31 de agosto de 2015

Empreendorismo é alternativa para quem deseja começar o próprio negócio

BRASIL POSSUI MAIS DE 45 MILHÕES DE EMPREENDEDORES

POR MARINA MOIA

Entre os diversos motivos que incentivam as pessoas a se tornarem empresárias de seus próprios negócios, pequenos ou grandes, estão a necessidade de fugir da crise econômica, a vontade de realizar um sonho ou até a liberdade de ser seu próprio chefe.

Segundo a pesquisa de 2014 da Global Entrepreunership Monitor (GEM), a região sudeste conta com uma taxa total de empreendedores (TTE) de 33,6%, como percentual da população entre 18 e 64 anos. Já a média nacional é de 34,5%.
Em termos de atividade empreendedora inicial, homens e mulheres são igualmente ativos e os indivíduos com idades entre 25 e 34 anos se destacam entre as faixas etárias pesquisadas. Já em termos de atividade empreendedora estabelecida, os homens são mais ativos do que as mulheres e a faixa etária que se destaca é a de 45 a 54 anos.

Lady Nail Esmalteria&Bar


Com apenas 19 anos, Joyce Lima administra a Lady Nail Esmalteria&Bar, negócio que abriu com a ajuda de seu pai. A ideia inicial era abrir uma franquia da Esmalteria Nacional, mas pouco antes de fechar o contrato, Joyce e seu pai perceberam que a melhor saída para eles seria abrir a própria loja. Um ano e meio após a inauguração da Lady Nail, Joyce conta que realmente foi a melhor escolha para seu empreendimento.

A esmalteria&bar conta com serviços de manicure, pedicure e design de sobrancelhas, além da venda de esmaltes, cosméticos e acessórios. Para Joyce, o diferencial do seu negócio é a qualidade do atendimento. “O máximo que as clientes esperam é dez minutos. Eu trabalho também, às vezes vou adiantando e ajudando as manicures. O atendimento aqui é a maior diferença. Tem cliente que já me contou que ficou esperando 40 minutos em outros lugares”, conta. Além disso, as clientes tem à disposição bebidas como cervejas, vinhos, refrigerantes e água.

JOYCE LIMA, PROPRIETÁRIA DA LADY NAIL ESMALTERIA&BAR – FOTO: MARINA MOIA
Sobre as dificuldades de abrir um primeiro negócio, Joyce conta que “nesse mundo de empreendedor é cada um por si. As pessoas querem mais é que você se dê mal pro negócio delas superar o seu. Então ninguém te ajuda ou te indica lojas. A gente já passou por muita coisa, como comprar mercadoria errada que não deveria ter comprado, problemas com manicure, não saber colocar regras”. Porém, hoje a Lady Nail está mais estruturada, com três funcionárias e uma estagiária, além de ter Joyce não só como administradora, mas também como manicure e designer de sobrancelhas.

Sobre planos futuros, a empreendedora conta que pretende mudar a loja de lugar para algum bairro em que o fluxo de pedestres seja maior. Mas a mudança não será repentina. “Estamos engatinhando ainda, esperando engatar pra gente poder mudar pra outro lugar ou mudar a loja. Porque a mudança sai muito cara. Pra sair daqui, levar a loja pra outro lugar, conquistar novas clientes é meio difícil”, explica.
Menu do Brigadeiro
A Menu do Brigadeiro começou em abril deste ano, mas já colhe muitos frutos apesar de ser tão nova. As empreendedoras Juliana Moreira e Paula Retz são as responsáveis pelo negócio, que trabalha com brigadeiros de diversos sabores e coberturas. Com o carrinho, elas conseguem levar os produtos em eventos variados, como casamentos, inaugurações de lojas e aniversários.

“Tem sido tudo muito rápido e a aceitação é muito boa” conta Juliana Moreira. Elas trabalhavam em outras empresas, mas queriam algo que fosse mais sossegado para ambas e que pudessem trabalhar em casa, já que possuem famílias. “É bom ter seu próprio negócio porque você tem uma flexibilidade muito maior”, conta Paula Retz.


PAULA RETZ E JULIANA MOREIRA, PROPRIETÁRIAS DA MENU DO BRIGADEIRO – FOTO: MARINA MOIA 
O empreendimento funciona da seguinte maneira: o cliente escolhe dois tipos de massa de brigadeiro e seis opções detoppings, que são as coberturas, e avisa a quantidade de convidados que terão no evento. A partir do número de pessoas, as empresárias calculam o número de colheres que levarão. Elas ficam até quatro horas no evento, com um funcionário free-lancer uniformizado para servir.

