25 de novembro de 2013

A vida não tem mais valor!

“Numa nação corrompida,
muitas são as leis que se fazem”.
Tácito

Vivemos num tempo de guerrilha urbana no Brasil, com destaque para o eixo RJ/SP, onde balas cruzam a cidade matando quem ousa estar a sua frente. Embora a criminalidade tenha se apoderado também das ruas do país de norte a sul leste a oeste sem distinção. Os culpados a cada dia ficam mais latentes e seguem abaixo sem ordem de importância, pois todos tem sua parcela de comprometimento.

A justiça lenta, sistema penitenciário obsoleto e carente de novas unidades, benefícios em demasia para criminosos se contrapondo com o rigor da lei para o conjunto da sociedade, impunidade crescente em todas as esferas, falta de uma força policial bem treinada e remunerada a altura de sua importância para o país, fronteiras abandonadas e sem fiscalização do governo federal, governos estaduais omissos e o grande vilão como sempre é a ausência de investimentos em segurança e principalmente Educação de qualidade para acesso de todos.

Para piorar ainda mais o panorama desolador, os criminosos incluindo principalmente os menores de idade, perceberam todas estas fraquezas dos nossos governantes, notaram também que a sociedade não se movimenta para alterar o quadro, sendo assim, deitam e rolam nas ruas brasileiras.

Os criminosos começaram a explodir caixas eletrônicos das instituições bancárias, usando explosivos impunemente. Matam por menos de R$ 10,00 (dez reais), pois sabem que vão sair impunes e muitas vezes nem ficaram presos por muito tempo. Se forem condenados, sabem que terão a guarida dos lideres nos grandes presídios e de lá poderão falar em aparelhos celulares com seus comparsas e ganhar dinheiro mesmo estando alijados das ruas temporariamente.

O crime cresceu tanto no país que hoje em dia fica difícil saber se existem mais criminosos (presos + soltos) do que cidadãos honestos e trabalhadores. Entre 14 e 30 anos está à faixa de mais de 90% dos criminosos no país. Sendo que na verdade raros são os que passam de 30 anos ainda respirando.

A vida perdeu o valor e o povo brasileiro vive assustado na pequenas, médias e grandes cidades do país. Não há policiamento suficiente, não há varas da justiça e juízes a altura da necessidade, presídios não são construídos para atender demanda de marginais presos, condenados e a espera de transferências, fazendo com que alguns juízes liberem centenas de presos perigosos para voltarem às ruas para aguardar vagas em penitenciárias. Uma aberração para um país que já torrou bilhões para construir estádios e não tem recursos nem vontade política para resolver o problema da saúde, educação e segurança.

No Butantã, bairro tradicional de São Paulo, casas foram assaltadas até dez vezes nos últimos meses, fazendo com que alguns de seus moradores mudassem de bairro. Dentro em breve terão de mudar novamente pelo mesmo motivo e não muito distante vão virar ciganos vivendo a esmo pelo país.

A situação não se altera e só piora, afinal de contas nem uma autoridade brasileira nas três esferas de poder sequer cogitou fazer alguma coisa para minorar o sofrimento da nossa população com relação a crescente criminalidade. Dilma nunca se importou, aliás, nem o PT com a situação de calamidade pública da nossa segurança pública, assim como o PSDB que lá ficou por oito anos e nada fez também.

Os políticos andam com seguranças e seus familiares estão a salvo da bandidagem, motivo que somada à incapacidade deles de administrar revelam o porquê não fazem nada pelo Brasil nesta área e em outras como Saúde e principalmente na Educação. Estão preocupados com suas bases governistas, reeleição e corrupção.

Nossa vida para eles (políticos) vale o imposto que eles arrecadam, enquanto que para os criminosos comuns nossa vida não vale nada, pois nos matam num piscar de olhos sem dó nem piedade. Às vezes nem levam o produto que queriam roubar, matam por matar. Os Deputados Federais, Senadores, Ministro da Segurança, Governadores e a Presidente precisam se posicionar claramente diante da nossa sociedade, para que os brasileiros saibam de que lado eles estão.


24 de novembro de 2013

Uma Copa do Mundo de Futebol para brasileiros!

