31 de agosto de 2013

Consórcio do Maracanã 10 x 0 Clubes de futebol!

“Quando o dinheiro fala, a verdade cala"
Provérbio Chinês

Em 2005 o Estádio Mário Filho conhecido mundialmente como Maracanã sofreu uma reforma para atender as exigências dos organizadores dos Jogos Pan-americanos que foram realizados no Rio de Janeiro em 2007.

Em paralelo o governo do Estado construiu o Estádio João Havelange, conhecido apenas como Engenhão. Ambos consumiram milhões do orçamento dos jogos pan-americanos pagos obviamente pelos brasileiros.

Em 2010 novamente o Estádio do Maracanã parou para sofrer novas reformas, desta vez para agradar aos pré-requisitos da FIFA com vistas aos jogos da Copa do Mundo em 2014 no país. Em paralelo aconteceu um fato estranho, mas usual no Brasil. O Engenhão apresentou uma falha na sua cobertura, precisou ser interditado.

Por uma estranha e inexplicável coincidência o Maracanã ficou pronto justamente no momento em que o Engenhão foi fechado pela Prefeitura do Munícipio do Rio de Janeiro.

Tudo pode parecer normal, mas é estranho que o Maracanã reformado com dinheiro do povo, tenha sido colocado nas mãos de empreiteiros no chamado Consorcio Maracanã S/A através de um processo licitatório suspeito e desponte justamente quando a cidade fica sem opções de estádios para grandes jogos.

No mesmo momento em que os principais clubes do Rio de Janeiro ficam sem a opção Engenhão, começam as negociações leoninas do Consócio Maracanã para levar os jogos destas equipes para o novo Maracanã.

As exigências e a cobrança financeira é brutal e os clubes como sempre no país cometeram um grave equivoco, ao realizarem suas negociações separadamente, quando deveriam tê-lo feito em grupo, unidos e mais fortes.

Para se ter uma vaga ideia, no jogo entre Flamengo x Cruzeiro pela Copa do Brasil a renda bruta da partida acusou em seu borderô a quantia de R$ 2,2 milhões, cabendo ao Flamengo que era mandante a quantia liquida de R4 734 mil. No mesmo dia o Corinthians jogou no Pacaembu contra o Luverdense da terceira divisão e obteve renda liquida de R$ 1,65 milhões.

Os custos operacionais cobrados pelo tal Consórcio são dez vezes mais caros que a maioria dos demais estádios brasileiros. O Maracanã oferece péssimo serviço tanto na comercialização dos ingressos quanto na operação de acesso ao estados em dias de jogos. As catracas não estão dimensionadas para grandes públicos, possibilitando à formação de longas filas a hora do início das partidas.

Como consequência além das longas filas, há a impossibilidade do controle eletrônico do acesso dos torcedores, risco de evasão de rendas, superlotação e descontrole na arrecadação, instrumento ideal para fraudes e sonegação de impostos.

O Consórcio foi vencedor de uma licitação que desnudou a incompetência do Governador Sérgio Cabral no RJ, aliás, uma das muitas reclamações dos manifestantes às ruas da cidade maravilhosa nos últimos meses.

Após muita pressão da sociedade, Cabral voltou atrás e não demoliu as obras no entorno do estádio, o que favoreceria o tal Consórcio para poder ganhar ainda mais dinheiro com a administração de estacionamentos, lojas, etc.

Os clubes cariocas e a sociedade civil no Rio de Janeiro precisam cobrar transparência, exigir cópias de contratos e da licitação que possibilitou esta transação, usando seus direitos de cidadania e transparência preconizadas na Lei 12527/11 - http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2011/lei-12527-18-novembro-2011-611802-norma-pl.html

Torcidas organizadas para serem foras da lei!

“Se você planta a tragédia,
você colhe o fracasso”.
“Se você planta o positivo,
você colhe o sonho realizado”.
Jaime Lerner


Todo domingo e quarta-feira quando tem jogos de futebol no Brasil acontecem brigas dentro e fora dos estádios, assassinatos, crimes praticados por vândalos instalados confortavelmente dentro das organizações denominadas de “Torcidas Organizadas”.

Muitos inocentes já foram vítimas, inclusive alguns menores de idade, destes elementos que praticam a violência que tanto combatemos e que eles o fazem em nome de um clube, uma torcida ou por mero prazer de mostrar a selvageria que mora dentro de cada um deles.

Quando alguma confusão é protagonizada e vista nas telas da emissora de televisão para todo país, aparecem alguns promotores públicos sedentos não para resolver a questão, mas para aparecer na mídia. Alguns deles já viraram até parlamentares sem, no entanto terem concluído seus trabalhos.

A impunidade é sem sombra de dúvidas o motriz que movimenta esta horda de selvagens que continuam frequentando estádios de futebol e passarelas de sambas impunemente. Outro fator que alimenta esta situação é a omissão da nossa justiça, como sempre passiva e leniente para com quem comete delitos e crimes de toda ordem no país.

Muitas ideias já foram colocadas em milhares de discussões sobre o assunto violência no estádio de futebol, porém os brigões contam também com a passividade e a omissão dos nosso governantes que nada fazem para coibir esta situação vexatória e criminosa em nossas ruas e estádios de futebol.

Instalação de Câmeras nos Estádios e entornos para identificar e punir baderneiros e criminosos? Criação de uma Delegacia especializada que ficaria de plantão nos estádios? Jogos de futebol com uma torcida apenas nos clássicos regionais? Redução para no máximo 10% do público de torcedores da equipe visitante em jogos no país?

Enfim, nada disso funcionou, ficando apenas na promessa, pois faltam policiais, faltam equipamentos, faltam acima de tudo vontade política e competência para que o Governo em suas três instâncias resolva esta situação e coloque na cadeia os baderneiros, puna exemplarmente os que cometem crimes em nome de seus clubes e de seus grupamentos de assassinos.

As redes sociais viraram ponto de encontro para marcar as grandes brigas, conhecidas por todos, menos pela polícia que sempre chega depois da batalha campal em praças, metrôs e estações de ônibus. No dia 25/08/13 três elementos que ficaram presos na Bolívia por seis meses após serem soltos foram "comemorar" no Estádio Mané Garrincha no DF brigando e sendo filmados num ato descabido de violência gratuita. 

