidária apequenou os sindicalistas, os transformou em meros coadjuvantes dos manda chuvas dos seus partidos.
A luta da classe trabalhadora foi jogada de lado e não avançou mais desde 2002 por coincidência, ao contrário, muitas das conquistas sociais e profissionais foram perdidas nestes anos.

A sociedade de uma forma geral, equivocadamente ou não, tem um pé atrás para com a classe dos sindicalistas. Duvido que quaisquer manifestações terão apoio popular, em particular dos mesmos jovens que foram as ruas recentemente.

As chamadas Centrais Sindicais assim como os sindicatos de categorias profissionais recebem verdadeiras fortunas jamais divulgadas aos seus representados, dinheiro que é utilizado sem o consentimento explicito dos trabalhadores.

Mesmo com todos os recursos disponíveis não lutam como deveriam por questões centrais como Reforma Política, Reforma Fiscal e Tributária, pelo fim dos impostos sindicais e demais mazelas oriundas do século passado, dos tempos de Getúlio e das ditaduras nacionalistas.

Sendo assim, parafraseando os ativistas que são contra Marcos Feliciano, eu digo: Estes Sindicalistas e suas Centrais Sindicais não me representam e a você?

11 de julho de 2013

Plebiscíto sim, mas com calma e discernimento!

“A maioria das pessoas não planeja
fracassar, fracassa por não planejar.”
John L. Beckley

Em um momento de puro rompante nossa presidenta sem entender os manifestos das ruas protagonizados pela sociedade brasileira resolveu fazer um Plebiscito para acalmar os jovens nas ruas. Colocou então na baila a tão esperada, desejada e necessária Reforma Política como tema do plebiscito.

Segundo o Aurélio: 1. Na Roma antiga, decreto do povo reunido em comícios. 2. Modernamente, resolução submetida à apreciação do povo. 3. Voto do povo, por sim ou não, sobre uma proposta que lhe seja apresentada.

Segundo o Google: O plebiscito (do Lat. plebiscitu - decreto da plebe) era considerado, na Roma antiga, voto ou decreto passados em comício, originariamente obrigatórios apenas para os plebeus. Hoje em dia, o plebiscito é convocado antes da criação da norma (ato legislativo ou administrativo), e são os cidadãos, por meio do voto, que vão aprovar ou não a questão que lhes for submetida.

Segundo os analistas trata-se de uma fuga, um desvio de atenção e uma temeridade fazer um plebiscito tão dispendioso ao erário contendo perguntas difíceis de serem respondidas com um Sim ou Não.

Tanto isso é verdade que a maioria da base aliada da presidente já manifestou seu desejo contrário a realização do mesmo. O Plebiscito é um ato constitucional legítimo que busca ouvir a voz do povo através de seu posicionamento através do voto livre e democrático.

A discussão para a Reforma Política deve ser feita sim, mas pela casa dos representantes do povo, com inúmeras discussões, com a realização de audiências públicas, inclusive utilizando-se das estruturas das Assembleias Legislativas e das Câmaras Municipais espalhadas em nossos mais de cinco mil municípios.

A grande maioria do povo brasileiro desconhece na prática o que seja uma Reforma Política, o que significa Financiamento Público ou Privado de Campanha e seus inúmeros desdobramentos e consequências. Qual seria o sistema mais adequado ao nosso sistema eleitoral? Distrital? Distrital Misto? Manter como está?

Devemos implantar sistemas de listas fechadas ou abertas? Quais seriam as modificações que a sociedade deseja? Vamos acabar coma fidelidade partidária? Vamos acabar com o voto secreto em todas as instâncias? Devemos reduzir o número de partidos políticos? Devemos rever o fundo partidário e sua montanha de recursos a disposição de partidos sem ideologia e ética?

Enfim, são muitas nuances, muitas discussões técnicas e políticas que devem ser realizadas a luz da razão e permeadas por muita transparência, honestidade de propósito e tempo.

10 de julho de 2013

O golpe da transferência do sistema de iluminação pública!

Os eruditos são aqueles que leram coisas nos livros,
mas os pensadores, os gênios, os fachos de luz e
promotores da espécie humana são aqueles que as
leram diretamente no livro do mundo.
Arthur Schopenhauer


Em decisão que está longe de ser consenso nos 5.563 municípios brasileiros a ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica através da sua Resolução 414/2010 impôs garganta abaixo da sociedade brasileira que todo o sistema de iluminação pública, hoje nas mãos das empresas do setor elétrico passará a ser mantido pelas prefeituras do país.