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta
nosso edifício inteiro. Clarice Lispector

Uma das premissas utilizadas para justificar o pedido do governo brasileiro ao Comitê Executivo da FIFA para sediar uma Copa do Mundo de futebol era de que os gastos seriam compensados pelo afluxo enorme de torcedores ao país. O turismo seria beneficiado assim como o país com a entrada de milhões em moedas estrangeiras para os cofres da nossa economia.

Entretanto com o começo das vendas dos ingressos para o evento que será realizado a partir de 12 de junho de 2014, ficou claro que os maiores interessados em adquirir os ingressos foram os torcedores brasileiros. Eles arrebataram quase 80% do montante colocado à disposição para compra.

Sendo assim, será muita pequena a entrada de estrangeiros no Brasil para assistir a Copa. Com isso, menos moedas estrangeiras circulando, refletindo negativamente no comércio e na economia nacional.

Os gastos nababescos com a construção de novos estádios não terão contrapartida alguma, uma vez que serão contabilizados como “Fundo perdido” numa conta qualquer na imensa divida interna brasileira. Nós brasileiros, apreciadores ou não do futebol, vamos com certeza pagar a conta a médio e longo prazo.

Na certa este governo ou o próximo seja ou não do mesmo partido, na hora que a corda apertar no pescoço da economia irá culpar terceiros, vão dizer que uma crise internacional qualquer prejudicou o Brasil e sendo assim, a sociedade vai ter que apertar os cintos.

Claro que, nesta hora eu e milhões de brasileiros adoraríamos esganar com os cintos o pescoço de todos os envolvidos no processo que culminou com a concessão dos direitos de realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil. Sabemos por antecedência que eles não vão estar mais no governo e vão se esquivar de dar explicações.

Assim, caminha a humanidade e em particular a sociedade brasileira, sempre à rabeira das falcatruas, tramoias e golpes dos seus políticos. Nada tenho contra o futebol, ao contrário admiro todos os esportes. Apenas sou contra um país que não possui saneamento básico, não tem escolas nem projetos educacionais consistentes ou ainda saúde pública decente gastar uma fortuna nababesca a fundo perdido.

Vão rir à toa apenas os organizadores, os patrocinadores, os gringos e todas as suas empresas que vão faturar muito em termos de comercio e negócios durante a realização do evento. A FIFA, esta entidade dirigida por homens senis ávidos por dinheiro não vai perder um minuto de sono assim que sair do país e perceber que seu evento deixou um legado de dividas e corrupção.

Resta esperar o apito na final e depois aguardar a hora do anúncio do governo federal pedindo a compreensão da sociedade para com os ajustes a serem feitos na economia. A Grécia e a Espanha, por coincidência também realizaram Copa e Olimpíadas em seus países e enfrentam tempos depois crises sem precedentes nas suas economias.



20 de novembro de 2013

Guerreira!

Diz à lenda que um príncipe Hindu, certa vez, chamou um ourives e encomendou uma joia que o moderasse em seus momentos de glória e grande alegria. E que ao ver-se em sofrimento ou em desgraça, esse objeto lhe pudesse trazer algo de consolo. O ourives então confeccionou um belíssimo anel com uma singela inscrição: Isso Passará!

No meio de um turbilhão de fatos e coisas ela se depara com a notícia que ninguém quer ou merece – O diagnóstico precoce de um câncer na mama. O mundo por instantes vem abaixo, sucumbe a tudo e num segundo ela se vê prostrada e sem forças.

Embora os homens de branco a tranquilizem com números, percentuais e dados estatísticos favoráveis, nada muda o fato de que precisa enfrentar uma etapa difícil em sua vida, onde precisará dos três F’s, ou seja, Força, Fé e toda Família unida e firme na mesma direção.

O começo é doloroso, com punção, três cirurgias e muita expectativa para o tratamento quimioterápico e radioterápico que viriam ao longo de quase oito meses. A fé inabalável, a terapia importantíssima e o apoio da família formaram um tripé que mais parecia um intransponível campo de força inatingível.

O tempo senhor da razão costuma passar rápido para todos igualmente, exceto para quem espera o fim de um tratamento médico ou ainda quer ver seus cabelos crescidos juntos com as suas sobrancelhas e cílios. Neste caso o tempo não passa e se arrasta por dias e dias de angústia e ansiedade interminável.