Juliana e Paula já estão expandindo a Menu do Brigadeiro, com a Menu do Gelato, um carrinho que conta com paletas mexicanas e picolés orgânicos e que começou em agosto deste ano. O esquema de vendas é o mesmo, mas o produto é terceirizado, ao contrário do brigadeiro, que é feito 100% pelas empresárias. Além de Bauru, a Menu do Brigadeiro também atende cidades da região como Ourinhos, Lençóis Paulista, Piratininga, Agudos.

Segundo a pesquisa da GEM 2014 e dados mais recentes sobre a população brasileira, estima-se que o número de empreendedores no Brasil é de 45 milhões de indivíduos, divididos em 22,9 milhões de empreendedores iniciais e 22,9 milhões de empreendedores estabelecidos.
Serviço:
Lady Nail:
https://www.facebook.com/Ladynailesmalteria
http://instagram.com/ladynailesmalteria
ladynailesmalteria@gmail.com | (14) 3214-4552 e (14) 32144247

Menu do Brigadeiro:

menudobrigadeiro@gmail.com | (14) 99103 5288

30 de agosto de 2015

A letalidade da roubalheira do CARF!


A Operação Zelotes, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, está comendo o pão que o Tinhoso amassou. Ela começou em março e explodiu uma quadrilha de ex-conselheiros, parentes e amigos de conselheiros que vendiam decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, um órgão do Ministério da Fazenda. Depois de dois anos de investigações sigilosas e 2.300 horas de escutas telefônicas, foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão.
Passados na peneira separaram-se 74 processos com cheiro de queimado, todos de peixes gordos. Num grampo autorizado pela Justiça, um ex-conselheiro disse o seguinte: "Aqui no Carf só os pequenos devedores pagam. Os grandes, não". Ou, noutra versão, mais crua: "Quem não pode fazer acordo, acerto –não é acordo, é negociata– se fode".
A coisa funcionava assim há muitos anos: uma grande empresa ou um grande banco era autuado em R$ 100 milhões pela Receita Federal, recorria ao Carf e liquidava a fatura reduzindo a autuação para algo como R$ 5 milhões.
Essa modalidade de corrupção é muito mais daninha do que tudo que se viu na Lava Jato. Num raciocínio cínico, a tia de um empreiteiro que cobrou R$ 100 milhões por uma obra que valia R$ 50 milhões, sempre poderá dizer que, apesar de tudo, a obra do seu sobrinho está lá. Já a tia de um magano que alugava por R$ 150 milhões um navio-sonda que o mercado oferece por R$ 100 milhões também dirá que o navio está no litoral de Campos, fazendo seu serviço.
No caso do Carf, a empresa que devia R$ 100 milhões pagou R$ 5 milhões à Receita e uns R$ 3 milhões à quadrilha. Só se produziu prejuízo e propina. Nem refinaria, muito menos navio-sonda.
Coisas estranhas aconteceram com a Operação Zelotes. Quando ela foi desencadeada, o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, julgou desnecessário prender pelo menos quatro acusados, contentando-se com os mandados de busca e apreensão. Jogo jogado. Em junho, o Ministério Público pediu e conseguiu seu afastamento.
Noutra ponta, saiu da Câmara dos Deputados um pedido de informações com algumas perguntas banais ao Ministério da Fazenda: Quais os valores de cada processo milionário julgado no Carf? Quais recursos foram aceitos? Em junho, o doutor Carlos Alberto Freitas Barreto, presidente do Conselho, informou que devido a uma mudança no sistema de armazenamento de dados esse detalhamento só poderia ser apresentado "em breve". Passaram-se três meses e nada.
Numa nova surpresa, o coordenador-geral de investigação da Receita Federal, Gerson Schaan, deu uma entrevista à repórter Andreza Matais na qual disse o seguinte: "O que a quadrilha fazia era direcionar o julgamento para uma Turma que tinha entendimento a favor do contribuinte. Trata-se de um caso de corrupção, não de sonegação". Em tese, tudo bem; na prática, a ver. O centro dessa questão só será mais bem entendido "em breve", quando o Carf fulanizar nomes e cifras.
Nos pixulecos do Carf podiam ocorrer três situações:
1) O contribuinte sabia que estava sonegando e dava a pedalada tributária porque esperava ganhar a parada no Carf. Nesse caso há corrupção e sonegação.
2) O contribuinte pode ter razão, mas comprou o "direcionamento". A Receita errou, mas falta explicar melhor como uma Turma entende uma coisa e outra vai na direção oposta, sobretudo sabendo-se, há anos, que uma quadrilha orientava o trânsito. Nesse caso, há um atravessador corrupto e um empresário corruptor.
3) No pior dos casos, o contribuinte tinha razão, mas foi informado de que iria para a lâmina se não pagasse o pedágio. Segundo um dos integrantes da quadrilha: "Se eu participar (...) eles têm mais ou menos 95% de chances de ganhar. Caso contrário, perderão, com certeza".
Essas diferenças poderão ser esclarecidas se a Operação Zelotes entrar no estilo da Lava Jato. Pelo andar da carruagem, apesar dos esforços da Polícia Federal e do Ministério Público, ela está devagar, quase parando.
Corre o risco de ficar parecida com a Castelo de Areia, aquela que livrou a empreiteira Camargo Corrêa de qualquer suspeita. Passaram-se seis anos e agora a empresa está colaborando com o juiz Sergio Moro. 