Como nós brasileiros podemos exigir combate ao crime à corrupção se o Congresso Nacional mantém entre seus pares um deputado preso e condenado pela Justiça? 
Prova da incompetência e desinteresse do Poder Público e das autoridades para com a violência nos estádios e fora deles:
http://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2013/09/02/com-alto-custo-sistema-para-barrar-brigao-esta-parado-ha-18-meses/

Um governador campeão em malversação do erário

Tem políticos que aspiram tornar-se Mickey Mouse...
Ser tão encantador que as pessoas
esqueçam que eles são ratos.
Autor desconhecido

É impressionante a capacidade do Governador Cid Gomes – PSB – Partido Socialista Brasileiro (sic) em produzir fatos que o levam sempre à qualidade de réu perante o Ministério Público e a opinião pública brasileira. O homem é uma máquina de problemas com a lei e a probidade administrativa em suas gestões.

Foi eleito governador do Estado do Ceará em 2006 e reeleito em 2010 para um segundo mandato. Mandato este que está a um ano de findar, mas que pelo jeito ainda irá proporcionar muitas surpresas desagradáveis aos seus eleitores e aos cidadãos do seu Estado.

Em 2008, o governador se envolveu num episódio onde levou sua esposa e sua querida sogra para passear na Europa em avião fretado para uma missão oficial do governo cearense. A nossa constituição federal traz no caput de seu art. 37, a legalidade, a publicidade, a eficiência, a moralidade e a IMPESSSOALIDADE como princípios da Administração Pública.

Além disso, a Lei 8.429/92 trouxe três grupos de atos de improbidade administrativa, os atos que importam enriquecimento ilícito (art. 9º), os atos que causam prejuízo ao erário (art. 10º) e os atos que atentam contra os princípios da Administração Pública (art. 11º).

Fica claro que a esposa, sogra e demais esposas e estranhos a administração pública presentes na comitiva que foi a Europa tiveram um claro e óbvio benefício econômico financeiro à custa do erário, apenas em razão da condição pessoa de possuírem laços familiares com o chefe do executivo cearense.

Em 2013 ele voltou com tudo às manchetes e ao MP. Em fevereiro deste ano pagou um cachê de R$ 650 mil reais para a cantora Ivete Sangalo, contratada para fazer um show na inauguração do Hospital Regional Norte, na cidade de Sobral.

Além do escarnio de pagar uma quantia vultosa para o show no evento, o Hospital foi inaugurado sem estar pronto e em condições de atender a população, num claro gesto de aproveitamento da situação para propaganda de sua gestão, enganosa é claro. A ação está no MP do Ceará tramitando pelos arquivos e salas a espera de um julgamento.

Em outro momento a sociedade fica sabendo que o cerimonial do governador gasta R$ 3,5 milhões por ano com cardápio da residência oficial do governador. Uma soma que corresponde a R$ 287 mil por mês ou R$ 10 mil reais por dia. Nem os Imperadores romanos gastavam tanto em suas orgias nababescas na Roma antiga.

O cardápio continha camarões, canapés de salmão, lagostas, arroz de champanhe, risoto de ostras e muito caviar para manter a saúde do governador e seus familiares e convivas na melhor qualidade.

O contrato de decoração e buffet assinado com a empresa Anira Serviços de Alimentação Ltda., prevê ainda o fornecimento de taças de cristal, orquídeas, 700 garçons, 500 garçonetes, 15 chefs de cozinha. Somados aos gastos com bandas e megashows na ordem de R$ 81 milhões e mais R$ 67 milhões com fretamento de aeronaves para passeios da família ao exterior dá para ter uma vaga ideia do gasto do governo cearense com ele próprio enquanto povo passa necessidades sem fim.

Em outro arroubo de esperteza o governador comprou sem o uso de processo licitatório quatro aeronaves usando uma brecha no Programa de Modernização Tecnológica da sua Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. As aeronaves foram compradas por R$ 78 milhões.

A primeira aeronave entregue já está sendo usada pelo governador, uso a serviço e particular. O Eurocopter EC 135P2 prefixo PR-GCE nunca serviu a finalidade originalmente destinada e sim ao gabinete do governador. As demais aeronaves ainda não foram entregues até o momento, uma compra financiada pelo Banco MLW da Alemanha, financiamento aprovado pela Câmara Comercial Brasil – Alemanha e pela omissa Assembleia Legislativa estadual.

Sempre me pergunto para que servem mesmo as Assembleia Legislativas, ou melhor, o Poder Legislativo no Brasil? Nada, apenas compactuar com fraudes do Executivo e não exercer o poder de fiscalização ao erário em favor do povo. Para terminar na semana passada o Governador fanfarrão lançou uma promoção via internet, mais precisamente na sua página de Facebook. O sorteio de 10 ingressos para o show da cantora internacional Beyoncé que acontecerá em Fortaleza.

A defesa do governador diz que a página é pessoal e não do governo do Estado. A polemica é que a portaria n.º 422 do Ministério da Fazenda de 18/07/2013, é proibido sorteio de ingressos sem autorização. O sorteio deverá apresentado à Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda ou à Caixa Econômica Federal, nos termos do disposto no art. 15 da portaria MF n.º 41 de 19/02/08.

Até o final do mandato em 31/12/2014 o cidadão cearense deve ficar atento, pois o intrépido governado não tem preguiça de gastar o dinheiro que não lhe pertence e sim ao povo do Estado por ele (des) governado.

29 de agosto de 2013

Impostos sobre operações com cartões de créditos

Lembre-se que em todas as épocas existiram
tiranos e assassinos que, por algum tempo,
pareceram invencíveis. Mas no final, sempre caem. 
Sempre. 
Gandhi



Desde algum tempo que o consumidor honesto não consegue efetuar compras e ou serviços pagando através de cheque. Aos poucos o talão de cheques vai ficando obsoleto, visto que o comércio foi sendo vitima de golpes arquitetados por vagabundos, desonestos e criminosos de toda espécie.

O sistema bancário é lógico não poderia ter prejuízo, logo colocou em prática seu plano “B”. Os cartões de débito e crédito passaram a ser a moeda vigente no mercado brasileiro para o consumidor e o setor comercial e industrial.