Os dias parecem meses e estes se transformam em anos luz para ela e contagiam toda família, que querem vê-la novamente vivendo em sua plenitude. Os amigos (aqueles que permanecem ao seu lado) dão força, palavras de motivação e ajudam mesmo quando pensam que não estão fazendo.

A quimioterapia terrível termina, mas suas sequelas e lembranças ainda duram alguns meses, até que o organismo as expulse de seu corpo, agradecida pela cura, mas com lembranças difíceis de serem esquecidas.

Chega à radioterapia e um novo processo diário começa com mais de trinta sessões que igualmente se arrastam pelos dias que parecem meses.

Mas ela resiste, luta, encara todas as dificuldades e mesmo sem perceber é uma vencedora desde o início do processo que enfrentou com determinação, amor à vida e aos que ela ama. O tempo aliado de quem luta, passa e com ele o tratamento que se encerra com êxito e glória divina.

A guerreira se chama Célia Regina G. Moia e tenho a honra de ter desposado 22 anos atrás na pequena cidade de Bariri – SP. Depois deste ano de 2013, tudo será possível enfrentar, pois sempre teremos o seu exemplo para seguir. Você nos ensinou a ter coragem, fé e determinação. Obrigado meu amor, que Deus a abençoe hoje e sempre.

Singela homenagem do seu marido, amigo, amante e admirador. 



10 de novembro de 2013

Completamente sem noção e bom senso!

Tem políticos que aspiram tornar-se Mickey Mouse...
Ser tão encantador que as pessoas esqueçam que eles são ratos.
Autor desconhecido
Sou brasileiro, amo meu país, acredito em seu povo, porém, tenho consciência de que em nosso solo habita a pior espécie de classe política do planeta. A escória da humanidade encontrou lugar para se materializar ao longo dos últimos quinhentos anos no Brasil. Alguns morrem, porém outros tantos já nasceram e estão usando a política em benefícios próprios e de seus pares, amigos e familiares.

Um exemplo disso está sendo percebido no Rio de Janeiro, onde o prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral, transformaram a escolha da cidade como uma das sedes da Copa do Mundo e como próxima cidade a abrigar a Olímpiada em 2016 como plataforma pessoal de suas candidaturas.

Ocorre que a cidade está gastando uma soma imoral, indecente e sem precedentes sem que haja transparência total dos gastos, sem que haja parcimônia no uso do erário e principalmente sem que haja clareza de como será utilizado o legado das obras. Em especial, da Vila Olímpica e das instalações caríssimas que estão sendo erguidas a peso de ouro num país que carece de saneamento básico, unidades de saúde com qualidade e Educação para seus filhos.

Mas como são os políticos que decidem tudo que eles querem e não a sociedade de forma transparente e democrática, o Rio de Janeiro está construindo obras e pondo em risco a sua economia e estabilidade econômica do país, visto que os recursos são federais pagos pela sociedade através de nossos impostos.

A desfaçatez é tanta que mesmo com cronogramas atrasados, com obras por licitar mesmo estando a mil dias da realização dos jogos, o Prefeito Eduardo Paes tem a coragem de dizer que a Olímpiada RJ/2016 colocará Barcelona/92 no chinelo.

Os Jogos da XXV Olimpíada foram realizados em Barcelona, Espanha, cidade do então presidente do Comitê Olímpico Internacional, Juan Antônio Samaranch, entre 25 de julho e 9 de agosto daquele ano. Foi à primeira edição desde Munique 1972 em que todos os Comitês Olímpicos Nacionais estiveram presentes, totalizando 169 nações que enviaram 9356 atletas.

Durante a preparação dos Jogos, a cidade de Barcelona experimentou grandes mudanças na infraestrutura que ocorreu na execução e construção de estradas e telecomunicações, e alterações de todas as partes da cidade, tornando-se uma característica diferente. Os jogos em si foram caracterizados por um estilo mediterrânico e de hospitalidade calorosa. Sendo considerada por muitos como a Olímpiada exemplo em virtude da transparência dos gastos, da dotação orçamentária e do legado imenso que ficou para os moradores da Capital da Catalunha.