O autor Elio Gaspari publicou este artigo na Folha de SP 30/08/2015

29 de agosto de 2015

Bons adjetivos para qualificar governantes ruins!

As pessoas esquecerão o que você disse.

As pessoas esquecerão o que você fez. 
Mas elas nunca esquecerão como 
você as fez sentir. Autor desconhecido

Os nomes Pixuleco, Fuleco e Jabulani são alguns dos adjetivos que poderíamos usar para qualificar um dos piores governos do Brasil em todos os tempos. Os Bonecos podem ter nomes feios, mas nunca delinquiram nem nunca roubaram a esperança do povo brasileiro, então, não vamos exagerar e imputar a eles um peso maior do que podem suportar.

Diante de tanta iniquidade na vida pública nacional, em especial no Governo Federal, embora os demais poderes se esforcem muito para estar sempre acompanhando as “obras” do Executivo, fica cada dia mais difícil acreditar em algo que possa qualificar o PT.
Os adjetivos existentes na língua nacional são poucos e juntos não conseguem expressar aquilo que a sociedade brasileira em grande parte gostaria de dizer a plenos pulmões sobre a nefasta gestão petista desde 2002 até os dias atuais.
A inflação voltou com força total, algo que parecia ter sido erradicado do nosso vocabulário. O desemprego bate recorde assim como o déficit público e a balança comercial negativa. Sem contar a epidemia de corrupção que se alastrou e parece não ter cura.
Foi o Mensalão, depois veio o Petrolão Propinas S/A e fora aquilo que ainda não foi descoberto pelo Juiz Moro e sua tropa de elite. Claro que, a corrupção está enraizada em muitos segmentos da nossa sociedade, não é exclusividade da escória política nem da classe empresarial envolvida. Não nasceu com o PT, porém, com eles no poder cresceu assustadoramente.
Para taxar Dilma, Lula e o PT, podemos utilizar adjetivos simples, composto, primitivo ou derivado; em todos eles com certeza encontraremos apoio para nossa missão.
Um governo vazio, terrível, vil, infame, lento, horrível, inútil, vulgar, incapaz, confuso, complicado, perigoso, banal, insignificante, irritante, insuportável, trágico, enfadonho, tosco, deprimente...
Um grupo voltado para seus próprios interesses de poder, fraco de articulação, inexistente no que tange ao cumprimento de suas próprias metas e programas. Mentiroso, pois prega uma coisa e faz justamente o contrário daquilo que disse em palanque.
Venal, permissivo e completamente corrupto em suas raízes, traindo sua própria história. O que mais a classe média odeia no PT é o fato de que enquanto não era governo pregou à exaustão a ética, a moral e a política sem conchavos. Pregou o combate à corrupção e a defesa intransigente dos salários dos mais humildes, dos aposentados e a correção da tabela do I.R, sem contar que pregou o fim do aumento de impostos para o país.
Era tudo mentira, tudo safadeza de quem queria apenas o poder e por ele aparelhou estatais, se apoderou de estruturas sindicais, corrompeu e se deixou corromper. Rasgou seu próprio estatuto e jogou no lixo a esperança de seus eleitores pouco a pouco. Usou programas assistencialistas como forma de chantagear eleitores humildes.
Um partido que permitiu impunemente que militantes transportassem dólares até em cuecas. Viu dirigentes e parlamentares chafurdarem na lama e usufruírem do erário ou de propinas conseguidas junto a esquemas poderosos de licitações com empreiteiros para enriquecerem de forma ilícita.
Nada há que possa ser usado em defesa do partido que mais se envolveu com lama, corrupção e sujeira na história recente de nossa democracia. Não há adjetivos suficientes para denominá-los à altura de seu embuste.  

27 de agosto de 2015

Apito amigo ou leviandade de inimigos?

Não odeies o teu inimigo, porque,
se o fazes, és de algum modo o seu escravo.
O teu ódio nunca será melhor do que a tua paz.