As operadoras de cartões de crédito atreladas aos bancos começaram então a ficar milionárias com o crescente aumento das utilizações de seus cartões. Pois cobram do ponto comercial juros a cada transação, ficando com uma parte do valor pago pelo cliente.

Os bancos possuem bandeiras atreladas aos suas instituições e ganham bilhões com a cobrança dos juros mais altos do planeta para quem parcela os valores totais de suas faturas, que não são poucos, mas sim a maioria.

Não bastassem os riscos que os portadores dos cartões correm por não terem segurança nas ruas, sendo alvos constantes dos estelionatários, criminosos que sequestram, roubam e copiam senhas em máquinas colocadas dentro dos próprios bancos, os consumidores agora têm mais uma preocupação extra.

Circula na internet que o Banco Central irá autorizar a cobrança de impostos pelas operadoras de cartões em cada transação efetuada com nossos cartões de crédito.

A partir de setembro/13 teremos mais este mimo tributário em nossa sofrida vida de pagadores de impostos sem retorno algum. Seremos tarifados em 0,38% sobre quaisquer transações de compra ou operação com os cartões de crédito.

Quem fizer compras internacionais com o cartão de crédito que já incide cobrança de IOF de 6,38% agora terá mais 0,38% de imposto.

As taxas de juros praticadas pelas operadoras são extorsivas, sendo as mais altas do mundo, superando em algumas vezes 300% ao ano em média. Algumas anuidades chegam a R$ 600,00. Além disso, os juros do crédito rotativo, cobrados quando as faturas não são pagas no dia do vencimento podem ultrapassar 800% ao ano.

Não podemos pagar com cheque e pagar com Cartão de Crédito é muito caro e um insulto a nossa inteligência. Resta voltarmos ao tempo do escambo, pois reclamar para estes governantes inertes, corruptos e nefastos não adianta. Banqueiros e operadoras financiam campanhas e são para eles tão importantes ou mais do que nossos votos nas urnas eletrônicas.

Diplomacia tem Patriota, mas não tem patriotismo!

Imaginação é mais importante do que conhecimento.
Conhecimento é limitado. Imaginação abrange o mundo.
Albert Einstein



O Ministério das Relações Exteriores, antes um pequeno oásis na corredeira de lama dos ministérios brasileiros, agora resolveu participar das lambanças normalmente promovidas pelos demais 39 ministérios existentes no país.

Sob o comando então de Antônio Patriota a diplomacia brasileira sempre deixou claro que não está no poder para auxiliar brasileiros que dela precise no exterior. São muitos os casos de familiares de brasileiros em apuros no exterior que jamais conseguiram ajuda daquele ministério.

Recentemente tivemos um garoto perdido no Peru, que salvo engano ainda não foi encontrado, brasileiras numa excursão a Turquia e diversos outros casos em que a ajuda e meramente protocolar do chamado Itamaraty.

A casa da diplomacia brasileira virou uma imensa e odiosa casa burocrática que premia seus amigos brasileiros e estrangeiros com todo tipo de benesses.

Nesta semana que passou, os brasileiros e bolivianos ficaram estarrecidos ao saber da “Operação Pinto” protagonizada pelo Senador boliviano Roger Pinto Molina que foi retirado da embaixada brasileira em La Paz em carro oficial brasileiro. Viajou 22 horas até Corumbá (MS), de onde embarcou em um jatinho para Brasília. A operação foi organizada pelo encarregado de negócios da embaixada, o diplomata Eduardo Saboia, sem autorização do governo boliviano nem do governo brasileiro.

No episódio circense por enquanto apenas o Ministro Antônio Patriota foi “punido” pelo governo Dilma, teve que fazer suas malas e irá viver em Nova Iorque como Embaixador brasileiro na ONU, tendo ainda que morar naquela cidade.

O cumpridor de ordens, porque se presume que o Diplomata Saboia não imaginou fazer a operação sozinho e sem que tivesse apoio do alto comando de seu ministério ainda permanece sem ser demitido. Deveria ser mandado embora sumariamente, visto que o caso é grave demais para ficar apenas em puxão de orelhas.

O Senador boliviano Roger Pinto Molina era um réu, um homem que estava sendo processado pela Justiça boliviana. Mesmo que não o fosse, não compete ao Brasil entrar no país vizinho e retirar de lá quem quer que seja. Já chega a palhaçada da manutenção pelo governo Lula em nosso país do terrorista assassino italiano Cesare Batistti.

O resumo é o seguinte: Se for brasileiro pobre, sem sobrenome ou destaque, ficará a mercê do vento no exterior. Se for empresário, político, rico, terá esquemas de viagens com toda mordomia. A impunidade nacional impede que todos os envolvidos sejam punidos exemplarmente e que o Sr. Pinto volte para a Bolívia de onde não deveria ter sido retirado.

Já temos bandidos, criminosos, corruptos e salafrários em excesso, portanto o Brasil não precisa de mais um em nosso solo para enfeitar o arco de ignóbeis que nos cercam.

25 de agosto de 2013

Não podemos chamar isso que temos de governo!

“Um radical é um homem com os dois
pés firmemente plantados nas nuvens”
Franklin Roosevelt

O povo brasileiro é desprovido de governantes, temos democracia, votamos, elegemos, até já cassamos um presidente, mas continuamos sem governo. Falta ao nosso país gestores que sejam visionários, mas que enxerguem além de suas contas bancárias que engordam após cada novo mandato. Que olhem para o horizonte e enxerguem mais do que seus próprios umbigos. Precisamos de gente honesta, que diariamente prove ser honesta por quatro ou até oito anos.

Temos mão de obra barata, mas nos falta arrojo, tecnologia, incentivos fiscais e pontuais para que nossa indústria chegue enfim ao século XXI, pois neste momento ela está num espaço de tempo entre o Século IX e o Século XX.

Temos riquezas que a maioria dos países do planeta tem inveja, temos água em abundância com rios navegáveis e afluentes perdidos no meio de uma mata sem igual. Temos diversidade na fauna e na flora, mas nos falta gestores que possam tirar do meio ambiente sustentavelmente suas riquezas preservando sua vida.

