21 de abril de 2014

IBGE sofre com interferências nada sutis!

Quase toda absurdidade de conduta
vem da imitação daqueles com
quem não podemos parecer-nos.
Samuel Johnson


O IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas é uma fundação pública da administração federal criada em 1934 e instalada em 1936 com o nome de Instituto Nacional de Pesquisas. Foi fundada pelo pesquisador e estatístico Mauro Augusto Teixeira de Freitas. O nome IBGE passou a ser utilizado a partir de 1938.

O IBGE tem atribuições ligadas às geociências e estatísticas sociais, demográficas e econômicas, o que inclui realizar censos e organizar as informações obtidas nesses censos, para suprir órgãos das esferas governamentais federal, estadual e municipal, e para outras instituições e o público em geral.

O IBGE sobreviveu ao período da ditadura militar no Brasil entre 1964 e 1985, sem que sofresse intervenções ou pedidos de abrandamento das suas pesquisas e trabalhos. Entretanto, enfrenta no governo petista um problema que pensou não ter de enfrentar nestes anos todos de existência – a ingerência política na divulgação de seus trabalhos.

Para chegar ao atual estágio de credibilidade este instituto repassou a sociedade informações confiáveis que foram utilizadas por empresas, empresários, instituições, governos e mídia na medida em que foram coletadas e distribuídas de forma independentes e sem estarem atreladas a partidos e ideologias. Estatísticas confiáveis sempre foi terreno fértil para a elaboração de políticas públicas e para se construir cenários com segurança no meio empresarial.

Em 2014 o IBGE é responsável por mais de 50 pesquisas mensais e anuais no país. Um trabalho que exige seriedade, profissionais competentes e sem que haja manipulação por razões políticas. No começo deste mês de abril/2014, uma grave crise levou duas diretoras do IBGE a pedirem exoneração de seus cargos. Também, outros 18 empregados que ocupavam cargos de coordenação ameaçaram seguir o mesmo exemplo das duas diretoras.

O motivo foi explanado numa carta que apontava a “subserviência” do Instituto a interesses do governo federal. Uma paralisação montou um piquete em frente à sede do IBGE no RJ, depois que a cúpula do IBGE resolveu interromper a divulgação do PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua que é uma versão ampliada e aperfeiçoada do antigo PNAD.

O governo federal quer que informações como a taxa de desemprego apontada na PNADC de 7,1% não seja divulgada em ano eleitoral, mas sim em janeiro/2015. O número é muito maior que o divulgado pelo governo de 5,4%. O novo índice “contrariou” os marqueteiros e lideranças do governo Dilma, que preferem à mentira a verdade dos dados econômicos e estatísticos do país.

A decisão passa por congressistas da base do governo como a Senadora Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil. Que questionou a metodologia da pesquisa, como se entendesse algo de pesquisa e estatística. Entende na verdade, assim como muitos políticos brasileiros de conveniência, mentiras e lama negra.

Se a sociedade civil, os empregados e a mídia não ficarem atentos em breve o IBGE estará seguindo o mesmo caminho do Indec, órgão similar da Argentina que foi totalmente desmoralizado pelos políticos daquele país.

O que se esconde sob a humildade de Pepe Mujica?

No início da “Divina Comédia”, Dante encontra Virgílio, seu guia no inferno, e lhe diz: “Mestre, para mim, são tão certos e me impõem tanta confiança os teus arrazoados, que os demais me parecem carvões apagados”.

Pepe Mujica, o presidente do Uruguai, erra muito pouco. Em sua última entrevista, ao jornal “O Globo”, explicou como pretende lidar com as visitas de turistas a seu país para fumar maconha (como se sabe, o Uruguai legalizou o comércio da erva). Falou muito mais. E, como costuma acontecer, transcende as questões comezinhas e dá a qualquer conversa um tom filosófico. Nas palavras de Vargas Llosa, é um velhinho estadista que fala com sinceridade insólita para um governante.