Algum tempo atrás um apresentador de programas esportivos da Band TV, ex-radialista e fake de humorista, torcedor declarado do San7os, para justificar as derrotas de seu time e a evolução do Corinthians à época, justificou estas conquistas do Timão como sendo fruto do “apito amigo”.
Apito amigo na lógica do bobo da corte da Band seria o suposto favorecimento das arbitragens ao clube do Parque São Jorge. Claro que essa afirmação mesmo que em tom de “brincadeira” deduz que a CBF e a Federação Paulista sejam coniventes, visto que os árbitros são escalados por elas antes dos jogos.
Se o Corinthians é favorecido pelo “apito amigo” por que então: 
1     Ele ficou 22 anos (1955 a 1977) sem conseguir ganhar um único título?
2    Por que sendo “favorecido” por arbitragens só ganhou seu primeiro título brasileiro em  1990?
3   Por que ficou 11 anos sem vencer o Santos (Time do Milton Neves) no campeonato    estadual?
4    Por que venceu a Libertadores que começou a ser disputada em 1960, apenas em 2012 e  não foi campeão várias vezes como o Boca Jrs e o Independiente da Argentina, por  exemplo?
5    Por que perdeu várias finais de campeonatos disputados até a presente data?
São perguntas que Milton Neves não poderá responder, porque não tem como fazê-lo a luz da razão. Além do mais, existem outros fatos que ele finge desconhecer dentro do futebol.
O time dele na época de ouro da década de ’60 montou uma superequipe e ganhou tudo que disputou. Entretanto conforme declara o jogador Almir Pernambuquinho em seu livro de memórias o time santista foi ajudado pelas arbitragens em algumas destas conquistas.
Em geral os erros de arbitragem (Juízes e auxiliares) são frequentes, prejudicam e ajudam a todas as equipes do mundo que disputam partidas de futebol em vários torneios. Não existe uma equipe que é prejudicada sempre, nem outra que é beneficiada sempre. Existe na verdade pessoas que querem aparecer à custa da força da torcida alvinegra do Corinthians.
No ano de 2013, jogando no Pacaembu pela Libertadores contra o Boca Jrs, o Corinthians foi vitima de uma das piores arbitragens da história do futebol sul-americano.
O árbitro encomendado era o paraguaio Carlos Amarilla. Foram duas penalidades não assinaladas e dois gols anulados na mesma partida. O link com as imagens mostram que um time com apito amigo não poderia jamais ser roubado desta forma:
            Ainda tem a matéria publicada neste final de semana dando conta da posição explicita e descarada do Presidente da CBF, afirmando e tranquilizando a direção do Clube Atlético Mineiro de que torce contra o Corinthians e não quer vê-lo Campeão Brasileiro. Veja o link: http://www.meutimao.com.br/noticia/185628/em_reuniao_na_cbf_del_nero_garante_que_nao_quer_ver_corinthians_campeao
        Somente humoristas e pessoas mal intencionadas podem afirmar que existe ou existiram complôs para fazer o Corinthians vencer algo neste país. As provas contrárias não caberiam neste espaço.

16 de agosto de 2015

Por quem as panelas batem?