Temos um povo criativo, cordato, sensível e amável, porém não usamos nem metade do nosso potencial para desenvolver e administrar projetos que gerem empregos e nos faça de fato uma potencia mundial.

Temos clima gentil, onde a natureza não nos dá as mesmas desgraças de outros continentes como as fortes nevascas, chuvas torrenciais, calor escaldante e tempestades e furacões destruidores, ao contrário, temos um clima controlado e ameno.

Temos um território imenso, banhado por rios e um oceano atlântico que nos dá belezas sem igual, fauna marinha e abundância de pesca. Um país com infinitas possibilidades de exploração turística.

Tudo isso perdido nas mãos obtusas de governantes corruptos, inescrupulosos e medíocres. Gestores que se aproveitam para tomar conta do poder e dele fazer uma arma contra a sociedade que os elege seguidamente.

Políticos e partidos sem ideologia, sem projetos consistentes de gestão e até de poder. Gente da pior espécie, acéfalos que matam quaisquer esperanças de um futuro digno de nossa gente.

Nossa educação é deplorável, a saúde pública vive, ou melhor, agoniza sem que tenhamos infraestrutura hospitalar decente e moderna. A maior parte de nossos mais de cinco mil municípios não possui nem saneamento básico, sendo que a maior parte é desprovida de água potável.

Temos milhões de brasileiros vivendo em casa de palafita, em favelas violentas cercadas e administradas por traficantes assassinos e em locais imundos sem que o governo aperfeiçoe habitação de qualidade para estes brasileiros.

Por ironia, nossa carga tributária é obscena, maior do que a maioria dos países ditos de primeiro mundo. Entretanto, mais de um trilhão e meio de reais arrecadados são desperdiçados em projetos fraudulentos e na teia da corrupção nefasta desta escória que nos governa nas três esferas do poder.

Não podemos chamar isso de governo, mas sim de ralé mundana que somente terá acertos de contas em outras vidas, quando provavelmente irão vagar alhures pelos umbrais queimando no fogo do que alguns chamam de inferno. Pois convenientemente não há no Brasil o que puna estes governantes por seus crimes e omissões no poder.

23 de agosto de 2013

O PT mensaleiro versus PSDB do "Cabra liso"

O PT diz que o mensalão é armação e que Joaquim Barbosa é assombração. O PSDB diz que a investigação da maracutaia na concorrência do metrô de SP é “política”. FHC acaba de dizer que o dinheiro da corrupção no metrô de SP não foi usado para comprar congressistas (O Globo de 17.08.13, p. 6). Até parece que isso inocentaria o partido da malandragem que protagonizou com as multinacionais podres como Siemens, Alston etc.

O presidente americano Richard Nixon (lembrado por Elio Gaspari), que foi obrigado a renunciar por causa do escândalo Watergate, disse: “Não é o crime que te ferra, é a tentativa de encobri-lo”. As desculpas esfarrapadas dadas pelos partidos políticos para encobrirem suas respectivas corrupções as assimilam à figura popular do nosso querido Nordeste conhecida como “cabra liso”, que é o malandro que tenta justificar todas as suas estrepolias.

Todos os condenados do mensalão são réus confessos (segundo eles, de crimes leves e prescritos). No caso dos cartéis formados em SP e Brasília, a documentação oferecida ao Cade (pela Siemens) é devastadora. Como se explica tudo isso? Por meio da ausência de emancipação moral do homo democraticus, que evoluiu em termos de liberdades formais, mas não está sabendo fazer uso cívico delas, deixando-se levar pela vulgaridade, que é a “livre manifestação da espontaneidade estético-instintiva do eu” (Gomá Lanzón).

O processo de socialização do ser humano foi estrangulado. Gomá Lanzón explica: foram perdendo terreno a tradição, a religião, a pátria, o patriotismo, o comunitarismo (tão típico dos nossos índios), a solidariedade, enfim, a paideia (formação) que nos inseria no mundo cósmico. Paralelamente foram ganhando força o subjetivismo extravagante resultante do romanticismo, a liberdade sem limites, a rebeldia, a espontaneidade, a exaltação da diferença, o niilismo, a morte de Deus, a secularização, os movimentos contraculturais (dos anos 60) etc. Renunciamos a todos os tradicionais processos de socialização do “eu” e, no seu lugar, nada colocamos.

Aliás, sim, digo eu, inventamos a televisão e a internet, que constituem os veículos das máximas expressões da espontaneidade e, assim, muitas vezes, também da barbárie, porque não estamos dispostos à autolimitação dos nossos desejos nem das nossas naturais inclinações. Abandonamos a virtude, por falta de uma motivação cívica. Somos guiados pelas nossas inclinações estético-instintivas. 

Como ser virtuoso num mundo secularizado, ou seja, num mundo não mais guiado pela teologia? Foi com a vulgaridade que engendramos o processo de urbanização, sem nenhuma noção da vida em comum e sem renunciar às nossas pulsações antissociais bárbaras (Gomá Lanzón). Assim construímos nossas ruas, vilas, vilarejos, cidades, estados, países e nações. Sem compreender o contexto cultural (o todo) fica difícil entender as corrupções, os mensalões, as cartelizações e os espetáculos barraqueiros do século 21.

Texto escrito por Luiz Flávio Gomes

Quando a força policial brasileira será reformulada?

“Algumas pessoas nunca aprendem nada
porque entendem tudo muito depressa"
Pope

O povo brasileiro está à mercê de um policiamento composto por uma Força Policial dividida entre Militar e Civil. Ambas têm policiais mal remunerados, alguns com má formação técnica, recebem pouco treinamento e são obrigados a trabalhar nas ruas com equipamentos obsoletos ou abaixo daqueles que os criminosos utilizam.

Atualmente diante das recorrentes manifestações públicas assistimos a um festival de horror comandado pela policial militar que prende quem não deveria (Estudantes, advogados, manifestantes ordeiros) e deixa solto os vândalos e os marginais que destroem bancos, praças, lojas, etc.

A verdade é que a crescente criminalidade tem três grandes fatores variáveis que ajudam a impulsionar estes números estatísticos.

O despreparado da força policial brasileira, onde não temos policiais em quantidade suficiente nem com a remuneração e o treinamento devido. A Justiça omissa, fraca e benevolente a favor dos criminosos nos nossos tribunais e nas leis que perpetuam benefícios incompatíveis com o mundo em que vivemos. Soma-se a isso a falta de investimento em Educação, causa que é recorrente há séculos no país.