Ou o Senhor Eduardo Paes não conhece Barcelona, nem esteve nos jogos ou na Vila Olímpica ou estava completamente fora do eixo quando disse que a cidade do Rio de Janeiro irá suplantar Barcelona.

Basta olhar os noticiários diariamente e perceber que o RJ está com a Lagoa Rodrigo de Freitas totalmente imunda, com mais esgoto que oxigênio e que o trânsito da cidade é um caos, seus morros possuem facções criminosas que dominam até o ir e vir dos moradores, bem como do comércio local. Como que o Prefeito de uma cidade que tem suas escolas fechadas a mando dos traficantes pode se arvorar em dizer de forma mentirosa que fará uma Olímpiadas melhor que uma cidade de primeiro mundo como Barcelona?

Somente um fanfarrão poderia supor que essa falácia pode se tornar realidade um dia no século em que vivemos. Barcelona tem uma das mais modernas coletas de lixo reciclável do mundo. Suas obras intactas não estão pichadas como as fachadas dos prédios cariocas. Não tem favelas nem a nossa violência nos morros. Seu policiamento não mata Amarildo’s em UPP’s que deveriam servir ao povo.

Comparar as cidades é sempre possível, mas comparar suas administrações é impossível. Barcelona é governada por gente séria, enquanto Eduardo Paes não é exemplo de administrador moderno. Vive como tantos outros prefeitos de ilusões através de factoides e da facilidade que a emenda da reeleição comprada por FHC permitiu a políticos como ele e tantos outros no Brasil.


7 de novembro de 2013

Os partidos políticos e seus problemas!

Tem políticos que aspiram tornar-se Mickey Mouse...
Ser tão encantador que as pessoas esqueçam que eles são ratos.
Autor desconhecido


O PT se auto intitulava o dono da ética, da moral, dos bons costumes e principalmente da honestidade na vida pública. Tudo caminhava bem até que eles deixaram de ser candidatos e passaram a ser poder público em prefeituras, governos e no planalto central. A máscara da moralidade despencou e com ela o discurso enfadonho de que eram diferentes dos demais.

São muito criticados justamente por que infernizaram a vida da classe média com um discurso que seus principais lideres fizeram cair por terra com flagrantes de corrupção do que se convencionou chamar de Mensalão, fraudes diversas, desvios de recursos, etc.

O PSDB é outro partido que nasceu dizendo que queria ser a antítese do que acontecia na política nacional, em particular da velha política do PMDB em São Paulo com o governador Quércia. Os fundadores do PSDB são oriundos do PMBD. Tempos depois o mesmo Quércia estava no palanque com aqueles que tanto o criticaram em SP. Provando que era apenas questão de tempo para que agissem como um partido qualquer.

No poder com FHC de 1995 a 2002, deixaram muitas lacunas e devem a sociedade brasileira muitas respostas para suas atitudes à frente do poder executivo da nação. Os livros Privataria Tucana e O Príncipe da Privataria não deixam dúvida alguma sobre o entreguismo e a corrupção que grassou no período de duas gestões tucanas no DF. Sem contar que em 18 anos de gestões tucanas em SP, não permitiram um investigação sequer sobre seus atos e a sociedade assiste agora o desenrolar das acusações das formações de cartéis milionários no sistema do Metrô e das Ferrovias administradas pela CPTM.

O PMDB parece uma enorme ostra grudada ao casco do navio do poder, a embarcação pode afundar e eles não soltam até a próxima eleição, quando então ficam recebendo cargos e outros benefícios em troca de apoio. Não lança candidato à presidência e apenas vive do poder adquirido com a força de sua bancada, uma das maiores no Congresso Nacional. Seus governadores são medíocres, o Rio de Janeiro que não me deixa mentir. Onde Sérgio Cabral deu uma aula de pós-graduação de como um político não deve agir no comando de um Estado.

Os demais partidos, são como moscas de padarias, muda o cheiro, mas elas são sempre as mesmas. Atreladas as suas mentiras, desprezando o eleitor, traçando estratégias para fazer sempre o maior número de eleitos, vez por outra vencendo uma eleição majoritária. Nada pode e deve ser esperado destes partidos, são os chamados nanicos, apêndices dos governantes dos partidos maiores, relegados à chamada base governista em Brasília, nos Estados e Prefeituras do país.