Temos toda a razão de bater panelas quando a presidente aparece na TV dizendo que a culpa por nossa pindaíba é da crise internacional. Mas por que não batemos panelas quando Eduardo Cunha, o líder dos "black blocs" brasileiros, vândalo que faz política com pedras, bombas e coquetéis molotov, vai em rede nacional dizer que trabalha "para o povo", "sempre atento à governabilidade do país"?
Temos toda a razão de bater panelas contra a corrupção da Petrobras. Mas por que não batemos panelas contra o mensalão mineiro ou o cartel do metrô paulistano? Por que não batemos panelas contra a compra de votos para a reeleição do FHC? Por acaso pagar apoio na Câmara é mais grave do que pagar emenda na Constituição?
Temos toda a razão de bater panelas contra o retrocesso econômico de 2015. Mas como podemos não bater panelas contra o anel de pobreza que desde sempre engloba as metrópoles brasileiras, essa Faixa de Gaza de tijolo aparente, essa Cabul de laje batida onde se amontoa boa parte da população?
Temos toda a razão de bater panelas quando o governo se cala diante dos descalabros venezuelanos e da ditadura cubana. Mas por que não batemos panelas diante do fato de nosso principal parceiro comercial ser a China, maior ditadura do planeta? O tofu que alimenta aquela tirania é feito com a nossa soja e os fazendeiros, ruralistas e empresários que acusam a "venezualização" do Brasil são os mesmos que lucram com o dinheiro comunista. Ninguém bate woks por causa disso?
Temos toda a razão de bater panelas contra o estelionato eleitoral do PT. Mas por que não batemos panelas contra o estelionato eleitoral do PSDB, que elege repetidamente um governador tipo "gerente", prometendo "e-fi-ci-ên-ci-a" em cada sílaba, mas coloca São Paulo à beira do co-lap-so-hí-dri-co"? Um cristão cuja polícia, não raro, participa de grupos de extermínio, na periferia. Esta semana, foram 18 chacinados em Osasco e Barueri. Imagina se fosse no Iguatemi? E o estelionato das UPPs, no Rio, que prometem paz, mas torturam um cidadão até a morte e somem com o corpo?
"Não, não, isso não! Me mata, mas não faz isso comigo!", gritava o Amarildo, segundo um policial que testemunhou a barbárie, dentro de um contêiner. Como pode a nossa maior preocupação em relação ao Rio, hoje, ser com a qualidade das águas para as Olimpíadas de 2016? Cadê o Amarildo? Cadê as panelas?
Temos toda a razão de sair pra rua, neste domingo, para protestar contra a incompetência, a corrupção e a burrice do governo. Mas por que não sair pra rua para protestar contra a incompetência, a corrupção e a burrice do país como um todo? Um país que mata seus jovens, sonega impostos, polui, compra carteira de motorista, licença ambiental, alvará, dirige pelo acostamento, estupra, espanca e esfaqueia mulher (mas retira a discussão de gênero do currículo escolar), um país onde os negros correspondem a 15% dos alunos universitários e a 67% da população carcerária.
Este ódio cego, esta parcialidade hipócrita, este bombardeio cirúrgico que pretende eliminar o PT –e só o PT– para "libertar o Brasil", empoderando Renan Calheiros e Eduardo Cunha, não é o desabrochar da consciência cívica, é mais um fruto da nossa incompetência, mais uma vitória da corrupção; palmas para a nossa burrice.
Autor: Antonio Prata - Texto publicado no Jornal Folha de SP em 16/08/2015.

13 de agosto de 2015

Não temos Justiça, temos o Bolsa Criminalidade!

“O juiz é condenado quando o
criminoso é absolvido" P. Ciro

O sistema judiciário brasileiro não se cansa de dar exemplos concretos de que serve mais aos criminosos do que a sociedade que recolhe pesados tributos e mantém o poder Judiciário, o Executivo e o Legislativo à custa de muito sacrifício e nenhum retorno.
As leis são brandas, repletas de subterfúgios para que os criminosos do chamado colarinho branco possam utilizar-se de recursos Ad-eternum até que seus crimes de corrupção prescrevam e passem para arquivos mortos.
Nas ruas apenas mudam o modos operandi com relação aos criminosos perigosos que aterrorizam nossa sociedade. Assassinos, sequestradores, estupradores, monstros de toda espécie possuem benesses que dão inveja a qualquer criminoso do planeta.
São benefícios como os indultos em cada novo feriado, o comando do crime organizado de dentro das nossas penitenciárias, entrada de drogas e mulheres nos presídios e até armamentos. Sem contar que as mulheres dos criminosos recebem o Auxilio Reclusão do INSS com nosso suado dinheiro.
Os presos não trabalham, não estudam e na grande parte dos presídios tem total liberdade para continuar cometendo crimes sem que o Poder Judiciário reaja e coloque fim a essa verdadeira orgia.
Tem-se a impressão que alguns juízes recebem orientação do Poder Judiciário para não agravar a falta de vagas no sistema penitenciário, cuja construção o governo federal e os estaduais abandonaram há muito tempo. Os atuais estão superlotados e sem quaisquer cuidados com a sua administração.
Um exemplo desta afirmação aconteceu recentemente na cidade de Bauru-SP. Um criminoso foi preso, julgado e condenado a 48 anos de prisão em regime fechado. Como nosso sistema falido não permite penas acima de 30 anos o meliante ganhou 18 anos de sua pena original. 
Não bastasse essa imoralidade, o bandido cumpriu apenas e tão somente dois anos e oito meses (9,3%) dos trinta que deveria ter passado na cadeia e obteve a liberdade. Como o leitor já está imaginando, de 48 anos de reclusão para liberdade total em menos de três anos. Isso é Brasil! Isso é a Justiça no Brasil. Para “surpresa” geral o mesmo bandido, cometeu o mesmo tipo de crime que o levou a prisão na mesma cidade. 
Ou seja, onde está a eficiência do sistema? Quais as vantagens de soltar criminosos antes do cumprimento integral das penas? Isso serve apenas para aliviar a barra do Governo Federal e dos Estaduais, que nada fazem para manter presídios limpos, em ordem, com trabalho pesado e sem acesso a celulares, drogas e armas para bandidos que cumprem penas. Será que é pedir muito?
Será que o juiz que concedeu a liberdade ao meliante com menos de 9% da pena original consegue dormir tranquilo? Será que ele não imagina que seus próprios familiares podem um dia ser vitimas destes mesmos monstros que ele ajuda a liberar para o convívio da sociedade?
Não vejo no Brasil nenhum movimento que lute por mudanças drásticas nesta situação bizarra, esdrúxula e falida do nosso sistema judicial e penitenciário. A única coisa que se moderniza no Estado brasileiro são as formas de cobrança de impostos e a variedade dos golpes contra o erário.
Os criminosos se multiplicam mais que a Dengue no país, assim como o mosquito não correm risco algum de serem eliminados da vida que levam. Vão nos assustar, roubar e matar impunemente graças a nossa Justiça precária, covarde e omissa. Ao invés do rigor e penas duras, eles possuem o beneficio do Bolsa Criminalidade (Progressão de Penas, Redução de Penas, Indultos, Auxilio Reclusão, etc.).