Para se ter uma ideia metade das escolas no Brasil formam policiais em até seis meses. Como que um policial pode em seis meses adquirir treinamento para estar na linha de frente do combate à criminalidade? Os dados de uma pesquisa feita em 44 instituições de ensino para formação de policiais englobam agentes, investigadores, delegados, soldados e tenentes militares.

Em São Paulo a remuneração de toda força policial é risível, ficando muitas vezes abaixo das praticadas em Estados muito mais pobres da nação. Além disso, não se contrata policiais em SP há muito tempo, embora sempre haja promessas neste sentido.

Outro fator em SP é que mais de quatro mil policiais ficam fazendo serviços administrativos nos quartéis enquanto deveriam estar nas ruas combatendo o crime. Os serviços burocráticos poderiam ser feitos por jovens na fase chamado primeiro emprego e de aposentados.

Não percebemos no Brasil quaisquer preocupações com a formação em larga escala e a valorização da polícia científica. A resolução plena de um crime depende muitas vezes da forma como ele é apurado utilizando-se de tecnologia de ponta e ciência.

A reformulação completa da polícia brasileira passa pela necessidade de uma mudança dos paradigmas dos nossos governantes. O policial precisa ter salários dignos, benefícios e equipamentos à altura de suas funções. Além de ter um seguro de vida que auxilie as famílias em caso de morte ou acidentes no trabalho.

Todo componente das forças policiais deveria ter acesso fácil a linhas de crédito para compra de habitação, automóvel e estudo superior.

Antes de colocar em prática estas medidas o governo deveria obviamente efetuar uma limpeza nos quadros da polícia civil e militar mantendo nos seus quadros apenas aqueles que queiram prestar este nobre serviço a sociedade. Os que insistirem e cometerem quaisquer deslizes deveriam ter penas em dobro e a mais dura lei do país, diante da importância de seus cargos.

22 de agosto de 2013

Um chamado ao SAMU e o monstro na linha!

“A história é uma galeria de quadros
em que há poucos originais e muitas cópias"
Tocqueville



O pobre homem cai desmaiado em plena praça em Porto Alegre, no vai e vem das pessoas apressadas alguns se compadecem e plenos de cidadania e humanidade resolvem socorrer o idoso caído no chão.

Um repórter da RBS Notícias afiliada da Rede Globo percebe o movimento e resolve tentar ajudar, ligando para o SAMU. Ligou também para a Brigada Policial e ambas não foram atender o pobre homem que agonizava no passeio público.

Mais de vinte minutos depois da primeira ligação, inconformado o repórter tenta novamente e grava para todo Brasil o diálogo que teve com o monstro, digo médico do SAMU. O diálogo é surreal, recheado de arrogância, desprezo pela vida e pela conduta ética que se espera de um profissional da medicina.

O repórter Manoel Soares diz que estava ligando há vinte minutos e nenhuma ambulância era enviada para o local. Ao que o monstro responde:

_ Claro, porque não tem ambulância. Eu já expliquei, Não tem, afirma o irresponsável pelo SAMU em Porto Alegre.

O idoso morreu ao chegar ao Hospital de Pronto Socorro, levado pela viatura da Brigada Militar do RS. O funcionário sem caráter, sem humanidade foi afastado do cargo segundo o Secretario Municipal da Saúde de Porto Alegre.

Este é só mais um caso em que juntamos a incompetência doa governantes no trato da coisa pública com a falta de capacidade de alguns profissionais a frente do serviço público.

Como pode faltar ambulâncias ao SAMU em Porto Alegre capital do Estado do Rio Grande do Sul? Onde estão os recursos? Cadê as promessas de campanha? Onde estão o Prefeito, o Governador e o Ministro da Saúde?

Como pode um funcionário pago com dinheiro do povo responder da forma como este mentecapto o fez justamente no momento em que um cidadão agonizava na rua sem chance alguma de ter um socorro digno?

O Brasil tem recursos, tem gente capacitada, mas falta o principal, gestão pública de qualidade, onde o dinheiro possa ser empregado com probidade e os recursos humanos gerenciados com foco na capacidade e na busca pelo atendimento ao cidadão da melhor forma possível.

Alguns anos atrás sobravam ambulâncias no MS e em outros Estados brasileiros, todas empoeiradas esperando o ministro da saúde da época ter tempo para fazer as entregas com pompa e circunstância. Hoje em pleno RS o médico monstro alega não haver nenhuma ambulância disponível.

Nossa saúde pública morreu, ela esteve na UTI por muito tempo, mas por falta de atendimento decente, equipamentos e medicamentos adequados ela morreu, junto com a esperança de milhões de brasileiros.

PS: Estava terminando de escrever o texto quando fico sabendo que no momento em que o repórter falava com o médico havia no SAMU seis ambulâncias paradas que poderiam ter sido despachadas para atender a emergência. Logo, faltou honestidade, ética e um minimo de humanidade ao monstro que ocupava o cargo de médico chefe da unidade do SAMU em Porto Alegre.

Made in Brazil

“Tanto vencedores quanto derrotados,
ambos, tropeçam e caem; a diferença é que
os vencedores se levantam rapidamente".
Peter George

Um cidadão brasileiro adquiriu um carro sueco da marca Volvo, internacionalmente conhecida por sua excelência e por ser um dos carros mais seguros do mundo. Mas como qualquer outro veículo ou máquina, eventualmente eles apresentam algum problema. No caso específico foi uma pequena irregularidade no funcionamento do motor. Como o proprietário era engenheiro, dedicou-se pessoalmente a encontrar o problema que estava acontecendo.

Depois de muito trabalho constatou que um dos bicos injetores dos cinco cilindros estava enviando uma quantidade maior de combustível que os demais, o que ocasionava o funcionamento irregular. A peça era pequena, do tamanho de um isqueiro, ao invés de substituir o bico quebrado, pensou em trocar os cinco de uma vez e ficar ainda mais sossegado.