“Queremos tirar o mercado do narcotráfico, queremos tirar-lhes o motivo econômico, queremos que o narcotráfico tenha um competidor forte e não seja o monopolista do mercado. Ao mesmo tempo, tentamos incitar as pessoas a atuarem do ponto de vista médico”, disse ele. “Mas temos que ter muito cuidado, porque não é uma legalização como as pessoas supõem no exterior, não vai ter um comércio, os estrangeiros não poderão vir aqui ao Uruguai para comprar maconha. Não vai existir o turismo da maconha. A decisão tomada não tem nada que ver com esse mundo boêmio. É uma ferramenta de combate a um delito grave, o narcotráfico, é para proteger a sociedade. É muito sério”.

Sobre seu exemplo como líder: “Pretende ser um mini-ato de protesto. As repúblicas não vieram ao mundo para estabelecer novas cortes, as repúblicas nasceram para dizer que todos somos iguais. E entre os iguais estão os governantes. Têm uma responsabilidade implícita e penso que devem viver de forma bastante similar à maneira de viver da maioria do seu povo. Ninguém é mais que ninguém, começando pelo governante.”.

Sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo: “O casamento homossexual, por favor, é mais velho que o mundo. Tivemos Julio Cesar, Alexandre, O Grande, por favor. Dizer que é moderno, por favor, é mais antigo do que nós todos. É um dado de realidade objetiva, existe. Para nós, não legalizar seria torturar as pessoas inutilmente”.

Sobre trabalho: “Temos que lutar para que todos trabalhem, mas trabalhem menos, todos devemos ter tempo livre. Para quê? Para viver, para fazer o que gostam. Isto é a liberdade. Agora, se temos de consumir tanta coisa, não temos tempo por que precisamos ganhar dinheiro para pagar todas essas coisas. Aí vamos até que pluff, apagamos”.

Sobre manifestações: “Eu simpatizo com os protestos, mas não levam a lugar nenhum. Não construíram nada. Para construir, há de se criar uma mente política, coletiva, de longo prazo, com ideias, disciplina, e com método. E isso é antigo, ou parece antigo. Mas sem interesses coletivos, é difícil mudar. Não são os grandes homens que mudam as sociedades, mudam quando os protestos se organizam, disciplinam, têm métodos de longo prazo. Estes movimentos de protesto têm a vantagem do novo, e tentam alguma coisa nova porque desconfiam de todos os velhos, especialmente os partidos, por que perderam a confiança neles. Mas as primaveras têm se transformado em inverno por que não sabem aonde ir.”

Sobre política: “Temos de revalorizar o papel da política. Mas no mundo real, muita gente se mete na política por que gosta de dinheiro, estes devem ser expulsos porque prostituem a política. A política tem de ser feita com carinho, a política tem a ver com a harmonia das contradições que há na sociedade, tem de lutar para harmonizar este mundo frágil e cheio de contradições que estamos vivendo.”

Sobre seu reconhecimento: “Não é que me achem tão excepcional, me usam como uma maneira de criticar os outros. A última vez que estive na ONU escutei discursos de um presidente de um país europeu [Hollande, da França] pelo qual temos um respeito enorme pela cultura, por suas tradições, pelo que significou no mundo. Fiquei assustado, porque parecia um discurso neocolonialista. Eu não sou nada, sou um camponês com senso comum. Sem dúvida, estou vivendo uma peripécia. Talvez, se não tivesse passado tantos anos presos com tempo para pensar, fosse diferente.”

Sobre o Brasil e a América Latina: “Brasil vai fazer um campeonato do mundo lindo. Brasil deve apreciar o melhor que tem, não é a Amazônia nem o petróleo, é o experimento social de ser o país mais mestiço do mundo. E tem uma grande alegria de viver, mesmo com as dificuldades e isso deve à África. Por isso, a luta é que brasileiros sejam mais latino-americanos.”

A admiração de Llosa é genuína, mas há algo de condescendente em sua consideração. Mujica é também mais que um camponês com senso comum. É alguém em quem sempre vale a pena prestar atenção. Um mestre. Como disse Dante: “Com aquela medida que o homem usa para medir a si mesmo, mede as suas coisas”.