Uber e o Netflix: Os incomodados que se mudem ou se adaptem rápido!

Estamos vendo nas últimas semanas mercados que se achavam "consolidados" iniciando o seu processo de reconstrução. Os taxistas tentando de tudo para acabar com o Uber, de lobby político a  agressão verbal e física, e recentemente os executivos de TV por assinatura no Brasil começam a reclamar do Netflix, já que o modelo de streaming não tem a mesma carga de impostos.
Porém, o real motivo é que a TV por assinatura está prevendo perda de audiência e consequentemente de receita enquanto ver a Netflix ter um faturamento estimado de no mínimo 500 milhões de reais no Brasil com um modelo de negócio totalmente novo que não necessita vender R$1,00 de publicidade. Tal faturamento coloca a Netflix no mesmo tamanho ou maior que a  TV Bandeirantes, a quarta maior emissora aberta em apenas quatro anos de operação.
E o que podem fazer os taxistas e as emissoras de TV e outros segmentos como agências de viagens, revistas e tantos outros para evitar o colapso?
Adaptação é a palavra de ordem é necessário encontrar o  caminho no ambiente digital de seus negócios, e está não é parte mais difícil, o que realmente atrapalha é o medo da mudança, é este medo que coloca tudo a perder e que favorece os novos modelos de negócio. 
Em momentos como esses de grandes mudanças e quebra de paradigmas, o foco daqueles que precisam se adaptar precisam estar em dois pontos:
1.   Competências e habilidades já adquiridas 
2.   Usuário / consumidor final 
Manter o foco nas conquistas que realmente agregam valor ao consumidor final é um excelente ponto de partida, no caso dos taxistas eles têm uma série dessas conquistas, vamos listar duas e comentar um pouco como isso pode fazer toda a diferença e oferece uma vantagem frente ao Uber: 
Quantidade de carros disponíveis: O Uber precisa construir a sua rede de carros enquanto os taxistas já há têm! Não é possível oferecer um serviço de locomoção em massa sem ter veiculo disponível, se compararmos hoje a frota que atende Uber é infinitamente menor que a de taxi. 
Localização: Os taxistas já estão nos melhores locais da cidade. O Uber ainda não tem esta capilaridade, os taxistas com certeza na maioria das vezes podem chegar primeiro aos clientes. Ninguém quer ficar esperando o que todos querem é agilidade, querem chegar logo ao destino. 
Perceba que com estas duas vantagens de exemplo os taxistas precisam apenas se organizar e manter o foco nos pontos certos e irão tornar a vida do Uber muito mais difícil, porém é claro que o Uber tem uma série de vantagens e a principal é estar focado totalmente em facilitar a vida do usuário e ela encontrou no Brasil um cenário na qual taxistas estão indo no caminho contrário ao de facilitar a vida do cliente, quem nunca ficou desconfiado ou foi enganado por um taxista que andou um pouco há mais? E os preços dos taxis que saem dos aeroportos? 
Para os canis de TV's é necessário fazer a mesma reflexão, será que os usuários estão felizes? Que valor que a Netflix gera para o cliente que os canais fechados não conseguem? Será que o modelo de negócio atual é sustentável em longo prazo? 
O fato é que muitos mercados a mudança já aconteceu, outros vêm mudando e muitos outros vão mudar não têm como fugir disso, para se manter saber se adaptar é vital, caso o contrário os incomodados terão que se mudar!  
Mantenha o foco primeiro nas competências que a sua empresa / segmento já conquistou e pare de pensar por um instante no que ainda não têm, veja quais competências geram valor para o usuário e depois repense ou até recrie se necessário o serviço ou produto com foco total no cliente.