A Constituição Brasileira de 1988 estabeleceu que o Municípío é o responsável pela iluminação pública, não a concessionária distribuidora de energia elétrica. Cabe então ao Município fazer a manutenção ou, se preferir, contratar uma empresa, que pode ser a Concessionária, estatal ou privada. A ANEEL cobra agora com um pequeno atraso de vinte e cinco anos que a decisão seja colocada em prática.

Sendo assim, as prefeituras serão responsáveis pela troca das luminárias, postes, fiação, transformadores, lâmpadas e reatores, atualmente sob responsabilidade das empresas distribuidoras de energia elétrica. Estas sempre detiveram o conhecimento, a tecnologia, mantendo empregados treinados e todo o equipamento necessário para a execução dos serviços.

Com a mudança estima-se que os gastos com iluminação pública poderão aumentar muito de acordo com levantamento realizado pela CNM – Confederação Nacional dos Municípios. 
Algumas coisas são dignas de nota e cosideração nesta obra-prima da ANEEEL, agência criada no governo FHC para regular e fiscalizar o serviço de concessão de energia elétrica.

A primeira questão é que as prefeituras do país, com raríssimas exceções não tem a miníma condição de oferecer estes serviços com a qualidade e a rapidez que eles precisam ser feitos.

A segunda questão é que as concessionárias em sua maioria estrangeiras, compraram as empresas estatais nacionais a preço de banana e hoje ganham mais este “incentivo” extra para continuarem em solo tupiniquim amealhando verdadeiras fortunas que são repassadas aos seus felizes países de origem.

A terceira questão é que esta decisão independente dos legalismos que estão sendo discutidos (Constituição, Leis, etc.) transfere para o povo brasileiro a conta destes novos serviços que serão arcados pelas prefeituras e com certeza absoluta transferida para os consumidores.

Hoje já pagamos taxa de recolhimento do lixo, taxa dos bombeiros e tantas outras taxas e não temos retorno algum de qualidade no que pagamos de IPTU – Imposto Territorial Urbano em todos os municípios nacionais.

Aqueles que hoje não conseguem dar aos seus municípes educação básica, saúde pública, habitação nem saneamento básico agora passarão a ser responsáveis pelo serviço de iluminação dos nossos logradouros. Para falar a verdade as prefeituras mal conseguem tapar buracos nas ruas, o fazem de forma porca, suja e agora vão “cuidar” de iluminação pública?

Se a qualidade hoje está aquém do que era esperado quando da privatização das empresas do setor elétrico o que esperar daqui pra frente? Escuridão ainda maior e menos segurança para o ir e vir tão perigoso dos dias atuais no Brasil.

5 de julho de 2013

Batra em Bauru dando exemplo para o país!

Pecar pelo silêncio, quando se deveria
protestar, transforma homens em covardes.
Abraham Lincoln


Em novembro de 2009 alguns amigos cansados de tanto reclamar e nada poder fazer contra as mazelas na sua cidade, de não ter ferramentas a mão para utilizar no combate à corrupção, na fiscalização por transparência e ética na vida pública do seu munícipio, resolveram unir forças e criar uma entidade que pudesse ajudá-los aatingir seus objetivos.

Nascia então no interior de São Paulo na cidade de Bauru, a BATRA – Bauru Transparente, uma entidade sem fins lucrativos, apartidária, que não recebe verbas públicas. Dispostos a juntar forças, nasceu à vontade de transformar o sonho em realidade. Iniciaram as primeiras conversas em reuniões de sonhadores, que tinham a vontade real de mudar sua cidade. 
Foram conhecer a Matra - Marília Transparente, organização que vinha realizando inúmeras atividades em prol da sociedade daquela cidade e se destacando no combate à corrupção.
Num sábado, no início de agosto eles foram recebidos pelos seus diretores e Conselheiros, que os orientaram como dar os primeiros passos, relataram suas dificuldades, vibraram com suas conquistas, e demonstraram, em suas palavras e atos, um enorme sentimento de realização pessoal.

Empolgados e entusiasmados com a viabilidade de também realizar em sua querida Bauru trabalho semelhante, contagiaram outros, que logo passaram a demonstrar comprometimento com mesmos ideais. E assim, pé no acelerador; reuniões, contatos, convites, busca de apoio, modelos de documentações para formalizar a Ong... Muito trabalho, mas percebia-se a satisfação de cada envolvido naquela missão para dar o primeiro passo.

