13 de julho de 2017

De volta as origens, mas muito pior!

O MDB – Movimento Democrático Brasileiro deu origem ao PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro, que em 1988, cindiu-se e deu origem ao PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira. A maior parte de seus fundadores eram de São Paulo e Minas Gerais, não à toa seus candidatos à presidência desde então nunca foram de fora deste eixo SP-MG. 
O grupo dissidente discordava do PMDB de José Sarney que queria cinco anos de tempo de governo enquanto eles queriam quatro anos de mandato. Em SP, havia uma profunda divergência com o líder do PMDB, Orestes Quércia, o que motivou a saída daquele grupo para fundar um partido neoliberal.
Vinte e nove anos depois, o mesmo PSDB, agora aliado do PMDB de Temer, Romero Jucá, Renan Calheiros, Geddel de Oliveira, Rodrigo Maia, joga no lixo sua história, seu projeto de política e sua ideologia. Este retorno ao útero de onde nasceu após discordar da política fisiológica e sempre suspeita do PMDB, mostra que os vinte e nove anos não foram suficientes para que o PSDB aprendesse a ser algo diferente no cenário político nacional. 
Após perder quatro eleições presidenciais seguidas (2002 a 2014), o partido se esfacelou, ficou tão aturdido que entrou com ação contra a chapa que o derrotou em 2014 (PT/PMDB), e após o impeachment de Dilma, correu para o colo do PMDB num surto repentino de amnésia política e ética. 
Um ano depois, com quatro ministros no governo Temer e fazendo apologia a aprovação de reformas do PMDB, o partido tucano é pego de surpresa com as delações contra seu partido e a nave mãe do PMDB, feitas por empresários corruptos da JBS.
O partido que se dizia diferente, ético e honesto, tem diversas figuras de seu quadro envolvidos com delações a partir da Lava Jato e das gravações feitas pela JBS. José Serra, Aloysio Nunes, Alckmin e principalmente Aécio Neves contam com a amizade de Gilmar Mendes e outros desembargadores do STF para poderem se manter vivos em seus mandatos no executivo ou legislativo.
           Um partido que está a 23 anos governando o Estado de São Paulo, sem que tenha êxito na Saúde, Educação, Segurança entre outras coisas, não pode se dizer preparado para administrar o país. Publicidade milionária não consegue enganar durante tanto tempo num momento em que todos tem acesso a verdade em tempo real.
Atualmente temos a impressão que o PSDB se separou do PMDB em 1988, ainda não conseguiu cortar o cordão umbilical que o unia aos antigos parceiros. Mas ao abraçar ao governo Temer, demonstrando total confiança, o PSDB voltou no tempo, só que muito pior.

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