Sobre o Autor: Kiko Nogueira
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

19 de abril de 2014

Para que servem as agências reguladoras?

Numa época de dissimulação,
falar a verdade é um ato revolucionário.
George Orwell


Uma das “obras” realizadas pelas gestões de FHC e mantidas por Lula e Dilma foram as malfadadas Agências Reguladoras. Elas foram criadas quando começaram as privatizações dos setores de telefonia, energia, telecomunicações entre outras.

As Agências Reguladoras foram criadas através de Leis e tem natureza de Autarquia com regime jurídico especial. Consistem em autarquias com poderes especiais, integrantes da administração pública indireta, que se dispõe a fiscalizar e regular as atividades de serviços públicos executados por empresas privadas, mediante prévia concessão, permissão ou autorização. Sendo assim, o país tem hoje as seguintes agências:
Agência Nacional de Águas (ANA);
Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC);
Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL)
Agência Nacional do Cinema (ANCINE)
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
Agência Nacional de Mineração (ANM) - em processo de criação para substituição do DNPM.

O objetivo deste monte de cabides de empregos seria a princípio regular o mercado atuando entre as empresas recém-privatizadas e o público em geral, dando suporte, regulamentando os setores, punindo excessos e erros destas agências. Entretanto, com o passar do tempo, transformaram-se em enormes elefantes brancos da administração pública federal. Trabalham para as empresas dos seus setores e não para a sociedade.

Um dos exemplos é a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar que não dá ao cidadão comum que possui planos de saúde a mesma tranquilidade que ele merece e pelo qual paga muito caro. Aplicam multas que o cidadão comum jamais vai ter certeza absoluta se foram aplicadas as empresas de plano de saúde e se entraram efetivamente nos cofres públicos.

A mesma coisa acontece por exemplo com a ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Não tem numero suficiente de fiscais, não consegue punir rigorosamente aqueles que fraudam os nossos combustíveis, nem tampouco conseguem exigir dos produtores e distribuidores combustíveis de qualidade e sem adição de água, solvente, querosene e outras porcarias no líquido pelo qual pagamos tão caro.

Estas agências possibilitam a contratação, por exemplo, de um ex-dono de empresa aérea cuja aeronave caiu em solo nacional e teve sua caixa preta trocada para evitar punições da própria ANAC e da Justiça brasileira. Pois o manganão após o acidente e durante as investigações lentas e carregadas de omissões e corrupção assistia a tudo dando ordens do outro lado do muro (Da vergonha, é claro).

Na verdade estas agências formam um exército sem armas, sem vontade política e à mercê do sistema que deveriam controlar fiscalizar e autuar em nome do povo brasileiro.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/02/1586745-ans-nao-cobra-planos-por-atendimentos-feitos-no-sus.shtml

Propagandas enganosas no Brasil!

Quase toda absurdidade de conduta
vem da imitação daqueles com
quem não podemos parecer-nos.
Samuel Johnson

No Brasil, a quantidade e o custo das propagandas realizadas pelo poder público são tantas e de tal ordem que em muitas gestões ultrapassam o que foi dispendido orçamentariamente com Educação, Saúde ou Segurança pública.

Além destes gastos obscenos, como por exemplo: Dilma Rousseff gastou em 2013 o equivalente a R$ 2,3 bilhões com publicidade. Um gasto que poderia ter sido em parte destinado para a Saúde que agoniza na UTI da imoralidade.

Para completar, temos situações em que já esperamos pelas peças publicitárias com antecedência, senão vejamos: Situação A; Governo e empresas estatais pagam por publicidade e a espalham pela mídia em geral (TV, Rádio, Internet, Revistas e Jornais entre outros).

Situação B; Algo de ruim acontece ou é denunciado pela mídia e após alguns dias aparecem na mesma mídia publicidades em profusão enaltecendo Governos, Empresas Estatais, Autarquias, para tentar levar a sociedade uma propaganda enganosa que consiga desmentir à denúncia ou suspeita levantada anteriormente contra sua imagem.