Usam e abusam das lacunas deixadas pelo desconhecimento popular do atual sistema eleitoral, contratam atores, jogadores de futebol, mulheres frutas, subcelebridades para com isso angariar milhares de votos e levar para o poder alguns corruptos inescrupulosos.

Somente a conscientização do eleitorado através da disseminação de informação sobre o sistema político, partidos e seus candidatos poderiam dar ao país um panorama diferente a curto e médio prazo. A longo prazo só a Educação poderá resolver.

5 de novembro de 2013

Privatizações e suas mazelas!

O artigo foi publicado no Jornal Valor Econômico, onde a empresa omite que ao ser adquirida em privatização patrocinada por Geraldo Alckmin em 2006 ela recebeu de bônus R$ 600 milhões em caixa. Culpar os ex-empregados aposentados pela Lei 4819/58 é querer mascarar a realidade e a incompetência administrativa da empresa ISA da Colômbia que comprou àquela que sempre foi a melhor empresa de Transmissão de Energia do país. Leia o texto e veja a desculpa ao final.

A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep), que foi privatizada em 2006 pelo governo paulista, surpreendeu negativamente o mercado ao retirar do armário um esqueleto de meio bilhão de reais. Após reconhecer perdas contábeis de R$ 516,2 milhões, a empresa terminou o terceiro trimestre com um prejuízo líquido de R$ 245,3 milhões.

As perdas referem-se a créditos devidos pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz), relativos ao pagamento de complementações de aposentadorias pagas pelo fundo de pensão dos funcionários públicos estaduais (Lei 4.819/58).

A "faxina" assustou os investidores. As ações da Cteep fecharam ontem em baixa de 5,1%, a R$ 31,73, enquanto o Ibovespa recuou 0,97%. Em outubro, os papéis da transmissora de energia acumulam uma desvalorização de 8,43%, na contramão do principal índice da bolsa, que subiu 4,2%.

Reynaldo Passanezi, que assume amanhã a presidência executiva da Cteep, após passar um ano na diretoria financeira, afirmou que a empresa tomou a decisão de fazer a provisão em seu balanço após uma série de movimentos processuais ao longo deste ano. Mas, segundo ele, a Cteep não desistiu de receber os valores devidos pelo Estado de São Paulo e ainda prevê vencer a disputa nos tribunais.

A empresa, que opera 13,7 mil quilômetros de linhas de transmissão e transportam quase 100% da energia consumida no mercado paulista, foi obrigada a rever suas expectativas. Seus assessores jurídicos acreditam que vai demorar muito mais tempo para que esses créditos contra a Secretaria da Fazenda do Estado sejam quitados. Isso levou a Cteep a optar por provisionar as perdas.

Nas demonstrações financeiras, o efeito líquido foi uma perda contábil, não recorrente, de R$ 341 milhões no terceiro trimestre. Se excluído esse prejuízo, a Cteep fecharia o trimestre com um lucro de R$ 95,4 milhões na última linha do balanço, disse Passanezi. Em reunião com analistas, o executivo buscou tranquilizá-los, ao mostrar que o desempenho operacional e financeiro da Cteep continua sólidos. Mas o mercado reagiu mal aos números da companhia.

A Cteep, que é controlada pelo grupo colombiano ISA, considera que o Estado deveria ser responsável pelas complementações pagas aos funcionários que se aposentaram quando a companhia não havia sido ainda privatizada.

Por Claudia Facchini - São Paulo – Valor Econômico – 30/10/2013

As ruas de Bauru e suas armadilhas!

A base da vergonha não é algum erro
que cometemos, mas que essa
humilhação seja vista por todos.
Milan Kundera

Não bastassem os buracos, oriundos da péssima qualidade da capa asfáltica da cidade, suas ondulações causadas pelo calor, tempo e falta completa de manutenção por parte da Secretaria de Obras, não bastassem as canaletas que estão presentes como marca registrada da cidade em praticamente todos os seus cruzamentos. O motorista que recolhe um obsceno IPVA de primeiro mundo para andar em ruas de terceiro mundo ainda é obrigado a expor seu veículo ao perigo das tampas do DAE – Departamento de Águas e Esgoto de Bauru.