Texto de Galileu Prezzotto publicado no site www.linkedin.com
Imagem original postada no Site da Série House of Cards.

10 de agosto de 2015

Diferenças entre uma pessoa Proativa e uma Reativa!

Pessoas reativas são aquelas que pensam e atuam dentro de padrões de causa e efeito. Pessoas proativas influenciam o meio, garantem harmonia, direcionam boas energias, iluminam tudo e a todos a seu redor. Nunca se sentem vítimas das circunstancias. Escolhem com sabedoria as coisas que podem influir para uma mudança significativa que atenda a muitos.

Quando um Proativo comete um erro, diz: Enganei-me“, e aprende a lição. Quando um Reativo comete um erro, diz: “A culpa não foi minha“, e responsabiliza terceiros.

Um Proativo sabe que a adversidade é o melhor dos mestres. Um Reativo sente-se vítima perante uma adversidade.
Um Proativo sabe que o resultado das coisas depende de si. Um Reativo acha-se perseguido pelo azar.

Um Proativo trabalha muito e arranja sempre tempo para si próprio. Um  Reativo está sempre "muito ocupado" e não tem tempo sequer para os seus.

Um Proativo enfrenta os desafios um a um. Um Reativo contorna os desafios e nem se atreve a enfrentá-los.

Um Proativo compromete-se, dá a sua palavra e cumpre. Um Reativo faz promessas e quando falha só se sabe justificar.

Um Proativo diz: "Sou bom, mas vou ser melhor ainda". Um Reativo diz: "Não sou tão mau assim; há muitos piores que eu".

Um Proativo ouve, compreende e responde. Um Reativo não espera que chegue a sua vez de falar.

Um Proativo ouve, compreende e responde. Um Reativo não espera que chegue a sua vez de falar.

Um Proativo sente-se responsável por algo mais que o seu trabalho. Um Reativo não se compromete nunca e diz sempre:
Faço o meu trabalho e é quanto basta”.
Um Proativo diz: “Deve haver uma melhor forma
de fazê-lo” Um Reativo diz: “Sempre fizemos assim. Não há outra maneira.

Um Proativo é PARTE DA SOLUÇÃO. Um Reativo é PARTE DO PROBLEMA.

Um Proativo consegue "ver a parede na sua totalidade". Um Reativo fixa-se "no azulejo que lhe cabe colocar".

Um Proativo passa esta mensagem aos amigos...
Um Reativo a LÊ e a DESTRÓI… Acredita que esse texto foi enviado apenas para ele!


Autor Desconhecido.

4 de agosto de 2015

Quem estaria dizendo a verdade?

“Aqueles que corrompem a opinião pública
são tão funestos como àqueles que roubam
 as finanças públicas” Adlai Stevenson