A Petrobrás torrou verdadeira fortuna em propagandas desde o ano passado, como que se preparando para a avalanche de denúncias que viriam e vieram a cair no colo dos brasileiros. A malfadada e absurda compra da Refinaria de Pasadena nos EUA era o verdadeiro motivo de tantas peças publicitárias da Petrobrás.

Eles ainda criam slogans fantásticos que tentam enganar o público. Por exemplo: Petrobrás; “O desafio é nossa maior energia” ou ainda “Gente. É o que inspira a gente”. Outro mais recente diz que nosso combustível é um dos melhores do mundo, quando sabemos que isso é mentira, nosso combustível é um dos mais caros do mundo e mais adulterados também.

O governo federal usa alguns slogans em suas peças publicitárias que são pura enganação, como, por exemplo: “Brasil, um país de todos” Quem são todos? O Brasil é um país de uma minoria que está no poder ou ao lado dele e que nos subtraem nossas riquezas e nossa esperança num futuro melhor e mais decente.

Outro slogan mais recente é “Brasil, país rico e sem pobreza”. Esse é tão mentiroso e fantasioso que seu autor deveria ser preso, junto com quem o aprovou. Somos ricos em quê? Alegria? Desinformação? Falta de Educação? Ausência de Saúde Pública? Violência nas ruas? E sem pobreza? O país está repleto de favelas, casas de palafitas, pessoas vivendo sem saneamento básico e até água potável.

Aqui em SP, também acontece o mesmo fenômeno publicitário, basta aparecer alguma denúncia na mídia e o governo tucano corre para aprovar centenas de peças publicitárias para tentar enganar os incautos. Se o problema é no Sistema Cantareira aparecem publicidades da SABESP, se o caso é policial, o governo corre a montar propagandas sobre o efeito policial e outras medidas que diz serem tomadas e que na verdade sabemos ser ato de desespero e mentira.

Em breve Metrô e CPTM vão fazer suas publicidades para tentar apagar o Cartel dos Trens que ainda está na cabeça dos eleitores paulistas e precisa na visão deles ser esquecida, nada melhor do que propaganda enganosa.

14 de abril de 2014

Precisamos melhorar muito como sociedade!

Perdoamos uma criança que tem medo de escuro facilmente.
A verdadeira tragédia da vida é quando homens têm medo da luz.
Platão

Muitos são os exemplos de que nossa gente bronzeada precisa rever urgentemente vários conceitos e modos de vida atualmente empregados no conjunto da nossa sociedade. Desde o péssimo “Jeitinho brasileiro” até o “Querer levar vantagem em tudo” passamos por uma série de conceitos equivocados e que nos ajudam a ter uma péssima imagem no exterior e dentro do nosso próprio país.

Elegemos péssimos candidatos muitas vezes por brincadeira, gozação, mas na verdade desconhecemos o próprio sistema eleitoral brasileiro e isso traz consequências que muitas vezes transformam o chamado voto de protesto num ato de burrice sem limites. Essas atitudes inconsequentes não é primazia de uma ou outra camada da sociedade, nela estão inclusas todas as letras que compõe as classes sociais de A a E.

Esta semana tivemos um exemplo que graças aos celulares e a internet ficou conhecido dentro e fora do nosso país. Claro que, com repercussão altamente negativa. Um jovem de classe média alta chega ao campus da UNB – Universidade de Brasília com seu veículo e abalroa outro veículo que estava estacionado corretamente naquele imenso estacionamento da UNB.

Ele iria fugir do local e de sua responsabilidade de cidadão honesto quando percebe que havia testemunhas e estas tinha celulares nas mãos. Ele então pega um pedaço de papel, se dirige ao para brisas do veículo danificado e deixa um bilhete: “Olá, meu nome é João. Bati acidentalmente no seu carro e alguém viu. Por isso, estou a fingir que escrevo meus dados. Desculpe”.