Andar de ônibus é impossível na cidade, que não tem Metrô nem muito menos qualquer outro tipo de transporte urbano moderno. Um dos motivos pelos quais a maioria compra e utiliza de seus automóveis para se locomover no trânsito da cidade em seus deslocamentos diários.

A prefeitura de Bauru como a grande maioria das mais de cinco mil existentes no país é omissa. Faz pouco e ainda o faz mal feito, o asfaltamento das ruas e avenidas da cidade sem limites não deixa dúvida alguma da incapacidade dos nossos pseudos-gestores públicos.

O asfalto é feito sem base de sustentação (pedras, areia e piche) como antigamente. Esta economia burra transforma a pista numa presa fácil para a chuva e o atrito de toneladas de peso de veículos pequenos, ônibus e caminhões. Em pouco tempo os buracos surgem e mostram a todos que a pista tem poucos centímetros de capa asfáltica, denunciando o serviço porco realizado com nosso dinheiro.

Não fosse isso suficiente, ainda surgem logo em seguida os homens do DAE para fazer buracos que deveriam ter sido feitos antes do asfaltamento da via. Para completar o serviço porco e mal feito às tampas da autarquia nunca ficam niveladas com o piso da rua ou avenida. Isso causa um afundamento do local com o passar dos veículos e ajuda destruir o sistema de amortecimento dos veículos.

Nos cruzamentos o problema é antigo, mas com certeza jamais vai ser resolvido, pois nunca em 17 anos que moro na cidade li ou ouvi uma critica sequer a esta aberração. Desconheço cidades brasileiras do porte de Bauru que tenham este tipo de canaletas nos cruzamentos de suas principais vias.

É um completo absurdo, pois danifica os veículos, atrasa o fluxo de trânsito onde existem semáforos no local e deixam uma imagem de desleixo e a imagem de que os engenheiros de trânsito da prefeitura não sabem como resolver um problema simples.

Se eu estiver mentindo ou exagerando visitem Sorocaba, Joinville, Maringá, Araraquara, Ribeirão Preto, enfim, locais não faltam para que os técnicos apreendam como fazer o escoamento das águas sem precisar colocar um obstáculo tão ridículo quanto nossas canaletas.

Os donos de oficinas mecânicas amam a Prefeitura, a sua Secretaria de Obras e a Emdurb. Pois, juntas elas dão aos donos destas oficinas muito lucro, com a chegada de centenas de carros com suspensões danificadas e peças a serem trocadas pelo simples motivo dos veículos transitarem por Bauru.

Pinóquios dos tempos atuais!

“Nunca se mente tanto como antes das eleições,
durante uma guerra e depois de uma caçada"
Otto Von Bismarck

Todos já ouviram falar da estória de Geppetto e seu boneco Pinóquio, que ao mentir fazia com que seu nariz de madeira crescesse. A ficção foi escrita por Carlo Collodi e se passa numa aldeia italiana.

Pois no Brasil, caso os nossos políticos tivessem sido criados pelo mesmo criador de Pinóquio, como seria difícil para eles andarem pelas ruas e gabinetes com seus narizes gigantescos na frente da face.

Nunca se mentiu tanto quanto na política em geral, mas no Brasil isso ganha proporções imensas, não há como mensurar, tanto no Poder Legislativo como no Executivo.

Eles começam mentindo desde que assumem suas candidaturas e seguem assim na vida pública, onde a mentira se amplia e ganha contornos ainda piores. Mentem nos debates, depois, se eleitos, ampliam as mentiras para as entrevistas, os programas de rádio e televisão e principalmente nas propagandas de seus partidos, onde mentem sobre o que não fizeram e o que deveriam ter feito em suas gestões.

Existem os compulsivos como Maluf, que mente e crê na sua mentira, de tanto exercer o ato de mentir, passa a viver acreditando no que diz para a sociedade através da mídia e de seu partido político. Existem muitos que vivem assim como Maluf, vivendo e mentindo o tempo inteiro.

Temos também aqueles que fingem não mentir, embora saibam que estão mentindo o fazem de forma a passar aos seus interlocutores a imagem de moço bom, sério e que não usa deste ou de qualquer outro artifício na vida pública.