Nesta fase o fato mais estimulante foi à participação no 1° Congresso de Controle Social de Marília. Além do conteúdo riquíssimo, tiveram contato com os palestrantes e entraram num mundo, até então desconhecido, das inúmeras Organizações de Controle Social, que se disseminam por todo nosso País.

Neste Congresso o I.F.C - Instituto de Fiscalização e Controle alertou que o maior desafio deste tipo de organização é fiscalizar quem não quer ser fiscalizado e demonstrou uma teoria muito simples para solução do problema de corrupção em nosso País - Município Limpo> País Limpo.

Do contato com o I.C.F. Instituto da Cidadania Fiscal nasceu à oportunidade de, em 14 e 15 Dezembro de 2009, participarem da – 8ª Reunião da Rede de Observatórios Sociais e 4º Workshop de Capacitação Técnica, na cidade de Maringá-PR, capacitação necessária para integrar aquela rede.

A convivência com pessoas comprometidas com o futuro do nosso País, unidas para a construção de uma sociedade melhor e mais justa, dispostas a se ajudarem, se apoiarem e se defenderem no combate à corrupção, trouxe mais segurança ao grupo por saber não estarem sós nesta luta.

Hoje quando a Batra caminha para completar quatro anos de vida, já tem uma identidade na cidade, tem um nome e este é respeitado por muitos. Sua marca ficou, seu trabalho frutificou e caminhou por duas vertentes sólidas – Combate à corrupção e a luta pela transparência e os Projetos de Ética e Cidadania. São da Batra os seguintes trabalhos:
Combate à Corrupção:
1. Luta para que a Câmara de Bauru não elevasse o número de Vereadores, conseguindo que o aumento fosse de apenas uma cadeira;

2. Implantação de várias diretrizes e sugestões na Lei da Ficha Limpa Municipal, aprovada na Câmara;

3. Cobrança junto ao MP sobre os gastos indevidos da Autarquia DAE – Depto de Água e Esgotos utilizando de recursos para obra da Estação de Tratamento de Esgotos;

4. Participação no Movimento contra a Corrupção em Analândia;

5. Participação em todas as etapas (Municipal,Estadual e Nacional) da Consocial;

6. Apoio ao movimento pela preservação do Cerrado bauruense;

7. Luta pela regulamentação e implantação da Lei de Acesso à Informação em Bauru tanto na Prefeitura quanto na Câmara;

Projetos de Cidadânia:
1. Projeto Voto Consciente com a realização de palestras de conscientização sobre o sistema eleitoral brasileiro para escolas públicas e privadas, universidades, moradores da periferia, etc.

2. Projeto Caravana da Cidadania em parceria com o IFC com palestras, formação de cidadãos para a fiscalização em postos de saúde da família;

3. Projeto Relatório de Demandas de Bauru realizado por um grupo interdisciplinar coordenado pela Batra para apontar aos partidos com sede em Bauru as necessidades da cidade em Educação, Saúde, Urbanização, Segurança, Meio Ambiente, Serviços Públicos, Bem Estar Social, Lazer e Esportes

4. Projeto de Acompanhamento dos Trabalhos Legislativos em Bauru com a divulgação de todo conjunto de informações referentes ao mandato de 2008-2012 possibilitando aos cidadãos análise minuciosa sobre todo trabalho realizado pelos vereadores em quatro anos de suas gestões;

5. Projeto do Livro Cidadania Consciente num regime democrático para ser integrado a grade curricular do ensino médio estadual em Bauru;

6. Organização da Gincana para alunos que tiverem aulas sobre o livro Cidadania Consciente com a distribuição de prêmios as equipes vencedoras dos colégios;
7. Programa Ágora > A Batra e o Jornal da Cidade na Escola, em parceria e harmonizados com a Lei de Diretrizes e Base da Educação, desenvolveram um programa educacional para levar aos estudantes da educação infantil, do ensino fundamental e ensino médio e superior, conteúdos e atividades que instrumentalizem, incentivem e desenvolvam o gosto pelo exercício amplo da cidadania, calcado em participação política efetiva, organizada, pacífica, qualificada pela informação, balizada pela ética e orientada para o bem comum da nossa sociedade

Todo município deveria ter uma organização que pudesse fazer o elo entre o cidadão comum e o Poder Público, auxiliando na fiscalização dos atos do Executivo e do Legislativo. Entidade que icentivasse ações ligadas a Educação, Conscientização e divulgação das informações aos municípes. No Site da Batra www.batra.org.br existe informações de como fundar uma ONG com estas características acima descritas. Boa sorte!