Ele não se chama João, não tem senso de cidadania nem de qualquer resquício de honestidade correndo em suas veias, apenas é mais um brasileiro levando vantagem sobre outro brasileiro vitima de uma sociedade perversa, mal administrada, porém, especializada em dar golpes e tentar se safar de seus equívocos, seus crimes e problemas.

Isso poderia acontecer em qualquer lugar do Brasil, porém, seria muito difícil imaginar que ocorra num país de primeiro mundo, onde o respeito pelo próximo é algo que vem de berço, vem do seio da família, sim, ainda existem famílias nos moldes tradicionais, daquelas que põe crianças no mundo, criam, educam e tornam as crianças cidadãs autenticas.

Enquanto isso nós aqui no quinto mundo vamos convivendo com os “Joãos” da vida. Somos os manés do mundo, pensamos ser espertos quando deveríamos ser inteligentes e honestos.

7 de abril de 2014

Mais bandidos, menos policiais!

“Só o erro é que precisa apoio do governo.
A verdade, essa fica de pé por si própria”.
Thomas Jefferson

Quando assumiu o governo do Estado de São Paulo em 1995 o governo do PSDB que está no poder até os dias atuais resolveram vender a maioria das empresas estatais do Estado. Venderam Banespa, CPFL, Cesp, Cteep, Eletropaulo, Nossa Caixa e muitas outras empresas e seus patrimônios para grupos estrangeiros e nacionais. Com isso se livraram de milhares de empregados que faziam parte da folha de pagamento das mesmas.

Mas este mesmo partido “progressista” desde que assumiu o poder vem reduzindo também a cada ano seu contingente efetivo de policiais civis e militares. Claro que, o motivo é que eles custam caro à folha de pagamento do Estado, isso na visão míope de quem governa o mais rico Estado da Nação.

Em dez anos o índice caiu de 314 para 282 policiais por cada cem mil habitantes. A policia civil tem uma defasagem de 3.300 homens em sua equipe. Para efeito de comparação, a Itália, em 2012, tinha 465 policiais por cem mil habitantes. Lá, o índice de roubos era de 105 casos por cem mil habitantes enquanto no paraíso tucano em SP a taxa era de 608 roubos por cem mil habitantes.

Isso não é tudo, não há investimento em polícia científica, não há investimento em aparelhamento dos Institutos médicos legais no Estado. Os salários dos delegados e demais policiais é pífio e fica abaixo dos demais Estados do país, inclusive os mais pobres como Piauí e Maranhão. Uma completa vergonha.

Claro que, existem recursos em abundância para torrar com publicidade, mas não tem para construir presídios, para reformar o sistema penitenciário do Estado nem para aumentar o efetivo policial. Assim como não tem investimento maciço para o sistema educacional que poderia em tese ser o melhor antídoto contra a criminalidade a médio e longo prazo.

Os policiais da ativa esperando melhores condições de trabalho, equipamentos e o aumento do efetivo para poder combater a criminalidade, que ao contrário do governo do Estado de SP se equipa, crescem em número e em condições de dominar a sociedade amedrontada e sem saída.

As seguidas explosões de Bancos e Caixas eletrônicos não deixam dúvida de que lado está o poder neste momento em SP. Os bandidos têm mais armas, mais informações e maior número de contingente que a policia paulista.

Sempre que isso é levantado em SP o governador Geraldo Alckmin corre para os microfones apressadamente e mentirosamente diz:
_ Vamos abrir um concurso público e contratar milhares de policiais ou ainda:
_ Vamos remanejar policiais que estão fazendo trabalho burocrático e aumentar a força policiais nas ruas...

Dias depois, tudo volta ao normal e nada do que foi prometido nestes últimos 20 anos é cumprido. A sociedade que elege é a que mais sofre com a crescente violência nas ruas, dentro das suas casas, nos restaurantes que sofrem arrastões, nas explosões de caixas eletrônicos, nos assaltos, nos roubos de carros, sequestros e todo tipo de violência que possam ser praticados contra o cidadão.