Em geral os tucanos do PSDB agem assim e isso faz com que muitos acreditem neles. Em São Paulo a situação pode estar dramática na segurança pública, mas Alckmin aparece na TV, diz que está tudo sob controle, que as taxas de homicídios e assassinatos caíram no Estado e boa parte da população acredita, mesmo que depois perceba que não era verdade aquela informação.

Com os petistas acontece algo um pouco diferente, eles podem até falar a verdade, porém ninguém mais acredita neles. Pois mentiram para si mesmos, enganaram a si mesmos e a todos para os quais fizeram discursos sobre honestidade, ética e comportamento na vida pública. Rasgaram seus estatutos com a imagem de mensaleiros, dólares nas cuecas dos seus assessores, manutenção de tudo que criticavam (Impostos altos, privatizações, parcerias com Sarney e companhia bela, etc.).

A política brasileira se constitui de uma enorme farsa, onde a mentira é o combustível dos políticos para com a população. O objetivo são as eleições e reeleições deles e de seus aliados, nada mais nem menos do que isso, nada importa. Mentir é válido na visão de todos os políticos desde que, aquela farsa ajude-os a galgar postos, cargos, não perderem eleições e seguir em frente.

Por este motivo que fica impossível acreditar em algo chamado futuro no Brasil. O passado e o presente mostram a todo o momento que não teremos futuro se mantivermos esta escória na nossa vida pública. Saída? Sim, Cumbica, Galeão, Confins, etc.



1 de novembro de 2013

Folha de SP - Editorial

Folha de São Paulo – 31/10/2013.


Tornam-se cada vez mais comprometedoras as notícias em torno da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e seus contratos milionários. As suspeitas incidem sobre sucessivos governos tucanos no Estado.

O caso já é antigo, mas foi reavivado recentemente pela empresa alemã Siemens, que, em troca de imunidade nas investigações, levou às autoridades brasileiras documentos que indicam a existência de um cartel no sistema metro ferroviário paulista --com a partilha de encomendas e elevação de preço das concorrências.

Ao menos seis licitações teriam sido fraudadas, segundo documentos internos da Siemens, que apontavam conluios durante as administrações de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

Diante das denúncias, o governador Alckmin não apenas anunciou diligências --que se revelaram bem menos rápidas do que o prometido-- mas também acentuou que, até aquele momento, não havia indicações de participação de autoridades públicas no esquema.

Pois bem. Enquanto se bloqueavam as tentativas de realizar uma CPI sobre o escândalo, surgiram nomes de possíveis beneficiários de propina no governo.

Outra empresa associada ao cartel, a francesa Alstom, vinha sendo acusada de corromper governos em diversos países. Documentos obtidos por autoridades suíças sugerem que João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM, teria recebido US$ 836 mil (cerca de R$ 1,8 milhão) da Alstom.

Revela-se agora que, em 2011, as autoridades suíças pediam ao Ministério Público brasileiro investigações sobre quatro suspeitos, inclusive o próprio Zaniboni. Nenhuma investigação foi feita, entretanto. E o motivo alegado para a omissão é de molde a desafiar a credulidade até mesmo dos mais ingênuos. É que o pedido vindo da Suíça foi arquivado numa pasta errada. Assim declara o responsável pelas investigações no Brasil, o procurador Rodrigo de Grandis.

Como esta Folha revelou no sábado, passados três anos, a Suíça desistiu de prosseguir no caso; as suspeitas foram arquivadas. Não bastassem as notórias dificuldades brasileiras para julgar, condenar e aplicar penas aos suspeitos de corrupção vê-se, no caso Alstom, a intervenção de um fator acabrunhante: o engavetamento puro e simples.

Desaparece o pedido, perde-se o prazo, enterra-se o assunto, reconhece-se a "falha administrativa". Que não fique por isso mesmo, para que o trem tucano não prossiga até a muito conhecida estação chamada Impunidade.

Texto publicado no Jornal Folha de São Paulo sobre o obsceno caso de desleixo ou má intenção de um Procurador da República a um pedido de investigação e de dados solicitados para a Procuradoria da Suíça.