 Uma boa parcela do povo brasileiro, em especial os frequentadores da Baia da Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas sabem que suas águas há muito tempo são poluídas ao extremo. Havia uma tênue esperança que com a realização dos Jogos Olímpicos RJ/2016 algo fosse feito pelas autoridades e pelo Comitê Organizador do evento. Entretanto ninguém fez absolutamente nada com relação a este assunto tão importante para o meio ambiente e a sociedade carioca, bem como, para os atletas que vão competir no próximo ano no Rio de Janeiro.
Aceitar essa situação é muito difícil, mas pior do que saber da omissão do poder público é perceber que os atletas, a comissão organizadora e os órgãos públicos ligados a Prefeitura do Rio de Janeiro querem desmentir o obvio e nos fazer acreditar que os mentirosos são justamente os competidores estrangeiros do primeiro mundo.
Como se na Austrália, Inglaterra, Áustria e tantos outros países existissem a prática nociva do “Levar vantagem em tudo” ou como se fosse normal nos países citados o poder público mentir para justificar suas mazelas. Para você leitor entender melhor veja o que aconteceu:
Preocupada com o resultado de recente análise das águas da Baía de Guanabara, a Federação Internacional de Vela anunciou que vai encomendar um estudo próprio para avaliar a qualidade das águas do local, sede das provas da modalidade durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no próximo ano.
O Diretor executivo da federação, Peter Sowrey afirma que a pesquisa vai detectar a eventual presença de vírus e bactérias na água. A entidade decidiu promover sua própria análise depois que a agência de notícias Associated Press divulgou relatório nesta semana apontando a presença de vírus e coliformes fecais nas águas da Baía de Guanabara, na Lagoa Rodrigo de Freitas, ambas as sedes de eventos olímpicos, e na praia de Copacabana.
De acordo com a análise, 150 amostras de água foram testadas para três tipos de adenovírus humano, além de rotavírus, enterovírus e coliformes fecais. Elas apontaram níveis altos de adenovírus nos três locais. Também mostrou sinais de rotavírus, principal causa mundial de gastroenterite. Os testes foram realizados pela Universidade Feevale, de Novo Hamburgo (RS), por encomenda da AP.
Partiu dos próprios competidores a defesa mais veemente do Rio. Nesta sexta-feira, durante coletiva de lançamento do evento-teste do triatlo, que acontece neste sábado e domingo em Copacabana, a triatleta brasileira Pâmella Oliveira lembrou que o Rio e a praia da zona sul têm histórico de competições na água.
"Há várias provas aqui, maratona, triatlo, milhares de turistas todos os dias que se banham. Eu mesma já vim e já voltei um milhão de vezes e nunca tive problema", afirmou a atleta. "Isso (risco de contrair doenças na água) não me preocupa de maneira alguma. Penso que essa questão já foi resolvida quando colocaram a prova aqui em Copacabana. Não acredito que tenham colocado aqui sem ver todas essas questões".
Dezenas de reportagens mostram o esgoto a céu aberto sendo despejado em todo acesso que antecede a Baia de Guanabara. Não existe tratamento de esgotos na região e nem vai existir se depender dos atuais mandatários da cidade maravilhosa e do Estado do Rio de Janeiro. Para eles, os atletas que se danem, o povo, que nade em meio a coliformes fecais. Importa são as próximas eleições municipais após a realização das RJ/2016.
Eu acredito nas pesquisas realizadas e na Federação Internacional de Vela e você? Acredita em Eduardo Paes? No Comitê Organizador da RJ/2016? Em Papai Noel e Gnomos?

1 de agosto de 2015

Corrupção endêmica levando o país a morte

O mal une os homens. Aristóteles

Além do sistema político envolvido até o pescoço com corrupção, propinas, fraude e desvios do erário, temos no país fiscais corruptos, médicos burlando horário de trabalho, fraudes no DPVAT, agentes públicos envolvidos em maracutaias dos Detrans e toda espécie de golpes aonde existe dinheiro, principalmente o recurso público.
Recentemente o Conselho Municipal de Saúde – CMS de Guapimirim – RJ, encontrou irregularidades em contrato entre a sua Secretaria de Saúde e uma empresa chamada Status Rio Auto Ltda. Segundo as denúncias houve compra de combustível para cinco viaturas da secretaria que possibilitariam ir a Lua sem problema de abastecimento no caminho.
O Ministério Público ajuizou ação de improbidade administrativa contra o prefeito Marcos Aurélio Dias (PSDC-RJ) e o secretário de Saúde Eliel Ramos. O pedido visa afastar o prefeito e outros agentes públicos envolvidos no golpe do combustível.
Além de pagamentos realizados sem licitações, com indícios claros de superfaturamento, diante de uma frota de apenas cinco veículos na cidade.
Surpresa? A empresa pertence ao pai do vereador Alcione Barbosa Tavares (PSDC) – Conhecido, como (pasmem) Alcione do Posto. A cidade que possui 50 mil habitantes e fica próxima a Teresópolis não passou em branco diante da ganância e do senso de oportunidade que os corruptos detectam aonde tem dinheiro público.
Quantas empresas no Brasil pertencem a políticos? Quantas cidades são alvo de atos como esse que muitas vezes passam despercebidos pelo cidadão comum e até do MP? Quanto dinheiro é desviado no Brasil diariamente? Enquanto isso, nós, cidadãos honestos, pagamos pesados tributos para sustentar essa corja de bandidos da pior espécie humana.
É revoltante saber que atitudes como estas em Guapimirim ajudem a afastar da vida política, dos partidos constituídos e do poder público pessoas honestas que ficam enojadas com tanta desfaçatez. A impunidade precisa acabar e essa escória precisa ser presa, obrigada a devolver tudo que roubaram e a cumprir penas severas sem os imorais benefícios proporcionados pela nossa Justiça.
São bilhões de reais desviados de suas finalidades precípuas em todos os cantos do país. São golpes e fraudes que inundam nosso cotidiano, tirando de todos os brasileiros a esperança de um futuro digno e melhor.
A corrupção é democrática, está em todos os estágios da vida pública, nos três poderes constituídos e em todos os cantos do país, que é conhecido mundialmente como “Paraíso da Impunidade e da Corrupção”. Pobre povo de Guapimirim e do Brasil.