6 de abril de 2014

A Petrobrás e o povo são as vitimas!

“Política é a arte de conciliar os interesses
próprios, fingindo conciliar o dos outros”.
Menotti Del Picchia

A Petrobrás está em evidência neste começo de 2014, menos por sua história, por suas descobertas de bacias petrolíferas, mas muito por erros cometidos por quem deveriam zelar por seus negócios e destino.

Depois de toda euforia pela descoberta ou pela possibilidade da extração de petróleo da camada do pré-sal veio à ressaca e com ela a exposição pública de negócios realizados em Pasadena que demonstram que a empresa foi dominada por politicagem em substituição ao critério técnico em sua direção principalmente em seu Conselho de Administração.

O governo petista aparelhou algumas empresas dando a seus aliados, seus sindicalistas e também para seus membros derrotados nas urnas. Com isso as empresas deixaram de ter foco no negócio e passaram a ser palanque de negociatas e de péssimos negócios, fazendo com que perdessem credibilidade e valor acionário.

A Petrobrás tem gasto milhões com publicidade nos quatro primeiros meses deste ano, para tentar recuperar sua combalida imagem no país e fora dele principalmente. Os prejuízos são inevitáveis e começam a incomodar os acionistas.

A compra de uma Refinaria em Pasadena nos Estados Unidos é apenas a ponta do iceberg da incompetência, arrogância e total falta de critérios técnicos para administrar uma empresa que é a maior do país.

A Refinaria Pasadena (EUA) havia sido vendida em 2005 para a empresa Belga Astra Oil por U$ 42,5 milhões de dólares. Um ano depois a então presidente do conselho de administração da Petrobrás Dilma Rousseff autoriza a compra de metade da Refinaria por U$ 360 milhões. Em 2012 depois de longas discussões e processos a Petrobrás é obrigada a pagar mais U% 820 milhões à empresa belga. Sem contar que em 2007 a Petrobrás pagou U$ 85 milhões para compensar a receita da sua sócia.

Em resumo, a Petrobrás gastou a bagatela de U$ 1,3 bilhões (um bilhão e trezentos milhões de dólares), numa refinaria que valia tão somente U$ 42,5 milhões.

Para a empresa Belga Astra Oil não foi um negocio belga e sim um rentável negócio da China. Encheram os bolsos à custa da incompetência e da forma imoral com que políticos e seus paus mandados gerenciam nossas empresas, autarquias e o Estado brasileiro.

A conta do prejuízo da Petrobras pela compra da refinaria americana de Pasadena, no Texas, pode ficar ainda maior. Autoridades da região do Texas, nos Estados Unidos, cobram mais alguns milhões de dólares da refinaria na Justiça. A Refinaria de Pasadena fica numa área isenta de tributos federais e alfandegários. Mas, como compensação, esses valores têm que ser repassados ao Condado, que engloba mais de oitenta cidades da região, incluindo Pasadena e Houston, a maior cidade do Texas.

Cansei de ouvir na porta da empresa que trabalhei discursos inflamados de sindicalistas petistas pregando a honestidade, moralidade e competência do partido dos trabalhadores, que no poder nunca foi dos trabalhadores e sim, dos patrões, das negociatas, dos lobistas, dos corruptos e dos que querem se locupletar em cima do erário.

Hoje, passados quase dez anos, percebo que aquilo era apenas um discurso de tolos que jamais entenderam o que realmente estava por trás daquilo que eram obrigados a pregar à exaustão na portas de fábricas e das empresas estatais com a própria Petrobrás.

O povo brasileiro e a empresa Petrobrás não têm culpa, mas são as vitimas desta imensa corja de predadores. Uns por que votaram no PT e outros por que permitiram serem usados pelo mesmo partido. O link abaixo mostra como a empresa uso de seu poder para contornar a lei de licitações a revelia do MP:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/04/1436864-petrobras-fecha-r-90-bi-em-contratos-sem-licitacao.shtml