Verificou a cotação de preços na Volvo do Brasil e quase teve um ataque cardiáco quando percebeu que a peça custava R$ 700,00 (Setecentos reais) cada. Ou seja, trocar todos custaria R$ 3.500,00 (Três mil e quinhentos reais). Para tirar a dúvida por completo o engenheiro resolveu consultar o Site Internacional de compras chamado E-Bay. E lá encontrou os cinco bicos injetores do Volvo por apenas R$ 637,00 + R$ 84,00 de frete, totalizando R$ 721,00 (Setecentos e vinte e um reais).

Uma diferença absurda onde ele gastaria o mesmo valor de cinco bicos na compra de um no Brasil. Até então, nenhuma novidade, pois sabemos que a carga tributária brasileira é obscena, muito grande para poder sustentar a máquina emperrada do poder em Brasília. A grande surpresa ainda estava por chegar, ela veio justamente quando o consumidor recebeu em sua residência a caixa contendo as peças. Na embalagem estava escrito “MADE IN BRAZIL” um produto fabricado pela empresa Bosch do Brasil.

Esta é apenas mais uma das muitas formas com que nossos governantes nos roubam, impondo taxas, criando impostos, fazendo junto com setores da nossa economia verdadeiras arapucas, armadilhas para sugar o dinheiro do povo brasileiro.

Deste problema os empresários nunca reclamam, são omissos e coniventes com a Receita Federal, com os organismos de Exportação e Importação e demais órgãos do governo brasileiro. Governo que ao contrário do automóvel Volvo, é o pior e mais caro do mundo civilizado.

Esta história real, corre pela internet como tantas outras, mas infelizmente o povo brasileiro além de ter governantes péssimos, não tem representantes à altura no Congresso Nacional para questionar e lutar pelos nossos direitos sempre conspurcados pela ineficiência e pela corrupção epidêmica.
Foto do Produto quando chegou ao consumidor.

Nota Fiscal da E-Bay


19 de agosto de 2013

Quem está fazendo chicana com o brasileiro é o STF!

Distorcem-se fatos para satisfazer
teorias, e não o contrário.
Sherlock Holmes

O julgamento dos envolvidos com o esquema denominado de “Mensalão” pelo STF atraiu a atenção de boa parte da sociedade brasileira. Alguns dos réus eram parlamentares, políticos afastados de cargos públicos, funcionários de bancos e de agências de publicitários que trabalham nas campanhas dos candidatos à presidência.

Uma explicação simplista define mensalão como uma mesada que era paga mensalmente aos envolvidos em troca de votos, favores, enfim, corrupção, propina e formação de quadrilha.

Durante o julgamento tudo transcorreu normalmente dentro dos preceitos jurídicos e democráticos estabelecidos pela nossa constituição e pelos ritos do Poder Judiciário.

Alguns dos réus foram parcialmente absolvidos, outros foram condenados e suas penas estabelecidas de acordo com o âmbito das leis brasileiras.

Entretanto, após o final do julgamento no ano de 2012, ficou na população uma sensação de quero mais, ou seja, havia a expectativa latente de que os condenados fossem presos, para começar a cumprir suas penas em regimes fechados conforme decidido em seus julgamentos.

Mas, o caso se arrastou e um ano depois, o STF começa a analisar dezenas de recursos interpostos pelos advogados de defesa dos condenados. O Brasil tem uma Justiça elitista, que permite aos ricos, sejam empresários, políticos ou governantes, uma série infindável de recursos para atrasar e até modificar sentenças transitadas e julgadas.

São os recursos que normalmente os cidadãos de classes menos favorecidas não têm condições financeiras de pagar, por isso que os mais ricos tem justiça de primeira classe diante da grande maioria desassistida do país.

O plenário do Supremo Tribunal Federal agora analisa embargos que na prática já foram rejeitados na mesma corte. Ou seja, ao final da etapa atual, será publicado um novo acórdão e os advogados de defesa poderão recorrer contestando omissões ou pontos que eventualmente não tiverem ficado “claros” na decisão da suprema corte.

Isso é um escárnio, um absurdo sem tamanho, uma justiça que se curva ante o poder econômico, ante a chicana de advogados que se permitem impetrar recursos e embargos sabendo que são inócuos, mas que possibilitam um ganho de tempo para seus clientes.

O julgamento deveria ser um só, ao final, a decisão da suprema corte da nação deveria obrigatoriamente ser acatada, afinal, não estamos falando de um juri qualquer, mas sim da mais alta corte do país.
O cidadão comum se pergunta:
_ Quantos recursos e quanto tempo são permitidos a um réu comum?
_ Por que a Justiça brasileira não usa o mesmo sistema americano?

Para surpresa de muitos brasileiros que querem os mensaleiros na cadeia, os advogados dos réus ainda podem utilizar de embargos infringentes, nome dado aos recursos com poder de reverter a condenação. Pois acreditem – Estes embargos estão previstos no regimento interno do STF.

Se isso não for uma enorme CHICANA, uma gozação ou um achincalhe sem tamanho para com o povo sofrido do Brasil, não sei mais o que significa a palavra JUSTIÇA!

16 de agosto de 2013

Nem para os Jogos Olimpícos RJ/2016 investimos na formação de atletas!

“Numa nação corrompida, muitas são
as leis que se fazem”. Tácito

Além do legado que normalmente fica para a sociedade na cidade que realiza os jogos Olimpícos a cada quatro anos, certo é que o país que patrocina os jogos costumeiramente forma uma grande geração de atletas e faz papel bonito, mesmo que não seja uma das potências do esporte olimpíco mundial.

Aqui no Brasil a Olimpíada que será realizada no Rio de Janeiro em 2016 pelo visto não terá nenhuma das duas premissas básicas levantadas acima. O legado será o das dividas públicas que vão atemorizar gerações futuras aos jogos. Nem tampouco estamos assistindo desde o anúncio da cidade como sede um trabalho de formação de atletas de alto nível.

Muito ao contrário, temos a impressão de que o esporte nacional vai passar a maior vergonha de toda sua existência. Nunca fomos, mas poderíamos ao menos brilhar dentro de nosso país, onde temos público e clima a favor.

Os esportes de base estão relegados a terceiro plano, não por falta de verbas, elas existem aos milhões, mas sim, por falta de planejamento, inteligência e honestidade com os recursos públicos. Alguns esportes recebem muitos recursos, em especial o vôlei masculino e feminino, não que devessem receber pouco, errado é deixar a maioria dos esportes à míngua.

O país não investiu na construção de cidades olímpicas com locais apropriados para a natação, artes marciais, atletismo, ginastica olimpíca, canoagem, etc. Vivemos da qualidade e superação, inclusive financeira de um ou outro atleta de tempos em tempos. Convenhamos que para um país tão grande territorialmente e com tantos habitantes é muito pouco.

A Caixa através de suas loterias e o governo através de arrecadação de impostos, libera um valor muito alto, na casa de bilhões para que o esporte amador, de base, chamado olimpíco possa revelar talentos, manter a base e custear todos os esportes. Entretanto boa parte desta verba vultosa se perde na burocracia e na corrupção, com desvios de finalidade e de recursos propriamente ditos.

Com isso, não será de estranhar se o Brasil ficar abaixo de suas colocações nas Olimpíadas disputadas no exterior. A preocupação me parece voltada para as “obras” milionárias que fazem parte do complexo olimpíco.

Neste tópico podemos imaginar que assim como no Pan/2007, quando tudo foi derrubado e reformado para a Olimpíada, também não tenhamos muito o que comemorar a partir de 2017. Fica no ar a pergunta desde já:

_ Quem encontrará César Maia, Eduardo Paes, Sérgio Cabral, Lula e Dilma para obter explicações das dividas e gastos obscenos que o país herdará?

15 de agosto de 2013

Trem Bala ou Trem à Vapor?

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo;
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente. 
Abraham Lincoln
Desde há muito tempo ouço dizer que alguém vai propor, vai construir ou licitar a obra para construção do Trem Bala a princípio ligando RJ/SP/RJ, depois ampliado para Aeroporto de Viracopos/Cumbica/RJ e vice-versa.

Governos passaram, recursos foram gastos, muita corrupção depois, estamos em 2013, atravessamos o século vinte, entramos no século vinte e um e nada da obra aparecer no cenário nacional.

E olha que se tem uma coisa que governantes gostam é de obras grandes, complexas, com muitas nuances, muitos trechos e possibilidades de várias empreiteiras na parada. Se bem que, com a nova modalidade paulista de obras ferroviárias via cartéis, onde tudo era resolvido antes da licitação, assim fazia o Metrô e a CPTM em SP.

Desde que a discussão sobre a importância inequívoca da obra, pelo fato de ligar duas grandes cidades e três dos mais importantes aeroportos nacionais começou, tudo já foi discutido, alterado, proposto, inclusive trajeto, velocidade, enfim, nada mais resta a se discutir.

Mas o projeto permanece parado na Estação Incompetência Governamental que abrange é claro, governos das três esferas públicas. Ali deve ficar por muito tempo, pois com a investigação sobre os cartéis paulistas, praticamente todas as grandes multinacionais que poderíam operar o sistema estão em apuros, arrepiadas e sem folego.

Isso faz com que o projeto novamente seja colocado de volta nas pranchetas dos projetistas até que o fogo diminua e reste apenas uma fina camada de fumaça no meio dos trilhos.

Enquanto isso a China reformula e investe pesado na construção de milhares de quilômetros de linhas férreas ligando seu extenso território continental. Quebrando barreiras, modernizando e utilizando novas tecnologias sem precisar ficar refém de multinacionais viciadas em propinas e corrupção na obtenção de obras.

Boa parte do planeta utiliza o sistema ferroviário para deslocamentos de passageiros e de cargas, enquanto o Brasil desperdiça bilhões de reais com sua safra agrícola em velhos caminhões sacolejando por estradas sem asfalto de qualidade, sem sinalização, sem duplicações e com muita terra.

Não temos estradas de primeiro mundo em 75% da nossa malha rodoviária. Nossa malha ferroviária foi sucateada e o que restou atende apenas parte das mineradoras. O transporte hidroviário que poderia ser de enorme valia não tem gestão séria nem dos governos estaduais muito menos do federal.

Sendo assim, melhor reformarmos algumas locomotivas à vapor para usar no lugar das ágeis locomotivas que pelo visto nunca ocuparam seus lugares na história ferroviária do nosso país. Brasil, seu nome é desgoverno, sua sina é ser roubado, seu fim é seu futuro.

14 de agosto de 2013

Transparência - Esta palavra causa náuseas nos políticos!

Quando as bandeiras de partidos substituem
os valores de nossa consciência,
a vida e a inteligência naufragam.
Rute de Aquino

A política brasileira sempre navegou em plena escuridão desde que o primeiro partido político foi fundado no país. Entre uma ditadura e outra e mesmo nos períodos ditos de regime democrático nunca tivemos a transparência verdadeiramente como algo normal dentro dos partidos e das demais instituições brasileiras.
Esconder, omitir, dificultar o acesso as informações sempre foi a regra para a classe política, principalmente para aquela que estava governando algum dos três poderes constituídos. Regra que valia também para os Municípios, Estados ou o governo federal.
Nunca houve preocupação em franquear ao cidadão os gastos do governo, os investimentos detalhados, as licitações e compras como também as relações nominais de empregados concursados e ou comissionados. Cargo de confiança era tão sigiloso que as vezes nem o próprio sabia, tanto que não comparecia ao local de trabalho, mas sempre recebia em dia. Isso sempre foi um grande facilitador para as mordomias, o nepotismo, os funcionários fantasmas, marajás, para as fraudes em licitações e compras, claro que sempre aliadas a irmã preferida da chamada Impunidade. Se somarmos a Impunidade + Falta de Transparência teremos a Corrupção Passiva e Ativa.
Quantos casos de corrupção poderiam ter sido evitados se o cidadão, as entidades da sociedade civil e a imprensa tivessem acesso livre as informações? Quanto dinheiro poderia ter sido economizado? Hoje em dia a sociedade brasileira conta com uma lei sancionada pela Presidenta Dilma Rousseff em 18/11/11 – LEI Nº 12.527, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011. Esta lei apelidada de Lei da transparência, na verdade é a lei do acesso á informação. Pois garante aos cidadãos brasileiros o acesso a todo e qualquer tipo de informação dos governos nas três instâncias, do Poder Legislativo e Judiciário, além de todos aqueles que receberem verbas públicas, seja da inciativa pública ou privada.
Entretanto, alguns espertalhões, ainda resistem a cumprir esta lei, motivados em parte pelo desconhecimento de uma parcela significativa da nossa sociedade. Dela estão dispensados apenas os Municípios com até dez mil habitantes no que tange a divulgação pela internet, sendo todavia obrigatória as informações por meios pessoais ou por telefone. Para garantir que a informação chegue aos interessados a lei assegura o seguinte:

Criação de serviço de informações ao cidadão, nos órgãos e entidades do poder público, em local com condições apropriadas para:

a) atender e orientar o público quanto ao acesso a informações;

b) informar sobre a tramitação de documentos nas suas respectivas unidades;

c) protocolizar documentos e requerimentos de acesso a informações; 

Realização de audiências ou consultas públicas, incentivo à participação popular ou a outras formas de divulgação. Portanto, a ferramenta existe, mas para melhor utilizá-la, a sociedade precisa praticá-la sempre, exigindo de todos os órgãos públicos as informações com transparência. Qualquer um pode e deve exigir em seus municípios que todas as informações estejam a sua disposição (Remunerações, Processos Licitatórios, Despesas e gastos públicos, Compras e tudo mais que for realizado com nosso dinheiro).

10 de agosto de 2013

Próxima parada - Estação dos Cartéis em SP!

Podeis enganar toda a gente durante certo tempo;
podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo;
mas não vos será possível enganar sempre toda a gente. 
Abraham Lincoln

         O PSDB está no poder em São Paulo desde 01 de janeiro de 1995, quando o governador Mario Covas tomou posse. Ou seja, já se foram 18 anos sucessivos de mandatos no Estado mais rico da Nação. Neste período apesar de não terem desenvolvido a malha viária como se esperava, nem tampouco a malha ferroviária, que ao contrário estagnou-se, também pouco se avançou na malha metroviária em São Paulo. 
       Temos em comparação com grandes capitais como a Cidade de México, Nova Iorque, Paris, Londres, uma quantidade de quilômetros muito aquém do que se poderia construir em 18 anos de gestão.
    Agora em 2013 volta a tona denúncias concretas da participação de empresas estrangeiras como a Siemens, Alstom entre outras num processo de formação de cartel para a venda e manutenção de trens para a CPTM e o Metrô. Além de processos que apuraram na Suíça, França e Alemanha nos seus respectivos Ministérios Públicos o pagamento de propinas vultosas para servidores públicos do governo estadual de SP.
      Notadamente a Alstom desembolsou aproximadamente US$ 6,8 milhões em propinas para conseguir obter contrato para a expansão do Metrô em SP. No período de 1998 - 2001 pelo menos 34 milhões de francos franceses teriam sido pagos em propinas para autoridades do governo do Estado de SP, governados à época pelo PSDB.
      O esquema era poderoso, envolvendo empresas sediadas no Uruguai como a Leraway Consulting S/A e a Gantown Consulting S/A. Estas empresas conhecidas como Offshore faziam a transferência e lavagem do dinheiro das propinas.
     Enquanto os MP dos países sede das empresas trabalhavam duro na investigação dos fatos, com provas mais do que suficientes para condenar os empresários envolvidos, aqui no paraíso da corrupção, a bancada governista do PSDB bloqueou com extrema competência todos os pedidos de abertura de investigação (CPI). Segundo o governo suíço, em 1997, a Alstom começou a pagar propinas de pelo menos US$ 5 milhões a um intermediário brasileiro de codinome “Cláudio Mendes”. Esse dinheiro facilitava a aprovação de contratos de compra de equipamentos para Hidrelétrica paulistas e o Metrô. 
   Hoje percebemos que o Governador Geraldo Alckmin está mentindo quando finge publicamente que desconhecia algo que em maio de 2008 por exemplo era declarado por José Serra. Senão vejamos: “Em maio de 2008 o Governador José Serra declara a Folha de SP, com relação à denúncia de propinas supostamente pagas pela Alstom a membros do governo PSDB anterior ao seu que: “Não há o que investigar e que soube dos documentos suíços pelos jornais”. 
     Logo, como Alckmin pode dizer cinco anos depois que não sabia de nada, tentando jogar para cima do CADE – Conselho de Defesa Econômica ou para uma inexistente motivação política os problemas que foram jogados na verdade para debaixo do tapete e arquivados devidamente no Estado de SP?
       Em outra nota Geraldo Alckmin quer fazer a opinião pública acreditar que os casos se restringem a um cartel entre empresas do exterior sem no entanto ter a participação de servidores públicos estaduais. Nomes constam dos processos, provas existem em grande quantidade, porém o medo de perder o poder, de ter que ficar com a imagem maculada não permite que a verdade seja duramente investigada.
      Estas mentiras e a linha de conduta do governador não resistem aos fatos e estes não cabem num só artigo. Autoridades suíças sequestraram 7,5 milhões de euros – dinheiro que seria de subornos e propinas de uma conta conjunta no Banco Safdié em nome de Jorge Fagali Neto e José Geraldo Villas Boas, homens que ocuparam cargos de confiança em vários governos do PMDB e do PSDB, nas gestões de Covas, FHC, etc.
       Dizer que vai a justiça para obter provas que estão nos processos é uma piada de mal gosto do governador. Se quer mais informações acesse o MP paulista ou então faça melhor, envie um promotor até a Suíça, França e Alemanha e peço para ele trazer ao Brasil todo calhamaço de provas de que em 18 anos os tucanos assim como Lula no mensalão “também não sabiam de nada”.
     A eleição será em outubro de 2014, tempo suficiente para que o eleitor paulista esqueça estas notícias. Com certeza nem o PT nem o PSDB paulista estão preocupados em investigar e apurar suas mazelas internas, embora o primeiro ao menos permitiu que fossem levados a julgamento os mensaleiros e demitiu vários ministros suspeitos de corrupção. Esperamos o mesmo do PSDB em SP.
       Chega de conversa mole, basta de mentiras e de tanta desfaçatez, o cidadão paulista não pode ser classificado como de segunda classe por um governo que não controla seus homens e depois quer jogar para debaixo do tapete dos outros aquilo que é imputado aos seus comandados.